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15/05/2014

Sudanesa é condenada à morte por abandonar Islã por marido cristão

A Justiça do Sudão condenou à morte por enforcamento uma mulher muçulmana acusada de apostasia - abandono da religião - depois que ela se afastou do Islã para se casar com um cristão.
"Demos a você três dias para se retratar mas você insiste em não voltar para o Islã. Sentencio você a ser enforcada até a morte", disse o juiz, segundo a agência de notícias AFP, se referindo ao prazo dado para que a mulher aceitasse o islamismo.
O grupo de defesa de direitos humanos Anistia Internacional condenou a decisão e afirmou que a sentença é "espantosa e repugnante".
A imprensa local informou que, como a mulher está grávida, a sentença só será executada dois anos depois do nascimento da criança.
A mulher foi identificada como Meriam Yehya Ibrahim Ishag e alega que é cristã.
A maioria da população sudanesa é muçulmana e o país segue as leis islâmicas. Segundo estas leis, a apostasia é um crime.

Chibatadas

Embaixadas de países ocidentais e grupos de defesa de direitos humanos pediram que o governo do Sudão respeite o direito da mulher de escolher a própria religião.
As embaixadas dos Estados Unidos, Canadá, Grã-Bretanha e Holanda divulgaram uma declaração conjunta na qual afirmaram que os países estavam muito preocupados com o caso e pediram que o governo do Sudão respeite a liberdade de religião.
Mas, além da pena de morte, o juiz do caso também sentenciou a mulher a receber 100 chibatada por adultério, já que o casamento com o homem cristão não é considerado válido segundo a lei islâmica.
A sentença das chibatadas será executada assim que a mulher se recuperar do parto.
A condenação por adultério se deve ao fato de, segundo a lei islâmica do Sudão, uma mulher muçulmana não pode se casar com homens de outra religião. Meriam se casou com um cristão do Sudão do Sul.
Durante a audiência, Meriam, cujo nome islâmico é Adraf Al-Hadi Mohammed Abdullah, foi interrogada por um clérigo islâmico e disse ao juiz que era uma "cristã e nunca cometi apostasia".
Segundo a Anistia Internacional, a mulher foi criada como cristã ortodoxa, a religião da mãe, pois ela teria tido um pai ausente durante a infância.
A Anistia informou que a mulher foi presa e acusada de adultério em agosto de 2013 e a Justiça sudanesa adicionou a acusação de apostasia em fevereiro de 2014, quando Meriam disse que era cristã.
O pesquisador da organização especializado em assuntos ligados ao Sudão, Manar Idriss, condenou a sentença e afirmou que apostasia e adultério nem deveriam ser considerados crimes.
"O fato de uma mulher ter sido sentenciada à morte por sua escolha religiosa e à chibatadas por adultério por ser casada com um homem que, supostamente, tem outra religião, é espantoso e repugnante", disse.
A condenação gerou polêmica no país de acordo com a AFP. Pequenos grupos de manifestantes, contra e a favor da sentença, se reuniram em frente à corte onde Meriam foi julgada.
O correspondente da BBC em Cartum Osman Mohamed, afirmou que sentenças de morte raramente são executadas no Sudão.
E um dos advogados de Meriam disse à AFP que vai entrar com um recurso em instâncias superiores.

BBC Brasil

03/05/2014

Criança cristã fica sob a mira de rifles na Síria

Uma imagem chocante de uma criança sendo ameaçado com uma virou símbolo do apoio ao presidente da Síria, Bashar al-Assad. As eleições presidenciais devem ocorrer em junho.
A mensagem clara, onde rebeldes sírios seguram uma criança aterrorizada diante de três pessoas empunhando armas foi publicada na internet por um suposto membro da fação rebelde Exército Livre da Síria. A legenda diz “Nosso refém mais jovem dentre as seitas hostis de Kessab”.
A autenticidade da imagem é questionada. Mesmo assim, acredita-se que foi tirada em Kessab, um vilarejo predominantemente cristão, perto da fronteira com a Síria com a Turquia. O nome da criança não foi divulgado, mas os analistas não tem dúvida que, a julgar pelos trajes, pertence à minoria cristã.
Os líderes muçulmanos dizem que é uma estratégia do governo para aumentar o apoio ao regime ditatorial de Assad. Ao mesmo tempo provocou uma reação considerável contra grupos rebeldes sírios nas mídias sociais de língua árabe. Partidários do presidente Assad estão espalhando a fotografia como parte da campanha. No Twitter e no Facebook a legenda mais usada era “terroristas assassinos”.
O fato é que os islâmicos que invadiram a região deixaram um rastro de destruição: igrejas foram devastadas, casas queimadas e mais de 2.000 pessoas expulsas de seus lares. Há registro de centenas de cristãos em Kessad sendo sequestrados. Não há notícias oficiais se continuam vivos.
Trata-se de mais um capítulo nesse conflito sangrento e brutal que já matou mais de 150 mil pessoas. A parcela da população que mais sofreu no embate entre os dois grupos muçulmanos rivais foram os cristãos.
Desde o início do conflito, em 2011, uma série de denúncias vem sendo feitas, incluindo a crucificação e a decapitação daqueles que não seguem a fé islâmica.
Fonte: Com informações Daily Mai Gospel Prime

Filme “Deus Não Está Morto” tem previsão de estreia no Brasil em agosto; Veja trailer

O filme “Deus Não Está Morto”, lançado nos cinemas dos Estados Unidos no último mês de março, fez grande sucesso de bilheteria, arrecadando mais de US$ 3 milhões durante sua exibição. O longa chega ao Brasil em agosto, distribuído pela Graça Filmes.
O elenco conta com atores já conhecidos do público brasileiro, como Kevin Sorbo, intérprete de Hércules na série de TV homônima dos anos 1990; Dean Cain, intérprete de Clark Kent e Superman na série Lois & Clark; além de David A. R. White, que esteve nos filmes “Contagem Regressiva” e “Tudo é Possível”.
A história baseia-se no desafio que um aluno de filosofia encontra durante um dos semestres na faculdade: provar ao professor Radisson (Kevin Sorbo) que Deus não está morto. A trama aproveita ainda para abordar o embate entre criacionistas e evolucionistas, e outras questões menores, como o esfriamento da fé.
De acordo com a rádio CBN, nas quatro primeiras semanas de exibição em 1860 salas de cinema dos Estados Unidos, o filme se manteve no Top 10 da bilheteria, superando inclusive o sucesso teen Divergente.
Um dos motivadores para a produção do filme foi a constatação, através de pesquisas, que 50% dos jovens cristãos que ingressam na universidade deixam sua fé de lado. “É alarmante constatar que essa geração esteja perdendo o foco, e por isso estamos trazendo para o Brasil este filme que, com certeza, será uma excelente ferramenta de evangelização para alcançar todas as pessoas independentemente de religião”, disse Ygor Siqueira, diretor da Graça Filmes.
“Deus Não Está Morto” conta ainda com a participação da banda cristã Newsboys, interpretando a canção que dá título ao filme. De acordo com o diretor da distribuidora, “a expectativa para a estreia no Brasil é de superar o sucesso obtido com o filme Três Histórias, Um Destino, com mais de 288 mil espectadores, a fim de que a mensagem de Cristo possa transformar vidas e para que as pessoas entendam por que Deus Não Está Morto”.

