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28/08/2015

Instituições da República Romana

A cidade de Roma, fundada pelos povos latinos na região do Lácio, na Península Itálica, durante quase todo o século VII a.C., esteve subjugada à monarquia estrusca. Os etruscos, povos que também se estabeleceram na região da atual Itália, começaram a exercer o seu poder sobre a região do Lácio por volta de 616 a.C. com Tarquínio Prisco. Entretanto, no ano de 509 a.C., os patrícios – cidadãos romanos herdeiros dos antigos clãs fundadores da cidade – instituíram a República por meio de um Golpe de Estado. A República, que significa “coisa pública”, passou a funcionar com base em uma sofisticada rede de instituições.

As instituições da República Romana eram essencialmente comandadas pelos patrícios. Durante boa parte do período em que durou a república, à plebe era relegado o espaço do tribunato, a Tribuna da Plebe, composta por membros eleitos anualmente e que tinha o poder de vetar as decisões relativas aos interesses dos plebeus. À parte disso, as demais instituições eram ocupadas pelos patrícios e possuíam um funcionamento interconectado e teoricamente harmônico.

Nesse contexto, havia os senadores, os magistrados e os comícios. Os comícios encarregavam-se da eleição dos magistrados e da votação das leis. Os magistrados, por sua vez, tinham por funções: a convocação dos comícios, a presidência do Senado e a elaboração de propostas de novas leis. Por fim, ao Senado era atribuída a função de propor conselhos aos magistrados e aprovar as decisões tomadas no âmbito dos comícios.

A principal e mais poderosa instituição da República Romana era o Senado. A expressão senado, que até hoje perdura no interior das instituições democráticas contemporâneas, vem do latim senex,, que significa “senhor”, “velho”. Os membros que compunham o senado eram os homens mais velhos das famílias tradicionais de Roma. Ao todo, somavam-se 300 senadores. No senado estava concentrada grande parte do poder da Antiga República Romana.

No âmbito dos comícios, havia a Assembleia Centuriata, que era constituídas por dezenove centúrias, compostas por patrícios que se encarregavam de eleger cargos da magistratura, como os censores, que eram eleitos a cada cinco anos e cuidavam do censo populacional e da arrecadação de impostos; os pretores, responsáveis pelo âmbito da justiça; e, por fim, pela constituição da Assembleia Curiata, que se encarregava de eleger anualmente os dois cônsules, responsáveis pela administração da vida pública e pelo comando do exército. Cabia à Assembleia Curiata a eventual eleição de um ditador, em tempos de crise, que teria um mandato de seis meses e poderes absolutos.

No mais, como afirma o pesquisador Paulo Roberto Souza da Silva, as instituições “políticas da república romana: o Senado, os colégios de magistrados e os comícios, garantiram, por séculos, a legalidade, força e eficiência do Estado, na guerra e na paz. As mudanças sociais e econômicas causadas pelo sucesso nas Guerras Púnicas tornaram Roma um império, mas com uma constituição de simples Cidade-Estado.” [1]

NOTA

[1] SILVA, Paulo Roberto Souza da. Instituições Republicanas na Revolução Romana. Revista Alethéia de Estudos sobre Antiguidade e Medievo. Volume 2/2, Ago/Dez. 2010. p. 16.

civilização romana

A cidade de Roma, fundada pelos povos latinos na região do Lácio, na Península Itálica, durante quase todo o século VII a.C., esteve subjugada à monarquia estrusca. Os etruscos, povos que também se estabeleceram na região da atual Itália, começaram a exercer o seu poder sobre a região do Lácio por volta de 616 a.C. com Tarquínio Prisco. Entretanto, no ano de 509 a.C., os patrícios – cidadãos romanos herdeiros dos antigos clãs fundadores da cidade – instituíram a República por meio de um Golpe de Estado. A República, que significa “coisa pública”, passou a funcionar com base em uma sofisticada rede de instituições.

As instituições da República Romana eram essencialmente comandadas pelos patrícios. Durante boa parte do período em que durou a república, à plebe era relegado o espaço do tribunato, a Tribuna da Plebe, composta por membros eleitos anualmente e que tinha o poder de vetar as decisões relativas aos interesses dos plebeus. À parte disso, as demais instituições eram ocupadas pelos patrícios e possuíam um funcionamento interconectado e teoricamente harmônico.

Nesse contexto, havia os senadores, os magistrados e os comícios. Os comícios encarregavam-se da eleição dos magistrados e da votação das leis. Os magistrados, por sua vez, tinham por funções: a convocação dos comícios, a presidência do Senado e a elaboração de propostas de novas leis. Por fim, ao Senado era atribuída a função de propor conselhos aos magistrados e aprovar as decisões tomadas no âmbito dos comícios.

A principal e mais poderosa instituição da República Romana era o Senado. A expressão senado, que até hoje perdura no interior das instituições democráticas contemporâneas, vem do latim senex,, que significa “senhor”, “velho”. Os membros que compunham o senado eram os homens mais velhos das famílias tradicionais de Roma. Ao todo, somavam-se 300 senadores. No senado estava concentrada grande parte do poder da Antiga República Romana.

No âmbito dos comícios, havia a Assembleia Centuriata, que era constituídas por dezenove centúrias, compostas por patrícios que se encarregavam de eleger cargos da magistratura, como os censores, que eram eleitos a cada cinco anos e cuidavam do censo populacional e da arrecadação de impostos; os pretores, responsáveis pelo âmbito da justiça; e, por fim, pela constituição da Assembleia Curiata, que se encarregava de eleger anualmente os dois cônsules, responsáveis pela administração da vida pública e pelo comando do exército. Cabia à Assembleia Curiata a eventual eleição de um ditador, em tempos de crise, que teria um mandato de seis meses e poderes absolutos.

No mais, como afirma o pesquisador Paulo Roberto Souza da Silva, as instituições “políticas da república romana: o Senado, os colégios de magistrados e os comícios, garantiram, por séculos, a legalidade, força e eficiência do Estado, na guerra e na paz. As mudanças sociais e econômicas causadas pelo sucesso nas Guerras Púnicas tornaram Roma um império, mas com uma constituição de simples Cidade-Estado.” [1]

NOTA

[1] SILVA, Paulo Roberto Souza da. Instituições Republicanas na Revolução Romana. Revista Alethéia de Estudos sobre Antiguidade e Medievo. Volume 2/2, Ago/Dez. 2010. p. 16.

Sociedade Romana

Composição da sociedade romana e características

A sociedade romana se baseava numa organização social desigual, assim como muitas sociedades de civilizações antigas. Esta sociedade era estática, pois possuía pouca mobilidade social. Porém, no longo prazo, algumas camadas conquistaram direitos sociais, como foi o caso dos plebeus que, através de sua organização e luta adquiriram direitos políticos.

Além disso, havia muita tensão entre as classes sociais, originando muitas revoltas e conflitos.

A sociedade romana era dividida em cinco grupos sociais distintos:

- Patrícios: descendentes das primeiras famílias que povoaram Roma, os patrícios eram proprietários de terras e ocupavam importantes cargos públicos. Considerados cidadãos romanos, possuíam muita riqueza e escravos. No topo da pirâmide social romana, compunham a minoria da população.

- Plebeus: formavam a maioria da sociedade romana. A Plebe era composta basicamente por pequenos comerciantes, artesãos e outros trabalhadores livres. Possuiam poucos direitos políticos e de participação na vida religiosa.

- Clientes: embora livres, os clientes viviam "presos" aos patrícios, pois possuíam uma forte relação de dependência. Esta classe era formada basicamente por estrangeiros e refugiados pobres. Tinham apoio econômico e jurídico dos patrícios, porém lhes deviam ajuda em trabalhos e questões militares.

- Escravos: camada sem nenhum direito social em Roma. Os escravos eram, em sua grande maioria, presos de guerra. Eram vendidos como mercadorias para patrícios e plebeus e não recebiam pagamentos pelo trabalho, mas apenas comida e roupas. Executavam tarefas pesadas e também serviam como serviçais domésticos. Na época do Império Romano, o número de escravos aumentou de forma extraordinária.

- Libertos: ex-escravos que obtinham a liberdade por concessão de seus proprietários, por abandono ou até mesmo pela compra própria da liberdade. Geralmente trabalhavam para seu ex dono.

http://www.suapesquisa.com/imperioromano/sociedade_romana.htm

Organização Política Romana - História da Organização Política Romana

A história política de Roma está dividida em três períodos: Monarquia ou Realeza (753-509 a.C.), República (509-27 a.C.) e Império (27 a.C.-476 d.C.). Cada período da história romana possui características próprias, que demonstram a evolução socioeconômica e política dessa sociedade.

Nos primeiros tempos, antes da dominação etrusca, Roma assemelhava-se à antiga sociedade grega, ou seja, baseava-se na organização em comunidades gentílicas. O regime gentílico se estruturava em torno dos gens, que reuniam famílias identificadas por laços de consangüinidade e religião. Não havia a propriedade privada da terra - esta pertencia à comunidade.

A autoridade máxima de cada grupo era exercida pelo “pater familias” (o pai-chefe familiar). Com a dominação etrusca, iniciou-se o processo de desagregação da antiga organização em comunidades gentílicas. A expansão do comércio provocou o desenvolvimento das cidades e o aumento do número de habitantes.
Roma transformou-se em um grande centro urbano e começaram a surgir as desigualdades sociais entre a população. A divisão do trabalho deu origem ao processo de apropriação privada da terra por parte dos chefes das famílias gentílicas – os "pater". Os agregados em torno dos "pater" mantinham seu nome e suas tradições, formando a aristocracia romana.

