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21/02/2015
Origem do primeiro dia da semana
No início da era cristã, os cristãos primitivos por serem judeus guardavam o sábado, porém reuniam-se aos Domingos para celebrarem a Eucaristia (ação de graças) através da fração do pão em honra e memória da ressurreição de Cristo. A partir de 189 d.C., a Igreja Cristã estabeleceu uma data diferente daquela praticada pelos judeus para suas comemoração da Páscoa e dos dias santos a ela associados. Posteriormente, confirmando a Tradição Apostólica o Primeiro Concílio de Niceia, em 325 d.C., oficializou o Domingo (Dominica Dies) como dia sagrado para os cristãos.
A união da cultura judaica com a cultura cristã resultou na reserva de dois dias diferentes (Sábado e Domingo) para descanso: estes são respectivamente o último dia(Sábado) e o primeiro dia da semana (Domingo) de acordo com o calendário ocidental.
31/07/2013
Vida e Morte no Cristianismo Primitivo
RESUMO:
Este ensaio trata de maneira breve das noções de morte e vida na crença cristã nos três primeiros séculos de nossa era. Este artigo propõe que desde de seu início, a Igreja Cristã precisou grosso modo enfrentar dois diferentes desafios: de um lado, em seu ramo ocidental, a Igreja nascente teve que se confrontar com o Estado Romano e seus problemas políticos, de outro lado, na Igreja oriental, os primeiros cristãos foram obrigados a se desenredarem das suas raízes judaicas e helenísticas, principalmente em relação às questões doutrinais. Estas duas faces de uma só Igreja levaram a distintas respostas em relação às concepções de vida e morte, que foram apenas unificadas com os concílios ecumênicos após 325 d.C.
Palavras-chave: religião, cristianismo, antiguidade
Leia o Texto completo.
Fonte:
Marcos Caldas, Professor de História Antiga da Universidade Federal Fluminense
Revista Cantareira – Revista Eletrônica de História
Volume 1, Número 3, Ano 2, Ago. 2004
Disponível em: <hhttp://www.historia.uff.br/Cantareira>
27/06/2013
Cristianismo Primitivo e Paideia Grega
E arly Christianity and Greek Paideia é o título de uma obra do grande helenista Werner Jaeger, pulicada em 1961 e organizada a partir de conferências realizadas pelo autor na Universidade de Harvard em 1960.
A exemplo de seu trabalho anterior, Paideia, Jaeger planejava elaborar uma obra de fôlego, que abrangesse o vasto processo histórico pelo qual a cristandade foi helenizada e cristianizada a civilização grega, obra da qual o livro em exame anteciparia os lineamentos gerais.
A morte impediu-o de realizar este projeto, o que sempre se há de lastimar, mas a agudeza do pensador salvou para nós, no Early Christianity and Greek Paideia, o essencial deste encontro histórico, de amplas conseqüências, entre a cultura grega e a religião cristã.
Na linha do historiador alemão Johann Gustav Droysen, para o qual o cristianismo surge do helenismo e dele toma as direções mais notáveis de seu primeiro desenvolvimento, Jaeger considera de importância decisiva para a afirmação do cristianismo como religião universal o processo de três séculos de expansão da cultura grega desencadeado pelas conquistas de Alexandre. Realmente, em torno da Bíblia irá organizar-se uma civilização com feições próprias, mas em razão de uma dialética vital entre o kerygma cristão, cujo maior esforço será ultrapassar os limites da Judéia, e esta cultura de muitos séculos e largas dimensões geográficas, a cultura grega.
Neste encontro histórico, a língua grega, falada em todas as sinagogas das cidades do Mediterrâneo, é fator decisivo. Ela põe ao alcance do judeu helenizado e do gentio a doutrina cristã, cuja forma literária, nesta tarefa de conversão, é muitas vezes grega.
Descrevendo o desenvolvimento histórico da religião cristã durante os primeiros séculos, Jaeger o vê como um processo contínuo de tradução das fontes hebraicas com o objetivo de oferecer ao mundo uma compreensão cada vez mais adequada de seu conteúdo. Este processo se teria iniciado com os evangelistas, cujas interpretações doutrinárias se faziam conforme as categorias da Lei e os Profetas, dentro da tradição messiânica de Israel. A partir daí se daria o encontro da cultura clássica com o Cristianismo em proporções sempre mais amplas, o que já se pode ver na carta de São Clemente Romano aos coríntios, da última década do século 3 ª D. Nela o bispo de Roma procura justificar pela razão as exortações morais dirigidas à igreja que já ao apóstolo Paulo oferecera motivos de preocupação. Nesta carta, conforme procura mostrar Jaeger, pode perceber-se uma teoria filosófica grega interpretada em sentido cristão, bem como um método novo que, posteriormente, no século IV, os Padres da Igreja, combinando a autoridade da Bíblia e a razão, aplicariam em suas argumentações.
