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13/10/2015

Pelo papa Francisco. Milagre



O papa Francisco é, sem dúvidas, uma das maiores e mais importantes personalidades do mundo atualmente. O pontífice se destaca por seu papel diplomático, preocupação extrema com o povo e busca por um mundo melhor. Mas não é só isso que faz dele um grande nome.

O que poucas pessoas têm conhecimento, no entanto, é o fato que Francisco é muito mais do que um nome carismático: ele é responsável também pela realização de um milagre. E quem afirma isso são fieis norte-americanos que estiveram em sua presença na Itália, em 2014.

Trata-se do casal Lynn e Scott Cassidy. Pais de uma pequena menina, Ave, portadora de síndrome de Dow, eles fizeram uma visita ao papa em 2014. Na época, João Paulo 2 estava sendo canonizado e o casal resolveu participar do evento. Ao mesmo tempo, Ave era diagnosticada com buracos em seu coração.

E aí que começa a história do milagre de Francisco. De acordo com a família, após inúmeras tentativas a pequena Ave finalmente foi colocada em contato com o papa. Este a pegou no colocou, beijou sua testa e, sem saber da doença, colocou a mão sobre o peito do bebê. O que acontece depois disso, afirmam os fieis, é que caracteriza o milagre.

Ao retornarem para os EUA, os pais levaram a filha ao cardiologista para exames de rotina. A surpresa, no entanto, foi a mudança nos dois buracos que Ave tem no coração. Segundo os médicos, sem maiores explicações, um deles havia sido reduzido pela metade, enquanto o outro havia desaparecido. Para os pais, milagre de Francisco.

O caso isolado poderia ser apenas história contada por pais emocionados, mas outros similares foram registrados já em 2015. Após passagem pelo Paraguai, diversas famílias locais afirmam que crianças internadas tiveram melhoras significativas após serem visitadas no hospital por Francisco. Resta à Igreja recolher esses depoimentos para, um dia, eventualmente canonizar Francisco.

YAHOO

02/10/2015

Papa carrega consigo a cruz de um padre iraquiano decapitado

Papa Francisco traz consigo um símbolo de dor, mas também de fé cheia de esperança em Deus: a cruz de um padre decapitado no Iraque. Leva-a consigo há alguns dias, segundo ele mesmo revelou na manhã da última quinta-feira, durante o encontro no Salão Paulo VI com os participantes do congresso internacional para os jovens consagrados, que aconteceu em Roma (de 15 a 19 de setembro). Durante a audiência, respondendo às perguntas de três jovens, também declarou que sente vergonha por seus pecados; em seguida, destacou que aquelas pessoas que são rígidas com a própria vida não sonham. Evangelizar, indicou, não é “fazer proselitismo”.
A reportagem é de Domenico Agasso Jr e publicada por Vatican Insider, 17-09-2015. A tradução é de André Langer.
Ao saudar os religiosos do Iraque e da Síria, e recordando particularmente os “mártires” destes países, “os nossos mártires de hoje”, o Papa Francisco disse: “talvez vocês conheçam algum deles. Há alguns dias, na Praça, um padre iraquiano se aproximou e me deu uma cruzinha: era a cruz que o padre que foi decapitado por não renegar a Jesus Cristo trazia em sua mão. Esta cruz a levo comigo”.
E depois fez uma advertência aos religiosos: “Senhor, Te agradeço porque a minha congregação não é como essa ou aquela”. Francisco usou as palavras do Evangelho que narram a oração falsa do fariseu para descrever os sentimentos destes consagrados que querem ser melhores que os outros e caem justamente no “farisaísmo”. “Jesus – recordou Francisco – é severo com os fariseus que eram os observantes do seu tempo”. “Todos – explicou – somos pecadores, mas não em teoria, na prática. Eu recordo meus pecados e me envergonho, mas o Senhor nunca me deixou sozinho, nem mesmo nos momentos mais obscuros da tentação e do pecado”.
Francisco também falou sobre “as comodidades da vida consagrada”. “‘Temos que fazer isto... Estamos tranquilos... Eu observo todos os mandamentos que devo cumprir aqui, as regras... Sou observante...’. Mas o que Santa Teresa dizia sobre a observância rígida e estruturada, aquela que tira a liberdade, e essa era uma mulher livre, tão livre que teve problemas com a Inquisição”. “Há uma liberdade que vem do Espírito e uma liberdade que vem do mundanismo – precisou. O Senhor chama vocês e chama todos para aquilo que Pierre (um dos jovens que fez uma pergunta, ndr.) chamou de ‘forma profética da liberdade’, ou seja, a liberdade que vai unida ao testemunho e à fidelidade: uma mãe que educa os seus filhos na rigidez (‘Tem que, tem que, tem que...’) e que não deixa que os seus filhos sonhem, que tenham sonhos, não deixa que seus filhos cresçam, anula o futuro criativo de seus filhos; os filhos serão estéreis. Também a vida consagrada pode ser estéril, quando não é, precisamente, profética, quando não se permite sonhar”.
Papa também recordou: “Santa Teresa do Menino Jesus, encerrada em um convento e com a priora não tão fácil, eh? – acrescentou entre os risos dos presentes; alguns pensavam que a priora fazia as coisas só para molestá-la, mas essa freirinha de 16, 17, 18, 21 anos, sonhava, nunca perdeu a capacidade de sonhar, nunca perdeu os horizontes, e hoje é a padroeira das missões, dos horizontes da Igreja”. Sobre a evangelização, o Papa Francisco insistiu: “Não é a mesma coisa que fazer proselitismo; nós não somos uma associação esportiva preocupada em aumentar o número dos sócios; evangelizar não é apenas convencer, mas testemunhar que Jesus Cristo está vivo, e este testemunho se dá com a carne e com a vida”.
E acrescentou, para explicar melhor suas ideias: “digo uma palavra um pouco difícil e lhes falo sinceramente: um dos pecados que com frequência encontramos na vida comunitária é a incapacidade do perdão: ‘Este vai me pagar’. Isto é sujar o outro, as fofocas em uma comunidade, e a incapacidade de perdoar”. “As fofocas – insistiu – jogam uma bomba sobre a fama do outro e destroem o outro, que não pode se defender. E assim, acontece que o religioso que consagrou sua vida a Deus converte-se em um terrorista, porque joga uma bomba sobre sua comunidade”.
Papa também pediu perdão, brincando: “Perdoem-me se sou um pouco feminista, mas tenho que agradecer o testemunho das mulheres consagradas”. “Mas não de todas, eh? – respondeu o aplauso que eclodiu no Salão Paulo VI. Há algumas um pouco histéricas – acrescentou entre mais aplausos –, mas quero agradecer o testemunho, porque vocês têm esta vontade de estar na linha de frente, porque são mães, têm esta maternidade que torna a Igreja próxima”.
“Profecia, proximidade, memória”, “não narcisismo” e a “cultura do provisório”. Estes foram os pontos que Franciscodestacou aos religiosos e religiosas no final de sua conversa, que durou aproximadamente 40 minutos. Com relação à memória, ao recordar o próprio encontro com o Senhor, comentou: “Quando tu te recordas das maravilhas, te vem um sorriso de orelha a orelha, um desses belos sorrisos, porque o Senhor é fiel”.
“Profecia, memória, proximidade, coração que arde de zelo apostólico – resumiu –, cultura do definitivo, não ‘usa e joga fora, não a cultura do provisório”. E também não ao narcisismo: “Duas palavras, uma que é o símbolo, não sei se a pior, mas é uma das piores atitudes de um religioso, espelhar-se a si mesmo, o narcisismo; cuidem-se muito disto – exortou –, e não vivamos em uma cultura narcisista que sempre nos leva a ter esta tensão para nos espelhar em nós mesmos: não ao narcisismo, ver-se a si mesmo; pelo contrário, sim a isso que te despoja de todo narcisismo, sim à adoração, e eu creio que este é um dos pontos em que devemos progredir na oração de adoração”.
Fonte
Unisinos