Monarquia Romana (753?-510 a.C.) 

Embora se creia que os nomes pertençam à ficção, existem provas sólidas da existência de uma antiga monarquia, do crescimento de Roma e suas lutas contra os povos vizinhos, do estabelecimento de uma dinastia de príncipes etruscos e de sua derrubada e abolição da monarquia. Também é provável a existência de certa organização social, como a divisão dos habitantes em duas classes: patrícios e plebe.

República Romana (510 a.C. - 27 a.C.)

Em lugar do rei, o conjunto da cidadania elegia anualmente dois cônsules. Apenas os patrícios podiam ocupar as magistraturas, porém o descontentamento da plebe originou uma violenta luta e a progressiva aparição da discriminação social e política.

A conquista de Veyes, em 396 a.C., iniciou a decadência da civilização etrusca. Roma obteve o controle da Itália central. As coalizões formadas por etruscos, umbros e gauleses, ao norte, e por lucanos e samnitas, ao sul, foram finalmente derrotadas.

Em 264 a.C., Roma começou sua luta contra Cartago pelo controle do Mediterrâneo. Cartago, que era a potência marítima hegemônica, após as duas primeiras Guerras Púnicas perdeu sua posição em favor de Roma. A Gália Cisalpina, Córsega, Sardenha e Hispânia foram submetidas. A Macedônia foi enfrentada nas Guerras Macedônicas, depois das quais Roma conseguiu apoderar-se da Grécia, adotando boa parte de sua cultura, e da Ásia Menor. Na terceira Guerra Púnica, Públio Cornélio Cipião Emiliano conquistou e destruiu Cartago. Roma havia criado, em 131 anos, um império que dominava o Mediterrâneo.
Algumas famílias plebéias extremamente ricas aliaram-se às famílias patrícias para excluir o resto dos cidadãos das magistraturas e do Senado. Enquanto isso, a gradual desaparição dos camponeses desenvolveu um proletariado urbano cuja opinião política não era tida em consideração. O conflito entre o partido aristocrático e o popular era inevitável.

Após a Guerra Social, os povos itálicos conseguiram a cidadania romana.

Durante a guerra com Mitrídates VI estalou-se o conflito entre Caio Mário, porta-voz do partido popular, e Lúcio Cornélio Sila, dirigente do partido aristocrático. Sila venceu a guerra civil e se proclamou ditador. Dali em diante, a constituição republicana esteve à mercê de quem contasse com o apoio militar mais forte. A rica economia agrícola de Roma decaiu e a cidade teve que importar grande parte de seus víveres.

No ano 67 a.C., Cneu Pompeu Magno foi encarregado de liderar a guerra contra Mitrídates. Enquanto isso, seu rival Caio Júlio César adquiriu grande prestígio como líder do partido popular e encontrou um aliado em Marco Licínio Crasso. Pompeu, Crasso e César constituíram o denominado primeiro triunvirato. César obteve o comando da Gália, onde realizou importantes conquistas. Pompeu recebeu o comando da Hispânia e Crasso, o da Síria. A morte deste último originou o conflito entre César e Pompeu. Roma caiu em um período de desordens.

César tomou Roma e obrigou Pompeu a se retirar para a Grécia. Introduziu reformas econômicas e administrativas em uma tentativa de vencer a corrupção e restaurar a prosperidade. Continuou a guerra contra Pompeu e, após a vitória, regressou como ditador vitalício.
César atraiu a inimizade da aristocracia ao ignorar as tradições republicanas e foi assassinado. Marco Túlio Cícero tentou restaurar a República, porém Marco Antônio se uniu a Marco Emílio Lépido e a Otávio para formarem o segundo triunvirato. Os triúnviros proscreveram e assassinaram seus opositores republicanos e repartiram entre si o controle do Império. Otávio, que havia reforçado sua posição no Ocidente ao privar Lépido de seu território, viu-se apenas diante de Marco Antônio. Após a batalha de Actium (31 a.C.), Otávio obteve a supremacia total sobre o território.

A literatura latina experimentou um notável desenvolvimento durante o chamado período ciceroniano (70-43 a.C.), representado por César, Cícero, Terêncio, Catulo e Lucrécio.

Império Romano (27 a.C. - 476 d. C.)

O Império sucedeu à República de Roma. Augusto reorganizou o território, acabando com a corrupção e extorsão que haviam caracterizado a administração do período anterior. Esse período representa o auge da idade de ouro da literatura latina, em que se destacam as obras poéticas de Virgílio, Horácio e Ovídio e a obra em prosa de Tito Lívio.

Os imperadores seguintes da dinastia Júlio-Cláudia foram: Tibério, Calígula, Cláudio I e Nero. Durante os últimos anos, cometeram-se muitos excessos de poder.

Vespasiano, junto com seus filhos Tito e Domiciano, constituíram a dinastia dos Flávios. Ressuscitaram a simplicidade do início do Império e tentaram restaurar a autoridade do Senado e promover o bem-estar do povo.

Marco Cocceius Nerva (96-98) foi o primeiro dos denominados cinco bons imperadores, junto com Trajano, Adriano, Antonino Pio e Marco Aurélio. Com Trajano, o Império alcançou sua máxima extensão territorial e seus sucessores estabilizaram as fronteiras. A dinastia dos Antoninos terminou com o sanguinário Lúcio Aurélio Cômodo.
Trajano foi imperador de Roma no ano 98 e expandiu o Império pela Europa Central e Mesopotâmia graças às suas vitórias militares. Empreendeu importantes projetos de engenharia civil (construiu estradas, canais e portos). Também instituiu reformas sociais para reconstruir as cidades e reduzir a pobreza.

Constituíram a dinastia dos Severo: Lúcio Sétimo Severo, hábil governante; Caracala, famoso por sua brutalidade; Heliogábalo, imperador corrupto; e Alexandre Severo, que se destacou por sua justiça e sabedoria.

Dos 12 imperadores que governaram nos anos seguintes, quase todos morreram violentamente. Os imperadores ilírios conseguiram que se desenrolasse um breve período de paz e prosperidade. Esta dinastia incluiu Cláudio II, o Gótico, e Aureliano.

Diocleciano levou a cabo um bom número de reformas sociais, econômicas e políticas. Após seu mandato, houve uma guerra civil que só terminou com a ascensão de Constantino I, o Grande, que se converteu ao cristianismo e estabeleceu a capital em Bizâncio. Teodósio I reunificou o Império pela última vez. Após sua morte, Arcádio se converteu em imperador do Oriente e Honório, em imperador do Ocidente.

Os povos invasores empreenderam gradualmente a conquista do Ocidente. Rômulo Augústulo, último imperador do Ocidente, foi deposto no ano de 476. O Império do Oriente, também denominado Império Bizantino, perduraria até 1453.
http://www.historiadomundo.com.br/romana/organizacao-politica-romana.htm

Batalhas Romanas

A
Batalha de Abrito
Batalha de Adamclisi
Batalha de Adrianópolis
Batalha de Adrianópolis (324)
Batalha de Antioquia (218)
Batalha de Argentovária
B
Batalha da Floresta de Baduena
Batalha de Cízico (193)
Batalha de Argentorato
Batalha de Vindonissa
Batalha do Lago Benaco
Batalha dos Salgueiros
Batalha da Floresta de Teutoburgo
Batalha de Lugduno
Batalha do rio Frígido
Batalha de Brocômago
C
Batalha dos Campos Cataláunicos
Batalha de Châlons (274)
Batalha de Cibalae
D
Batalha de Durocortoro
E
Batalha de Emesa
F
Batalha de Fano
L
Batalha de Lingones
M
Batalha de Mediolano
Batalha de Misiche
Batalha de Mursa Maior
N
Batalha de Naísso
P
Batalha de Placência (271)
R
Revolta dos Batavos
S
Saque de Filipópolis
Saque de Roma (410)
Saque de Roma (455)
Batalha de Solícino
T
Batalha de Ticino (271)
W
Batalha de Watling Street

Províncias Romanas

A
Acaia (província romana)
África Nova
Alpes Cócios (província romana)
Alpes Cótios (província romana)
Alpes Marítimos (província romana)
Alpes Peninos (província romana)
Arabia Deserta
Arábia Pétrea
Armênia (província romana)
Armórica
B
Britânia (província romana)
Britânia Inferior
Britânia Superior
C
Cária
Chipre (província romana)
Cilícia (província romana)
Comagena
Córsega e Sardenha
Creta e Cirenaica
D
Dácia
Dácia (província romana)
Dalmácia romana
E
Egito (província romana)
Épiro (província romana)
G
Galácia (província romana)
Gália
Gália Bélgica
Gália Cisalpina
Gália Narbonense
Germânia
Germânia Inferior
Germânia Prima
Germânia Superior
Grécia romana
H
Helesponto (província romana)
Helvécia
Hispânia Bética
Hispânia Citerior
Hispânia Ulterior
I
Ilírico (província romana)
Itália (província romana)
J
Judeia
Judeia (província romana)
L
Lícia e Panfília
M
Macedônia (província romana)
Mauritânia romana
Mésia
Mésia (província romana)
Mésia II
Mésia Inferior
Mésia Superior
Mesopotâmia (província romana)
N
Nórica
Nórica (província romana)
P
Paflagónia
Panfília
Panônia (província romana)
Panônia Inferior
Panônia Superior
Piceno
Pisídia
Bitínia e Ponto
Ponto Capadócio (antiga província)
Ponto Gálata
Ponto Polemoníaco (antiga província)
Predefinição:Províncias romanas - 117
R
Récia
Récia I
Récia II
S
Sâmnio
Sicília (província romana)
Síria Fenícia
Síria Palestina
Síria-Cilícia Fenícia
T
Trácia (província romana)
V
Velho Épiro