No século II da graça do Senhor, a rápida expansão do Cristianismo, antecipando as grandes controvérsias entre cristãos e pagãos do século seguinte, leva as elites intelectuais do mundo greco-romano, postas em contacto mais direto com a doutrina cristã, a lhe oporem uma primeira reação. Nesta época o Cristianismo, considerado a filo dos bárbaros, é severamente julgado pela mentalidade pagã com as categorias da cultura clássica. Canibalismo, ateísmo, subversão política, eis as principais acusações, a que os Padres da Igreja procuraram responder apologeticamente, aproveitando as circunstâncias para tornar simpático à causa de Cristo o público pagão. Entre este as reações mais negativas vêm ligadas a homens de cultura formados na tradição clássica, entre os quais se citam Tácito, Marco Aurélio, Galeno e Celso. Criticam-se no Cristianismo os seus fundamentos, a ausência do pensamento crítico e o apoio integral na fé.
Já entre os pensadores cristãos da mesma época podem perceber-se duas orientações opostas. Uma, representada por Justino e Atenágoras, na linha de Fílon, procura absorver a tradição grega na doutrina cristã. Quer mesmo aplicar ao Cristianismo algumas categorias espirituais da cultura grega e reconhece nela certos paralelismos com a doutrina cristã. A outra, de feições claramente anti-helênicas, defendida por Taciano, o assírio e Tertuliano, o africano, denuncia e condena a helenização do cristianismo. Tertuliano, em particular, separa razão e fé, e repete a idéia de um paralelo entre cristianismo e helenismo em termos filosóficos.
Com o século seguinte aumenta a necessidade de maior adaptação das interpretações dos evangelhos ao povo de fala grega, principalmente nas suas camadas mais altas. Isto vai exigir um esforço intelectual em nível mais profundo, do qual Alexandria passa a constituir-se em centro principal. Aí, então, com os trabalhos de Clemente e Orígenes, pode falar-se numa teologia cristã.
Sopesando o contacto criador do cristianismo com a tradição grega, Jaeger o vê como um desafio. Desafio de uma religião que reivindicava para si a posse da verdade, lançado à única cultura intelectual do mundo que tentara ser universal e o conseguira. Nestes termos, o cristianismo teria buscado na tradição grega a segurança de sua própria universalidade. Isto não nos deve levar à conclusão precipitada de que a doutrina de Cristo adquiriu proporções mundiais em razão exclusiva do apoio intelectual que lhe ofereceu o helenismo. Estamos diante de uma questão complexa e da maior importância que, examinada em dimensões mais amplas, põe em julgamento a força espiritual do cristianismo, seu poder de conversão e os motivos que levaram o mundo helenístico, preso pelas raízes à cultura grega, a deixar-se por ele seduzir e a adotá-lo. Nem nos parece que este ponto crucial tenha escapado a Jaeger. De fato, embora não se tenha manifestado com largueza sobre o assunto, o que talvez pretendesse fazer depois, o genial helenista nos adverte contra o erro de ver-se a helenização do pensamento cristão como um processo unilateral, sem relação alguma com as necessidades internas da civilização grega da época. A antiga religião dos deuses olímpicos, após a dissolução da polis, deixara um vazio de tal natureza que as correntes filosóficas mais significativas do mundo greco-romano foram levadas a preencher com a maior espiritualidade, nos termos de uma necessidade religiosa não racional. Quando aparece o cristianismo, torna-se conveniente e, por que não dizer, necessário à mentalidade pagã examinar esta fé que reúne adeptos tão fieis, avança por todas as terras e, curiosamente, com recursos intelectuais emprestados à própria tradição clássica, parece aplicar com eficiência as formas necessárias para fazer-se entender por todos, gentios e cristãos.
Pois bem, esta tarefa de tradução cada vez mais eficiente da doutrina de Cristo, exposta agora também às camadas mais altas e mais cultas do meio pagão, exige da parte de seus defensores um trabalho cada vez mais elaborado, de homens eruditos e comportamento ascético. Constrói-se então uma interpretação da Bíblia em nível mais elevado, para satisfazer um público exigente, da razão mais crítica. Dão-se então os primeiros passos na elaboração do que se costuma chamar de filo cristã.