Escavação no Egito revela imagem mais antiga de Jesus

Uma equipe de egiptólogos espanhóis encontraram o que pode ser a imagem mais antiga de Jesus Cristo já descoberta. Em um túmulo datado do século seis existem imagens pintadas nas paredes de uma cripta no interior de uma estrutura subterrânea. Eles acreditam que se trata do local onde foi enterrado uma família sacerdotal cristã.
A imagem, que pertence ao primeiro período cristão copta, mostra um homem jovem com cabelos encaracolados e uma túnica curta, com uma mão levantada dando uma bênção. A escrita copta que cerca a imagem ainda está sendo traduzida.
A equipe é liderada pelo arqueólogo espanhol Josep Padro e possui membros da Sociedade Catalã de Egiptologia e da Universidade de Barcelona. Eles faziam escavações na antiga cidade copta de Oxyrhynchus, uma capital regional no antigo Alto Egito, localizada a 160 km ao sul do Cairo. Classificada como “excepcional”, o retrato certamente é apenas uma representação de Jesus Cristo, não baseada em algum conhecimento sobre sua aparência real.
Segundo Padro, as paredes estão cobertas com cinco ou seis camadas de tinta, sendo que a mais antiga correspondente ao período dos primeiros cristãos coptas.
A imagem mais antiga de Jesus Cristo reconhecida até o momento data do ano 235 foi encontrado na Síria, em 2011. Nela Jesus aparece sem barba e andando sobre a água.
Fonte:  Haaretz
http://www.redefonte.com/escavacao-egito-revela-imagem-mais-antiga-de-jesus/

Classificação de países por perseguição




Acesse o Mapa

A Portas Abertas Internacional trabalha nos países com maior perseguição aos cristãos, encorajando a Igreja a permanecer firme e preparando-a para ser luz em meio às trevas.
No mapa ao lado você encontra os 50 países que estão entre os mais opressores ao cristianismo e à liberdade religiosa. Essa lista é atualizada a cada ano.



13/04/2014

O mundo que eu quis ( Benedito .Prado

O mundo que eu quis (
Não é esta aqui a natureza que eu quis. 
Que tomba indefesa, perdendo a beleza. 
Trazendo a tristeza, na terra que eu quis.
Não é esta aí a terra que eu quis. 
Desfeita em pedaços por grandes ricaços, 
Por mãos criminosas do homem que eu fiz.
Não é este aí o homem que eu quis. 
Que vive oprimido, que anda perdido. 
Que cai abatido no mundo que eu fiz.
Será que eu falhei? Me digam vocês! 
Será que eu pus muita água no mar? 
Será que é o calor do meu sol a queimar?
Se acaso é assim, perdão, eu errei!
Agora eu lhes digo o mundo que eu quis: 
As estrelas não brigam, o sol não se afasta, 
O mar não soçobra na terra que eu giz.
Agora eu lhes digo a terra que eu quis: 
Sem ódio, sem guerra, sem tanta injustiça, 
Que ferem meu filho, o homem que eu fiz.
Agora eu lhes digo o homem que eu quis: 
Um homem liberto, fraterno e aberto, 
Fazendo da vida um canto feliz.
Será que eu falhei, por ser bom demais? 
Será que o Amos, a justiça e a Paz 
Não valem mais nada no mundo que é meu?
Se acaso é assim, perdão, eu errei

Veja o Vídeo:

 http://www.youtube.com/watch?v=89DcHlVIEFc 

02/08/2013

Padre italiano sequestrado por islamitas



De acordo com a agência Reuters, que difundiu a notícia, o padre Paolo Dall'Oglio, um jesuíta conhecido pela sua oposição ao regime de Assad, terá sido raptado e sequestrado por um grupo radical que se auto-intitula “Estado Islâmico do Iraque e do Levante”.

O sacerdote,  de 58 anos, foi raptado quando caminhava pelas ruas da cidade de Raqqa, sob controlo das forças rebeldes.

O jesuíta Paolo Dall'Oglio, que desde sempre se empenhou no diálogo entre cristãos e muçulmanos, tinha sido expulso do país, onde viveu durante cerca de três décadas, por causa precisamente da sua defesa do diálogo entre religiões.

Já na década de oitenta, tinha restabelecido o mosteiro católico siríaco de Mar Musa (Mosteiro de São Moisés o Abissínio), no deserto ao norte de Damasco, tendo os benfeitores portugueses da Fundação AIS apoiado concretamente a reconstrução do Mosteiro da Comunidade de São Simeão Estilita, cujo superior, Padre François Maurad, foi assassinado, em Junho, após um ataque armado pelo grupo jihadista Jabat al-Nustra, também afecto aos rebeldes que lutam contra o regime de Bashar al-Assad.

O grupo radical “Estado Islâmico do Iraque e do Levante” é constituído por militantes ligados à Al Qaeda no Iraque.

Fonte

Departamento de Comunicação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

23/07/2013

Símbolos da JMJ


 A cruz da JMJ ficou conhecida por diversos nomes: Cruz do Ano Santo, Cruz do Jubileu, Cruz da JMJ, Cruz Peregrina, e muitos a chamam de Cruz dos Jovens porque ela foi entregue pelo Papa João Paulo II aos jovens para que a levassem por todo o mundo, a todos os lugares e a todo tempo.

A cruz de madeira de 3,8 metros foi construída e colocada como símbolo da fé católica, perto do altar principal na Basílica de São Pedro durante o Ano Santo da Redenção (Semana Santa de 1983 à Semana Santa de 1984). No final daquele ano, depois de fechar a Porta Santa, o Papa João Paulo II deu essa cruz como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade. Quem a recebeu, em nome de toda a juventude, foram os jovens do Centro Juvenil Internacional São Lourenço, em Roma. Estas foram as palavras do Papa naquela ocasião: “Meus queridos jovens, na conclusão do Ano Santo, eu confio a vocês o sinal deste Ano Jubilar: a Cruz de Cristo! Carreguem-na pelo mundo como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade, e anunciem a todos que somente na morte e ressurreição de Cristo podemos encontrar a salvação e a redenção” (Sua Santidade João Paulo II, Roma, 22 de abril de 1984).