Cidades Romanas

A
Abidos (Ásia Menor)
Abidos (Egito)
Abitárvio
Abrito
Acerúncia
Achirau
Aci
Acilisene
Acitoduno
Acoutínio
Ácrida
Acroino
Adália
Adana
Adhri'at
Adramício
Adrianópolis
Adrianópolis (Cilícia)
Aduatuca dos Tungros
África (cidade)
Afrodísias
Afroditópolis
Ágata (Gália)
Agauno
Agedinco
Agino
Agnion
Agrílio
Água Matiacoro
Águas dos Matíacos
Águas Sêxtias
Agunto
Aila
Alas
Alavário
Alavona
Alba dos Hélvios
Alba Longa
Alba Marítima
Albaniana
Albingauno
Albócela
Alébece Reioro Apolinário
Alexandreta
Alexandria da Trôade
Alisca
Altino (Vêneto)
Amância
Amaseia
Amedara
Améria
Amida (Mesopotâmia)
Amisos
Amiterno
Amônio (cidade)
Amório
Anagni
Anâgnia
Anazarbo
Ancira
Andemantuno
Anderva
Andríaca
Anfímala
Anfípolis
Anquíalo
Anticária
Antigoneia (Épiro)
Antinoópolis
Antioquia na Cilícia
Antioquia no Tauro
Antioquia da Pisídia
Antipatreia
Antipátrida
Antipirgo
Antípolis
Anxano
Anxia
Apameia
Apolônia (Frígia)
Apolônia (Ilíria)
Apolônia (Migdônia)
Apolônia (Mísia)
Apolónia da Palestina
Apolônia no Ponto
Apolonópolis Magna
Apta Júlia Vulgiêncio
Áptera (cidade)
Ápulo
Aqaba
Aquabona
Aquae Flaviae
Aquênsio
Aquileia (Récia)
Aquilonia
Aquinco
Aquino
Aquis Tarbellicis
Arábriga
Arado (cidade)
Arandis
Aras Flávias
Aráusio
Arba (Croácia)
Arbor Félix
Arcóbriga
Arderito
Arécio
Arécio (Lusitânia)
Arelate
Argentorato
Argirópolis
Ariarátia
Arícia
Arímino
Ariólica
Arpino
Arrabona
Artaxata
Aruci
Arzen
Ascalão
Ascrívio
Ásculo
Ásculo (Marcas)
Aspendo
Asseconia
Astele
Ástigis
Aterno
Atira
Atura
Augila
Augusta Auscioro
Augusta Bílbilis
Augusta dos Tréveros
Augusta dos Tricastinos
Augusta dos Vindélicos
Augusta Pretória Salassoro
Augusta Ráurica
Augusta Suessiono
Augusta Taurinoro
Augusta Trajana
Augustobona
Augustóbriga
Augustoduno
Augustoduro
Augustonêmeto
Augustórico
Aulona
Aurélia Aquense
Ausa
Ausugo
Áutrico
Avárico (Gália)
Avênio
Avêntela
Avêntico
Avitaco
Avóbriga
Axiópolis
Azoto (cidade)
B
Babba Júlia Campestre
Balagras
Balatucelo
Balsa (Lusitânia)
Balto (cidade)
Banasa
Banias
Barbalisso
Barca (Cirenaica)
Barcino
Bário (Itália)
Baris (Pisídia)
Batávio
Bauzano
Bedríaco
Begastro
Belluno
Benearno
Berenice (Egito)
Bérgido Flávio
Bergula
Berito
Beroia (Síria)
Bésuris
Beterras dos Septimanos
Bétulo
Biblos
Bilbeis
Bilício
Bíngio
Birta (sé titular)
Bisante
Bitílio
Bizie
Bonônia (Bulgária)
Bonônia (França)
Bonônia (Itália)

Senadores Romanos

A
Afrânio Hanibaliano
Lúcio Afrânio
C
Caio Domício Dexter
Caio Salônio Matídio Patruino
Tibério Cláudio Candido
Catão, o Jovem
Lúcio Sérgio Catilina
Lúcio Fábio Cilo
Lúcio Cornélio Cina
Cneu Calpúrnio Pisão (cônsul em 23 a.C.)
Marco Licínio Crasso
D
Deutério (senador)
Cneu Domício Enobarbo (cônsul em 96 a.C.)
E
Ecdício Ávito
Élio Adriano Marulino
Cneu Pompeu Estrabão
G
Grato (cônsul em 280)
J
Júlio Valente Liciniano
L
Lúculo
Caio Cássio Longino
Lúcio Márcio Filipo (cônsul em 38 a.C.)
Lúcio Minício Natal
Lúcio Valério Máximo
Lúcio Valério Messala Apolinário
Lúcio Valério Messala Trásia Prisco
M
Magno (usurpador romano)
Magno (cônsul em 460)
Marco Ânio Libo
Marco Ânio Vero
Marco Estácio Prisco
Marco Lólio (cônsul sufecto)
Marco Pórcio Catão Liciniano
Marco Úlpio Trajano (senador)
Messala (cônsul em 280)
Lúcio Munácio Planco
N
Nerácio Cereal
P
Pamáquio de Roma
Públio Servílio Vácia Isáurico (cônsul em 79 a.C.)
Q
Quinto Cornélio Pudêncio
Quinto Cúrcio Rufo
Quinto Fábio Pictor
R
Romano (usurpador romano)
S
Salústio
Sexto Júlio César
Sexto Vário Marcelo
Sula
T
Públio Cornélio Tácito
Tibério Cláudio Severo Próculo
Tibério Júlio Celso Polemeno
V
Valério Máximo (cônsul em 253)
Valério Máximo (cônsul em 327)
Valério Máximo Basílio (prefeito urbano em 319)
Vécio Grato (cônsul em 250)
Vero (senador)

Filósofos Romanos

A
Aftônio
Agápio de Atenas
Albino (filósofo)
Alcino (filósofo)
Alexandre de Afrodísias
Anaxilau
Andrónico de Rodes
Antíoco de Ascalão
Apião
Apolônio de Tiana
Apuleio
Aristíon
Asclepíades (filósofo)
Aspásio
Ático (filósofo)
Aulo Gélio
C
Plínio, o Velho
Cássio Longino (filósofo)
Celso (filósofo)
Charmadas
E
Enesidemo
Estrabão
F
Fílon de Alexandria
Filon de Larissa
Filóstrato
H
Hiério
Horácio
L
Lúcio Tarúcio Firmano
M
Macróbio
Máximo de Tiro
N
Nicolau de Damasco
Numênio de Apameia
O
Orígenes (pagão)
P
Plotino
Plutarco
Polemon de Laodiceia
R
Rodan de Alexandria
S
Sexto Empírico
Sosígenes, o Peripatético
T
Talássio (professor)
Z
Zenódoto de Atenas

Generais Romanos

A
Flávio Aécio
Cneu Júlio Agrícola
B
Bonito (oficial)
Bonoso (usurpador)
Décimo Júnio Bruto Galaico
C
Caio Fúlvio Plauciano
Caio Júlio César (pretor em 92 a.C.)
Caio Júlio Víndice
Caio Márcio Coriolano
Caio Otávio
Caio Servílio Ahala
Caio Terêncio Varrão
Tibério Cláudio Candido
Caio Júlio Civil
Cneu Domício Córbulo
Flávio Júlio Crispo
D
Décimo Júnio Bruto Albino
Déxipo
Caio Duílio
F
Flávio Eugénio
Flávio Merobaldo
Frigérido (general)
H
Hortário (comandante)
L
Lúculo
Lúcio Quíncio Cincinato
M
Marco Nunes Macrino
Malobaldo
Mânio Manílio
Marcelo (usurpador romano)
Marco Júnio Bruto
Marco Júnio Bruto, o Velho
Magno Máximo
P
Pompeu
Próculo
Q
Quartino
Quinto Cecílio Metelo Crético
Quinto Labieno
Quinto Lólio Úrbico
R
Ricímero
S
Quinto Sertório
T
Tibério Coruncânio
Timásio
Tito Estatílio Tauro
Tito Labieno
U
Úlpio Marcelo
V
Vadomário
Valente (usurpador)
Lúcio Vipsânio Agripa
Vírio Lupo

Lista de Imperadores Romanos

NÍCIO DO IMPÉRIO
(27 a.C)
(clique aqui para ler resumos de sua história)
1a DINASTIA: DINASTIA DOS JULIUS E CLAUDIUS
(27 a.C. a 68 d.C.)

Otávio Augusto (31 a. c. - 14 d. C.)
Tibério (14 - 37)
Calígula (37 - 41)
Cláudio (41 - 54)
Nero (54 - 68)

DINASTIA DOS FLÁVIUS E ANTONINUS
(68 a 193 d.C.)

Galba (68 - 69)
Oto (69)
Vitélio (69)
Vespasiano (69 - 79)
Tito (79 - 81)
Domiciano (81 - 96)
Nerva (96 - 98)
Trajano (98 - 117)
Adriano (117 - 138)
Antonino Pio (138 - 161)
Lúcio Vero (161- 169)
Marco Aurélio (161 - 180)
Cômodo (180 - 192)

DINASTIA DOS SEVERUS
 (193 a 235 d.C.)

