Mostrando postagens com marcador Imperador. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Imperador. Mostrar todas as postagens

31/10/2013

Flavius Valentinianus, Valenciano (371 - 392)


 Nascido em Roma, substituto do pai morto em combate, o imperador romano Valentiniano I, para assumir o governo de todo Ocidente e dividiu o governo da Ilíria com o irmão Graciano. Era o filho mais novo de Valentinianus I e de sua segunda esposa, Justina, e foi proclamado imperador por Merobaude quando tinha apenas quatro anos de idade e ficou sob tutoria do general pagão de origem franca Arbogasto. Arbogasto, notável general e de grande prestígio dentro do exército, recebeu o título de magister militum, tornando-se o ministro principal do governo e administrou uma política de favorecimento aos bárbaros e aos demais pagãos como ele próprio, apoiando uma petição de restabelecimento dos antigos cultos pagãos, contrariando o Imperador. Mudou-se pra Milão e assumiu o governo (383) porém sua mãe, Justina, é que governava em seu lugar. Foi derrubado pelo usurpador Maximus (387), mas recuperou ao trono no ano seguinte com o apoio de por Theodosius I, mas novamente sob tutela de Arbogasto. Desentendeu-se come Arbogasto e ordenou a demissão que, por sua vez, não aceitou a destituição, alegando que não devia seu prestígio, dignidade e honra ao Imperador e aliou-se ao retórico Eugênio e, juntos, planejaram o assassinato do Imperador de modo que parecesse um suicídio e mandou estrangulá-lo (392). Eugênio assumiu o governo como novo imperador do Ocidente e partiu para um enfrentamento militar contra Teodósio.

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/IRValen2.html

Flavivs Gratianvs, Graciano

Nascido em Sírmio, conhecido como belo e atlético, mas muito submisso, sem a personalidade vigorosa de seu pai e antecessor Valenciniano I. Filho mais velho do Imperador Valentinianus I, que o proclamou seu substituto (367) e com apenas dezesseis anos quando assumiu o governo (375), e agiu sob a influência de outros, principalmente de seu antigo tutor Ausônio nos quatro anos seguintes (375-379) e do comandante-em-chefe Merobaude. Imperador do Ocidente exceto Itália, África e Iliria, que cedeu ao seu irmão Valentiniano, inicialmente sob a regência de sua mãe Justina. No campo militar atrasou-se na tentativa de ajudar e salvar Valente contra a revolta dos godos (378), e foi o último imperador a atravessar o Reno, castigando os alamanos. Mas a derrota de Valente e perda de dois terços do exército oriental em Adrianópolis tornou-se um problema militar insolúvel. Com a morte de Valente sagrou o general Teodósio augusto, imperador do Oriente (379) e ambos trataram de conter os visigodos. que estavam caminhando na direção de Canstatinopla. A capital foi salva e finalmente foi estabelecido um tratado de paz com os visigodos (382), que se estabeleceram como aliados na Panônia, Mésia, Tracia e Macedônia. Perdeu apoio popular por sua tolerância e favorecimentos aos soldados bárbaros. Depois (383) teve de enfrentar o usurpador da Britânia, Magno Clemente Máximo, que invadiu a Gália com suas tropas. Traído pelo seu comandante Merobaude, fugiu, mas foi preso por Andragato, governador da Lyonesa, e assassinado em Lugdunum. No político-social, responsabilizando-se exclusivamente pela Prefeitura das Gálias, desenvolveu uma política essencialmente baseado no cristianismo e, conseqüentemente, contrária ao paganismo. Sob a influência de Santo Ambrósio, combateu a política de tolerância religiosa de seu pai, desterrou os acusados de heresias (379) além de tirar direitos civis dos pagãos. Promulgou com Teodósio (380) um edito que declarava a fé de Nicéia como a principal do Estado, dando-lhe o nome de Religião Católica (do grego Katholikós, formado pelas palavras Katá, compreensão, e Holos, todo). Este edito rezava que aos cristãos dissidentes caberia a vingança divina com castigos terrenos. Um ano depois (381), o foi estabelecido o culto católico como religião única, proibido-se todas as demais. Formalmente anulou (382) todos os privilégios dos sacerdotes pagãos, aboliu as subvenções e confiscou seus templos e todos seus bens, além de proibi-lhes direitos de heranças. Em seguida repudiou o título oficial de Pontífice Máximo e removeu do senado (383) o Altar da Vitória.