Estamos no século III ªD. e no início desta trajetória colocam-se as figuras de Clemente de Alexandria e Orígenes. A originalidade nestes dois homens, adverte Jaeger, constitui-se em se servirem da especulação filosófica para sustentar uma religião positiva fundada na revelação divina, alheia, em suas origens a uma investigação humana independente acerca da verdade.
Em outros termos, o processo de assimilação da tradição clássica pelo cristianismo pôde desenvolver-se com maior elasticidade a partir do momento em que, no meio cristão, homens intelectualmente formados na cultura grega passaram a reconhecer a capacidade religiosa da filo. Ora, esta atitude claramente assumida no século III por Clemente e Orígenes, entre outros, tinha a seu favor todo o esforço anterior de Fílon, que procurara mostrar como a fé hebraica podia ser exposta em termos da filo grega e justificada racionalmente. Isto sem considerar-se o trabalho dos estóicos no sentido de uma interpretação alegórica dos mitos antigos e, em particular, da teologia de Homero.
Com estes precedentes, o encontro do helenismo com o cristianismo em nível erudito adquire em Clemente e Orígenes uma importância da mais alta significação. Além de representar uma tentativa clara de fundamentação filosófica das verdades da fé, inaugura uma distinção entre o simples crente e o teólogo, entre aquele que tem apenas pistis e alcança um interpretação literal, quando muito histórica, da doutrina, e aquele que conhece o verdadeiro significado dos livros sagrados e entende certos exemplos bíblicos metaforicamente, como exemplos de grandes verdades metafísicas ou éticas. Nestes termos, apenas um tratamento erudito, fundado na tradição intelectual grega, pode levar o fiel à gnosis, em relação à qual a filo guarda a posição de propaideia. Descansando sobre a distinção já estabelecida pela cultura clássica entre um tipo esotério de saber, que traduz a verdade (aletheia) e outro, exotérico, que é a mera aparência (doxa), a teologia cristã procura firmar-se como representante da verdadeira gnosis. E esta se consubstancia nos seus mistérios, opostos aos da religião pagã, inteiramente falsos, mas que já a partir do séuclo IV aª., por oferecerem uma relação mais pessoal com a divindade, passaram a ocupar no coração do homem helenístico o vazio deixado pela fé olímpica. Desenvolve-se então todo um trabalho de exegese da doutrina cristã, voltado para a discussão da autentica natureza divina, daquilo que lhe é próprio (theoprepés), numa linha de preocupação que Jaeger filia a Xenófanes de Cólofon, do século VI ªC. E nesta tarefa de fixar e fundamentar os princípios vitais do Cristianismo, de superar-lhe o aparente caráter mitológico, não basta elevar Cristo à dignidade de pedagogo da humanidade, mas é preciso
também cuidar para que orientações espúrias como o gnosticismo, o maniqueísmo e o mitraísmo não venham a comprometer a universalidade do kerygma cristão ou a representar-lhe um Ersatz fatal. Trabalha-se então em várias frentes, mas o maior problema é enfrentar o ideal de cultura grega como um todo e neste confronto solidificar a liderança espiritual da doutrina cristã. Deste encontro histórico o resultado será uma teologia cristã que não pode ocultar sua dívida com a erudição clássica. Prega-se uma nova paideia que tem em Cristo seu ponto vital e ao mesmo tempo preparam-se os andaimes de uma nova civilização, a civilização cristã.
Esta tarefa é retomada pelos padres capadócios na segunda metade do século IV ªD. Todavia, como assinala Jaeger, não basta agora afirmar o cristianismo como a paideia verdadeira e única, nos termos de Clemente de Alexandria, mas é preciso enfrentar o momento de restauração pagã da época, dentro do qual os valores da paideia grega se vão converter em religião e artigos de fé. As circunstâncias exigem que o cristianismo, para defender a pretensão de verdade e universalidade, assuma a liderança intelectual, e que seus adeptos mais qualificados mostrem o poder formador da doutrina de Cristo. São Basílio de Cesarea, São Gregório de Nisa, entre outros, devem produzir obras de alto nível, que possam conquistar intelectualmente as elites espirituais do paganismo, em suas reações agressivas à nova fé. Repensam-se as relações entre o cristianismo e a herança grega em nível mais profundo, esta última vista com simpatia e estima da parte de alguns autores cristãos. Há um renascimento da cultura clássica, que levou Jaeger a falar num neoclassicismo cristão, onde o cristianismo se declara herdeiro de tudo o que seja digno de sobreviver na tradição grega. Quer no ocidente latino, com Santo Agostinho, ou no oriente grego, com a cultura dos padres capadócios, a sabedoria clássica, pela retórica ou pela filo, se conjuga com a sabedoria da sinagoga e é posta a seu serviço. É neste contexto que se constrói uma verdadeira literatura cristã, muitas vezes livremente alimentada na tradição grega, como ocorre em São Gregório Nasianceno.