Pertinax e Dídio Juliano (provisórios: 193)
Sétimo Severo (193 - 211)
Geta (211 - 212)
Caracala (212 - 217)
Macrino (217 - 218)
Heliogábalo (218 - 222)
Alexandre Severo (222 - 235)

IMPERADORES MILITARES E USURPADORES
(235 a 284 d.C.)

Maximo Trax ou Maximino I (235 - 238)
Gordiano I (238)
Gordiano II (238)
Balbino (238)
Pupieno (238)
Gordiano III (238 - 244)
Filipo I (244 - 249)
Trajano Décio (249 -251)
Treboniano Galo (251-253)
Emílio Emiliano (253)
Valeriano (253 - 260)
Galieno (253 - 268)
Cláudio II Gótico (268 - 270)
Quintílio (270)
Aureliano (270 - 275)
Tácito (275 - 276)
Floriano (276)
Probo (276 - 282)
Caro (282 - 283)
Numeriano (283 - 284)
Carino (283 - 285)

TETRARQUIA
(284 a 324 d.C.)
CISMA ORIENTAL-OCIDENTAL

Diocleciano (284 - 305)
Maximiano (286 - 305)
Constâncio I Cloro (305 - 306)
Galério (305 - 311)
Licínio (308 - 324)

CASA DE CONSTANTINUS I
(307 a 392 d.C.)

Constantino I o Grande (306 - 337)

RE-UNIFICAÇÃO

Constantino II (337 - 340)
Constâncio II (337 - 361)
Constante (337 - 350)
Juliano II o Apóstata (361 - 363)
Joviano (363 - 364)

CISMA OCIDENTAL-ORIENTAL

Valenciniano I Oc. (364 - 375)
Valêncio Or. (364 - 378)
Graciano Oc. (375 - 383)
Valenciniano II Oc. (375 - 392)

CASA DE THEODOSIUS I
(392 a 476 d.C.)

Teodósio I o Grande Or. (379 - 395)
Arcádio Or. (395 - 408)
Honório Oc. (395 - 423)
Teodósio II Or. (408 - 450)
João Oc (423 - 425)
Valenciniano III Oc. (425 - 455)
Marciano Or. (450 - 457)
Petrônio Máximo Oc. (455)

BIZANTINOS

Macilio Ávitos Oc. (455 - 456)
Leão I Or ( 457 - 474)
Julio Majoriano Oc. (457 - 461)
-Líbio Severo Oc. (461 - 465)
Procópio Antêmio Oc. (467 - 472)
Aíicio Olíbrio Oc. (472)

473 d.C. CAPITULAÇÃO DE ROMA

Glicério Oc. (473 - 474)
Júlio Nepos Oc. (474 - 480)
Zenão Or. (474 - 491)
Rômulo Augústulo Oc. (475 - 476)

FIM DO IMPÉRIO DO OCIDENTE
(476 d.C.)
(clique aqui para ler resumo histórico)

CONTINUAÇÃO DO IMPÉRIO BIZANTINO
OU ROMANO DO ORIENTE
(284 a 1453)

Saiba mais

24/04/2014

Porolisso (em latim: Porolissum)

Porolisso (em latim: Porolissum) foi uma cidade romana na Dácia. Fundada em 106 como um campo militar, em 124 tornou-se a capital da Dácia Porolissense. Situada próxima a cidade de Moigrad, em Salaj, é um dos mais bem preservados sítios arqueológicos da Romênia.

Wikipédia

Poitiers em latim: Pictavium

Poitiers é uma cidade localizada no centro-oeste da França às margens do Rio Clain. O nome da cidade é derivado do romano Pictávio (em latim: Pictavium), o que acredita-se ser derivado da tribo celta que habitava a região, os pictones. Até hoje, o gentílico de quem nasce na cidade é Pictaviens em francês. Antes do período romano, era conhecida também como Lemono.

Porém, a batalha mais conhecida de Poitiers foi em 732, quando Charles Martel (possuía esse estranho apelido por causa de sua ferocidade no combate: ele literalmente martelava a cabeça de seus oponentes) expulsou os sarracenos (mouros), banindo-os definitivamente do território francês. A batalha foi importante não só para a proteção da França contra a invasão dos sarracenos, mas foi igualmente importante para a descendência real francesa: os merovíngios, descendentes do rei franco Clóvis, caíram e, em seu lugar, assumiram os carolíngios (de Carlos Magno). O primeiro grande carolíngio conhecido seria Pepino, neto de Charles Martele avô de Carlos Magno.

Vale lembrar também que Carlos Magno (Charlemagne em francês), coroado em 800, comandou também incursões contra os sarracenos no sul da França. Numa dessas incursões, perdeu um de seus familiares, preso numa emboscada nos Pirineus. Esse fato inspirou a tão famosa "Chanson de Roland" (canção de Roland)

Foi também em Poitiers que, durante a Guerra dos Cem Anos, ocorreu o julgamento de Joana d'Arc (em francês Jeanne D'Arc) que decretou sua pena. Ela acabou por ser queimada viva.

Carlos VII de França fundou a Universidade de Poitiers em 1432.

Poitiers foi a capital de Poitou, antiga província francesa governada pelos Condes de Poitiers.

Hoje em dia, a Universidade de Poitiers abriga um campus de ciências sociais do Instituto de Ciências Políticas de Paris voltado para a América Latina ("Institut de Sciences Politiques de Poitiers"). Lá, ensina-se português, francês, espanhol e inglês, além dos alunos aprenderem noções específicas sobre Direito Internacional e Europeu, Economia, Relações Internacionais e noções culturais de cada país. A universidade aposta na diversidade cultural de seus alunos para manter sua excelência. Pelo fato dessa miscigenação cultural, a cidade que antes não tinha muita coisa, voltou sua atividade para o estilo de vida dos jovens, adquirindo uma vida boêmia que antes não havia.

A língua portuguesa é ensinada tanto na Universidade de Poitiers (que possui o segundo mais antigo departamento da França) quanto no campus do Instituto de ciências políticas (Sciences PO)

Wikipédia

Petinesca cidade Roma

Petinesca é o nome de um sítio romano, situado na comuna de Studen no cantão de Flag of Canton of Bern.svg Berna já é mencionado na Tabula Peutingeriana e no Itinerário de Antonino como uma estação ao longo da estrada entre Avêntico e Saloduro.

Os primeiros sinais de ocupação romana datam de meados do século I, mas a primeira Via romana na região de Vorderberg é do primeiro decénio depois de cristo Os restos de um muro descoberto num montículo no interior de um ópido delimitavam uma zona sagrada frequentada do século I ao IV, que englobavam seis templos Galo-romanos. Também foram descobertos uma série de edifícios de madeira destinados ao alojamento e construídos no século I ao longo da via romana e nota-se a presença dos em pedra que os substituíram no século II.

As escavações parecem demonstrar que Petinesca já devia ter sido abandonada nos meados do século IV.

Wikipédia

16/04/2014

Origens de Roma: lendas de uma civilização

Origens de Roma também foram baseadas em mitos. O maior império conhecido da Antiguidade Clássica teria sido fundado por dois gêmeos, Rômulo e Remo, que haviam sido amamentados na infância por uma loba que os encontrara perdidos às margens do rio Tibre.
Duas obras servem como fonte para se conhecer os mitos de origem da cidade de Roma. Uma é o poema épico Eneida, escrito por Virgílio, outra é o livro Ab Urbe condita (“Desde a fundação da cidade”), do historiador Tito Lívio.

Esse último baseia seu livro nas histórias que eram contadas sobre a fundação. Rômulo e Remo seriam filhos de Reia Sílvia, uma virgem sacerdotisa vestal, que afirmou ter sido violentada e engravidada pelo deus Marte. Sílvia havia sido forçada a se tornar sacerdotisa por seu tio, Amúlio, que havia tirado o pai de Reia Silvia, Numitor, do trono de Alba Longa, cidade construída na Península Itálica.
Ao saber da gravidez da sacerdotisa, Numitor ordenou sua prisão e que seus filhos fossem jogados no rio Tibre. A preocupação de Numitor era que os gêmeos reivindicassem o trono que ele havia usurpado.

Os gêmeos teriam sido salvos pela loba que chegou ao rio para saciar sua sede e, em compaixão às duas crianças abandonadas, teria dado suas tetas para que eles pudessem se alimentar. Foram encontrados posteriormente por um pastor e, nesse ambiente, foram criados. Já adultos, Rômulo e Remo descobriram serem originários de uma linhagem real e decidiram lutar contra Numitor para restituir ao avô Amúlio o trono do qual havia sido retirado. E eles conseguiram.

Posteriormente, Rômulo e Remo construíram uma aldeia no local onde haviam sido encontrados. Era o início da cidade de Roma. Entretanto, em decorrência da disputa pelo poder na nova cidade, Rômulo assassinou Remo, tornando-se o primeiro rei de Roma. As histórias romanas indicam que a cidade foi fundada em 753 a.C. Escavações arqueológicas indicam haver indícios de que, no século VIII a.C, uma aldeia de agricultores e pastores existia na região. Roma ficava em uma planície fértil, cortada pelo rio Tibre e protegida por sete colinas.

Havia ainda entre os romanos a lenda de que Numitor, Amúlio, Reia Sílvia, Rômulo e Remo seriam descendentes de um troiano, Eneias, filho da deusa Afrodite e de Anquises, que havia fugido da famosa cidade destruída ao fim da Guerra de Troia. Com essa lenda, os romanos ligavam sua origem com os povos do Egeu, pretendendo criar uma tradição comum entre as civilizações que surgiram nas duas localidades.

