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23/05/2013
INTRODUÇÃO À LITERATURA LATINA
Quem lê uma história da literatura latina encontrase diante
de uma narrativa contínua, uma narrativa
complexa na qual se encontram personagens diversos
– os escritores – que produzem suas obras. Ao ler assim,
tudo em seqüência, não se dá conta de quanto
trabalho, no tempo, foi necessário aos estudiosos para
reconstruir um quadro dos fatos e dos acontecimentos
literários tal que se possa, hoje, no estado atual do
conhecimento, defini-lo como completo.
O fato é que, de todos os textos da literatura clássica,
alguns se conservaram mais ou menos íntegros,
outros nos chegaram mutilados mais ou menos gravemente,
de outros permaneceram somente algum
pequeno fragmento, outros ainda desapareceram por
completo e sabemos só (por testemunhas indiretas)
que existiram um dia. O mesmo texto que lemos estampado
em edições não é senão o ponto de chegada
de uma história acidentada, no curso da qual sofreu
deformações e prejuízos de vários tipos que o tornaram
cá e lá defeituoso ou talvez incorreto. O trabalho
dos filólogos providencia com perícia e paciência a
restituição da originária correção dos textos. Em resumo,
tanto a história da literatura grega ou latina
como os textos das obras que as acompanham, se
não tivessem sido integrados pelo trabalho dos estudiosos,
resultariam muito mais lacunosos e incertos
do que hoje o são. Leia mais sobre....
Escola da Antiguidade
O brinquedo na educação: considerações históricas
TM Kishimoto - Idéias, o cotidiano da pré-escola, 1990 - crmariocovas.sp.gov.br
JM de Oliveira - … de Estudos Filosóficos e Históricos da Antiguidade, 2012 - ifch.unicamp.br
MRCP Marianoi - Universidade Estadual de Santa Cruz - uesc.br
I Vieira Neto - Archai: revista de estudos sobre as origens do …, 2010 - seer.bce.unb.br
MA JÚNIOR - malexandre.no.sapo.pt
www.scielo.br/pdf/ep/v31n3/a05v31n3.pdf
História das disciplinas escolares e cultura escolar - histedbr
www.histedbr.fae.unicamp.br/.../HISTÓRIA%20DAS%20DISCIPLINAS
AMFC Monteiro - História & Ensino, 2012 - uel.br
BA Vasconcelos - PhaoS-Revista de Estudos Clássicos, 2012 - info03.iel.unicamp.br
Retórica e crítica literária na antigüidade
A Chiappetta - PhaoS-Revista de Estudos Clássicos, 2012 - cedae.iel.unicamp.br
FJC Karam - Alceu: Revista de Comunicação, Cultura e …, 2009 - revistaalceu.com.puc-rio.br
A Argumentação na Antigüidade
EG de Oliveira - Signum: Estudos da Linguagem, 2002 - uel.br
PREÂMBULO À NOÇÃO DE PROSA ARTÍSTICA NA ANTIGUIDADE CLÁSSICA: O ORATOR, DE CÍCERO
CRR de JESUS - Anais do SETA-ISSN 1981-9153, 2007 - iel.unicamp.br
13/03/2013
Quintiliano
Quintiliano nasceu em Calahorra no ano de 35 e faleceu em Roma no ano 96. Foi professor de retórica, filólogo conceituado e advogado. Recebeu toda a sua educação em Roma, onde mais tarde abriu uma escola de Retórica. Foi o primeiro professor a ser pago pelo Estado.
A única obra que chegou até aos nossos dias foi "Institutio Oratoria", um texto de doze volumes que primou sobretudo por ter sistematizado e compactado a tradição retórica até então conhecida. Esta concepção privilegia por um lado a eloquência e a ornamentação do discurso belo, a atitude moral e ética do bom orador. A retórica define-se então como a ciência que apreende em si as qualidades do discurso quer as do orador. Nesta acepção, Quintiliano identifica três conceitos chave: arte, artífice e obra. A arte deve ser entendida como a disciplina do falar bem. O artífice é o orador que precisa de saber falar bem e de ser um humano que presa a ética. A obra é o que é realizado pelo artífice: um discurso direccionado para o público alvo.
A obra de Quintiliano compreendeu ainda a reflexão sobre as relações entre a retórica, filosofia, cultura e a ética. Por centrar parte da sua reflexão no estudo das características que o orador tem de desenvolver e manter para ser um homem de bem, "Institutio Oratoria" é também considerado como um dos primeiros tratados sobre pedagogia. Neste precioso trabalho, Quintiliano debruçou-se também no estabelecimento de directrizes para a formação do povo romano desde a sua infância.