08/09/2015

Papa simplifica radicalmente procedimentos de anulação do casamento

O papa Francisco fez nesta terça-feira as mudanças mais substanciais nos últimos séculos na anulação do casamento, simplificando radicalmente os procedimentos, e disse que os bispos precisam dar maior ajuda aos casais divorciados.
Em um movimento em que mais uma vez mostrou seu desejo de que a Igreja seja maismisericordiosa para com os católicos em dificuldades, Francisco reafirmou o ensino tradicional sobre a "indissolubilidade do matrimônio", mas facilitou os procedimentos de anulação, de modo geral considerados demorados, desatualizados e caros.
Uma anulação, formalmente conhecida como um "decreto de nulidade", significa que o casamento não foi válido de acordo com a lei da Igreja porque faltaram determinados pré-requisitos, como a livre vontade, maturidade psicológica e abertura para ter filhos.
Francisco disse que os procedimentos necessários têm de ser acelerados para que os católicos que procurarem a anulação não fiquem "por muito tempo oprimidos pelas trevas da dúvida" sobre se poderiam ter seus casamentos declarados nulos e inválidos.
A maioria das anulações é concedida em nível local e apenas os casos mais complicados chegam a um tribunal especial no Vaticano, conhecido como Tribunal da Rota Romana. Francisco disse que os procedimentos, que atualmente podem custar milhares de dólares em taxas legais, deveriam ser gratuitos.
A reforma era aguardada com ansiedade por muitos casais em todo o mundo que se divorciaram e se casaram novamente fora da Igreja. A Igreja não reconhece o divórcio e os católicos que se casam novamente em cerimônias civis são considerados ainda casados com o primeiro cônjuge e vivendo em um estado de pecado. Isso os impede de receber sacramentos como a comunhão.

Brasil post

16/06/2015

Papa Francisco expõe fragmentos ósseos de São Pedro

Nenhum papa jamais declarou que os fragmentos pertencem ao Apóstolo Pedro, mas o Papa Paulo VI, em 1968, disse que os fragmentos encontrados na necrópole sob a Basílica de São Pedro, foram "identificadas de uma forma que podemos considerar convincente".