Eneias havia chegado à Península Itálica depois da fuga de Troia e muitas atribulações e teria travado contato com Latino, que lhe ofereceu sua filha Lavínia para matrimônio. Depois de guerras pelo território do Lácio e pela esposa, Eneias fundou a cidade Alba Longa e introduziu o culto de seus deuses entre os latinos. Várias outras aldeias foram construídas próximas à cidade. Eneias ainda havia deixado descendentes que protegeriam Alba Longa e que, depois de 12 gerações, dariam origem a Rômulo e Remo.

A península Itálica era habitada desde muito tempo por latinos, úmbrios, ilíricos, gregos e etruscos. Entretanto, foram esses últimos que tornaram a aldeia de Roma uma verdadeira urbs, ou seja, uma verdadeira cidade.

Fonte

Mundo Educação

Cartografia de Roma














































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ROMA E AS SOCIEDADES DA ANTIGUIDADE

O Núcleo de Estudos da Antiguidade como instituição que prioriza a
relação ensino, pesquisa e extensão, desenvolve cursos e eventos
regularmente, que possibilitam a formação profissional dos alunos e
bolsistas de uma forma mais ampla, através da participação ativa junto à
elaboração, organização e execução das atividades planejadas, assim
como na produção de conhecimento sobre as sociedades antigas. Como
equipe, o Núcleo de Estudos da Antiguidade, valoriza o trabalho coletivo e
a cooperação entre alunos e professores, entre as disciplinas correlatas e
entre as IES de tal modo que suas ações são sempre pensadas,
organizadas e realizadas em conjunto.
 O NEA/UERJ busca estimular seus integrantes a planejar, organizar
e a executar atividades que resultem num crescimento acadêmico, no
diálogo, no respeito, eficácia e responsabilidade em prol do coletivo.
Assim, conseguimos desde a sua fundação em 1998 até hoje garantir para
o NEA/UERJ uma atuação acadêmica dinâmica e acentuadamente
positiva de ensino, pesquisa, extensão e divulgação da História Antiga
Clássica no Estado do Rio de Janeiro e no Brasil através de cursos e
eventos de extensão.
 O Encontro de Estudos Romanos configura-se como um dos evento
realizado pelo NEA que mostrou ser o tema que possui uma crescente
massa critica como nos aponta a freqüência tanto de interessados como
ouvinte quanto comunicadores e suas pesquisas.
 O evento nos aponta que Roma na sua fase de republica e de
império continua a fascinar e a fazer parte do imaginário social da
modernidade. Segundo, Andrea Giardina na obra O Homem Romano, o
sucesso dos estudos romanos se deve aos seus legionários,
generais,colonos que souberam conquistar, pacificar e unificar um amplo
espaço territorial. Acrescentamos as suas crenças religiosas, seus
costumes e suas praticas sociais fez de Roma um modelo admirado,
temido e respeitado atributos que a ratifica como Senhora do
Mediterrâneo.
 Apresentamos aqui o resultado do estado atual das pesquisas em
forma de publicação, agradecemos a participação dos ouvintes e
parabenizamos a qualidade dos trabalhos aqui sintetizados. Leia Mais

Fonte:

Roma e as sociedades da Antiguidade: política, cultura e economia
/ Maria Regina Candido (org.) - Rio de Janeiro : NEA/UERJ, 2008.


O IMPULSO DE ROMANIZAR



Que Roma teve um dos maiores impérios do qual se tem notícia é um fato bem documentado. Todavia, pode-se perguntar o que levou os romanos a expandirem sua área de influência para territórios tão heterogêneos quanto a África, Ásia e o norte e leste da Europa. E mais, como puderam, habilmente, manter um império tão vasto que durou séculos em aparente hegemonia. Este estudo procura discutir a natureza do imperialismo romano e como um de seus principais conceitos ajudou a legitimar e sancionar suas ações. Serão analisados, ainda, os discursos que subsidiam a crença comum de que aquilo que foi oferecido pelos romanos era por demais sedutor para ser resistido pelos povos conquistados.
Texto completo: PDF

Revista de E. F. e H. da Antigüidade, Cps/Bsb, nº 22/23, jul. 2006/jun. 2007

A experiência imperialista romana: teorias e práticas

Este artigo analisa os processos interativos decorrentes do contato entre culturas, surgidos a partir da constituição do Império Romano e conhecidos de forma ampla sob a denominação de romanização. Objetivamos compreender a dinâmica do "projeto imperial" através do controle político das províncias a partir dos estudos de caso da Africa Proconsularis e da Britania. Para tanto, escolhemos examinar a cooptação imperial da elite local com a formação de uma hierarquia de identidades, no primeiro caso, e a reorganização dos sistemas de assentamentos com a construção do território, no segundo. Leia todo artigo 


Palavras-chave: Império Romano- Experiência Imperialista-Romanização.

Fonte:

Tempo vol.9 no.18 Niterói Jan./June 2005

15/04/2014

Educação Romano: O Ensino em Roma

A Tradição Latina
http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/hfe/momentos/escola/ensinoroma/

O florescimento da Civilização Romana não está isento do contágio pelo Helenísmo.  De acordo com as palavras de  Horácio: “A Grécia conquistada conquistou por sua vez seu selvagem vencedor e trouxe a civilização ao rude Lácio”. Porém, o fosso abissal que separava o "rude Lácio" do elevado nível cultural atingido pelos Gregos foi rapidamente ultrapassado, como consequência da enorme facilidade dos latinos para  adaptarem e assimilarem os costumes das outras civilizações, em particular da Civilização Helénica e Helenística.

Constata-se no entanto ter existido alguma resistência à invasão pelo Helenismo. Os pequenos camponeses do Lácio, por exemplo, protegem-se contra as inovações estrangeiras pelo respeito de uma tradição ancestral – o mos maiorum. De acordo com esta tradição, o fim da educação é prático e social. Espera-se que a educação proporcione à criança o saber necessário para o exercício da sua profissão de soldado ou de proprietário rural, que inculque a ética que subordina o indivíduo a um ideal superior – Roma e a Res Publica. O objectivo é formar o cidadão – o civis romanus.

No século II a.c., o pater familias concede à mãe, a matrona romana, os direitos sobre a educação de seus filhos durante a primeira infância, gozando aquela de uma autoridade desconhecida na Civilização Grega. Mas, por volta dos 7 anos de idade, a educação da criança passa a estar a cargo de seu pai ou, na ausência deste, de um tio. Caberá ao pai a responsabilidade de proporcionar ao filho a educação moral e cívica. Esta passa pela aprendizagem mnemónica de prescrições jurídicas concisas e de conceitos, constantes nas Leis das XII Tábuas, símbolo da tradição Romana.

Esta forma de educação tem por base a preocupação natural de associar os valores culturais e o ideal colectivo. Exalta a piedade, no sentido romano do termo pietas que traduz respeito pelos antepassados. Nas tradicionais famílias patrícias, os antepassados representam orgulhosamente os modelos do comportamento, repetidos geração após geração.

O Ensino em Roma

No entanto, o ensino em Roma apresenta algumas diferenças significativas face ao modelo educativo dos gregos e algumas novidades importantes na institucionalização de um sistema de ensino.

O ensino da música, do canto e da dança, peças chave da educação grega, tornaram-se objecto de contestação por parte de alguns sectores mais tradicionais, que apelidaram estas formas de arte como impúdicas e malsãs, toleráveis apenas para fins recreativos.

A mesma reacção de oposição surge contra o atletismo, tão essencial à Paideia. Jamais fazendo parte dos costumes latinos, as competições atléticas só penetram em Roma por volta do século II a.c., sob a forma de espectáculos, e sendo a sua prática reservada a profissionais. Os romanos chocam-se com a nudez do atleta e condenam a pederastia, de que o ginásio é o meio natural. Optam assim pelas termas em detrimento do ginásio, que consideram exclusivamente um “jardim de recreio” ou um “parque de cultura”.    

O Programa educativo romano privilegia assim uma aprendizagem sobretudo literária, em detrimento da Ciência, da Educação Musical e do Atletismo.

Porém, é aos romanos que se deve o primeiro sistema de ensino de que há conhecimento: um organismo centralizado que coordena uma série de instituições escolares espalhadas por todas as províncias do Império. O carácter oficial das escolas e a sua estrita dependência relativamente ao estado constituem, não apenas uma diferença acentuada relativamente ao modelo de ensino na Grécia, como também uma novidade importante.

É claro que um tal sistema tende a privilegiar uma minoria que, graças aos estudos superiores, ascende àquilo que os romanos consideram ser a vida adulta simultaneamente activa e digna ou seja, uma elite, com uma elevada formação literária e retórica.

O que não impede que, entre a imensidão de escravos que os romanos abastados do Império possuíam como resultando das suas conquistas, houvesse a preocupação de lhes fornecer, em particular aos mais jovens, os ensinamentos necessários à prática dos seus serviços. Para tal eram reunidos, nas casas de seus amos,  em escolas – as paedagogium - ae entregues a um ou mais pedagogos que lhes inculcavam as boas maneiras e, em alguns casos, os iniciavam nas “coisas do espírito”, designadamente na leitura, na escrita e na aritmética. É sabido que as casas dos grandes senhores de Roma dispunham de um ou mais escravos letrados que desempenhavam funções como secretários ou como leitores.

De qualquer forma, na Roma imperial, os Mestres Gregos são protegidos por Augusto, à semelhança do que César havia já feito. Também a criação de bibliotecas, como a do Templo de Apolo, no Palatino, e a do Pórtico de Octávio, é ilustrativa de uma política imperial de cultura.