Embora os capadócios ataquem o helenismo em suas debilidades (atitude que em São Gregório de Nisa, além de reforçar a importância do dogma, de distanciar-se de uma interpretação intelectualista, ressalta o valor dos costumes veneráveis – liturgia e mistérios) há o interesse de se fazer do helenismo um instrumento da fé. Efetivamente, se na escola cristã nascente um São Basílio mostra-se simpático à introdução da antiga poesia grega como meio de educação superior, o próprio São Gregório de Nisa é um classicista de estilo.
Nesta luta com a herança clássica, adverte Jaeger, os pensadores do oriente grego e os do ocidente latino põem o arquétipo grego a seu serviço, não para lhe preservar o matiz exato, mas para, em torno dele, cristalizar as idéias de sua própria época. Entre estes pensadores, Jaeger faz sobressair a figura de São Gregório de Nisa, na sua opinião o homem capaz de ver todos os aspectos da paideia grega e que, na busca de um modelo de formação humana, mostra-se à altura das maiores exigências da filo pedagógica grega. Numa inspiração platonizante, dentro da qual a filo, em última análise, se resolve numa assimilação de Deus, são Gregório de Nisa traduz a paideia cristã numa deificatio, num processo de elevação espiritual que reintegra o homem da queda, criado à imagem e semelhança de Deus, no divino. A partir daqui, o padre capadócio desenvolve uma teoria dos graus do caminho místico da theognosis, que encontra nos Salmos e nas Epístolas de São Paulo o seu maior comprovante. De fato, a Bíblia, todo unitário inspirado pelo Espírito Santo, interpretada em diversos níveis, ocupa na educação cristã o mesmo lugar que a filo na educação grega. Literatura paidêutica de primeira ordem, oferece o paradigma pelo qual o crente deve moldar-se. Neste sentido, a formação do homem, a morphosis, idéia-chave na educação helênica, se constitui numa metamorphosis, numa radical mudança interior do homem caído, cada vez mais conforme ao modelo divino.
Dentro das linhas teóricas da nova fé, a idéia de morphosis completa-se com a de graça. De fato, o esforço humano para a salvação é ineficaz sem a synenergeia, a cooperação divina. Por seus próprios recursos o homem, que em São Gregório de Nisa, ainda numa inspiração platônica, por natureza tende para o bem e, se comete o mal, fá-lo apenas por ignorância, jamais conseguirá a regeneração e o gozo do estado edênico. Neste processo de salvação, a crença numa vida futura, onde o castigo é catarse da alma, faz-se indispensável, ainda que o próprio São Gregório não pense em punição eterna. Por trás da idéia de salvação individual coloca-se a de um plano mais amplo de apocatástasis, tomada a Orígenes, que leva a uma restauração final da obra divina originária.
Visto na essência, o trabalho de Jaeger estuda o humanismo cristão em suas origens, quando ainda é necessário sistematizar as verdades da fé, dar-lhe uma fundamentação teórica, a partir daquela mensagem viva ligada à figura de Cristo. Jaeger mostra também como essa tarefa foi executada a partir do confronto entre o cristianismo e o helenismo e em função dele. O kerygma cristão deve impor-se espiritualmente num mundo afeiçoado à tradição grega, e pôde universalizar-se a partir do momento em que, confrontando-se com ela, embora fiel à sua inspiração original, a pôs a seu serviço.
Ao concluir seu livro, chamando a atenção para importância de toda a tradição literária do oriente bizantino, que tem nas obras dos padres gregos a parte mais seleta, Jaeger levanta o problema da extensão de sua influência no pensamento renascentista, italiano e europeu. Nesta linha de preocupação, lembra também nosso débito para com este antigo humanismo cristão, sem o qual pouco teria sobrevivido da literatura e da cultura clássicas. E, deste ângulo, o autor vê seu trabalho não como o último capítulo da história do ideal da paideia no mundo da antiguidade grega, mas também como o prólogo da história de suas transformações latinas e medievais.