Os jovens acolheram o desejo do Santo Padre. Desde 1984, a cruz da JMJ peregrinou pelo mundo, através da Europa, além da Cortina de Ferro, e para locais das Américas, Ásia, África e Austrália, estando presente em cada celebração internacional da Jornada Mundial da Juventude. Em 1994, a cruz começou um compromisso que, desde então, se tornou uma tradição: sua jornada anual pelas dioceses do país sede de cada JMJ internacional, como um meio de preparação espiritual para o grande evento.

Em 2003, o Papa João Paulo II deu aos jovens um segundo símbolo de fé para ser levado pelo mundo, acompanhando a cruz da JMJ: o ícone de Nossa Senhora, “Salus Populi
Romani”, uma cópia contemporânea de um antigo e sagrado ícone encontrado na primeira e maior basílica para Maria a Mãe de Deus, no Ocidente, Santa Maria Maior. “Hoje eu confio a vocês... o ícone de Maria. De agora em diante, ele vai acompanhar as Jornadas Mundiais da Juventude, junto com a cruz. Contemplem a sua Mãe! Ele será um sinal da presença materna de Maria próxima aos jovens que são chamados, como o apóstolo João, a acolhê-la em suas vidas” (Roma, 18ª Jornada Mundial da Juventude, 2003).


Oração Oficial

Ó Pai, enviaste o Teu Filho Eterno para salvar o mundo e escolheste homens e mulheres para que, por Ele, com Ele e nEle, proclamassem a Boa-Nova a todas as nações. Concede as graças necessárias para que brilhe no rosto de todos os jovens a alegria de serem, pela força do Espírito, os evangelizadores de que a Igreja precisa no Terceiro Milênio.

Ó Cristo, Redentor da humanidade, Tua imagem de braços abertos no alto do Corcovado acolhe todos os povos. Em Tua oferta pascal, nos conduziste pelo Espírito Santo ao encontro filial com o Pai. Os jovens, que se alimentam da Eucaristia, Te ouvem na Palavra e Te encontram no irmão, necessitam de Tua infinita misericórdia para percorrer os caminhos do mundo como discípulos-missionários da nova evangelização.

Ó Espírito Santo, Amor do Pai e do Filho, com o esplendor da Tua Verdade e com o fogo do Teu Amor, envia Tua Luz sobre todos os jovens para que, impulsionados pela Jornada Mundial da Juventude, levem aos quatro cantos do mundo a fé, a esperança e a caridade, tornando-se grandes construtores da cultura da vida e da paz e os protagonistas de um mundo novo.

Amém!


Hino Oficial

HINO "ESPERANÇA DO AMANHECER" (Hino Oficial da JMJ Rio2013)

Sou marcado desde sempre
com o sinal do Redentor,
que sobre o monte, o Corcovado,
abraça o mundo com Seu amor.

(Refrão)

Cristo nos convida:
"Venham, meus amigos!"
Cristo nos envia:
"Sejam missionários!"

Juventude, primavera:
esperança do amanhecer;
quem escuta este chamado
acolhe o dom de crer!
Quem nos dera fosse a terra,
fosse o mundo todo assim!
Não à guerra, fora o ódio,
Só o bem e paz a não ter fim.

Do nascente ao poente,
nossa casa não tem porta,
nossa terra não tem cerca,
nem limites o nosso amor!
Espalhados pelo mundo,
conservamos o mesmo ardor.
É Tua graça que nos sustenta
nos mantém fiéis a Ti, Senhor!

Atendendo ao Teu chamado:
"Vão e façam, entre as nações,
um povo novo, em unidade,
para mim seus corações!"
Anunciar Teu Evangelho
a toda gente é transformar
o velho homem em novo homem
em mundo novo que vai chegar.

História da Jornada


Em 1984 foi celebrado na Praça São Pedro, no Vaticano, o Encontro Internacional da Juventude com o Papa João Paulo II, por ocasião do Ano Santo da Redenção. Na ocasião, o Papa entregou aos jovens a Cruz que se tornaria um dos principais símbolos da JMJ, conhecida como a Cruz da Jornada.

O ano de 1985 foi declarado Ano Internacional da Juventude pelas Nações Unidas. Em março houve outro encontro internacional de jovens no Vaticano e no mesmo ano o Papa anunciou a instituição da Jornada Mundial da Juventude.

Todos os anos ela acontece em âmbito diocesano, celebrada no Domingo de Ramos e, com intervalos que podem variar entre dois e três anos, são feitos os grandes encontros internacionais.

1986
A primeira Jornada Mundial da Juventude, realizada em Roma em 1986, teve como lema "Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês"(1Pd 3, 15). A celebração aconteceu em âmbito diocesano.
1987
A JMJ seguinte, em 1987, o primeiro dos encontros fora de Roma ocorreu em Buenos Aires, na Argentina, com o lema “Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele.” (1 Jo 4, 16). Na ocasião, um milhão de pessoas participaram do evento.
1989

A quarta Jornada Mundial da Juventude se deu em 1989, em Santiago de Compostela,na Espanha, com o lema: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”(Jo 14,6).

1991
Em 1991, foi a vez da Polônia, terra natal de João Paulo II. Foi a primeira reunião dele com milhares de jovens em um país do Leste Europeu. A 6ª JMJ aconteceu em Czestochowa, com o lema “Vocês receberam o Espírito que os adota como filhos" (Rm 8,15).

1993
A 8ª JMJ foi realizada em Denver, nos Estados Unidos, em 1993, sob o lema “Eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente” (Jo 10,10).

1995
A maior jornada realizada até hoje, em número de participantes, cerca de quatro milhões, aconteceu em Manila, nas Filipinas em 1995, com o lema “Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio"(Jo 20,21).

1997
Paris, na França, recebeu a 12ª Jornada Mundial da Juventude em 1997 com o lema “Mestre, onde moras? Vinde e vereis" (Jo 1,38-39).

2000
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós" (Jo 1,14) foi o lema da grande Jornada de 2000, o ano do Jubileu da Juventude. A 15ª JMJ aconteceu em Roma, na Itália e reuniu quase três milhões de jovens.