Esta política, inspirada nas tradições gregas, vai no entanto inflectir algumas práticas anteriores, delineando no estado romano um conjunto de políticas escolares inovadoras. Uma primeira iniciativa é da autoria de Vespasiano, que intervém directamente a favor dos professores, ao reconhecer-lhes uma utilidade social. Com ele se iniciam uma extensa série de retribuições e de imunidades fiscais, atribuídas a gramáticos e retóricos. Segue-se a criação de cátedras de Retórica nas grandes cidades, bem como o favorecimento e promoção da instituição de escolas municipais de gramática e de retórica nas províncias.


O nascimento das Escolas Latinas

As primeiras escolas latinas são inteiramente, na sua origem, de inspiração grega. Limitam-se a imitá-las, tanto no que concerne ao programa, como aos métodos de ensino.

Porém, os romanos vão pouco a pouco organizá-las em três graus distintos e sucessivos: a instrução primária, o ensino secundário e o ensino superior, aos quais correspondem três tipos de escolas, confiadas a três tipos de Mestres especializados. As escolas primárias datam provavelmente dos séculos VII e VI a.c., as secundárias surgem no século III a.c. e das superiores somente há conhecimento da sua existência a partir do século I a.c.. A data em que surgiram as primeiras escolas primárias permanece controversa. Pensa-se que o ensino elementar das letras terá surgido em Roma muito antes do século IV a.c., provavelmente remontando ao período etrusco da Roma dos Reis. Data do ano 600 a.c. a tabuleta de marfim de Marsigliana d’Albegna que possui gravada na faixa superior do seu quadro um alfabeto arcaico muito completo, destinado a servir de modelo de escrita incipiente que se exercitava escrevendo na cera da tabuleta.

Quando o adolescente, por volta dos dezasseis anos de idade, finalmente se liberta da toga praetexta da infância para vestir a toga viril, tem início a aprendizagem da vida pública, o tirocinium fori.  O jovem acompanhará o pai ou, se necessário, um outro homem influente, amigo da família e melhor posicionado para o iniciar na sociedade. Durante cerca de um ano, e anteriormente ao cumprimento do serviço militar, o jovem adquire conhecimentos de Direito, de prática pública e da “arte do dizer”, concepção romana da eloquência.

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Roma adopta a Educação Grega

Sabemos que Roma foi incapaz de permanecer imune ao contágio pelo Helenismo. Na constituição do Império Romano, da baía ocidental do Mediterrâneo até ao mar oriental, ficarão integradas diversas cidades Gregas. Mas, muito antes do Império, já os etruscos, haviam sido influenciados pelos Gregos a quem foram buscar o alfabeto, bem como técnicas com vista à aprendizagem da leitura e da escrita.

A influência Helénica não mais cessará de crescer, em particular com a invasão e posterior anexação da Grécia e da Macedónia  no século II a.c..

A partir de então, alguns preceptores gregos (se não de nascimento, pelo menos de formação) apoiam a educação familiar dos jovens romanos. Na verdade, afugentados pelas agitações do Oriente ou atraídos pela rica clientela romana, muitos gramáticos, retóricos e filósofos atenienses dirigem-se a Roma. Serão estes os Mestres responsáveis pelo ensino de jovens e de adultos.

Cedo os Políticos de Roma haviam compreendido que o conhecimento da Retórica ateniense seria um factor decisivo com vista a melhorar a eloquência dos seus discursos junto das multidões. Com a Retórica e a formação literária que lhe servia de base, Roma descortinou a pouco e pouco todos os aspectos encobertos da cultura Grega. Mas o helenismo não é apenas apanágio de alguns. Ele impregna toda a Roma, surgindo também na vida religiosa e nas artes, como seja nos teatros que adoptam os modelos, temas e padrões helenísticos.

Não obstante se reconhecer que os tentáculos da Civilização Helenística se estenderam a todos os domínios, em nenhum é esta influência tão notória como na cultura do espírito, e, por conseguinte, na Educação. A original contribuição da sensibilidade, do carácter, e das tradições de Roma, aparecerá somente sob a forma de retoques de detalhe e pequenas inflexões, favorecendo ou reprimindo alguns aspectos do modelo  educativo da  Paideia grega.

Nesse entido, a aristocracia romana  recorre, numa primeira fase, a escravos alforriados que a conquista lhes havia proporcionado e, posteriormente, a Mestres de Grego especializados.

Paralelamente a esta preceptoria particular no seio das grandes famílias surge o ensino público do grego, ministrado em verdadeiras escolas, umas vezes por escravos gregos que assumem o papel de Mestres, outras,  por Mestres Gregos qualificados. Não satisfeitos com este tipo de educação, muitos jovens romanos deslocar-se-ão à Grécia para aí completarem os seus estudos.

Um indício marcante sublinha o êxito da influência grega na Educação e em particular no desenvolvimento da escola. Roma vai buscar ao Helenismo o termo Paedagougos para designar o escravo incumbido de acompanhar a criança à escola.

Instrução Primária

Se é certo que a iniciação da criança nos estudos fica a cargo de um preceptor particular (em especial nas famílias aristocráticas), por volta dos sete anos a criança é confiada a um Mestre Primário – o litterator, “aquele que ensina as letras”, também designado por primus magister, magister ludi, magister ludi literarii, ou, como viria a ser designado no século IV a.c., o institutor. O primus magister é, em Roma, mal remunerado e pouco conceituado na hierarquia social.

Tal como na Grécia, também as crianças romanas se faziam acompanhar à escola por um escravo, designado segundo a terminologia grega por Paedagogus. Este poderia, em determinadas circunstâncias, ascender ao papel de explicador ou até mesmo de mentor, arcando assim com a educação moral da criança. O Paedagogus conduzia o seu pequeno senhor à escola, designada por ludus litterarius, e aí permanecia até ao final da lição. O ensino é colectivo, as meninas também frequentavam a escola primária, embora para elas o preceptorado privado pareça ter sido a nota dominante.

Cabe ao Mestre providenciar as instalações. Este resguarda os seus alunos debaixo de um pequeno alpendre protegido por um toldo – pérgula -  nas proximidades de um pórtico ou na varanda de alguma mansão aberta e acessível a todos. Há conhecimento de ter existido em Roma  uma escola abrigada na esquina do Fórum de César. As aulas são portanto essencialmente ministradas ao ar livre, em local isolado dos barulhos e das curiosidades da rua por meio de um tabique – o velum.

As crianças agrupam-se em torno do Mestre que pontifica da sua cadeira – a cathedra - colocada sobre um estrado. O mestre é muitas vezes assistido por um ajudante, o hypodidascales. Sentadas em escabelos sem encosto, as crianças escrevem sobre os joelhos.

A jornada escolar da criança romana tinha início muito cedo e durava até ao pôr-do-sol. As aulas apenas eram suspensas durante as festas religiosas, nas férias de Verão (dos finais de Julho a meados de Outubro) e também durante as nundinae que semanalmente se repetiam no mercado.

Além da leitura, o programa compreende a escrita em duas línguas (latim e grego) e um pouco de cálculo no qual se inclui a aprendizagem do ábaco e do complexo sistema romano de pesos e medidas. Para a aprendizagem do cálculo recorria-se vulgarmente à utilização de pequenas pedras - calculi - bem como à mímica simbólica dos dedos.

A técnica aprofundada do cálculo escapa no entanto à competência do primus magister, sendo ensinada mais tarde por um especialista, o calculator. Este distingue-se do primus magister na medida em que o seu papel está mais próximo do de um especialista, como os calígrafos ou os estenógrafos.

Na aprendizagem da escrita começava-se por se aprender o alfabeto e o nome das letras, de A a X, antes mesmo de lhes conhecer a forma. O nome das letras era seguidamente ensinado ao contrário, de X a A e posteriormente aos pares, primeiro agrupados segundo uma dada ordem e logo após agrupados de forma aleatória. Seguia-se a aprendizagem das sílabas, em todas as combinações possíveis e, por fim, dos nomes isolados. Estes três tipos de aprendizagem constituem as categorias sucessivas do abecedarii, syllabarii e nomirarri. Antes de passar à redacção de textos era ensaiada a escrita de pequenas frases bem como máximas morais de um ou dois versos.

O ensino da escrita é simultâneo ao da leitura. A criança escreve em sua tabuleta as letras, palavras ou textos cuja leitura deverá posteriormente efectuar. Empregam-se a princípio dois métodos alternados: um que remonta às origens da escola grega e que consiste em guiar a mão da criança para lhe ensinar o ductus, e outro mais moderno, talvez originário da escola latina, em que se utilizam letras gravadas em concavidades na tabuleta que a criança retraça usando o estilete de ferro e seguindo o sulco através da cera. Esta é alisada com o polegar logo que tenha terminado a tarefa, para que assim possa reproduzir as letras na tabuleta.

Os livros são feitos com folhas coladas lateralmente e enroladas à volta de uma varinha. Para ler, a varinha é mantida na mão direita e com a outra mão desenrola-se a folha única.

Associada à leitura e à escrita encontra-se a declamação. A criança é incentivada a memorizar pequenos textos à semelhança do que ocorria na Grécia.  

Recorre-se frequentemente à emulação e mais ainda à coerção, às reprimendas e aos castigos. O primus magister apoia a sua autoridade na férula, instrumento a que recorre para infringir os castigos nas crianças. “Estender a mão à palmatória”, manum ferulae subducere, é na verdade para os Romanos sinónimo de estudar.