Fonte:
Ecclesia: Arquidiocese ortodoxa Grega de Buenos Aires e América do Sul, Gilda Naécia Maciel de Barros
Faculdade de Educação da USP. Disponível em < http://www.ecclesia.com.br/biblioteca/miscellaneous/cristianismo_primitivo_e_paideia_grega.html >
16/05/2013
Hino, hora terceira: Autor desconhecido
7º semano da Páscoa
Surge a hora terceira, em que Cristo
foi, por nós, elevado na cruz;
fuja a mente de toda soberba,
vá na prece buscar sua luz.
Quem o Cristo acolheu no seu íntimo,
deve ter sempre pura intenção,
implorando ao Espírito Santo
que ele habite no seu coração.
Esta hora pôs fim à velhice,
destruindo do crime as raízes;
e, a seguir, pela graça de Cristo,
começaram os tempos felizes.
Glória a vós, que vencestes a morte
e brilhais, como Pai, Sumo Bem,
e a chama de Amor, Santo Espírito,
pelos séculos eternos. Amém.
Surge a hora terceira, em que Cristo
foi, por nós, elevado na cruz;
fuja a mente de toda soberba,
vá na prece buscar sua luz.
Quem o Cristo acolheu no seu íntimo,
deve ter sempre pura intenção,
implorando ao Espírito Santo
que ele habite no seu coração.
Esta hora pôs fim à velhice,
destruindo do crime as raízes;
e, a seguir, pela graça de Cristo,
começaram os tempos felizes.
Glória a vós, que vencestes a morte
e brilhais, como Pai, Sumo Bem,
e a chama de Amor, Santo Espírito,
pelos séculos eternos. Amém.
Memória Coletiva e Identidade Paleocristã
Este trabalho tem como objetivo analisar a funçáo da memória na tradiçáo e identidade cristá. Esta pesquisa se dá através do estudo critico dos Evangelhos Sinópticos, os quais compõem uma narrativa memorial e vamos adotar como referencial teórico o conceito de memória coletiva de Maurice Halbwachs (2006). O papel da memória é fundamental na formaçáo do Paleocristianismo e o ensino cristáo se dá através da evocaçáo da memória de Jesus, que atualiza no presente de quem as evoca a vida, a pregaçáo e os ensinamentos do Cristo. Essa memória coletiva possui uma importante funçáo de contribuir para o sentimento de pertinência a um grupo de passado em comum. Ela garante o sentimento de identidade do individuo que tem como base uma memória compartilhada, náo só no campo histórico, mas principalmente no campo simbólico.
Palavras-chave
Paleocristianismo; Memória coletiva; Identidade
Fonte:
Caterine Henriques Mendes, Fábio Vergara Cerqueira. Revista de Humanidades v.12,n.30 2011.
Disponível em < http://www.periodicos.ufrn.br/index.php/mneme/article/viewArticle/1110>
A ARQUITECTURA PALEOCRISTÃ DA LUSITÂNIA NORTE
O aparecimento do Cristianismo representou para Roma uma
novidade surpreendente em relação às religiões até então existentes no
Império: ao politeísmo tradicional de todas as religiões, o Cristianismo
opõe o monoteísmo; os sacrifícios humanos ou animais são
substituídos por sacrifícios simbólicos, mas onde o elemento animal e
vegetal continua presente através do pão e do vinho transubstanciados
no corpo e sangue de Cristo; a uma sociedade esclavagista e baseada
na divisão em classes, o Cristianismo vai contrapor que ―Já não há
diferença entre judeu e grego, entre escravo e homem livre, entre
homem e mulher, pois todos vós sois um só em Jesus Cristo‖ (Paulo,
3, 27); o culto ao imperador, um dos principais elos da união do
Império e o único culto verdadeiramente universal, confronta-se agora
com a adoração de um Deus único e Omnipotente.
Num primeiro momento de surpresa, a tolerância tradicional do
espírito de superstição romano perante todas as divindades dos povos
conquistados levou a que os primeiros imperadores considerassem
estar simplesmente perante mais uma religião de mais um povo
conquistado, ainda por cima vinda do oriente e com origem judaica,
de um povo que já tantos problemas tinha levantado na sua
subjugação. Rapidamente, no entanto, se aperceberam da importância
subversiva da nova religião e começaram, em meados do século I, um
conjunto de perseguições durante as quais os cristãos são martirizados.