Valêncio, Flavivs Valens (~ 335 - 378)


Nascido em Panônia, oficial da guarda indicado pelos generais do exército para Valentiniano I, seu irmão mais jovem, para governar o Oriente (364). Decididamente não possuía sua habilidade militar nem sua personalidade forte do irmão, e a ele atribuiu-se a responsabilidade pelo desastre de Adrianópolis, do qual o exército romano nunca se recobrou, além da insegurança nas decisões na guerra civil contra o usurpador Procópio (365-366). Ao contrário do irmão, que guardou uma tolerância religiosa e manteve-se acima das controvérsias teológicas, foi batizado como ariano, perseguiu os católicos orientais. No campo social sua principal realização foi a redução dos impostos por meio de uma economia cuidadosamente controlada. No campo militar interveio com sucesso na Armênia (371), mas cometeu o erro fatal ao permitir que os godos atravessassem o Danúbio (376) quando estes fugiam dos hunos que já haviam submetido os ostrogodos. Posteriormente os godos se revoltaram (377) e entraram em confronto coma as tropas do Imperador que foi derrotado e morto, juntamente com dois terços de todo o seu exército (378), o famoso Desastre de Adrianópolis.

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/IRValet1.html

Flavivs Valentinianvs, Flávio Valen (321 - 375)


Nascido em Cibalis, hoje Vinkovci, sudeste da Panônia, oficial da guarda eleito pelos generais do exército como novo Imperador (364) sucedendo outro militar eleito Imperador Romano pelo exército (363), Flávio Joviano (331-364). Filho de um grande oficial do exército, Graciano, que foi comes Africae, e comes Britanniae. Indicado imperador, atendeu os pedidos dos soldados do exército em Nicéia, nomeou como segundo augusto seu irmão Flávio Valêncio ( ? -378), ou também denominado Flávio Valente, para governar o Oriente e eliminar o usurpador Procópio, um notarius parente de Juliano o Apóstata, auto-coroado imperador em Constantinopla. Instalou-se em Milão e, embora cristão convicto, não favoreceu nenhuma religião em particular, restabelecendo inclusive a tolerância religiosa e manteve-se acima das controvérsias teológicas. Criou a figura do defensor civitatis funcionário público encarregado de defender os mais humildes contra os abusos dos poderosos. No campo militar conseguiu notáveis vitórias, especialmente sobre os invasores germânicos, desenvolvendo eficaz atividade bélica contra os alamanos aos quais expulsou da Gália, dominou os quados e sármatas no Danúbio, e com seu general Flavio Teodósio, estabeleceu a paz com os pítios e saxônicos na Bretanha e sufocou uma revolta separatista dos donatistas da África. Morreu subitamente quando combatia em Panônia e Mésia, e foi substituído por seus filhos Graciano e Valentiniano II, ambos ainda de menor idade. Também ficou também conhecido por alguns hábitos bizarros e violentos como os de queimar em sua frente os cortesãos que caiam em desgraça ou jogá-los como comida para suas feras.

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/IRValen1.html

Juliano II o Apóstata, Flavivs Clavdivs Ivlianvs (331 - 363)


Nascido em Constantinopla, em cujo curto governo de apenas vinte meses, procurou harmonizar a cultura e a justiça com os valores da antiga religião pagã de Roma. Com a morte do tio, Constantino I o Grande, refugiou-se com o irmão Galo na Capadócia, para escapar da matança de seus parentes promovida pelo Exército. Durante o período em que ficou afastado da corte, dedicou-se ao estudo da filosofia e tornou-se um homem de notável formação intelectual e, embora batizado e educado no cristianismo, não tardou a mostrar predileção pela cultura pagã. Com a nomeação de Galo como césar (351) pelo primo imperador Constâncio II pode voltar ao convívio da corte. Com a execução do irmão (354), foi nomeado seu substituto. Enviado pelo imperador à Gália, distinguiu-se como estrategista, administrador e legislador. Suas campanhas vitoriosas entusiasmaram os soldados, que o proclamaram imperador (361). Considerando-o usurpador, Constâncio partiu para enfrentá-lo, mas morreu em conseqüência de febres, deixando o trono livre. Proclamado novo imperador (361) declarou-se pagão ao iniciar o mandato, o que lhe valeu o cognome de Apóstata. Imperador pós-nissênico da escola neoplatônica de Pérgamo, a que pertenceram seus mestres, introduziu diversas reformas, reduziu os impostos e proclamou a liberdade de culto, embora tenha tomado medidas contra os cristãos. Movido por seu espírito militar, partiu em campanha contra a Pérsia (363) e, ferido em combate, morreu na Mesopotâmia em meados daquele ano.

