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21/02/2015

Por que os dias da semana têm "feira" no nome?

Feira" vem de feria, que, em latim, significa "dia de descanso". O termo passou a ser empregado no ano 563, após um concílio da Igreja Católica na cidade portuguesa de Braga - daí a explicação para a presença do termo somente na língua portuguesa. Na ocasião, o bispo Martinho de Braga decidiu que os nomes dos dias da semana usados até então, em homenagem a deuses pagãos, deveriam mudar. Mas espera aí: se feria é dia de descanso, por que se usa "feira" apenas nos dias úteis? Isso acontece porque, no início, a ordem do bispo valia apenas para os dias da Semana Santa (aquela que antecede o domingo de Páscoa), em que todo bom cristão deveria descansar. Depois acabou sendo adotada para o ano inteiro, mas só pelos portugueses - no espanhol, no francês e no italiano, os deuses conti- nuam batendo ponto dia após dia. As únicas exceções assumidas pelos nossos irmãos bigodudos - e depois incorporadas nas colônias portuguesas - foram sábado e domingo (Prima Feria, na Semana Santa), que derivam, respectivamente, do hebreu shabbat, o dia de descanso dos judeus, e do latim Dies Dominicus, o "Dia do Senhor". Desde 321 os calendários ocidentais começam a semana pelo domingo. A regra foi imposta naquele ano pelo imperador romano, Constantino, que, além disso, estabeleceu definitivamente que as semanas teriam sete dias. A ordem não foi aleatória: embora na época os romanos adotassem semanas de oito dias, a Bíblia já dizia que Deus havia criado a Terra em seis dias e descansado no sétimo e, ao que tudo indica, os babilônios também já dividiam o ano em conjuntos de sete dias.


LatimDeus romanoDeus saxãoIdeograma chinês
Solis diesSolSolSol
Lunae diesLuaLuaLua
Martis diesMarteTyrFogo
Mercuri diesMercúrioOdinÁgua
Jovis diesJúpiterThorMadeira
Veneris diesVênusFreyaMetal
Saturni diesSaturnoSaturnoTerra

Fonte

http://mundoestranho.abril.com.br/materia/por-que-os-dias-da-semana-tem-feira-no-nome

Origem do primeiro dia da semana


No início da era cristã, os cristãos primitivos por serem judeus guardavam o sábado, porém reuniam-se aos Domingos para celebrarem a Eucaristia (ação de graças) através da fração do pão em honra e memória da ressurreição de Cristo. A partir de 189 d.C., a Igreja Cristã estabeleceu uma data diferente daquela praticada pelos judeus para suas comemoração da Páscoa e dos dias santos a ela associados. Posteriormente, confirmando a Tradição Apostólica o Primeiro Concílio de Niceia, em 325 d.C., oficializou o Domingo (Dominica Dies) como dia sagrado para os cristãos.

A união da cultura judaica com a cultura cristã resultou na reserva de dois dias diferentes (Sábado e Domingo) para descanso: estes são respectivamente o último dia(Sábado) e o primeiro dia da semana (Domingo) de acordo com o calendário ocidental.

Dias da semana em Latim

à liturgia católica por iniciativa de Martinho de Dume, que denominava os dias da semana da Páscoa com dias santos em que não se deveria trabalhar, originando os nomes litúrgicos:
Latim ILatim IISignificadoLatim litúrgico ILatim litúrgico II
dies solissolis diesdia do Solprima feriaferia prima
dies lunaelunae diesdia da Luasecunda feriaferia secunda
dies martismartis diesdia de Martetertia feriaferia tertia
dies mercuriimercurii diesdia de Mercúrioquarta feriaferia quarta
dies iovisiovis diesdia de Júpiterquinta feriaferia quinta
dies venerisveneris diesdia de Vênussexta feriaferia sexta
dies saturnisaturni diesdia de Saturnoseptima feriaferia septima
Sabbatum  era originado diretamente do hebreu  Shabbat, de conotação religiosa, em uma época em que os hebreus formavam um só povo e uma só cultura.
O dia Shabbat era o dia de descanso dos israelitas que por essa razão afluíam com mais frequência à sinagoga, hoje é o sábado, último dia de seu calendário semanal, sendo este o dia de descanso para os judeus. Durante a Reforma do Calendário Romano a cargo de Constantino I, o Grande - substitui-se o nome de "Dies Saturni" que significa "Dia de Saturno" - forma como os pagãos se referiam ao sábado - para "Sabatum" introduzindo devido a influência cristã o dia de Sábado no calendário ocidental.
A Tradição Apostólica fixa o dia de descanso dos cristãos no Domingo, em homenagem à ressurreição de Cristo.1 Em 325 d.C., as orientações decididas no Primeiro Concílio de Niceia,confirmam a Tradição Apostólica, e durante a Reforma do Calendário Romano a cargo de Constantino I, o Grande - substitui-se o nome de Solis Dies, que significa Dia do Sol - forma como os pagãos se referiam ao Domingo - para Dominicus Dies (ou Dies DominicumDies DominicaDies Domini), que, em português, significa Dia do Senhor, tendo evoluído para Domingo.
O dia de Domingo também conhecido como Prima Feria era o dia em que os cristãos se reuniam para fazer sua reunião de culto em memória a Ressurreição de Cristo, dia de descanso para os cristãos.
O português é a única língua europeia em que os dias da semana não estão associados a astros, embora estivessem antes da modificação de Martinho de Dume.