O espírito de sacrifício dos cristãos, a sua entrega à oração e às
mãos do seu Deus, a sua morte serena, mesmo que acontecesse às
garras de animais selvagens, era um exemplo que estava a contagiar
Leia o Texto completo
Fonte:
JOÃO L. INÊS VAZ. MÁTHESIS 20 2011 99-128
Disponível em < http://repositorio.ucp.pt/handle/10400.14/9161>
09/05/2013
Iconoclastas
Esta heresia, tipicamente oriental, surgiu no séc. VII como reacção contra abusos de sabor idolátrico verificados sobretudo entre os monges. Favorecida pela tendência dos orientais para o abstracto e sua aversão ao naturalismo, invocando argumen-tos bíblicos (Ex 20,4-5; Dt 5,1-9) e históricos (prática da Igreja primitiva), foi promovida por imperadores bizantinos, sobretudo por motivos políticos e estratégicos (rivalidade com Roma, temor do poder dos mosteiros, desejo de atrair judeus e muçulmanos). Na sua história distinguem-se dois períodos (726-787 e 813-842), terminando por intervenções das imperatrizes Irene e Teodora, no II Conc. de Niceia (787) e no Sínodo de 843. Mais tarde, esta heresia foi formalmente condenada no IV Conc. de Constantinopla (869-870) e no Conc. de Trento (1545-1563). (V. imagens).
Fonte:
Enciclopédia Católica
07/05/2013
Salus Populi Romani
Salus Populi Romani (em português 'Protetora do Povo Romano') é um título dado no século XIX para o ícone bizantino de virgem com o Menino Jesus, supõe-se que seja do início da era cristã, a imagem está na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma.
Ela tem sido historicamente o mais importante ícone mariano em Roma, embora a devoção a ela tenha diminuído em relação a outras imagens (como a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro). Ao longo dos séculos, recuperou um certo estatuto, especialmente por ser coroada pelo Papa Pio XII em 1954.2 Recentemente, o Papa Bento XVI venera o Salus Populi Romani em diferentes ocasiões, pedindo a sua intercessão.
Em 2003, o Papa João Paulo II deu aos jovens da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) uma cópia contemporânea deste antigo e sagrado ícone como símbolo de fé para ser levado pelo mundo, acompanhando a cruz da JMJ. “Hoje eu confio a vocês... o ícone de Maria. De agora em diante, ele vai acompanhar as Jornadas Mundiais da Juventude, junto com a cruz. Contemplem a sua Mãe! Ele será um sinal da presença materna de Maria próxima aos jovens que são chamados, como o apóstolo João, a acolhê-la em suas vidas” (Roma, 18ª Jornada Mundial da Juventude, 2003).
Fonte:
Wikipédia
02/05/2013
O Peixe (Ichtys) como Símbolo Cristão
Trata-se de um acrônimo, utilizado pelos cristãos primitivos, da expressão "Iesous Christos Theou Yios Soter", que significa "Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador" (em grego antigo, Ἰησοῦς Χριστός, Θεοῦ ͑Υιός, Σωτήρ). Foi um dos primeiros símbolos cristãos, juntamente com o crucifixo e continua a ser usado principalmente pelas denominações evangélicas.
O Ichtys também era utilizado para marcar catacumbas cristãs na época da perseguição aos cristãos, pois era um símbolo que não era tão explicitamente cristão (como a cruz, por exemplo). Outra utilidade era o uso para comunicação: um cristão marcava um lugar com uma meia-lua para baixo, se o outro também fosse cristão, marcava a meia lua para cima, formando o símbolo.
Fonte:
Wikipédia
Cruz
Ninguém sabe com certeza a origem da cruz. Entretanto, parece que sua forma mais antiga, a cruz em movimento - (swástica hallada), foi encontrada na Índia. Seu significado é «boa sorte.»
A cruz é considerada um símbolo universal. Os egípcios a chamavam ankh e era considerada uma «chave mágica que abria a "fronteira da imortalidade.»
Pode-se encontrar cruzes em culturas tão distintas como a fenícia, a persa, a etrusca, a grega, a escandinava, a celta, a africana, a australiana, a chinesa, a tibetana, a asteca, a maia, a inca, entre outras. Mesmo que a cruz tenha um traçado muito simples está, na realidade, carregado de densa complexidade. Buscar todos os sentidos que possui é como ingressar numa caverna obscura, cheia de caminhos tortuosos e emaranhados, que se entrecruzam. Seu significado flutua em três níveis: místico, filosófico e sociológico.
Pitágoras dizia que Deus falava através de números e, a essa linguagem, o filósofo grego chamou de matemática sagrada, ou ciência dos princípios.