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/IRJulan2.html

Constantino II (317 - 340)

Nascido em Arlés, que junto com os irmãos Constante e Constâncio foram feitos césares (333) e herdeiros do Império pelo próprio pai Constantino I, o Grande. Filho mais velho do Imperador Constantino I e da Imperatriz Fausta, antes de morrer o imperador dividiu o Império entre seus três filhos, tocando para ele o controle da Hispânia, Gália e Britânia, a parte ocidental do Império e residindo em sua capital de Tréveris, enquanto a Constâncio coube o governo da parte oriental, do Egito e províncias asiáticas, e a Constante, o filho mais jovem de Constantino I e Fausta, o controle da Itália, Ilíria e África e por ser menor, sob  a tutela do irmão mais velho. Após a morte do imperador pai (337), os irmãos proclamados augustos, envolveram-se em uma luta fratricida, especialmente por conta de Constâncio II, o mais violento dos irmãos e seu temor doentio de conspirações que, segundo sua cabeça, poderiam partir tanto de seus irmãos como de altos dignatários do império. Primeiramente os dois anos seguintes caracterizaram-se pelas guerras que os novos augustos levaram a cabo contra os germanos, no Occidente, e contra o Império de Sapor II, no Oriente. Porém depois dessas lutas Constante sentiu-se desfavorecido na partilha do Império e se rebelou contra seu irmão tutor e invadiu a Itália (339). A guerra entre ambos só terminou com a morte de Constatino II, em Aquiléia (340), deixando então o controle de todo o Ocidente nas mãos do irmão Constante.

Constantino I,Flávio Valério Aurélio Cláudio (270 - 337)


  Imperador cristão romano (306-337) também conhecido como Constantino, o Grande, nascido em Naísso, mais tarde Nis, que passou à história por ter adotado o cristianismo como religião oficial do império, por ter transferido a capital para Constantinopla (Bizâncio), cidade a cuja construção deu início, e reunificado (312), o Império Romano que havia sido desmembrado por Diocleciano, principiando o denominado baixo-império, na sua fase de decadência. Filho de Constâncio I Cloro com sua concubina Helena, passou a juventude na corte de Diocleciano e juntou-se ao pai (305), membro da tetrarquia criada pelo imperador, na campanha da Bretanha e foi nomeado césar do ocidente. Em 25 de julho (306), pouco depois da morte de Constâncio, as legiões comandadas por Constantino aclamaram-no imperador. Em Roma, o título de Constantino não foi reconhecido e após a morte de Galério (310), surgiram novos pretendentes ao império: Maxêncio, Maximino e Licínio. Aliando-se a Licínio, derrotou Maxêncio às margens do Tibre (312) e, com a morte de Maximino, vencido por Licínio (313), dividiu com este o império. Sem ser inicialmente um cristão, contou com o apoio dos mesmos para a estabilidade do seu governo e pelo Edito de Milão (313), aliou-se aos cristãos e concedeu-lhes liberdade de culto e igualdade de direitos, além da devolução dos bens expropriados da igreja cristã. Conseguiram superar suas divergências e estabeleceram um sistema de rodízio, em que se revezavam como cônsules, juntamente com os filhos. Com as perseguições de Licínio contra os cristãos (313), declarou-se a guerra entre os antigos aliados, logo vencendo-os e, dessa forma, tornou-se imperador único do Império Romano (315). Convocou o Concílio Ecumênico de Nicéia (325) e desde então o paganismo foi apenas tolerado. Reconstruiu e transformou Constantinopla (326-331) sobre a antiga Bizâncio, hoje Istambul, incendiada (673), na capital do império reunificado. Com o passar dos anos, sua adesão ao cristianismo acentuou-se e entre outras medidas proibiu que os senhores matassem seus escravos, coibiu o adultério e o concubinato, extinguiu o suplício da cruz e interditou os combates de gladiadores. Nos trinta anos em que se manteve no poder,  realizou substanciais reformas administrativas, monetárias e financeiras. Firmou a monarquia absoluta, unificou o império e reforçou a defesa das fronteiras. Como soldado, nunca perdeu uma batalha. Costumava exortar seus súditos à conversão, embora ele mesmo, adepto de uma religião solar monoteísta, de Mitra, só tenha se deixado batizar pouco antes de morrer, perto da Nicomédia, hoje Izmit, Turquia. O sucesso político do cristianismo deveu-se ao seu poder. A liberdade de consciência promovida pelo Edito de Milão (313) introduzindo a liberdade de culto, integrando desta forma os cristãos ao mesmo nível das religiões tradicionais, foi sem dúvida uma enorme conquista social. Porém essa liberdade religiosa foi logo rompida pela oficialização do cristianismo como religião do Império. Tratou da religião como se fosse chefe da igreja e grande pontífice de todos os demais religiões. Havendo convocado o Concílio Ecumênico de Nicéia (325), deu à igreja cristã a estrutura hierárquica que hoje ainda conserva, a de bispos e arcebispos, estes coordenando a aqueles em cada região ou Província. Conseqüentemente cresceu a posição dos bispos dentro da Igreja. Por esta e outras inovações surgiu o que veio a ser denominado, por vezes, por Igreja Constantiniana. o Imperador deixou-se batizar apenas no final de sua vida.