Cidade do Vaticano (RV) – Uma viagem no tempo para confirmar a fé dos primeiros cristãos e, assim, a nossa própria crença. Abaixo do atual altar da Basílica de São Pedro estão outros três altares: um do IV século, um do II século e o original, do I século depois de Cristo.
Ali jazem, em uma pequena caixa de madeira, as relíquias de São Pedro apóstolo, crucificado de cabeça para baixo durante a perseguição aos primeiros cristãos na Roma pagã do imperador Nero. De cabeça para baixo porque a história diz que São Pedro afirmou não ser digno de ser crucificado como o seu Mestre.
As escavações arqueológicas abaixo da Basílica de São Pedro tiveram início após um ‘acidente de percurso’, nos anos 30. O Papa Pio XII procurava um lugar para ser sepultado e, os arqueólogos, ao escavarem um mausoléu, acabaram por descobrir que abaixo dele existia uma grande necrópole.
Assim, quando a visita tem início, a guia que acompanhou a reportagem da Rádio Vaticano fez um convite: “imaginem que este grande cemitério, há 2 mil anos, estava a céu aberto”. Não foi difícil imergir no passado e pensar que este, que hoje é um ambiente contra indicado para quem sofre de claustrofobia, eram ruas movimentadas do maior cemitério do império.
Ao longo de centenas de anos, os primeiros cristãos de Roma - sabendo do local do martírio de Pedro – quiseram, com muita discrição, ser sepultados próximos ao apóstolo. É possível identificar as lápides dos primeiros cristãos pelo o símbolo do cristograma e pelas escritas em latim. A primeira representação de Cristo em Roma – um mosaico no teto de uma das tombas – mostra Jesus como o deus sol, cujos raios saem de sua cabeça. Um divisor de águas para a história da arte.
Todavia, o local também era a necrópole para as famílias ricas e pagãs. Durante a visita admiram-se os afrescos ainda intactos, além de diversos sarcófagos decorados com imagens de deuses egípcios e figuras mitológicas do império romano.
Descobrimos que o obelisco que hoje está no centro da Praça São Pedro foi feito com mão de obra romana no Egito e transportado até Roma em uma embarcação especial.
O obelisco era uma referência da primeira basílica que o imperador Constantino ergueu sobre a Tomba de Pedro e que marcou o início do culto livre do cristianismo que, mais tarde, viria a ser a religião oficial do império, por volta do VI século, com o imperador Teodósio. Constantino foi o responsável por preservar as relíquias do apóstolo da tomba original e colocá-las em um altar, circundado por um muro levantado para proteger o local sagrado, que então já se tornava meta de peregrinação.
Aquilo que a história conta, os arqueólogos confirmaram. A presença do Troféu de Gaio, uma pequena coluna de mármore que indicava o local de sepultura do Apóstolo. Ao ver o Troféu há poucos metros de distância, percebemos que estamos no centro de algo que as palavras não podem descrever. 
A visita continua, subimos novamente ao nível da basílica de Constantino. Podemos ouvir o som do órgão que vem da Basílica atual. Chegamos à Capela Clementina, onde os papas com frequência descem para rezar junto à tomba de São Pedro. A guia nos explica que ali os arqueólogos encontraram umpedaço do muro de proteção do sepulcro original - hoje nos apartamentos pontifícios - com a escrita em grego: Pedro está aqui.
Porém, na lateral, atrás do altar é que confirmamos a nossa própria fé. A presença física da pequena caixa de madeira, cuja iluminação faz saltar aos olhos em meio à terra escura, toca todos os visitantes, que são convidados a silenciar. A oração é profunda. Lágrimas brotam em comunhão com a presença do Primaz da Igreja Católica: “Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”. (RB)

27/05/2015

Por promessa, papa afirma que não assiste TV há 25 anos

Avesso às entrevistas, Francisco falou ao jornal argentino “La Voz del Pueblo” e revelou detalhes de sua vida cotidiana. O papa surpreendeu ao afirmar que fez uma promessa há 25 anos e, desde então, não assiste televisão.

“Não assisto televisão desde 1990. É uma promessa que fiz à Nossa Senhora do Carmo”, explica Francisco, sem revelar o teor da promessa em questão. O papa ainda afirmou que não faz uso da internet e só acompanha notícias por jornal impresso.

Fã de futebol, Francisco foi questionado sobre sua relação com o San Lorenzo, seu time do coração, uma vez que não usa internet e, assim, tem mais dificuldades em acompanhá-lo. Para “driblar” a distância, o papa confessou ter ajuda da Guarda Suíça.

“Há um membro da Guarda Suíça que toda semana me conta os resultados e como estamos na tabela de classificação”, afirma ele, que também confessou sentir falta de pequenas coisas da vida antes do papa. “Sinto falta de ir a uma pizzaria e comer uma boa pizza (risos)”.

26/02/2015

Mendigo do Vaticano é enterrado junto a São Pedro

Um sem-teto foi enterrado no cemitério Teutônico do Vaticano, um prestigioso local reservado aos religiosos alemães, em um novo símbolo da prioridade concedida pelo Papa Francisco aos desabrigados, revelou nesta quinta-feira a Rádio Vaticano.
O cemitério, situado junto à Basílica de São Pedro, é um lugar de enterro exclusivo, destinado aos membros de uma Arquiconfraria, casas religiosas de origem alemã e dos dois colégios alemães de Roma.
Willy, um mendigo de origem flamenca morto em 12 de dezembro, jaz neste cemitério desde 9 de janeiro, disse a rádio. Morreu pelo frio em um hospital próximo.
Willy era uma figura conhecida do Vaticano, e uma presença habitual na paróquia de Santa Ana, no interior do Vaticano. Era um homem aberto e amistoso, que rezava muito e falava a todos os que queriam ouvir sobre a fé, Deus e o Papa. Uma família alemã assumiu os gastos do enterro, segundo a rádio papal.
Francisco fez da pobreza um assunto chave de seu pontificado. No início de fevereiro, mandou instalar duchas para que as pessoas sem-teto pudessem se limpar às margens da Praça de São Pedro, há cabeleireiros voluntários que vão cortar o cabelo dos sem-teto todas as segunda-feiras e são distribuídos sacos de dormir entre os que vivem nas ruas do Vaticano.
Na diocese de Roma, cujo bispo é o Papa, as paróquias receberam a ordem de multiplicar este tipo de iniciativa.