Ao símbolo da cruz, relacionou o número 4 que representa a ordem do mundo, as quatro bases que formam o equilíbrio da criação. Imaginem, o que aconteceria se faltasse um dos pés de uma mesa? Mesmo assim, o número 4 tem sua origem no 2 e, por isso, a cruz também se identificou com os pares opostos de conceitos: humano-divino, espaço-tempo, liberdade-disciplina, eros-thanatos etc., duas forças em permanente conflito e complementaridade.
Também é associado à cruz o significado de centro para onde tudo converge, a Árvore da vida. [...]
Eis aqui uma classificação delas de acordo com a sua forma: Para ver mais
Iconografia cristã: Arte Angolana e Lusofonia
As influências culturais que atingem hoje em dia uma dimensão planetária, asseguradas por uma forte componente de virtualidade, tiveram a antecedê-las longos períodos de contactos interculturais protagonizados em muitos casos por portugueses.
Relações que se basearam essencialmente numa avaliação e exploração de recursos e
influências, em que se evidencia um discurso oficial orientado para a avaliação da
diferença. Ao longo de quase cinco séculos a iconografia cristã e o comércio tornaramse
dois dos veículos estruturantes dessas relações. Leia mais
Relações que se basearam essencialmente numa avaliação e exploração de recursos e
influências, em que se evidencia um discurso oficial orientado para a avaliação da
diferença. Ao longo de quase cinco séculos a iconografia cristã e o comércio tornaramse
dois dos veículos estruturantes dessas relações. Leia mais
A RECEPÇÃO DO ‘LIVRO CRISTÃO’. ALGUMASQUESTÕES DO
Por quais razões se pode afirmar que exista uma concepção do livro ‘cristão’? Talvez a partir das
profundas mudanças ocorridas a partir da criação do livro? Ou proviria do desempenho de leitura
de novos circuitos de leitores, na medida em que, a leitura ‘cristã’ implicava numa inédita forma de
fruição? (CATALBIANO, 1996). Ou ainda proviria do ambiente sócio-cultural, mas também do
aspecto do próprio livro, que, em seu formato, após o quarto século cristão, segundo alguns autores,
teria sofrido uma radical transformação? Quase se poderia dizer, teria passado por uma mudança
na sua ‘natureza? (PETRUCCI, 2003). A escritura é sem dúvida o instrumento por excelência da
comunicação e da difusão do pensamento. Pode-se ainda pensar que o aspecto figurativo, a
visibilidade do sinal gráfico e das séries de sinais gráficos, que podem assumir, e assim o foi, em
períodos e ambiente culturais diversos, ora um significado mágico-evocativo, ora um significado
estético, ora uma síntese destes aspectos. Leia mais
XI Congresso Internacional da ABRALIC
Tessituras, Interações, ConvergênciasProf. Dr. Pe. Pedro Paulo Alves dos Santos
OS DOIS ESPAÇOS CELEBRATIVOS NOS PRIMEIROS SÉCULOS DA ERA
A arte e a arquitetura sacra e litúrgica nos primeiros séculos do cristianismo é o que trata este
artigo. André Grabar, pesquisador do campo específico da arte cristã antiga, contribuiu imensamente nessa área ao elaborar um método de trabalho válido até hoje. O método consiste
em comparar funcionalmente um monumento a um outro similar, buscando individualizar os
“grupos semânticos” das imagens. O tema é pertinente, pois uma das grandes dificuldades, ainda
nos dias de hoje, é estabelecer a relação da imagem com o espaço celebrativo, “quê tipo de
imagem se coloca onde?” dentro do edifício eclesial. Leia mais
Palavras-chave:
Imagem. Iconografia. André Grabar. Arte. Arquitetura.Fonte:
Ruberval Monteiro da Silva
Tear Online São Leopoldo v.1 n. 1 p. 40-43 jan.-jun. 2012
Disponível em: <http://periodicos.est.edu.br/tear>
A apropriação cristã da iconografia greco-latina:
Fonte:
MÁTHESIS 14 2005 9-28
25/04/2013
Hino de SÃO MARCOS, EVANGELISTA
Quinta, 25 de abril de 2013 SÃO MARCOS, EVANGELISTA
Vésperas
Cantamos hoje alegremente,
ó São João Marcos, teu louvor,
pois tu trouxeste a toda gente
a Boa-nova do Senhor.
Por mestre a Pedro tu tiveste,
suas palavras recolhias,
e, se a Jesus não conheceste,
era a Jesus que nele ouvias.