2002
A 17ª Jornada Mundial da Juventude, em 2002, foi realizada em Toronto, no Canadá, com o lema “Vós sois o sal da terra... Vós sois a luz do mundo" (Mt 5,13-14). Foi a última Jornada com a presença do Papa João Paulo II.

2005
No ano de 2005 a juventude acolheu de braços abertos a primeira jornada conduzida pelo Papa Bento XVI, realizada em sua terra natal, a Alemanha. Colônia foi a cidade sede da 20ª JMJ que teve como lema "Viemos adorá-lo" (Mt 2, 2) e recebeu aproximadamente um milhão e meio de peregrinos.

2008
"Recebereis a força do Espírito Santo, que virá sobre vós, e sereis minhas testemunhas" (Atos 1, 8) foi o lema da JMJ da Austrália, em 2008. Na cidade de Sydney milhares de jovens cruzaram os continentes para participar da 23ª terceira edição da Jornada.

2011
Em agosto de 2011 cerca de dois milhões de jovens se reuniram para a 26ª Jornada Mundial da Juventude, realizada em Madri, na Espanha, com o lema “Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé” (cf. Cl 2, 7).

Fonte:

Jornadas Mundiais da Juventude










09/05/2013

Líder da Igreja Copta do Egito vai a Roma para visitar Francisco



O líder da Igreja Ortodoxa Copta do Egito, Tawadros II, vai visitar Roma entre hojee segunda-feira para encontrar-se com o Papa Francisco, anunciou o Vaticano.
O patriarca, 118° Papa de Alexandria, foi escolhido a 4 de novembro de 2012 e está à frente de uma comunidade com cerca de 10 milhões de cristãos.

Tawadros II e o Papa Francisco vão reunir-se e rezar em conjunto, na sexta-feira.
O comunicado da sala de imprensa da Santa Sé destaca que desde a eleição de Tawadros II se verificou uma “crescente aproximação entre as comunidades cristãs no Egito”, que levou à instituição de um Conselho de Igrejas Cristãs no país.

A Igreja Copta é “uma das realidades mais importantes na paisagem eclesial do Médio Oriente”, sublinha o Vaticano, lembrando que os cristãos desta região “têm de enfrentar situações de grande dificuldade”.
O predecessor de Tawadros, Shenouda III, encontrou-se com Paulo VI em maio de 1973, altura em que foi assinada uma “importante declaração cristológica comum” que ditou o início do diálogo ecuménico bilateral.
A agenda do patriarca copta em Roma inclui encontros com responsáveis da Cúria Romana, visitas aos túmulos dos apóstolos Pedro e Paulo e encontros com membros da comunidade ortodoxa na capital italiana.

Fonte:

Agência Ecclesia

07/05/2013

Nigéria: Ataque armado a igreja e mercado provoca dez mortos


– A Fundação Ajuda a Igreja que Sofre (AIS) denunciou hoje mais um episódio de violência contra cristãos na Nigéria, resultante de um ataque armado a uma igreja e um mercado no nordeste do país.

Numa nota publicada através da internet, organismo católico dependente da Santa Sé diz que “10 pessoas morreram” e “pelo menos uma dezena” ficaram feridas na região de Nijland, depois de terem sido alvejadas por elementos que permanecem ainda por identificar.

De acordo com a AIS, os pormenores são escassos, mas de acordo com “um porta-voz da polícia local”, o caso ocorreu este domingo numa região que se tornou refúgio para militantes ligados à seita islâmica Boko Haram”.

O ataque aconteceu “apenas horas depois de gravíssimos confrontos entre muçulmanos e cristãos, no centro do país, em Wukari, que causaram cerca de quatro dezenas de mortos”, adianta a mesma fonte.

Só no último ano, mais de 600 cristãos perderam a vida devido a ataques levados a cabo por grupos ligados à maioria muçulmana na Nigéria, como o “Boko Haram”, força armada cujo nome significa “a educação ocidental é pecaminosa” e que pretende a implementação da lei islâmica, a sharia, naquele território africano.

Fonte:

Agência Ecclesia

29/04/2013

Diocese de Bauru decide excomungar padre.



comunicado da Diocese de Bauru:
É de conhecimento público os pronunciamentos e atitudes do Reverendo Pe. Roberto Francisco Daniel que, em nome da "liberdade de expressão" traiu o compromisso de fidelidade à Igreja a qual ele jurou servir no dia de sua ordenação sacerdotal. Estes atos provocaram forte escândalo e feriram a comunhão eclesial. Sua atitude é incompatível com as obrigações do estado sacerdotal que ele deveria amar, pois foi ele quem solicitou da Igreja a Graça da Ordenação. O Bispo Diocesano com a paciência e caridade de pastor, vem tentando há muito tempo diálogo para superar e resolver de modo fraterno e cristão esta situação. Esgotadas todas as iniciativas e tendo em vista o bem do Povo de Deus, o Bispo Diocesano convocou um padre canonista perito em Direito Penal Canônico, nomeando-o como juiz instrutor para tratar essa questão e aplicar a "Lei da Igreja", visto que o Pe. Roberto Francisco Daniel recusa qualquer diálogo e colaboração. Mesmo assim, o juiz tentou uma última vez um diálogo com o referido padre que reagiu agressivamente, na Cúria Diocesana, na qual ele recusou qualquer diálogo. Esta tentativa ocorreu na presença de cinco membros do Conselho dos Presbíteros.
O referido padre feriu a Igreja com suas declarações consideradas graves contra os dogmas da Fé Católica, contra a moral e pela deliberada recusa de obediência ao seu pastor (obediência esta que prometera no dia de sua ordenação sacerdotal), incorrendo, portanto, no gravíssimo delito de heresia e cisma cuja pena prescrita no cânone 1364, parágrafo primeiro do Código de Direito Canônico é a excomunhão anexa a estes delitos. Nesta grave pena o referido sacerdote incorreu de livre vontade como consequência de seus atos.
A Igreja de Bauru se demonstrou Mãe Paciente quando, por diversas vezes, o chamou fraternalmente ao diálogo para a superação dessa situação por ele criada. Nenhum católico e muito menos um sacerdote pode-se valer do "direito de liberdade de expressão" para atacar a Fé, na qual foi batizado.
Uma das obrigações do Bispo Diocesano é defender a Fé, a Doutrina e a Disciplina da Igreja e, por isso, comunicamos que o padre Roberto Francisco Daniel não pode mais celebrar nenhum ato de culto divino (sacramentos e sacramentais, nem mais receber a Santíssima Eucaristia), pois está excomungado. A partir dessa decisão, o Juiz Instrutor iniciará os procedimentos para a "demissão do estado clerical, que será enviado no final para Roma, de onde deverá vir o Decreto".
Com esta declaração, a Diocese de Bauru entende colocar "um ponto final" nessa dolorosa história.