De referir ainda que, apesar de toda a obra ser na linha de Cícero, Quintiliano desenvolve a ideia de que a filosofia apenas se afirma recorrendo à retórica, o que na tradição retórica, abalou as bases platónicas e abriu portas a novos entendimentos da retórica em harmonia com outros saberes e ciências.
Fonte:
UOL
Marcos Vitrúvio Polião
foi um arquiteto e engenheiro romano que viveu no século I a.C. e deixou como legado a obra "De Architectura" (10 volumes, aprox. 27 a 16 a.C.), único tratado europeu do período greco-romano que chegou aos nossos dias e serviu de fonte de inspiração a diversos textos sobre Hidráulica, Engenharia,
Arquitetura e Urbanismo, desde o Renascimento.
Os seus padrões de proporções e os seus princípios conceituais - "utilitas" (utilidade), "venustas" (beleza) e "firmitas" (solidez) -, inauguraram a base da Arquitetura clássica.
Fonte:
Wikipédia
Marco Terêncio Varrão
Filósofo e enciclopedista romano de expressão latina nascido em Reate, depois Rieti, na Sabina, autor de Antiquitates rerum humanarum et divinarum, obra em que distinguiu três gêneros de teologia: a mítica, narrada por poetas; a política, relativa às instituições e cultos do estado; e a natural ou a natureza do divino tal como se manifesta na natureza da realidade. Viveu em uma época em que desenvolvia-se em Roma, uma regular vida intelectual e filosófica, apesar de todas as deficiências inerentes àqueles tempos. Pouco se sabe sobre suas origens, mas aparentemente estudou em Roma e em Atenas, exerceu a advocacia, serviu com Pompeu na Espanha (76 a. C.) e ocupou o cargo de pretor. Inspirado pelo patriotismo, pretendeu contribuir para a grandeza de Roma com as qualidades morais e intelectuais de seu trabalho. Escreveu um panfleto político sobre a coalizão de Pompeu, Júlio César e Crasso (59 a. C.), que lhe valeu uma punição. Absolvido (49 a. C.) por César, foi nomeado bibliotecário do governo e encarregado de organizar a primeira biblioteca pública de Roma (47 a. C.). Novamente foi condenado (43 a. C.), desta vez por Marco Antônio, e seus livros foram queimados. Voltando a ativa sob Augusto passou a se dedicar apenas aos estudos. Escreveu tanto em poesia como em prosa, cerca de 74 trabalhos, em um total de mais de 400 volumes, essencialmente técnicos e principalmente sob agricultura, mas também sobre aritmética, astronomia, geografia, direito e leis, religião, educação, teoria da linguagem e gramática, retórica, filosofia, história antiga e romana, táticas navais e, além de poemas, sátiras e cartas. Antecipou-se a microbiologia e a epidemiologia ao estudar pessoas doentes e afirmar que existiriam diminutas criaturas, invisíveis aos olhos, que flutuavam pelo ar e penetravam no corpo pelo nariz ou pela boca e causavam sérias doenças e ele alertou as pessoas para evitarem pântanos e manguesais. Pretendeu contribuir para a grandeza de Roma com as qualidades morais e intelectuais de seu trabalho. Morreu em Roma e de sua obra conservam-se apenas os livros de V a X da mais antiga gramática latina, De lingua latina e os Rerum rusticarum libri III e alguns fragmentos das famosas Antiquitates, uma obra compreendia 41 livros tratando de religião, cronologia e instituições romanas, que se tornou influente na formação intelectual dos romanos. Perdidas suas obras, conhece-se o seu pensamento através de Cícero. Também é possível encontrar algo em De civitate Dei, VI, 5, de Santo Agostinho,. Ambos estes sábios o chamaram de o mais sábio dos romanos. Não confundir com Públio Terêncio Varrão (82-37 a.C.) um poeta latino, seu contemporâneo, considerado mais refinado, mas hoje menos famoso.
Marco Túlio Cícero
Em 69 a.C., foi eleito edil e pouco tempo depois, em 66 a.C., eleito pretor. Como pretor fez um importante pronunciamento político, reivindicando para Pompeu o comando das tropas romanas, com o apoio dos conservadores do Senado, os optimates.
Sua fama só crescia e, em 63 a.C., foi eleito cônsul, obtendo duas grandes vitórias: ao defender o senador Caio
Rabírio contra a acusação de traição, lançada por Júlio César, e ao denunciar a conspiração do anarquista Catilina.