Breve o Evangelho que escreveste,
tão dilatado em seu amor:
em poucas páginas puseste
as maravilhas do Senhor.
Deixa-te Paulo, e a Paulo segues,
vais imitando a sua lida;
perfeita é a cópia que consegues,
dando por Cristo a própria vida.
Filho de Deus O proclamemos,
por ti e Pedro alimentados,
e face a face O contemplemos,
ao céu um dia transportados.
Oração
Ó Deus, que concedestes a São Marcos, vosso evangelista, a glória de proclamar a Boa-nova, dai-nos assimilar de tal modo seus ensinamentos, que sigamos fielmente os caminhos do Cristo. Que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo.
O cristianismo e o direito: a revolução cristã no campo jurídico
O cristianismo representou uma grande revolução no sentido exato e extenso dessa palavra. Sua mensagem irradiou-se para a humanidade toda, seus princípios éticos tornaram as pessoas melhores, mais solidá-
rias, mais pacíficas. O cristianismo contribuiu para tornar as pessoas mais felizes, introduzindo o princípio da esperança, na cultura de milhões e milhões de seres humanos. Em nome dele têm sido feitas obras sociais e humanitárias que mitigam dores e sofrimentos, levam a educação às crianças e adultos, ensinam o reto caminho. Leia o texto completo.
Fonte:
Pedro Braga. Revista de Informação Legislativa: Brasília a. 39 n. 156 out./dez. 2002
A REFORMA PAPAL, A CONTINÊNCIA E O CELIBATO ECLESIÁSTICO: CONSIDERAÇÕES SOBRE AS PRÁTICAS LEGISLATIVAS DO PONTIFICADO DE INOCÊNCIO III (1198-1216)
Do século XI ao XIII, o papado liderou o movimento reformador que buscava uma
transformação na organização da igreja e da própria sociedade. Dentre as muitas questões que
receberam a atenção do papado neste período, encontrava-se a preocupação com a moral clerical, em
especial no tocante à continência e ao celibato, visando um controle do corpo dos religiosos em prol da
discretio. Nossa preocupação central é discutir como, na prática legislativa, o ideal da continência e do
celibato clerical foi apreendido. Neste sentido, em nossa investigação, optamos por estudar dois tipos de
documentos legislativos: os cânones lateranenses I, II, III e IV, textos normativos de caráter geral, e as
correspondências pontifícias do período do pontificado Inocêncio III (1198-1216).
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Fonte:
Texto publicado In: História: Questões e Debates. Instituições e poder no medievo, Curitiba: Programa
de Pós-Graduação em História da UFPR / Editora da UFPR, (37), jul-dez 2002, p. 85-110
Andréia Cristina Lopes Frazão da Silva
Professora Adjunta do Departamento de História da UFRJ, Coordenadora Adjunta do Programa de
Estudos Medievais da UFRJ, Pesquisadora do CNPq.
Marcelo Pereira Lima
Mestre em História Social (PPGHIS - UFRJ). Professor da rede municipal de Angra dos Reis e da
cidade do Rio de Janeiro.
A ESTABILIZAÇÃO DO DIREITO CANÔNICO E O DECRETO DE GRACIANO
Esta investigação analisa o Decreto de Graciano, documento do Direito Canônico datado do século XII realizador de uma primeira e fundamental tentativa de sistematização das fontes e dos conteúdos do Direito Canônico até então desenvolvido. Discute, ainda que de forma breve, as circunstâncias históricas nas quais o Decreto se insere para tornar compreensível a sua forma e o seu conteúdo. Para ler o texto completo clique aqui.
Palavras-chave: Direito Canônico; Graciano;
História do Direito; Direito Romano
Fonte:
Roesler,Claudia Rosane. Revista Seqüência, nº 49, p. 9-32, dez. 2004
Professora do Curso de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ciência Jurídica, da Universidade do
Vale do Itajaí – UNIVALI. Doutora em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela Faculdade de
Direito da Universidade de São Paulo – USP. Autora do livro Theodor Viehweg e a Ciência do
Direito: Tópica, Discurso, Racionalidade. Florianópolis: Momento Atual, 2003.
18/04/2013
Artigo em: Cristianismo primitivo
A cristianização ea tradição clássica na transição da antigüidade para a idade média; o caso do reino suevo
LR Roedel - BOLITM DO CPA. Campinas: IFCH-UNICAMP, 1997 - ifch.unicamp.br
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C Palácio - Perspectiva Teológica, 2011 - faje.edu.b
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