24/10/2013

BREVE HISTÓRIA DO LATIM MEDIEVAL


O Manual de Latim Medieval apresenta problemas particulares. Como este latim não é uma língua nova e autônoma, mas a continuação erudita e escolar do latim da época romana, não é prático partir da estaca zero, como se fez com muito proveito, em outros manuais da coleção "Connaissance des Langues", dirigida por Henri Hierche. Nossa obra supõe alguns conhecimentos do latim clássico, cujos elementos não serão repetidos aqui. Além disso, o latim medieval não apresenta uma unidade, tomando aspectos muito variados
segundo as épocas, as regiões e o nível cultural dos autores que dele se servem. Para dar uma idéia desta variedade, achamos útil começar nossa obra por uma breve história desta língua, que será seguida de
uma antologia de textos escolhidos para ilustrar a primeira parte do livro, acompanhados de uma tradução e de alguns comentários.
Nas introduções ao estudo do latim medieval que têm sido publicadas até aqui, como a de K. Strecker e R. B. Palmer, Introduction to Medieval Latin (Berlim, 1957), um espaço importante é consagrado às notícias bibliográficas, à história da literatura e das bibliotecas, à tradição da literatura clássica e à paleografia. Propositalmente renunciamos a concorrer com esses manuais. Leia o texto completo

Latim Basico


O Latim, língua indo-européia, pertence ao grupo itálico – osco, umbro, latim.  Falado primeiramente pela população de Roma e do Lácio, prevaleceu sobre os outros idiomas da Itália (osco,umbro, grego, etrusto), difundiu-se graças às conquistas e ao desenvolvimento do Império Romano, e tornou-se uma das duas principais línguas do mundo antigo. Começou a adquirir forma literária apenas pelo início do século III a.c.

Costuma-se dividir a história do latim em períodos:
1. Período arcaico (entre o século III e o início do século I a.C.), com Catão e, sobretudo, com os dois
grandes escritores cômicos, Plauto e Terêncio.
2. Período clássico (entre o início do século I a.C. e o início do Império), com Cícero, César, Salústio,
Horácio, Vergílio e outros.

3. Período pós-clássico ( a partir de nossa era) com Tito Lívio, Sêneca, Quinto Cúrcio, Plínio, o Velho,
Quintiliano, Plínio, o Moço, Suetônio e outros.
4. Período cristão (a partir do século III de nossa era, aproximadamente), com Tertuliano, Santo
Agostinho, São Jerônimo e outros.

Cumpre ressalvar que ao lado da língua escrita ou literária existia uma língua falada, que nos é
conhecida sobretudo pelos textos não literários e pelas inscrições.  Essa língua se transformava mais
rapidamente que a outra.  Foi ela que deu origem às línguas românicas — português, espanhol, catalão,
provençal, francês, italiano, romeno.

Alfabeto
Na época clássica, o alfabeto latino compreende 21 letras, das quais apenas uma não é usual – o K
(k).  São elas: A (a), B (b), C (c), D (d), E (e), F (f), G (g), H (h), I (I), L (l), M (m), N (n), O (o), P (p), Q
(q) R (r), S (s), T (t), V (u), X (x).


Presente do Indicativo:

egŏ amō             monĕō
tū amās monēs
(ille) amăt monĕt
nōs amāmus monēmus
uōs amātis monētis
(illi) amănt monĕnt
Conjugação do verbo irregular esse e seu composto pŏsse  no presente do indicativo:
sum pŏssum
es pŏtes
est pŏtest
sumus pŏssŭmus
estis pŏtestis
sunt pŏssunt

B. Assim como o verbo latino tem várias terminações com que desempenha seu papel particular numa
dada frase, também o nome latino tem várias terminações, de acordo com  a função sintática que
desempenha na frase: sujeito, predicativo do sujeito, objeto direto, objeto indireto, adjunto adverbial,
e assim por diante.

As várias formas de um nome são chamadas de casos.   Em latim, seis são os casos:
Nominativo: caso do sujeito e do predicativo do sujeito;
Genitivo: caso do adjunto adnominal e do complemento nominal;
Dativo: caso do objeto indireto;
Acusativo: caso do objeto direto e do predicativo do objeto direto;
Ablativo: caso dos adjuntos adverbiais;
Vocativo:  caso da interpelação.



Leitura
5
  Viuāmus, mĕa Lesbia, atque amēmus,          Vivamos, minha Lésbia, e amemos,
  rumōrēsque senum seueriōrum                      e as graves vozes velhas
  omnēs unīus aestimēmus assis.                                   — todas —
  Sōlēs occidĕre et redīre pŏssunt:                valham para nós menos que um vintém.
 5 nōbis cum semel occĭdit brĕuis lūx,               Os sóis podem morrer e renascer:
  nox est perpetŭa una dormienda.                  quando se apaga nosso fogo breve
  Da mi basia mille, deinde centum,                 dormimos uma noite infinita.
  dein mille altĕra, dein secunda centum,           Dá-me pois mil beijos, e mais cem,
  deinde usque altĕra mille, deinde centum.         e mil, e cem, e mil, e mil e cem.
 10 Dein, cum milia multa fecerĭmus,                Quando somarmos muitas vezes mil
  conturbābĭmus illa, ne sciāmus,                      misturaremos tudo até perder a conta:
  aut ne quis malus inuĭdēre possit,                  que a inveja não ponha o olho de agouro
  cum tantum sciat esse basiōrum.                      no assombro de uma tal soma de beijos.

  (Catulo)                                                  (Trad. de Haroldo de Campos)

Miguel Barbosa do Rosário
http://www.latim-basico.pro.br/latim-basico.pdf



Vida monástica no cristianismo

A vida monástica no cristianismo surgiu como uma forma de busca por uma vida de maior consagração a Deus, com o objetivo de se afastar do mu...