AFP

13/10/2014

Documento afirma que os homessuxuias têm ''dons e atributos para oferecer''

Em um documento publicado pelo Vaticano nesta segunda-feira, 13, com uma mudança de tom, foi apresentado que os homossexuais têm “dons e atributos para oferecer”, questionando assim, se o catolicismo poderia aceitar gays, além de reconhecer os aspectos positivos dos casais do mesmo sexo.

Após uma semana de discussões, o documento elaborado durante uma reunião de 200 bispos do Sínodo Extraordinários sobre a Família, diz que a Igreja deve aceitar um novo desafio, “um espaço fraterno”, para os homossexuais, sem que haja um comprometimento na doutrina católica sobre o casamento e a família.

Em relação aos documentos anteriores do Vaticano, esse texto ainda não apresenta alterações na condenação de atos homossexuais ou sua oposição ao casamento gay, mas há uma abordagem menos grave e mais compassiva.

"Os homossexuais têm dons e atributos para oferecer à comunidade cristã: somos capazes de acolher essas pessoas, garantindo mais espaço em nossas comunidades, muitas vezes eles querem encontrar uma igreja que oferece uma casa aconchegante", diz o texto.

Em um documento conhecido como "relatio", foi levantado um questionamento " Nossas comunidades são capazes de provar que, aceitando e valorizando a sua orientação sexual, sem comprometer a doutrina católica sobre o casamento e a família?

O autor do livro, “Os Diários do Vaticano”, John Thavis, classificou o comunicado como “um terremoto” na atitude da Igreja em relação aos gays.
Thavis afirma ainda que, o documento reflete claramente o desejo do Papa Francisco a adotar uma abordagem pastoral mais compassivo em questões de casamento e família.

O povo online

13/05/2014

Papa Francisco anuncia beatificação de Paulo 6º

Paulo 6º, pontífice entre 1897 e 1978, será beatificado.
A cerimônia ocorrerá no Vaticano em 19 de outubro deste ano. Há duas semanas, o argentino canonizou os papas João 23 (1881-1963) e João Paulo 2º (1920-2005).

A beatificação é a terceira das quatro etapas necessárias para a canonização, a partir da qual o candidato se torna oficialmente um santo da Igreja Católica.
O processo requer que pelo menos um milagre seja atribuído pelo intermédio do candidato à santidade, que, uma vez beatificado, recebe o título de "abençoado".
Após a beatificação, um outro milagre terá de ser verificado para que Paulo VI seja canonizado, o que lhe permitirá ser venerado pela Igreja universal como "um exemplo de santidade, que pode ser seguido com confiança", segundo o Vaticano.

Ensinamento da Igreja sobre as famílias

Paulo 6º nasceu Giovanni Battista Montini na região da Lombardia da Itália em 1897, filho de um editor de jornal proeminente.
Ele foi eleito papa em 1963 e continuou as reformas de seu antecessor, João 23.
Paulo 6º morreu em agosto de 1978 e foi sucedido brevemente pelo Papa João Paulo 1º, que morreu em outubro de 1978.
Durante seu pontificado de 15 anos, ele escreveu sete encíclicas (documento pontíficio dirigido a bispos do mundo todo contendo as diretrizes da Igreja Católica).
A mais controversa delas foi a Humanae Vitae (da vida humana), publicada em 1968.
Sua posição intransigente sobre controle de natalidade levou a protestos em todo o mundo católico e algumas hierarquias nacionais da Igreja Católica Romana abertamente modificaram a circular.
Em 1995, o Papa João Paulo 2º apoiou a visão de Paulo 6º sobre o controle de natalidade em sua encíclica, a Evangelium Vitae (O Evangelho da Vida).
A cerimônia de beatificação de Paulo 6º será realizada no final de uma reunião crucial dos bispos globais para discutir a doutrina católica sobre a vida familiar, convocada pelo Papa Francisco.
Os clérigos vão discutir os resultados de uma pesquisa mundial encomendada pelo Papa sobre que partes dos ensinamentos da Igreja os católicos realmente estão adotando e seguindo sobre a sexualidade humana.
Como de praxe, o Vaticano não deu detalhes sobre o milagre - a Santa Sé exige que seja um fenômeno certificado pelos médicos como não tendo nenhuma explicação médica.
Segundo a imprensa italiana, no entanto, o milagre envolveu um bebê californiano que nasceu saudável, apesar dos diagnósticos pré-parto sobre o rompimento da bexiga fetal e ausência de líquido amniótico.
A mãe teria se recusado a abortar a criança e orou pedindo a intercessão de Paulo 6º, por sugestão de uma freira.