Rezemos para que o nosso Padroeiro Divino Espírito Santo, "que nos conduz", ilumine o Pe. Roberto Francisco Daniel para que tenha a coragem da humildade em reconhecer que não é o dono da verdade e se reconcilie com a Igreja, que é "Mãe e Mestra".
Bauru, 29 de abril de 2013.
Por especial mandado do Bispo Diocesano, assinam os representantes do Conselho Presbiteral Diocesano.


__________

A Igreja Católica decidiu excomungar o padre de Bauru (a 329 km de São Paulo) que havia se afastado de suas atividades religiosas neste final de semana após declarações de apoio aos homossexuais.


A decisão da excomunhão foi divulgada pela Diocese de Bauru num comunicado publicado em seu site. O texto é assinado pelo Conselho Presbiteral Diocesano, formado por dez sacerdotes da cúpula do órgão.

Conhecido por contestar os princípios morais conservadores da Igreja Católica, Roberto Francisco Daniel, 48, o padre Beto, realizou suas últimas missas neste domingo (28), em duas igrejas que ficaram lotadas de fiéis em clima de comoção.
Ele havia recebido prazo do bispo de Bauru, Caetano Ferrari, 70, para se retratar e "confessar o erro" cometido em declarações divulgadas na internet nas quais afirma que existe a possibilidade de amor entre pessoas do mesmo sexo, inclusive por parte de bissexuais que mantêm casamentos heterossexuais.

Beto também questiona dogmas católicos e chama a atenção pelo estilo. Fora da igreja, usa piercing, anéis, camisetas com estampas "roqueiras" ou com a imagem do guerrilheiro comunista Che Guevara e frequenta choperias.

Após o ultimato, o religioso anunciou que iria se afastar de suas funções religiosas, mas disse que considerava a hipótese de voltar um dia.
"Se refletir é um pecado, sempre fui e sempre serei um pecador", afirmou. "Quem disse que um dogma não pode ser discutido? Não consigo ser padre numa instituição que no momento não respeita a liberdade de expressão e reflexão".
Nesta segunda-feira de manhã, ele tentou entregar o pedido de afastamento, mas foi informado sobre a excomunhão.

No comunicado, a diocese afirma que "uma das obrigações do bispo diocesano é defender a fé, a doutrina e a disciplina da igreja" e que, por isso, o padre "não pode mais celebrar nenhum ato de culto divino (sacramentos e sacramentais, nem mais receber a santíssima eucaristia), pois está excomungado".

O bispo convocou um padre canonista perito em Direito Penal Canônico e o nomeou como juiz instrutor para tratar a questão e aplicar a "Lei da Igreja". A partir da decisão da excomunhão, o juiz instrutor iniciará os procedimentos para a "demissão do estado clerical".
Ainda segundo o comunicado, o bispo tenta há muito tempo o diálogo para "superar e resolver de modo fraterno e cristão esta situação". Segundo a diocese, todas as iniciativas foram esgotadas. O juiz instrutor teria tentando mais uma vez o diálogo com o padre, mas Beto reagiu agressivamente e recusou a conversa, afirma a diocese.
Ainda segundo o comunicado, o padre "feriu a Igreja" ao fazer as declarações e ao negar "obediência ao seu pastor", o que resulta "no gravíssimo delito de heresia e cisma cuja pena prescrita no cânone 1364, parágrafo primeiro do Código de Direito Canônico é a excomunhão anexa a estes delitos".
A assessoria de imprensa da diocese informou que após a decisão nenhum pronunciamento será feito pelo bispo ou padres da diocese. O silêncio é uma determinação do juiz instrutor do processo.

Ao lado de uma advogada, Padre Beto procurou um cartório para registrar seu pedido de afastamento logo após ser informado sobre a excomunhão.
"Ainda bem que não tem fogueira", disse ao comentar de forma irônica a decisão do bispo. Padre Beto afirmou ainda que a decisão não vai mudar nada em sua vida, pois já havia decidido pelo afastamento da Igreja.

Fonte:

Folha de S. Paulo

02/04/2013

Festa da Páscoa


Desde a Quaresma, Domingo de Ramos até culminar na celebração da Vigília Pascal, que apresenta quatro momentos importantes: celebração da luz, liturgia da palavra, celebração batismal ou renovação das promessas batismais e a celebração eucarística.

Porém, a Páscoa é prorrogada durante a oitava e continua sendo festejada por um período litúrgico chamado de Tempo Pascal, que vai até o Domingo da Ascensão e culmina com a solenidade do dia de Pentecostes, a descida do Espírito Santo sobre a comunidade dos Apóstolos, e hoje estendida a todos nós. Assim, pelo batismo somos os continuadores da presença do Cristo ressuscitado. Depois, a Páscoa é sempre recordada em cada domingo do calendário litúrgico.

A Literatura Católica é muito rica e vasta, com conteúdos que ajudam os fiéis a compreender essa solenidade, como por exemplo, podemos ver alguns itens apresentados no Catecismo da Igreja Católica: “O mistério Pascal no tempo da Igreja, O mistério Pascal nos Sacramentos da Igreja, A celebração sacramental do Mistério Pascal”. Além disso, outros documentos do magistério da Igreja intensificam a reflexão do mistério pascal.

O mistério pascal, conforme o Novo Testamento, mostra o Reino de Deus oculto às massas, mas revelado aos eleitos. Nos escritos de São Paulo Apóstolo, refletimos a salvação que Deus oferece à humanidade de todos os tempos, realizada em Cristo e confiada seguidamente aos apóstolos e a toda Igreja para que se tornem discípulos missionários no anúncio desta realidade salvífica a todos os fiéis.

Acontece uma dinamicidade entre três elementos muito importantes no Mistério Pascal: a) situação de morte, b) a vida que brota da morte, c) a intervenção especial de Deus. Assim, a vida que brota da morte cria a consciência de uma nova criação. Do mesmo modo que fomos criados, fomos redimidos, portanto, “recriados”, saindo dos pecados provocados pelos apetites desenfreados.

Devemos, porém, nos voltar para o mistério salvífico entre Deus e a humanidade, que se dá na doação da vida de Jesus pela humanidade. A primeira aliança foi a libertação do povo israelita da opressão do Egito. A nova e eterna aliança é tirar a humanidade do peso do pecado, libertando-a definitivamente do mal.