Os alunos são agrupados em classes, de acordo com o seu rendimento escolar. O autor (desconhecido) dos Hermeneumata Pseudodositheana salienta a necessidade de “...levar em conta, para um e para todos, as forças, o adiantamento, as circunstâncias, a idade, os temperamentos vários e o desigual zelo dos diversos alunos.” Esboça-se uma modalidade de “ensino mútuo”, em que os melhores alunos colaboram com o primus magister ensinando aos colegas as letras e as sílabas. O titulos (designação latina para quadro preto) é também uma invenção romana. Consiste num rectângulo de cartão preto em torno do qual os alunos se agrupam de pé, ordeiramente..

 Estes métodos  começam a ser questionados por volta do século I da nossa era, tendo-se registado desde então uma evolução no sentido de um abrandamento da disciplina em favor de uma indulgência crescente para com as crianças.A rotina pedagógica foi a aligeirada com a introdução de novas práticas de ensino que  ficam a dever-se a Marco Fábio Quintiliano, reconhecido Professor de Eloquência que viveu no século I da nossa era.


                                                                                   

Quintiliano foi o primeiro professor pago pelo estado, no Império de Vespasiano, e teve como alunos Plínio o Môço e o próprio Imperador Adriano. Quintiliano alerta para a necessidade de se identificarem os talentos das crianças e chama a atenção para a necessidade de reconhecer as diferenças individuais e de adoptar diferentes formas de procedimento  perante elas. Recomendava que se ensinassem simultaneamente os nomes das letras e as suas formas, devendo a eventual imperícia do aluno ser corrigida obrigando-o a reproduzir as letras com o seu estilete na placa dos modelos, previamente gravada pelo professor. É contrário aos castigos físicos, e portanto ao uso da férula. Recomenda a emulação como incentivo para o estudo e sugere que o tempo escolar  seja periodicamente interrompido por recreios, já que o descanso é, na sua opinião, favorável à aprendizagem.



Ensino Secundário

O ensino secundário é  bastante menos difundido que a instrução primária. A maioria das crianças de fraca condição social abandonam a escola no final da Instrução Primária, passando então a frequentar a casa de um Mestre de ensino técnico, por exemplo de Geometria, que os preparará para o exercício de profissões como a carpintaria.

As restantes crianças iniciam por volta dos doze anos de idade um segundo ciclo de estudos, continuando rapazes e raparigas a estudar lado a lado. No caso geral de estudos com a duração de três anos, verifica-se a intervenção do grammaticus, correspondente latino do grammatikus grego, que ensina Gramática e Retórica.

Cecílio Epirota empreende, em finais do século I a.c., o estudo de poetas latinos seus contemporâneos, assim se estabelecendo uma formação nas duas línguas que implicará portanto a participação de dois grammaticus: o grammaticus graecus e o grammaticus latinus. Existiam portanto duas Instituições paralelas: uma para o estudo da língua e da literatura grega, a outra para o estudo da língua e literatura romana. A primeira é uma réplica exacta das escolas gregas, a segunda representava o esforço para salvaguardar as tradições romanas.
À semelhança do que se observava na Grécia, o grammaticus é bastante mais conceituado socialmente que o primus magister. Também ele  instala geralmente os alunos numa pérgula ou numa residência existindo em Roma, no século IV da nossa era, cerca de vinte estabelecimentos deste tipo. Requer cerca de seis horas diárias para o ensino da correcção da linguagem, assim como para a explicação dos poetas. Adopta os princípios da metodologia grega, insistindo na ortografia e na pronúncia, multiplicando os exercícios de morfologia e preparando com a escrita de redacções a iniciação à Retórica. O essencial consiste porém no estudo dos clássicos, e sobretudo dos poetas Virgílio, Terêncio e Horácio.

Os alunos aprendem também algumas noções básicas de Geografia, necessárias para a compreensão da Ilíada e da Eneida. Estudam também Astronomia, “...desde que se levanta ou põe uma estrela até à cadência de um verso.”



Ensino Superior

O ensino superior, também designado por ensino retórico, tinha início por volta dos quinze anos de idade, altura em que o jovem recebe a toga viril, sinónimo da sua entrada na vida adulta. Estes estudos superiores duravam até cerca dos vinte anos, podendo no entanto prolongar-se por mais tempo. Tinham como finalidade formar Oradores, já que a carreira política representava o ideal supremo.

Roma transformou-se num centro excepcional de estudos para os Mestres de Retórica Gregos. É o caso de Dionísio de Halicarnaso, que viveu em Roma mais de vinte anos (de 30 a 8 a.c.), ali compondo uma monumental História Romana.

No século II surgem os representantes da segunda sofística, os quais cultivam um discurso preciosamente elaborado, bem como a improvisação, perante uma vasta audiência de romanos.

As retóricas latina e grega assemelham-se ainda mais quando o triunfo dos Césares desvia a eloquência latina da vida política e a confina à arte do conferencista ou do advogado. Os retóricos do Ocidente “latinizam” os assuntos que propõem a seus discípulos, ao mesmo tempo que os obrigam a estudar os clássicos romanos, sobretudo Cícero.

Séneca foi juntamente com Quintiliano, um dos grandes representantes da nova etapa educativa. Esta deixa de ser assunto particular e adquire um carácter mais técnico que filosófico, passando a aplicar-se de preferência a problemas práticos. Nas suasoriae, o aluno é obrigado a pronunciar-se sobre casos morais; nas controversiae, o futuro orador terá de pleitear um caso em função de textos legais.


Para lá do aperfeiçoamento da eloquência e da retórica, o ensino da Filosofia e da Medicina é essencialmente feito por Mestres Gregos itenerantes, que espalham o seu saber de cidade em cidade.

Com muita frequência, os estudantes latinos vão completar os seus estudos superiores noutras cidades, nomeadamente em Alexandria e sobretudo em Atenas. Sob o império de Vespasiano é estabelecido em Roma um Ateneum semelhante ao Mouseîon de Alexandria, para estudos aprofundados de Retórica. Criam-se cátedras de Retórica que concederam privilégios aos Mestres, dando assim aos romanos a possibilidade de prosseguirem os estudos na própria pátria.

No âmbito do Direito, Roma desempenha um papel inovador oferecendo aos jovens estudantes uma aprendizagem prática pasra além de  um ensino sistemático. A complexidade crescente da produção jurídica romana está  na origem da fundação de duas escolas superiores de direito em Roma no século II – a de Labeu e a de Cássio.

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As Escolas Cristãs

Paralelamente às escolas pagãs, a partir dos séculos II e III da nossa era, surgem escolas cristãs, criadas inicialmente com o intuito de formar os futuros  homens da Igreja dos conhecimentos necessários à compreensão da mundividência Biblica.

É o caso da escola cristã fundada em Alexandria, escola de ensino superior para a inteligência da fé e das escrituras, onde, entre outras,  se estudavam a filosofia, a geometria, a aritmética com a finalidade de melhorar  o conhecimento das Escrituras Sagradas.

Com  legitimação político-religiosa do cristianiosmo sob o Império de Constantino, os cristãos começam a deprecir a retórica e a cultura pagã e a acusar as escolas que dizem transmitir uma literatura contrária ao espírito cristão, orientadas para valores diferentes dos do evangelho.

Quando cai o Império Romano, só a estrutura religiosa se  mantém de pé e, apenas no seu seio, o frágil brilho da ideia de escola vai apesar de tudo encontra alguma continuidade. Desaparecidas as escolas públicas pagãs, caberá agora aos monges, hábeis defensores de todo um património cultural, a tarefa de ensinar e conservar acesa na noite barbárica a chama da cultura clássica.

Marco Fábio Quintiliano (40-118)

Nasceu em Calahorra, Espanha, no século I, mas muito cedo se dirigiu para Roma, onde foi discípulo de Palêmon, gramático de Roma que gozou de grande reputação no século I e de Domício Áfer, um orador latino.

Era conhecido como advogado e professor de eloquência, tendo-se tornado o primeiro professor pago pelo estado, no Império de Vespasiano. Ensinou Eloquência durante duas décadas e teve alunos famosos como Plínio o Môço e o próprio Imperador Adriano. Após deixar o ensino, Quintiliano redige o De Institutione Oratoria, verdadeiro tratado de educação intelectual e moral.

De Institutione Oratoria é composto por doze volumes, numerados de I a XII, e propõe-se a formar o orador, através da exposição pormenorizada dos objectivos da educação, dos programas e das metodologias a adoptar. O volume I é consagrado à educação da criança na família e na casa do gramático, onde permanece até cerca dos dezasseis anos de idade, altura em que é guiada até aos cuidados do professor de retórica. O volume II versa justamente sobre os ensinamentos deste último. Os volumes III a VII são dedicados aos géneros demonstrativo, deliberativo, judiciário, narração e argumentação, entre outros. Os volumes VIII a X versam sobre a eloquência, sendo expostos diferentes arranjos de palavras bem como diversos ritmos oratórios. O volume XI trata da importância da memória e da acção e finalmente o volume XII refere quais as condições necessárias a um futuro orador.

Os pressupostos teóricos em que a obra se fundamenta seguem a tradição retórica grega de Isócrates, tal como foi transmitida por Cícero. O objectivo era a formação do homem bom, hábil no uso da palavra. O aluno apto para tal formação deveria possuir a excelência moral inata, sem defeitos de carácter, o qual poderia ser moldado através da disciplina de uma educação completa e profunda.

 "Penso que não se deve negligenciar o que é bom se for inato, mas aumentar e acrescer o que lhe falta." (Vol.II  cap.8)

Quintiliano opõe-se à preceptoria particular e considera que a criança deverá começar a frequentar a escola o mais cedo possível.