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/IRCnsti1.html

26/09/2013

Valerivs Licinianvs Licinivs; Licínio I (313-324)

Nascido a leste dos Balcãs em local e ano imprecisos, nomeado augusto para assumir o governo da região do Danúbio, destacou-se na defesa dos cristãos. Após a abdicação de Diocleciano e Maximiano (305), o império foi sacudido por três anos de usurpações e guerras internas, até que Galério, o augusto mais idoso, convocou uma conferência para tentar resolver as diferenças. Nessa conferência, como antigo camarada de armas na luta contra os persas e amigo de confiança de Galério, foi nomeado augusto, responsável pela região do Danúbio. Na disputa pelo poder após a morte de Galério (311), promoveu uma aliança com Constantino I, que então governava em Roma, e com um exército fortalecido pelas orações ao Deus Supremo, derrotou Maximino Daia (313), que controlava o Egito, Síria e toda a Ásia Menor. Conta-se que após derrotar Daia, torturou até a morte os conselheiros anticristãos de seu inimigo. Porém a divisão do Império entre ele e Constantino I não duraria muito e pretextando que seu colega recomeçara a perseguir os cristãos, Constantino I o atacou e retirou-lhe quase todas as possessões européias (316). Depois avançou contra os Bálcãs e contra Bizâncio (324), Constantino ultrapassou Dardanelos com sua frota e entrou vitorioso na sua capital, Nicomédia e acabou matando-o um ano depois. Eusebius de Cesaréia prontamente apagou da última edição de sua História da Igreja todos os elogios que fizera ao imperador eliminado, apesar dos apelos de piedade feitos por sua esposa e irmã do vitorioso. A despeito de um governo atribulado com guerras, foi um importante governante, mantendo as finanças sob rígido controle, a fim de estimular a prosperidade. Sua esposa Constância, filha de Constâncio I e Teodora, era irmã consangüínea de Constantino I, que a casou com seu colega imperador, em Milão (313), para fortalecer a aliança entre os dois. O filho de Constância, também chamado Licínio (II), foi executado (326) depois da derrota e morte de seu marido. Era cristã ariana e foi responsável pela reconciliação de Constantino com Ário, atendendo a um desejo dela em seu leito de morte.

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/IRLicini.html

Caivs Galerivs Valerivs Maximianvs; Galério Maximiano (305-311)


 Nascido na fronteira norte dos Bálcãs, em local e ano exatos imprecisos, também conhecido como Maximiano e Armentário, tornou-se césar juntamente com Constâncio I Cloro (293), para formar a nova tetrarquia com Diocleciano e Maximiano. Deixou a primeira esposa para se casar com Valéria, filha de Diocleciano e ganhou grande prestígio militar quando, após uma tentativa frustrada (296) junto com o próprio Diocleciano, de expulsar o exército de Narses, rei da Pérsia, conseguiu sozinho ser bem sucedido (298). Após o feito Diocleciano cautelosamente assumiu o controle das conversações de paz, e o enviou para comandar a fronteira norte dos Bálcãs, sua terra natal e de todos os tetrarcas. Transformou Tessalônica em cidade imperial e construiu um arco comemorativo ao triunfo sobre os persas. Insistiu juntos aos outros tetrarcas que seria de interesse público acabar com o cristianismo e partiu para a destruição de edifícios e livros (303) e, no ano seguinte, institui a pena de morte contra seus praticantes. Arquitetou a renúncia dupla de Diocleciano e Maximiano (305) e, com Constâncio I, tornou-se augusto, sucedendo solenemente os abdicantes, e conseguiu que seus amigos Maximino Daia e Severus II, fossem nomeados césares, na formação do novo governo tetrarca. Porém estas manobras oportunistas colocaram o império sob uma seqüência de guerras internas pelo poder, a ponto de a certa altura, haver sete pretendentes imperiais, cada um com seu exército. Manteve sua feroz perseguição aos cristãos por todo o Oriente, até que sabendo-se mortalmente doente (310), assinou um édito que garantia tolerância para com a Igreja.