Depois de dois milênios, continuamos todos inseridos no mistério da Páscoa – a ressurreição – que já nos é presenteada pelo nosso Batismo e vivência fiel aos sacramentos. Nestes dias, vimos pelos meios de comunicação as diferentes manifestações da Paixão por todo o Brasil. Tivemos celebrações litúrgicas, momentos devocionais populares e manifestações culturais. A época é tão importante que todos manifestam a seu modo um pouco de sua realidade e esperança. Cada lugar fez de acordo com sua tradição e costume. Aqui no Rio de Janeiro também procuramos valorizar a importância da arte. Meus agradecimentos a tantos que celebraram liturgicamente estes momentos profundos e as belas manifestações populares. Parabéns, também, a todos os artistas e músicos que se apresentaram tanto nos Arcos da Lapa como em tantas paróquias e comunidades de nossa Arquidiocese.

Somos chamados a viver a Páscoa e viver como discípulos missionários de Cristo, hoje testemunhando sua Ressurreição! Que esta Páscoa nos renove na caminhada por um mundo de paz e fraternidade, preparando-nos para sermos uma Igreja viva e ressuscitada, quando em julho receberemos os irmãos jovens de todos os continentes para ouvir o nosso querido Papa Francisco que estará conosco.

A Páscoa continua sendo celebrada durante a oitava, como também no tempo pascal e em toda a liturgia da Igreja. Caríssimos, desejo-lhes uma FELIZ E SANTA PÁSCOA!

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!



                                      † Orani João Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

Presidente do Regional Leste 1 da

Fonte:

CNBB

28/03/2013

Vaticano: 62 mártires a caminho dos altares


O Papa Francisco aprovou a publicação dos decretos que reconhecem o martírio de 62 católicos, assassinados no século XX por causa da sua fé, revelou hoje o Vaticano.

Esta é uma etapa do processo que leva à proclamação de um fiel católico como beato, penúltima etapa para a declaração da santidade.

Os decretos incluem o reconhecimento das ‘virtudes heroicas’ da portuguesa Sílvia Cardoso Ferreira da Silva (1882-1950), que se distinguiu em atividades de caráter social.

Os martírios confirmados pelo Vaticano incluem 58 religiosos mortos durante a Guerra Civil de Espanha, entre 1936 e 1938.

Os outros quatro casos aconteceram durante a II Guerra Mundial, no campo de Dachau, Alemanha (1945), e na Itália (1945); e durante os regimes comunistas na Roménia (1954) e Hungria (1953).

O Papa reconheceu ainda um milagre atribuído à intercessão de uma religiosa alemã, Maria Teresa Bonzel (1830-1905) e outros seis decretos sobre “virtudes heroicas” de cinco padres e um religioso.

A canonização, ato reservado ao Papa desde o século XIII, é a confirmação, por parte da Igreja Católica, que um fiel católico é digno de culto público universal e de ser apresentado aos fiéis como intercessor e modelo de santidade.

Nos primeiros séculos da Igreja, o reconhecimento da santidade acontecia em âmbito local, a partir da fama popular do santo e com a aprovação dos bispos.

Fonte

Agência Ecclesia 

27/03/2013

Tríduo Pascal, símbolos e espiritualidade


Agência ECCLESIA (AE) – O que celebra a Igreja nestes dias centrais do seu calendário litúrgico?

Luis Manuel Silva (LMS) – A Igreja celebra, anualmente, de maneira solene a Páscoa, a que chamamos o Tríduo Pascal (começa na Quinta-feira à tarde com a celebração da Ceia do Senhor e termina no Domingo de Páscoa, com as segundas vésperas). Na Quinta-feira Santa, o olhar e toda a vida da Igreja se centra no cenáculo, onde Jesus instituiu a Eucaristia e onde nos deixou o mandamento novo do amor. Expresso, concretamente, no gesto que São João nos relata, no capítulo 13 do seu evangelho, com o lava-pés.



AE – A espiritualidade da Quinta-feira Santa está centrada na Ceia do Senhor?

LMS – Na instituição da Eucaristia, onde Jesus dá um sentido novo a todo aquele rito. Ele próprio o diz, quando pega no pão e no vinho, «tomai e comei, tomai e bebei, este é o meu corpo, este é o meu sangue». A Páscoa começa com a própria celebração histórica, para Jesus, na última ceia, como uma nuvem da paixão do Senhor. Jesus celebra a última ceia, já envolvido por todos os acontecimentos.

Na última ceia, Jesus institui a Eucaristia de maneira a que a Igreja – ao longo dos séculos – possa sempre celebrar e renovar o memorial da Páscoa de Jesus, através de elementos que Ele próprio escolheu na última ceia. Elementos que ficassem como sinais, como presença, da sua vida e da sua obra redentora.



AE – O pão, a água e o vinho…

LMS – São elementos que Jesus escolheu na ceia hebraica. No entanto, é bom recordar que a ceia hebraica tinha outros elementos, como o cordeiro pascal, as ervas amargas. Há aqui um mistério de uma vida dada e de uma vida renovada que a Igreja pode, cada vez que celebra a Eucaristia, tornar presente. Isto é o aspecto mais impressionante, Jesus deixa-se presente para que o cristão, o baptizado, vá peregrinando no tempo, mas alimentando-se do pão que é da eternidade.



AE – Mas existe um segundo elemento desta ceia?

LMS – É o mandamento novo do amor. Jesus expressou-o no gesto do lava-pés. Realiza-o antes da própria instituição quando se levanta da mesa e coloca o avental. Este gesto - socialmente no tempo de Jesus era feito por criados e escravos – de lavar os pés aos presentes. Jesus toma, este gesto, como sinal daquilo que depois, historicamente, vai realizar na cruz: dar a vida e dá-la até ao fim.

O lava-pés é como que uma pré-figuração daquilo que será o acto supremo de Jesus na cruz de entrega, de doação de todo o seu ser, de toda a sua vida humana na cruz para nossa redenção. É um gesto que a liturgia da missa da ceia do Senhor tem e que é proposto, não é obrigatório, mas de renovarmos o lava-pés.

É interessante este aspecto. Jesus, neste gesto, escandaliza os discípulos e Pedro verbaliza esse escândalo. Jesus é firme com São Pedro: “Deixa que se cumpra o que é de justiça”. E depois termina: “Se eu que sou Mestre e Senhor, vos lavei os pés, vós, meus discípulos, deveis lavar os pés uns aos outros”.

É nesta linha, que interpreto o Papa Francisco de ir celebrar a missa da Ceia do Senhor numa prisão de menores. É uma maneira, digamos, ao nível ritual, de valorizar este gesto. Normalmente, nas paróquias escolhe-se um grupo de paroquianos (escuteiros, jovens, adultos) e o pároco lava-lhe os pés.