De acordo com Quintiliano, o Mestre deverá ser um homem de carácter e de ciência, na medida em que as suas atitudes e conduta influenciarão de forma determinante o desenvolvimento do aluno.

Quintiliano alerta para a necessidade de se identificarem os talentos nas crianças e coloca a problemática das diferenças individuais (no que se refere às capacidades e ao carácter) e das formas de procedimento a adoptar perante elas.

"Trazido o menino para o perito na arte de ensinar, este logo perceberá a sua inteligência e o seu carácter." (Vol.I  cap.3)
O Mestre deverá como tal mostrar-se atento à natureza individual de cada aluno, respeitando-a e dela fazendo depender o tipo e grau de complexidade das tarefas que lhe são apresentadas.

"A variedade de espíritos não é menor que a dos corpos." (Vol.II  cap.8)
"Logo que tiver feito essas considerações, o Mestre deverá perceber de que modo deverá ser tratado o espírito do aluno." (Vol.I  cap.3)
Sugere que os alunos sejam distribuídos por classis (classes) logo a partir da escola primária, animadas por concursos, dado o pendor das crianças para o jogo.

"O gosto pelo jogo entre as crianças, não me chocaria, é este um sinal de vivacidade e nem poderia esperar que uma criança triste e sempre abatida mostre espírito activo para o estudo. Há pois para aguçar a inteligência das crianças, alguns jogos que não são inúteis, desde que se rivalizem a propor, alternadamente, pequenos problemas de toda a espécie." (Vol.I  cap.3)
Refere ainda a importância do aproveitamento da memória do aluno como peça chave do processo educativo.

"Nas crianças, a memória é o principal índice de inteligência, que se revela por duas qualidades: aprender facilmente e guardar com fidelidade." (Vol.I  cap.3)
 A educação deverá assim contribuir para o desenvolvimento das disposições naturais de cada aluno, sendo a natureza, para Quintiliano, sinónimo de “homem não educado”.

"....dirigir a instrução de maneira a ajudar, através dela, o desenvolvimento das disposições naturais e a favorecer, principalmente, a tendência inata dos espíritos." (Vol.II  cap.8)
No que concerne à disciplina, Quintiliano mostra-se contrário ao uso abusivo da férula, por considerar que a coerção física é não só degradante como também ineficaz.

"...gostaria pouco que as crianças fossem castigadas......Primeiramente porque é baixo e servil e certamente uma injúria........Além do mais porque se alguém tem um sentimento tão liberal que não se corrija com uma repressão, também resistirá ás pancadas como o mais vil dos escravos." (Vol.I  cap.3)
Recomenda a emulação e sobretudo o bom exemplo como incentivos para o estudo e sugere que o tempo que lhe é reservado seja periodicamente interrompido por recreios, já que o descanso é, na sua opinião, favorável à aprendizagem.

"A todos, entretanto, deve-se dar primeiro um descanso, porque não há ninguém que possa suportar um trabalho contínuo. É por isso que aqueles cujas forças são renovadas e estão bem dispostos têm mais vigor e um espírito mais ardente para aprender..." (Vol.I  cap.3)
Outra inovação proposta por Quintiliano é a instrução simultânea de diversos conteúdos. Assim a escola de gramática deveria familiarizar o aluno com toda a literatura, e a escola de retórica, de modo idêntico, deveria conferir-lhe conhecimentos de música, de aritmética, de geometria e de filosofia.

Quintiliano enumera as qualidades de um bom orador da seguinte forma: conhecimento das coisas (adquirido por meio do domínio da literatura), bom vocabulário e habilidade para efectuar uma escolha criteriosa das palavras, conhecimento das emoções humanas e o poder de as despertar, elegância nos modos, conhecimento da história e das leis, boa dicção, e boa memória. Não obstante, Quintiliano sustenta que um bom orador, terá que ser necessariamente um bom homem.

"...não é suficiente falar apenas com concisão, subtileza ou veemência... na verdade a eloquência é com a cítara: não será perfeita a não ser que todas as cordas estejam bem afinadas, desde a mais alta até à mais alta." (Vol.II  cap.8)


Marco Túlio Cícero (106-43)

Cícero foi o melhor representante do ensino humanista, uma espécie de educação de carácter universal, humanística, supernacional. O  seu ideal educativo teria um sentido cosmopolita, universal.

De família de ordem equestre, nasceu em Arpino e viveu no período republicano. Estudou em Atenas e Rodes e teve uma carreira política brilhante em que foi questor, edil e cônsul. Neste último cargo, destacou-se por se opor a Catilina que queria derrubar o governo e saquear Roma, e por aconselhar o senado a votar pela morte do conjurado foi apelidado de “Pai da Pátria”. A sua honestidade era reconhecida nesta época em que as províncias eram pilhadas e saqueadas. Foi decapitado em Fórmias.

Como escritor, Cícero é a suprema expressão do génio latino influenciado pelo génio grego. Os seus tratados filosóficos, ao mesmo tempo que monumentos históricos, são modelos de eloquência. Como escritor produziu muito e entre as suas numerosas obras contam-se, entre outras,  Pro Quinctio, Pro Sexto Roscio Amerino, Pro Tullio, Verrinas, In Catilinam, In M. Antonium orationum Philippicarum,  De Inventione, De Oratore, Partitiones oratoriae, Brutus, Orator,  De republica, De Legibus, Paradoxa Stoicorum, Academia, De finibus bonorum et malorum, Tusculanae Disputationes, De natura deorum, De senectude, De amicitia, De officiis.

Nesta última obra, escrita em 44 e endereçada a seu filho Marcus, Cícero traça um programa de estudos e um ideal de vida que gostaria de o ver realizar. O tratado está dividido em três partes. A primeira trata do homem, a segunda do útil e a terceira examina as relações e conflitos entre o honesto e o útil. Cícero exorta o filho a estudar Grego, Latim, Filosofia e Oratória e assinala a sua supremacia no campo da Oratória mostrando que cultivou, como nenhum grego, ao mesmo tempo, a Oratória e a Filosofia. Num capítulo seguinte, propõe os deveres como tema a ser analisado, e enfatiza a sua honestidade, princípio que procurou sempre alcançar nas suas acções. Posteriormente, investiga se todos os deveres são perfeitos, se a honestidade é um facto e se a utilidade não se opõe à honestidade. Finalmente, mostra o homem como ser racional dotado de instinto gregário e sedento de verdade.


Lúcio Annaaeus Séneca (4-65)

Séneca era natural de Córdoba, Espanha e viveu a maior parte da sua vida em Roma. É representante da cultura dos primeiros anos do império. Foi exilado na Córsega por Cláudio e chamado a Roma em 49 por Agripina, tornando-se então preceptor de Nero, que mais tarde, não podendo resistir às censuras do filósofo, ordenou a sua morte.

Forma com Epíteto e Marco Aurélio um trinómio de filósofos estóicos que viam na serenidade íntima o fim último do homem.

De Séneca restaram muitos escritos: Dialogorum libri, De providentia, De vita beata, De tranquillitate animi, De breviate vitae, Ad Helvian matrem de consolatione; De beneficiis; Ad Lucilium; Algumas tragédias imitadas de modelos gregos: Hécuba, Medeia, Fedra, Édipo, Agamémnon e outras.

Ad Lucilius (Cartas a Lucilius), obra composta por 124 cartas em 20 livros, é um conjunto de dissertações estóicas sobre a consolação, a cólera, a clemência, a brevidade da vida, a tranquilidade da alma, a felicidade. As cartas contêm preciosas observações morais e ensinamentos delicados que não envelhecerão jamais. Séneca formulou máximas que atravessam os séculos:

      “Mostra-te surdo às palavras daqueles que te amam muito”.

      “O trabalho é o alimento das almas generosas”.

      “Uma árvore isolada não provoca admiração num lugar em que a floresta é muito alta”.

      “O mal não está nas coisas, está nas almas”.

      “Faz descer a filosofia no fundo do teu coração; alicerça a experiência de teu progresso não sobre a coisa dita ou escrita, mas sobre a firmeza da alma e a redução dos desejos”.

Estas cartas foram lidas e meditadas por muitos espíritos nobres da Idade Média e Renascença tais como Abelardo, Erasmo, Montaigne ou Roger Bacon, e entre os segundos, .



Bibliografia



Gal, R. (1979) -  A Educação nas Civilizações Antigas, Antepassadas do Mundo Ocidental, A Educação Romana, in História da Educação, Lisboa: Editora Veja,  pág. 40-44.

Giles, T.R. (1987) - A tradição de Roma: a formação do cidadão, in História da Educação, São Paulo: Editora Pedagógica e Universitária,  pp. 31-43.

Marrou (1966) - Roma adopta a Educação Grega, in História da Educação na Antiguidade, São Paulo: Herder, pp. 375-394.

Marrou (1966) - As escolas Romanas, in História da Educação na Antiguidade,  São Paulo: Herder, pp. 411-422,

Monroe, P. (1977) - Os Romanos. A educação como treino para a vida prática, in  História da Educação – Actualidades Pedagógicas, São Paulo: Companhia Editora Nacional, pp.  77-93.

 Rosa, M.G. (1971) -  A História da Educação através dos textos, São Paulo: Editora Cultrix.

Vial, J. e Mialaret, G. (1981) - As origens da “Pedagogia” Grécia e Roma – A Interpretação Latina, in  História Mundial da Educação, Porto : Rés Editora, vol.1, pp. 173-192.

Olga Pombo:  opombo@fc.ul.pt

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