BBC

03/05/2014

Papa chorou ao saber sobre cristãos crucificados na Síria

O papa Francisco confessou ter chorado ao saber da notícia de que alguns cristãos tinham sido crucificados nos últimos dias 'em um país não cristão', como disse nesta sexta-feira (2) durante a homilia da missa que oficia a cada manhã em sua residência.
'Eu chorei quando vi nos meios de comunicação a notícia de que cristãos tinham sido foram crucificados em certo país não cristão', explicou o papa em referência aos fatos registrados recentemente na Síria.
Fazendo referência ao Evangelho e à perseguição dos primeiros cristãos, o papa acrescentou que 'hoje também há gente assim, que, em nome de Deus, mata e persegue'.
Em relação à perseguição dos cristãos, Francisco assegurou que 'há muitos perseguidos' e lembrou que 'existem países em que você pode ser preso apenas por levar o Evangelho'.
Há poucos dias, o site da 'Rádio Vaticano' publicou as declarações de uma freira, a irmã Raghida, que tinha estado na Síria e que denunciou que cristãos estavam sendo crucificados em povoados ocupados por grupos de muçulmanos extremistas.
Em meio a essa questão, o papa Francisco acrescentou que 'ao Senhor não lhe preocupa quantos lhe seguem', ressaltando que, por exemplo, ele não pensa em fazer um 'censo para ver se a Igreja aumentou'.
'Ele fala, predica, ama, acompanha, percorre o caminho com as pessoas, calmas e humildes. E fala com autoridade, ou seja, com a força do amor', explicou o pontífice.
G1.com.br

28/04/2014

Papa Francisco canoniza João Paulo II e João XXIII




A Igreja Católica oficializou neste domingo dois novos santos, em uma cerimônia inédita: pela primeira vez, dois papas reunidos na Praça de São Pedro para a canonização outros dois pontífices. Agora os fiéis podem venerar São João XXIII (1881 -1963) e São João Paulo II (1920 -2005), após celebração presidida pelo Papa Francisco e com presença do Papa-emérito Bento XVI. O rito de canonização foi proferido logo no começo da celebração, iniciada às 10h (5h no horário de Brasília). O cardeal Angelo Amato, que é o presidente da Congregação para a Causa dos Santos, leu ao papa as petições para a canonização dos então beatos João Paulo e João XXIII e pediu a aprovação. Francisco, em seguida, leu a fórmula para canonização e os papas foram considerados santos. A cerimônia continuou com procissão das relíquias dos novos São João Paulo II e São João XXIII. Os papas santos não realizaram grandes milagres os olhos humanos, nem passaram por sacrifícios como mártires. O processo de canonização de São João Paulo II foi mais rápido que o normal, enquanto não foi necessária a comprovação de um segundo milagre para atestar a santidade de São João XXIII. O recado passado pela Igreja com a dupla canonização é esclarecer o conceito de santidade, que é mais simples do que se pensa e tentar se aproximar mais dos fiéis com nomes que viveram nos séculos XX e XXI e ainda presentes na memória. Leia  mais

Fonte:

Jornal O Estado de Minas

08/02/2014

Papa Francisco retoma controle da Igreja em todas as frentes

Um ano depois da renúncia de Bento XVI, o Papa Francisco abriu várias frentes para reformar a Igreja, imprimiu ao papado um novo estilo, mais próximo, e segue de perto o que ocorre no mundo.

A imagem do Vaticano se deteriorou muito pelos escândalos de pedofilia e por diversas polêmicas, mas isso está mudando graças à popularidade do Papa argentino, inclusive entre os que não são fiéis.

No dia 13 de março, o arcebispo de Buenos Aires, Jorge Bergoglio, foi eleito com dois objetivos claros: reformar as estruturas da Igreja, sobretudo o governo central - a chamada Cúria romana -, e impulsionar o caráter missionário em uma época de forte secularização.
Francisco dá prioridade ao segundo ponto. "Para ele, o que realmente importa é que o Evangelho seja levado a cada pessoa, independentemente de sua situação concreta: o que se chama misericórdia, abertura incondicional", explica à AFP o padre Antonio Spadaro, diretor da revista jesuíta Civilta Cattolica.
A revolução levada adiante por ele é, sobretudo, de gestos. Lavando os pés de presos muçulmanos, beijando pessoas com deficiência física, afirmando que não é ninguém para julgar os homossexuais, o Papa comoveu a opinião pública. E também voltou suas críticas aos clérigos "carreiristas" ou "mundanos".
Telefona, escreve, usa o Twitter

Francisco não permanece passivo diante dos acontecimentos no mundo. Diante de uma inundação, um drama familiar ou uma catástrofe, telefona, quando não escreve ou tuíta. O Papa, com sua espontaneidade, é um grande comunicador, e foi designado "homem do ano" por várias revistas.
Faz isso sem se esquecer de seu objetivo mais importante: reformar a Igreja. Em um primeiro momento mostrou-se prudente e não fez grandes mudanças no organograma de seu antecessor. Mas quando se sentiu mais seguro começaram a chegar as nomeações e as destituições com a intenção de afastar os responsáveis por intrigas e os corruptos.
Em sua residência de Santa Marta realiza reuniões, nomeia comissões para refletir sobre a reforma do banco ou da administração vaticana e ordena auditorias. E, sobretudo, designou um "G8", um conselho consultivo de oito cardeais dos cinco continentes para assessorá-lo durante vários anos.
Francisco é um "general" jesuíta, determinado, exigente, às vezes com pouco tato. A Cúria, outrora todo-poderosa, algumas vezes se sente maltratada. É possível sentir no ar um certo desconforto.
Decide sozinho. Sua primeira eleição de novos cardeais foi muito pessoal, com preferência por "homens terrenos", às vezes desconhecidos, em detrimento dos príncipes da Cúria.