AE – Recorda-se de algum lava-pés em especial?

LMS – Numa Páscoa, celebrei a Ceia do Senhor na Comunidade de Santo Egídio (Roma): foram lavados os pés, nesse gesto, aos pobres, os doentes, os representantes das faixas da comunidade cristã. Formas de valorizar o rito e não o infantilizar. O lava-pés deve ser a expressão de uma atitude constante da comunidade cristã, que ao celebrar a Ceia do Senhor, expressa naquele gesto a sua constante solicitude ao longo do ano por todo este tipo de pessoas ou situações humanas que se vivem.



AE – Estas são as cruzes diárias, mas a Cruz é o símbolo, em destaque, na Sexta-feira Santa?

LMS – Em Sexta-feira Santa, no horizonte da Igreja, ergue-se a Cruz do Senhor. A cruz como sinal da pior das mortes, da morte mais infame, mas que para nós, cristãos, é o sinal da glória. Por exemplo, em São João, é importante este sentido da glória da cruz. Aliás, Jesus passa a sua vida pública, em São João, a dizer: “Ainda não chegou a minha hora”. Repete esta expressão várias vezes, até que quando sobe a Jerusalém, para celebrar a Páscoa pela última vez na sua vida e fará a sua própria Páscoa, Jesus diz, abertamente, que “chegou a hora”.

Esta hora, é a hora da cruz, da glorificação que ao mesmo tempo é paradoxal. A crucificação era para os malfeitores.



AE – Como é que a Igreja recorda esses momentos? Como exalta a cruz em Sexta-feira Santa?

LMS – Nos primeiros séculos, a cruz era olhada com uma certa relutância, devido a este aspecto de ignomínia. Até na arte cristã, a cruz não aparece logo. Depois há uma reabilitação da cruz, como sinal da glória.

A estrutura da celebração de sexta-feira tem três momentos: liturgia da palavra, apresentação e adoração da santa cruz e o rito da comunhão.

Depois da comunidade cristã ter escutado todo o relato da paixão, meditado o texto de Isaías e a carta aos hebreus, a Igreja centra-se na contemplação, quando a cruz entra (a celebração começa sem cruz no templo, nem velas acesas, um total despojamento).

A cruz é apresentada e a comunidade cristã aclama-a por três vezes quando se diz: «Eis o madeiro da cruz no qual esteve suspenso o Salvador do mundo».



AE – Esta aclamação é um misto de adoração, exaltação e súplica?

LMS – Verdade. Diante da cruz do Senhor desvanece-se tudo aquilo que no ser humano nos afasta da cruz: orgulho, auto-suficiência, inveja… Contemplando a cruz do Senhor e o que ali esteve de decisivo para a história da humanidade, a morte e a vida travaram um duelo admirável. Este duelo travou-se na cruz. Naquela morte está o drama da história da humanidade, o drama da história de cada um de nós.



AE – A dramaticidade da Sexta-feira Santa dá lugar ao silêncio no sábado santo que desemboca na vigília pascal. Uma celebração carregada de simbolismo?

LMS – A vigília pascal é a grande noite dos cristãos. É a santa noite dos cristãos. Aliás, na liturgia há uma valorização da noite. Nessa noite, a Igreja reunida aguarda, expectante, a Ressurreição do Senhor. Celebramos a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte. A vigília pascal é também uma vigília cósmica onde os quatro elementos da natureza estão presentes: terra, ar, fogo e água. Estes elementos foram escolhidos por Ele para a vida sacramental da Igreja.



AE – A luz irrompe da escuridão…

LMS – Em todo o tempo pascal, o círio estará ao lado do ambão. É nessa luz de Cristo Ressuscitado que a comunidade cristã lê as escrituras e toda a história da salvação.



AE – Na liturgia baptismal surge o símbolo da água.

LMS – A bênção da água. Nessa água serão baptizados os catecúmenos e com essa água é aspergida toda a assembleia cristã. A assembleia renova, de maneira solene, os votos do seu baptismo. A água aparece como símbolo da vida. O baptismo é este viver para uma vida nova. Na água do baptismo morre o homem velho.



AE – Esse homem novo recebe mais tarde o Crisma. Esse sopro do Espírito Santo.

LMS – Esse é o símbolo do ar. É o símbolo da vida renovada e confirmada. Toda a palavra proclamada vive neste sentido da simbólica do ar.



AE – E onde encontramos o símbolo da terra?

LMS – A terra está presente no pão e no vinho. Celebrar a Páscoa de maneira solene não é um conjunto de ritualidade. É uma vida que se vai transformando através da realidade sacramental.

Fonte:

Agência Ecclesia

25/03/2013

Não transformem a casa de meu Pai num mercado

Neste domingo dia 24/03/2013, Domingo fiquei espantado com o que eu vi, varias bancas de  
Camelo vendendo  Ramos Bento  em frente da Igreja N.S. do Bom Parto no Tatuapé Zona Leste de São Paulo. O Domingo de Ramos, sabemos que  marca o início da Semana Santa, que mistura os gritos de hosanas com os clamores da Paixão de Cristo na sexta-feira. Eu sei que na História da Igreja encontramos venda de sacramentos e de Indulgência, mas é passado temos que dar novos rumos a Igreja e não voltar ao passado.

13 A Páscoa dos judeus estava próxima, e Jesus subiu para Jerusalém.
14 No Templo, Jesus encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas, e os cambistas sentados. 15 Então fez um chicote de cordas e expulsou todos do Templo junto com as ovelhas e os bois; esparramou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas. 16 E disse aos que vendiam pombas: «Tirem isso daqui! Não transformem a casa de meu Pai num mercado."  Jo 2,13-16  ver comentário abaixo.


leia a carta de  DOM EURICO DOS SANTOS VELOSO 

ARCEBISPO EMÉRITO DE JUIZ DE FORA, MG.(Sobre o Domingo de Ramos) 

A Festa de Ramos com hosanas e saudações, prefigura a vitória de Cristo sobre a morte e o pecado, mas a hora definitiva ainda chegará. Jesus vai ao encontro da paixão com plena consciência e aceitação livre. Tem o poder de solicitar legiões de anjos que venham em seu auxílio, mas renuncia ao uso deste poder. Ele veio trazer a paz ao mundo, escolhe o caminho da humildade, a vontade do Pai se realizando.