Contra a vontade de César, Cícero pediu a morte dos conspiradores, sem julgamento, ao Senado. Seu pedido foi aprovado, pois a ameaça de Catilina uniu todos os conservadores. A intenção de Cícero, que estava no auge da sua carreira, era estabelecer a política do "acordo entre as classes".
Para isso, precisava de todo o apoio político. Cícero pensou que encontraria esse apoio em principalmente em Pompeu. Mas Pompeu tinha outros planos e se uniu, no primeiro triunvirato, a César e Crasso, o que permitiu a eleição de Clódio para o tribunato. Clódio era um grande inimigo político de Cícero, e ameaçou os planos de Cícero, ao passo que substituía César em Roma na guerra na Gália. Com essa situação, Cícero resolveu exilar-se.
Voltou para Roma um ano depois, ao ser chamado por Pompeu. Dessa vez, evitou compromissos políticos, passando a dedicar-se a escrever livros. Cícero foi designado como procônsul, a frente do governo da Cilícia.
Voltou para Roma no final do ano 50 a.C., e encontra uma guerra civil entre as tropas de Pompeu e César. Como era ligado a Pompeu, abandonou-o após a derrota de Farsália. Porém, tornou-se suspeito para os vencidos e vencedores. Dessa forma, Cícero esperou o perdão de César para retornar a Roma.
Afastado da política por cerca de dois anos, produziu mais de suas obras filosóficas. Com o assassinato de César, em 44 a.C., Cícero denunciou as ambições de Marco Antônio, que ascendeu ao poder, nas “Fílipicas”. Exaltou a vitória de Otávio, filho adotivo de César, Otávio.
Ao vencer na guerra, Otávio formou o segundo triunvirato com Marco Antônio e Lépido o segundo triunvirato. Dessa forma, os oposicionistas foram executados. Cícero foi um dos primeiros, em 43 a.C. Sua cabeça e mãos foram decepadas e expostas ao povo.
Como filósofo, escreveu grande parte de seus trabalhos entre 45 e 44 a.C.. Alguns são anteriores a esse período, como: "Sobre a república" e "Sobre as leis”. Outras obras de Cícero são: "Sobre a consolação" e "Sobre os objetivos da ética", "Discussões em Túsculo", "Sobre a natureza dos deuses", "Catão o velho ou sobre a velhice", "Sobre a adivinhação", "Sobre a amizade" e "Sobre os deveres".
Fonte:
UOL
07/03/2013
Escritores Latinos
Poesia (comédia)
Plauto
Terêncio
Prosa
Catão - agricultura
Poesia
Caio Valério Flaco - poeta épico
Lucano - poeta épico
Marco Manílio - poeta astronômico
Sílio Itálico - poeta épico
Estácio - poeta lírico e épico
Juvenal - satirista
Marcial - epigramático
Pérsio - satirista
Fedro - fabulista
Catulo - poeta lírico e elegista
Horácio - poeta lírico e satirista
Lucrécio - filósofo
Ovídio - elegista, poeta didático e mitológico
Propércio - elegista
Tibulo - elegista
Virgílio - poeta épico, didático e pastora
Prosa
Aulo Cornélio Celso - médico
Aulo Gélio - ensaísta
Apuleio - proto-romancista e filósofo
Columela - agricultor
Petrônio - proto-romancista
Plínio, o Velho - cientista
Plínio, o Novo - correspondente
Quintiliano - retórico
Sexto Júlio Frontino - engenheiro
Valério Máximo - anedotas
Sêneca, o Velho - orador
Marco Cornélio Fronto - correspondente
Cícero - orador, filósofo e jurista
Marco Terêncio Varrão - linguista e escritor sobre agricultura
Publílio Siro - autor de máximas
Vitrúvio - arquiteto
História
Salústio (86 - 34 a. C.)
Tito Lívio (c. 59 a. C - 17 d. C)
Veleio Patérculo (c. 19 a. C. - c. 31 d. C.)
Tácito (c. 55 - c. 120 d. C.)
Floro (sécs. I - II d. C.)
Amiano Marcelino (c. 325 - c. 391 d. C.)
Biografia
Suetônio
Quinto Cúrcio Rufo
Tertuliano
Diversos gêneros
Cornélio Nepos
Augusto - autobiografia
tertuliano
Literatura latina no período da Antiguidade Tardia: Cristãos
Agostinho de Hipona - teólogo, autobiógrafo e correspondente
Ausônio - elegista
Jerônimo - teólogo e correspondente
Marco Minúcio Félix - teólogo
Prudêncio - poeta cristão
Sidônio Apolinário - panegirista e correspondente
Tertuliano - teólogo
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