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/IRGaleri.html

Flavivs Valerivs Ivlivs Constantivs Constâncio ( ? - 306)

Nascido na fronteira norte dos Bálcãs, em local e ano exatos imprecisos, governador da importante província da Dalmácia no início do governo de Diocleciano. Junto com Galério foi escolhido césar na recém-formada tetrarquia (293) e ficou responsável por todas as províncias ao norte dos Alpes. Com o apoio de Asclepiodoto, venceu Allecto, usurpador da Bretanha. Durante seu governo desenvolveu uma grande perseguição contra os cristãos de promoveu a destruição de todos os edifícios e templos a eles relacionados. Manteve-se em constante vigilância nas fronteiras do Reno e dotou Treveri, a capital do território sob sua autoridade, de imponentes edifícios públicos, dignos de uma cidade imperial. Recebeu o título de augusto (305), quando Diocleciano e Maximiano abdicaram, mas morreu em York, no ano seguinte. Suas tropas imediatamente proclamaram seu filho, Constantino I, imperador em seu lugar.

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/IRCCloro.html

Marcvs Avrelivs Valerivs Maximianvs, Maximiano Hércules (~245 - 308) rcules



De origem desconhecida e intimamente associado a Diocleciano desde o início da vida militar. Como outros membros da Tetrarquia, foi treinado no exército de Aureliano e Probo, e assim que assumiu a posição de augustus, Diocleciano o nomeou césar e enviou-o para a Gália com a missão de subjugar os insurgentes. Tornou-se augustus (286), ao lado de Diocleciano, e continuou a defender a fronteira do Reno. Com a nomeação de Constâncio Cloro I e Galério como césares (293), mudou-se para o Mediterrâneo Ocidental, deixando o norte para Constâncio I. Conteve rebeliões na Espanha e na África (296-298), e fez uma importante visita a Roma. Voltou a Roma (304), juntamente com Diocletiano, para comemorar vinte anos de governo conjunto. Para este grandioso evento foram construídas as Termas de Diocleciano e um monumento magnífico ao lado do Senado. No ano seguinte, ele e Diocletiano abdicaram do poder, mas em seguida seu filho, Maxêncio, usurpou a púrpura em Roma, e pediu o apoio do pai para sua reivindicação. Voltando ao poder, firmou uma aliança com Constantino I na Gália, dando-lhe em casamento sua filha Fausta. Depois do fracasso da conferência convocada por Galério (308) para resolver a questão do poder imperial, voltou para a Gália e proclamou-se augusto. Porém esta autoproclamação ia de encontro aos interesses de seu genro que se deslocou do Reno até Marselha. Derrotado por Constantino, foi-lhe concedido o direito de escolher como desejava suicidar-se, e ele escolheu o enforcamento.

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/IRMAVMa.html

05/09/2013

Diocleciano, Gaius Aurelius Valerius Diocletianus (245 - 313)


Nascido perto de Salona, posteriormente Split, na costa da Dalmácia, cujas reformas contribuíram para adiar o declínio de Roma e criaram as bases do império bizantino. De origem modesta, fez carreira militar, chegando a comandante da guarda imperial e cônsul. Depois da morte do imperador Numeriano (284), matou o suposto assassino, Árrio Áper, e assumiu o poder, apoiado pelo exército da Anatólia. Reconhecido pelo Senado (285), após o assassínio do irmão de Numeriano, o co-imperador Carino, deu início às reformas que marcaram seu governo. Inicialmente dividiu o império em dois (285): do Ocidente e do Oriente, com dois augustos e dois césares, com seu homem de confiança, Maximiano, a quem entregou a metade ocidental do império, enquanto ficava com a parte oriental. Em seguida, repartiu mais ainda o poder num sistema chamado tetrarquia (governo de quatro), implantado para acabar com as agitações nas sucessões imperiais (293), porém com indiscutível predomínio de sua autoridade e uma progressiva centralização de poder. O governo do Ocidente ficou, assim, dividido entre Maximiano, a quem coube a Itália e a África, e Constâncio Cloro, que recebeu a Bretanha, a Gália e a Espanha. Enquanto no Oriente, a maior parte, inclusive o Egito, ficava com o próprio Diocleciano, e as regiões do Danúbio e da Ilíria eram confiadas a Galério. No campo executivo limitou os poderes do Senado, fortaleceu e ampliou o exército imperial e promoveu reformas tributárias e legislativas. No campo judiciário, determinou que se realizassem duas compilações de leis imperiais, os códigos gregoriano e hermogeniano. No campo religioso, tornou obrigatório o culto a Júpiter, com quem se identificou, e ordenou uma violenta perseguição aos cristãos (303), que se estenderia por mais de dez anos, na Itália, África e no Oriente. Muito doente, abdicou a 1 de maio (305), obrigou Maximiano a fazer o mesmo (305) e viveu os últimos anos de sua vida no suntuoso palácio que mandara construir, em Salona.