Jesus entra em Jerusalém em clima de festa. Parece que Ele quer mesmo isso porque arma a cena que reproduz direitinho a profecia de Zacarias (o rei dos judeus virá como rei pacífico, montado num jumentinho, não numa montaria de guerra). É aquela aclamação. O povo festejava na expectativa de ter finalmente o prometido descendente de Davi, que ia reconduzir Israel a uma situação de vitória até maior do que as glórias idealizadas do passado. "Hosana ao filho de Davi", clamavam. E a lembrança das promessas feitas à dinastia de Davi alimentava certa imagem do Messias. O problema é que essa imagem de Messias poderoso, invencível, não ia combinar bem com o que aguardava Jesus pouco tempo depois.

Entre a entrada festiva como rei em Jerusalém e o deboche da flagelação, da coroação de espinhos e da inscrição na cruz (Jesus de Nazaré, rei dos Judeus), somos levados a pensar: Que tipo de rei o povo queria? E que tipo de rei Jesus de fato foi?

O povo ansiava por um Messias, mas cada um o imaginava de um jeito: poderia ser um rei, um guerreiro forte que expulsasse os romanos, um “ungido de Deus” capaz de resolver tudo com grandes milagres... É verdade que havia também textos que falavam no Messias sofredor, que iria carregar os pecados do povo. Mas essa idéia tão estranha não tinha assim muito apelo. Talvez o povo pensasse como muita gente de hoje: “de sofredor, já basta eu, quero alguém que saiba vencer”.

Deus, como de costume, exagera na surpresa. O Messias, além de não vir alardeando poder, entra na fila dos condenados. Para quem não olhasse a história com os olhos de hoje, não haveria muita diferença entre as três cruzes no alto do monte Calvário.

Domingo de Ramos é o portal de entrada da Semana Santa. Para as comunidades cristãs, esta semana maior sempre será um confronto com o problema do mal no mundo. Muito sofrimento. Além das catástrofes naturais, há no mundo muita opção de morte, desde a violência da guerra, o terrorismo, a violência urbana, a morte pela fome e as deficiências até a violência contra a própria natureza.Qual a saída? A guerra preventiva para vencer o terrorismo com o terrorismo? A imposição da idolatria do capital contra o império do mal?Ou a saída, certamente a mais difícil, não será a da proposta do Evangelho, que passa pelo mistério da paixão, morte e ressurreição do Senhor? Muitas vezes Jesus caminha ao nosso encontro e nós não o reconhecemos.

Tenhamos a coragem de viver estes dias da Paixão meditando os sofrimentos de Cristo, que são os nossos sofrimentos para vencermos a morte na alegria da Ressurreição.
Comentário:
13-22: Para os judeus, o Templo era o lugar privilegiado de encontro com Deus. Aí se colocavam as ofertas e sacrifícios levados pelos judeus do mundo inteiro, e formavam verdadeiro tesouro, administrado pelos sacerdotes. A casa de oração se tornara lugar de comércio e poder, disfarçados em culto piedoso.
Expulsando os comerciantes, Jesus denuncia a opressão e a exploração dos pobres pelas autoridades religiosas. Predizendo a ruína do Templo, ele mostra que essa instituição religiosa já caducou. Doravante, o verdadeiro Templo é o corpo de Jesus, que morre e ressuscita. Deus não quer habitar em edifícios, mas no próprio homem. Bíblia Pastoral

Fonte:

Disponível em < http://www.catequisar.com.br/texto/colunas/eurico/220.htm>

14/03/2013

Escolha de argentino é novo começo para a igreja, diz Leonardo Boff

Para o teólogo Leonardo Boff, 74, a escolha do novo papa, Francisco, revela "um novo começo" para a Igreja Católica. "Não é só fazer uma reforma aqui e acolá, é fazer uma reconstrução, com outros valores que não são os do poder, são os da proximidade com o povo", afirmou em entrevista àFolha.


Como o sr. recebeu a notícia da escolha do novo papa?
O importante é o nome, Francisco, significa um programa de uma igreja simples, pobre, amante da natureza, ligada ao povo, e disso é que estamos precisando hoje.
Ele já deu alguns sinais que mostram uma mudança importante na maneira de governar a igreja: pediu que o povo o abençoasse para depois abençoar o povo. Disse uma frase de fundamental importância: de que quer presidir na caridade.
A própria figura dele é sóbria, séria, evitou toda a espetacularização e teatralização da figura do papa, só deu a bênção e se deixou ver. Acho que esses fatos são reveladores.
O que significa ter escolhido o nome Francisco?
Quando se fala de Francisco, se fala de um conjunto de valores. São Francisco se converteu e, quando escutou a frase 'Francisco, reconstrói a minha igreja', tomou ao pé da letra. Depois entendeu que era para reconstruir espiritualmente a igreja. Viveu com os leprosos e saiu pregando o evangelho ao lado deles. Ele fez uma crítica ao papado, não uma crítica verbal, mas vivendo de maneira simples, ligado ao povo. Ao redor do nome Francisco há valores que vão nortear seu papado.
O nome pode ser referência a são Francisco Xavier?
Ele não explicitou qual Francisco, mas é o Francisco que todo mundo conhece, são Francisco de Assis. Mas mesmo são Francisco Xavier foi um grande missionário, atuou na China. Mas acho que não é a são Francisco Xavier que ele se refere, é a são Francisco de Assis.
E isso tem muita importância no sentido de revelar um novo começo na igreja, não é só fazer uma reforma aqui e acolá, é fazer uma reconstrução, com outros valores que não são os do poder, são os da proximidade com o povo.
Cerca de 60% dos católicos estão no terceiro mundo, a igreja na América Latina não é mais um espelho da igreja na Europa, é uma igreja que tem sua própria maneira de se organizar. Ele traz para a igreja uma experiência muito poderosa da igreja na América Latina, que deu certo, que se enraizou nos meios populares.
O sr. o conhece? É possível dizer se terá um perfil mais moderado ou conservador?
Conheci [Jorge Mario Bergoglio] em 1970, em um encontro de teólogos em Buenos Aires. Ele é um jesuíta muito inteligente e espiritual, extremamente simples, a ponto de cozinhar sua própria comida. Conhece o povo, é um homem de abertura e de esperança para a igreja.
Ele fez críticas ao casamento de homossexuais. O que isso indica?
Esse era um ponto fechado para todos os que não eram papa. Sendo papa, ele tem outra autoridade. Acho que ele é capaz de abrir essa questão para uma discussão na igreja, e não me admiraria se ele fizesse um amplo debate sobre celibato e outras questões polêmicas.

Fonte

Folha de S. Paulo



Vida monástica no cristianismo

A vida monástica no cristianismo surgiu como uma forma de busca por uma vida de maior consagração a Deus, com o objetivo de se afastar do mu...