Uma de suas metas para a Igreja do futuro é a aplicação dos princípios de colegialidade, que se baseia na consulta regular dos bispos, e da subsidiariedade, que faz com que não seja necessário que tudo chegue a Roma.
Mas manteve intacta a doutrina nos temas quentes, como o aborto, a eutanásia, o casamento entre homossexuais ou as mudanças bioéticas. Este Papa, que não pode ser classificado de progressista ou de conservador, também se opõe à ordenação de mulheres.
Para Francisco, a família é o ponto central de sua ação e por isso convocou um consistório para fevereiro e dois sínodos. Parece consciente da necessidade de fornecer respostas a realidades concretas dos cristãos, como os divorciados, as mães solteiras e os homossexuais.
Seu compromisso em nível social e humanitário é impressionante. Seu lema é "uma Igreja pobre e para os pobres" e, em nome dela, trava uma guerra contra o gasto excessivo de dinheiro, o tráfico e a exploração. Denuncia a "cultura do desperdício" que marginaliza os imigrantes clandestinos, os idosos e os mais frágeis.
Também não fica calado quando se trata de política externa. "Seu discurso contra uma intervenção estrangeira na Síria significou o retorno" da Santa Sé ao cenário internacional, afirmou à AFP um embaixador da Ásia.

Por Por Jean-Louis DE LA VAISSIERE

15/11/2013

Máfia italiana teria ameaçado Papa Francisco

Parece que as reformas que o Papa Francisco têm inserido na Igreja Católica estão desagradando a máfia organizada Ndrangheta.
Segundo o jornal "The Washington Post", um promotor - que já foi alvo da organização e vive sob proteção policial desde a década de 80 - teria afirmado que Francisco pode estar correndo risco de um possível ataque.
Ainda de acordo com a publicação, as modificações impostas por Francisco estariam deixando a máfia nervosa.
"Não posso dizer se a organização está em posição de fazer algo, mas eles são perigosos e vale a pena refletir", orientou o promotor.
"Se os chefões puderem achar um jeito de parar o Papa, eles vão considerar seriamente. Aqueles que até agora lucraram com a influência e a riqueza da igreja estão ficando nervosos. Por muitos anos, a máfia lavou dinheiro e fez investimentos com a cumplicidade da igreja. Mas agora o Papa está desmantelando os centros de poder econômico no Vaticano, e isso é perigoso", completou.
Ndrangheta é uma associação mafiosa que se formou na região da Calábria, na Itália. Ela não é tão conhecida quanto a siciliana Cosa Nostra, no entanto, atualmente, é a mais influente máfia italiana no mundo.

07/11/2013

Bonifácio I, papa (~ 360 - 422)

Nascido em Roma, eleito após a morte de Zósimo (417-418) para substituí-lo. Filho de um conhecido presbítero de nome Jocundo, foi ordenado pelo papa Damásio I (366-383) e serviu como representante de Inocêncio I em Constantinopla (405). O início de seu papado foi marcado por uma intensa disputa pela tiara papal visto que uma parte do clero, apoiada por Carlos de Ravena, elegeu Eulálio como novo papa (418) e essa tumultuosa disputa, que envolveu eclesiásticos, população e políticos romanos, durou por cerca de dois anos (418-420). Depois da morte do papa Zózimo I (418), o antipapa Eulálio, disputou a tiara com o papa considerado legítimo. Símaco, prefeito de Roma, requereu o direito de árbitro em função de seu cargo político. Influenciado pelo prefeito, o imperador Honório decidiu apoiar o antipapa e seus partidários, colocou o antipapa na basílica de São João do Latrão e expulsou o papa de Roma. Os partidários do deposto foram ao imperador contra o prefeito de Roma. O imperador Honório convocou os dois papas a seu tribunal, interferindo mais ainda a sério numa questão que não deveria lhe dizer respeito. Eulálio não obedeceu o chamamento do imperador e resolver tomar a basílica de São João de Latrão pela força das armas. Os cismáticos foram expulsos por ordem do imperador, e finalmente ele pode assumir o trono que tinha direito legítimo. Com a intervenção de Carlos de Ravena, começa a ingerência do poder civil na eleição do papa. O novo papa teve dificuldades com vários arcebispados e para administrar a Igreja na África, em particular, o caso de Apiário (419), onde teve de interferir pessoalmente. Seus esforços no entanto garantiram o respeito ao papa como autoridade máxima da Igreja. No plano religioso renovou a legislação do papa Sotero, que proibia as mulheres tocarem os linhos sagrados ou auxiliar na queima de incenso, e manteve as leis que proibiam escravos de se tornarem clérigos. Papa de número 42, morreu em Roma, foi enterrado no cemitério de Maximus, no Por Salaria, e foi sucedido por São Celestino I (422-432). A Igreja promove sua festa no dia 25 outubro.