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/Diocleci.html

29/08/2013

Carino ou Marcus Aurelivs Carinus (~ 250 - 285)


Famoso por sua natureza cruel e cheia de vícios. Filho mais velho do imperador Caro e casado com Magnia Urbica, foi proclamado césar pelo pai (282), destinado a assumir o governo do Ocidente. Não partiu para a campanha contra os Persas, dirigida por seu pai, acompanhado de seu irmão, permanecendo em Roma e para cuidar da administração imperial na ausência de seu pai. Ganhou muito prestígio com as vitórias na Germânia e na Britânia, assumindo os títulos de Germânico Máximo e Britânico Máximo. Após a morte de seu pai (283), vitimado por um raio, em Ctesifonte, tornou-se imperador junto de seu irmão Numeriano, com o Império dividido extra-oficialmente entre Ocidente e Oriente. Depois que Numeriano apareceu morto, o exército do irmão não o aceitou como seu substituto, não se sabendo o motivo, e decidiu-se por dar o comando das tropas ao chefe da guarda pretoriana, Valerio Aurelio Diocles, o Diocleciano (284), de origem dálmata. Era uma época em que o império romano encontrava-se em crise, os imperadores eram instáveis e concediam altos soldos aos soldados de suas tropas para ganhar o apoio de seus comandados e, como conseqüência, os exércitos por todo o império aclamavam os seus generais como imperadores rivais. Assim o irmão de Numeriano não aceitou Diocleciano como novo Imperador. Depois de subjugar as legiões de Panônia, que haviam proclamado o seu comandante o general rebelde dos exércitos do Danúbio e governador do Vêneto Marco Aurélio Sabino Juliano (284), marchou contra Diocleciano vencendo-o inicialmente em Margus, na Mísia Superior, porém foi assassinado por um tribuno de suas próprias tropas, após uma briga por ciúmes envolvendo a mulher do tal tribuno (285), perto da hoje Belgrado. Assim, com o fim das hostilidades e a união dos exércitos sob seu comando, Diocleciano foi reconhecido como único augusto, entregando o governo de Ocidente, ao seu amigo o General Maximiano.

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/IRCarinu.html

Caro ou Marcvs Avrelivs Nvmerivs Carvs ( ~ 235 - 283)



De origens não muito claras mas provavelmente nascido na Gália, proclamado imperador por suas tropas em Recia e Norico (282), antes da morte do imperador panônio Marco Aurelio Probo, assassinado logo a seguir pelas próprias tropas, quando se dirigia para o Danúbio (282). Após ocupar cargos civis e militares, serviu como prefeito pretoriano no governo de Probo e assumiu o consulado pelo resto do ano depois de morte do imperador. Reconhecido pelo Senado como o novo imperador, continuou a política de renovação militar começada por Cláudio II e Aureliano, mas ao contrário dos antecessores imediatos dele, cuidou de preparar seus filhos como seus auxiliares e sucessores, Carino e Numeriano, elevando-os imediatamente ao grau de César. Isso o permitiu a partir para uma campanha demorada no leste enquanto Carino permanecia ativo na vigilância das fronteiras do oeste.  e invadiu a Pérsia (283), em uma campanha contra os Quados e Sarmatianos, derrotando os persas de modo decisivo, tomando toda a Mesopotâmia e levou o título Germanicus Maximus. Abriu caminho para a ocupação da Seleucia e Ctesifonte (285), obtendo o sobrenome honorifico de Persicus Massimo. Como imperador também buscou fortalecer seu futuro organizando uma partida entre Numeriano e a filha de Flavius Aper, o seu prefeito pretoriano. Assim seus filhos assumiram sem sobressaltos o comando do império, com o filho mais velho Carino como Augustus (283-285) e Numeriano (283-284) após sua morte, fulminado por um raio quando estava em sua própria tenda, perto de Ctesifonte, em plena campanha militar.