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/PPBoni01.html

Zózimo Papa ( ? - 418)


Nascido em Masuraca, Grécia, eleito em 18 de março (417) como sucessor de Inocêncio I (401-417), exerceu um pontificado breve e atormentado pela difusão da heresia pelagiana. De origem grega, em seu reinado prescreveu que os filhos ilegítimos não podiam ser ordenados sacerdotes. De temperamento forte, reivindicou o poder da igreja contra as interferências alheias. Enviou vigários para a Galiléia e combateu o pelagianismo, heresia que ensinava que as pessoas podiam se salvar sem a graça de Deus. A reação da Igreja de África, dirigida por S. Agostinho, que absolveu Pelagio, levou a uma nova condenação da doutrina pelagiana. Papa de número 41, morreu em 26 de dezembro (418), em Roma, e foi sucedido por São Bonifácio I (418-422), porém esta substituição não foi tranqüila. Depois da morte do papa (418), uma parte insatisfeita do clero, apoiada por Carlos de Ravena, elegeu um antipapa de nome Eulálio, que disputou a tiara com o papa legítimo Bonifácio I. Símaco, prefeito de Roma, requereu o direito de árbitro em função de seu cargo político. Influenciado pelo prefeito, o imperador Honório decidiu apoiar o antipapa e seus partidários, colocou o antipapa na basílica de São João do Latrão e expulsou Bonifácio de Roma. Os partidários de Bonifácio foram ao imperador contra o prefeito de Roma. O imperador Honório convocou os dois papas a seu tribunal, interferindo mais ainda a sério numa questão, que não deveria lhe dizer respeito. Eulálio não obedeceu o chamamento do imperador, preferindo tomar a basílica de São João de Latrão pela força das armas. Os cismáticos foram expulsos por ordem do imperador, e finalmente Bonifácio pode assumir o trono que tinha direito legítimo (420). A partir desse epsódio, a intervenção de Carlos de Ravena, se deu início a um grande período de ingerência do poder civil na eleição do papa.

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Anastácio I, papa ( ~ 350 - 401)


Nascido em Roma, eleito para ser o papa para suceder São Sírico ou Sirício (384-399), cuja ação mais marcante na história do catolicismo foi prescrever que os sacerdotes permanecessem de pé durante o Evangelho e introduzir a oração pelos mortos e o sinal da cruz. Praticamente o que se sabe deste papa vem do conteúdo das cartas de São Jerônimo. Eleito em 27 de novembro (399), conciliou os cismas entre Roma e a Igreja de Antióquia. Combateu tenazmente os seguidores de costumes imorais, que estavam convencidos de que também na matéria se escondia a divindade. Tradicionalmente ficou conhecido por condenar o maniqueísmo, o donatismo e, especialmente o origenismo, tendência teológica cristã iniciada com Orígenes, teólogo de Alexandria, no século III, a qual misturava elementos da gnose do platonismo e do cristianismo, afirmando, especialmente, uma restauração final de todos os seres, inclusive o demônio e os condenados e introduziu o conceito de purgatório. Papa de número 39, morreu em 19 de dezembro, em Roma, e foi sucedido por São Inocêncio I (401-417). Segundo o Martirológio Romano, pouco depois de sua morte Roma foi tomada e saqueada pelos Godos, um povo germânico originário das regiões meridionais da Escandinávia, cujos guerreiros se distinguiam por usarem escudos redondos e espadas curtas e obedecerem fielmente a seus reis.

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Sirício, papa (334 - 399)


Nascido em Roma, eleito em 15 de dezembro (384) como sucessor de Damaso I (366-383), que favorável ao decreto imperial contra os maniqueus (389), durante o seu pontificado foi resolvido o cisma antioqueno e foi o primeiro depois de Pedro a adotar o título de Papa. Bispo de Roma (384-399), após a sua eleição deu continuidade à política religiosa de Dâmaso I e empenhou-se em afirmar a autoridade papal sobre os bispos de todo o Ocidente. Seus predecessores haviam deflagrado rigorosa luta e resistência às heresias ariana e donatista, além das heresias levantadas por Macedônio e Apolinaris. As duas primeiras foram reprimidas através dos concílios de Nicéia e de Arles, durante o Pontificado do Papa Silvestre I, enquanto que as duas segundas foram condenadas pelo Concílio de Constantinopla, no pontificado de Dâmaso I. Assim, o seu pontificado foi pacífico em decorrência da paz implantada nos dois pontificados anteriores, depois da conversão do imperador Constantino ao catolicismo, que deu plena liberdade aos cristãos, marcando o fim da perseguição à Igreja. Convocou um sínodo em Roma (386), em que tomou providências canônicas a respeito do episcopado africano, interveio junto ao usurpador Máximo em favor de Prisciliano e consolidou a supremacia papal sobre a Igreja da Ilíria. O celibato, prescrito inicialmente para o clero da Espanha, foi estendido por ele para os sacerdotes e diáconos de toda a igreja do Ocidente, durante o sínodo romano (386), porém foi rejeitado pelos bispos do Oriente, onde vigorou apenas a proibição de núpcias para os que recebiam solteiros as sagradas ordenações. Foi nessa época que Jerônimo partiu para Jerusalém, a fim de traduzir a Bíblia para o latim. Transformou em basílica a cripta do cemitério de Comodila, na via das Sete Igrejas, próximo à Basílica de São Paulo fora dos muros, onde estavam sepultados dois santos martirizados, Félix e Adauto, que, sucessivamente foi ampliada e decorada de afrescos pelos papas João I e Leão III, tornando-se meta de peregrinações e de devotos até além da Idade Média, quando catacumbas e santuários caíram no esquecimento ou foram devastados. Papa de número 38, morreu em 26 de novembro (399), em Roma, e foi sucedido por Anastácio I (399-401) e tem sua comemoração litúrgica em 26 de novembro.