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/IRMACaro.html

Probo ou Marcvs Avrelivs Eqvitivs Probvs (232 - 282)


Nascido em Sírmio, que como vários imperadores do século III, chegou ao poder através de uma notável carreira militar. Sem muita convicção alguns escritos citam que era filho de Dalmácio, um jardineiro, serviu como tribuno no tempo de Valeriano I, e esteve sob o comando de Aureliano, por algum tempo, no Egito. Apesar das incertezas sobre sua vida pregressa, sabe-se que foi proclamado augusto (276), depois da morte de Tácito, e tornou-se imperador absoluto quando Floriano foi traído por suas tropas, alguns meses mais tarde. Seu reinado foi marcado por constantes agitações militares nas províncias, motivadas por invasores ou usurpadores, além de aparentes atritos com o Senado, quando se tratava das limitações do seu poder. Com o Oriente sob controle, voltou-se para o Ocidente, após derrotar os godos na Illíria, levou seu exército para a Gália, onde expulsou os francos, os longiones e os alamanos para além do Reno. Pacificou a Récia e voltou à Illíria para acabar com uma invasão dos vândalos. Na parte civil investiu especialmente no conserto e construção de canais de irrigação e as tentativas para estimular a viticultura. Após celebrar mais uma de suas conquistas em Roma (282), partiu para o Danúbio, onde foi assassinado pelas próprias tropas, sob o argumento de se evitar uma guerra civil.

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/IRProbus.html

Floriano ou Marcvs Annivs Florianvs ( ~ 203 - 276)



Nascido provavelmente em Roma, Itália, irmão uterino do imperador Tácito ( ~200- 276), não se sabe quase nada referente ao período precedente a sua nomeação a prefeito pretoriano por seu irmão. Após o assassinato do imperador Marco Cláudio Tácito (276), que governou durante apenas sete meses (275-276) após a morte do imperador Lúcio Domício Avreliano (215-275) , proclamou-se imperador como irmão e herdeiro do imperador morto e foi reconhecido como tal por uma parte considerável do império romano, especialmente a Ocidental. Porém a legião da Síria não aceitou sua autoridade, porque o candidato preferido deles era o general panônio Marco Aurélio Probo (232-282), tribuno no tempo de Valeriano I e que estivera sob o comando de Aureliano, por algum tempo, no Egito, de cujo governo também contava com apoio. Reconhecido como titular pelo Senado romano, esteve envolvido em luta contra os góticos e durante uma trégua temporária resolveu voltar-se para resolver o problema da ocupação do trono imperial. Deslocou suas tropas para Tarso, onde seu exército  se encontraria com as de Probo. Infelizmente para ele, uma grande epidemia grassou em seus soldados. Primeiramente eles soldados o defenderam, mas diante da doença que os levaria a uma iminente derrota, o assassinaram (276). Assim o Senado proclamou Probo como o novo imperador.

Tácito Marcos Cláudio ou Marcvs Claudivs Tacitvs ( ~ 200 - 276)


Nascido provavelmente em Amiterno, Itália, decano do Senado, que assumiu o governo sete meses após a morte do imperador Aureliano. Descendente do famoso historiador Publio Cornelio Tácito, após o assassinato do imperador Aureliano (275), o trono permaneceu vago por pelo menos seis meses até que o Senado finalmente atendeu a solicitação das topas e elegeu e proclamou o novo imperador com o nome de Caesar Marcus Claudius Tacitus Pius Felix Invictus Augustus. Eleito cônsul com Julius Placidianus (273), era um senador de idade já avançada, cerca de 75 anos, de cuja carreira anterior quase nada se conhece e reinou na época dos imperadores ilíricos, e seu governo foi marcado pelos constantes combates com os bárbaros germânicos e pelo fortalecimento da autoridade do Senado. Uma das suas medidas conhecidas no seu reinado foi a nomeação de seu irmão, Marco Ânio Floriano, como Prefeito do Pretório, e entre suas obras destacou-se as doze belas vilas que foram erigidas em Capri. Adepto do modelo de governo de Trajano, após apenas sete meses de governo, em abril do ano seguinte, acabou como muitos outros imperadores, morto às mãos dos legionários sublevadas, após dez meses de governo e foi sucedido pelo irmão, Floriano.

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/IRTacito.html

Aureliano ou Lvcivs Domitivs Avrelianvs (215 - 275)



Nascido na Panônia Inferior, que pertenceu ao grupo dos Imperadores Militares do fim do século III, importante na restauração do Império. De família humilde notabilizou-se por sua força física e habilidade militar. Protegido por Valeriano I, alcançou os mais altos graus do exército. Depois da morte de Cláudio II Gótico e a subida ao trono de seu irmão Quintílio, a tropa estacionada em Sírmio o aclamou imperador (270 ). Graças a sua fama em todo o império, logo as outras tropas do exército romano também o reconheceram, e com a morte de Quintílio, foi reconhecido como único augusto pelo Senado. Inteligente mas pouco sutil , no começo de seu reinado, expulsou o invasores Iutungos da Itália os vândalos da Panônia. De volta a Roma, sufocou uma revolta dos cunhadores de moedas imperiais, e começou a fortificar a cidade com novas muralhas.A Reorganizou da fronteira do Danúbio e formou a nova Dácia, composta por regiões da Mésia, da Dardânia e da Trácia. Seu maior problema militar foi com a Palmira (271). Zenóbia, rainha de Palmira, atacou o Egito e estava tentando ocupar a Ásia Menor até o Helesponto. Ele reconquistou os territórios asiáticos e o Egito, e então sitiou Palmira com sucesso. Após superar os Carpos, no Danúbio (272), uma segunda rebelião surgiu em Palmira (273) e teve como conseqüência a derrota e o saque da cidade. O imperador, então, voltou-se contra o império gaulês, depois de uma batalha com Tétricus I, perto de Châlons, recuperou a Gália (274) para o Império Romano. Casado com Ulpia Severina, sobre quem quase nada se sabe, mas cuja existência é atestada por inscrições e moedas, no campo civil fez uma reforma do suprimento de cereais, em Roma, bem como da cunhagem das moedas. Morreu assassinado, vitima de uma conspiração de seus generais, durante uma campanha na Trácia.

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/IRAureli.html

Marco Aurélios Cláudio Quintilio ou Marcvs Aurelivs Claudivs Quintilivs ( ~ 215 - 270)

Nascido em local e ano exatos imprecisos, talvez em Dalmazia, comandante de cavalaria que assumiu o governo após a morte do irmão imperador, o ilírio Cláudio Gótico ou Cláudio II (213-270). General do exército romano, era um homem de índole pacífica e generosa e após a morte do irmão imperador, vítima de peste em Sirmio, na Panônia (270), foi proclamado imperador pelas legiões da Itália e reconhecido augusto pelo Senado, embora antes de morrer seu irmão tivesse sugerido o general panônio Domicio  Aureliano como seu substituto. Porém as legiões da Panônia aclamaram o general Aureliano, também um comandante de cavalaria, e graças a fama deste em todo o império, logo as outras tropas do exército romano também o reconheceram como único imperador. Em uma versão histórica bastante aceita conta que após tentar combater o avanço de Aureliano, viu-se abandonado por suas tropas em Aquiléia e com apenas 17 dias de reinado, o efêmero imperador suicidou-se após reconhecer a irreversível tomada do poder por Aureliano e receber a informação do reconhecimento do general panônio como único augusto pelo Senado. Também são divulgadas versões históricas de que ele foi assassinado. enquanto outros autores dão conta que morreu repentina e inexplicavelmente, em Aquiléia.

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/IRQuinti.html

Cláudio II Gótico ou Marcvs Avrelivs Valerivs Clavdivs Gothicvs (213 - 270)



Nascido em Dalmazia, cujo prestígio veio de sua ilustre de carreira militar. Tribuno militar no tempo de Décio, tornou-se comandante supremo da legiões dos Balcãs no tempo de Valeriano I. Foi proclamado imperador depois da morte de Galieno, da qual ele próprio teria sido um dos responsáveis, juntamente com outros generais. Continuou o cerco, em Milão, até derrotar, prender e executar Auréolo, último general fiel a Galieno. Assumindo como augustus, derrotou os alamanos, porém não subjugou Póstumo e Vitorino, na Gália, e foi incapaz de deter o avanço dos palmirenos sobre os territórios romanos, no Oriente. Empreendeu, então, uma grande campanha contra os godos, e venceu-os completamente na Batalha de Naísso (270), e pelo feito recebeu o título de Gothicus Maximus. Morreu em Sírmio, na Panônia, vítima de uma peste que devastava a região.

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/IRCla2Got.html

Vida monástica no cristianismo

A vida monástica no cristianismo surgiu como uma forma de busca por uma vida de maior consagração a Deus, com o objetivo de se afastar do mu...