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17/10/2013

Dâmaso I, papa (304 - 384)



Nascido na Espanha, eleito em 1º de outubro (366) como sucessor de Líbero (352-366), e foi o primeiro papa espanhol e considerado um dos maiores pontífices da Igreja de Roma. Órfão de mãe, seu pai o levou para Roma, onde recebeu uma sólida educação religiosa e científica, que o fizeram reconhecido como um dos homens mais santos e sábios do seu tempo. Era diácono da Igreja de Roma, quando acompanhou o papa Líbero ao exílio e com a morte deste, foi escolhido para substituí-lo no trono pontifício, tanto por sua sabedoria e santidade que o distinguiam, como também pelo zelo e coragem com que defendera a Igreja contra os heréticos. Para se firmar no trono manteve longa contenda contra o diácono Ursino, que ambicionava para si a dignidade papal. Porém, antes que ocorresse um cisma, a maioria dos bispos e do povo permaneceram fiel ao novo papa e convenceram o governador romano mandar o promotor das desordens e usurpador para o exílio. Durante o seu pontificado, realizaram-se vários concílios em Roma e em Constantinopla, inclusive um ecumênico (381). Colaborou com Ambrósio na ação contra os bispos arianos ocidentais. Fez traduzir do hebraico as Sagradas Escrituras, fixou o cânon bíblico e valeu-se da obra de Jerônimo para corrigir a Bíblia latina (374). Era um erudito e como um historiador, escreveu as vidas dos Papas, de Pedro a Libério. Foi autor das primeiras decretais e autorizou o canto dos Salmos em dois coros, o rito ambrosiano, instituído por Ambrósio. Além disso, empreendeu importantes escavações para encontrar as relíquias de muitos mártires, abrindo as catacumbas, nas quais mandou desentulhar galerias, fazer escadas, por clarabóias. Cuidou de construir igrejas nos locais dos túmulos, colocando inscrições que podem ser lidas ainda hoje e entregando-os à veneração dos fiéis. Construiu inúmeras igrejas, dentre as quais a basílica de San Lorenzo, denominada de Dâmaso, e introduziu o uso da palavra hebraica Aleluia. Proclamou o 2° Concílio Ecumênico de Constantinopla, onde foram condenadas as heresias de Macedônio e Apolinaris, e seus respectivos autores foram desterrados. Apesar de seu pontificado de mais dezessete anos ter coincidido com épocas bem angustiosas, todos os escritores eclesiásticos daquele tempo lhe teceram os maiores elogios, entre eles, Jerônimo, que o chamou de o doutor virginal da Igreja virginal, Teodoro, que o tratou como um homem dotado de todas as virtudes e digno de todo o louvor, e Ambrósio, que o reconheceu como um instrumento escolhido pela divina providência para o bem da Igreja de Cristo. Gozou de imenso prestígio entre os imperadores como Teodósio, Graciano e Valentiniano, que estes o reconheceram como legítimo sucessor de Pedro na Igreja de Roma e ordenaram expressamente aos súditos, que não aceitassem outro credo a não ser aquele que ele ensinava. O imperador Graciano promulgou uma lei que determinava a competência jurídica do Papa em julgar as questões que houvesse entre Bispos. O papa de número 37 morreu em em Roma, e foi sucedido por Sírico (384-399) e, canonizado tem sua festa  litúrgica em 11 de dezembro.

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Líbero ou Libério, papa



Nascido em Roma, eleito em 17 de maio (352) como sucessor de Júlio I (337-352), histórico como o papa que instituiu oficialmente a festa do Natal na data de 25 de dezembro (354). Eleito papa, instituiu oficialmente a festa do Natal na data de 25 de dezembro (354) onde provavelmente a adoção desse dia não se refere ao aniversário cronológico de Jesus, mas ao fato de que os primeiros cristãos desejaram que a data coincidisse com a festa pagã dos romanos dedicada ao nascimento do sol inconquistado, que comemorava o solstício de inverno. A escolha é bastante plausível visto que no mundo romano, a Saturnália, comemorada em 17 de dezembro, era um período de alegria e de troca de presentes. 25 de dezembro também era tido como o dia do nascimento do misterioso deus iraniano Mitra, o Sol da Virtude. Como pontífice tudo fez para proteger a Igreja da heresia ariana, à qual aderira o Imperador Constâncio II, por quem logo seria desterrado para Berea de Trácia (358). Assim, as polêmicas com os arianos levaram à eleição do antipapa Félix II, mas sem medo de morrer como mártir, pouco tempo depois, regressou à Roma (358) e combateu e expulsou o antipapa Félix II, imposto pelo imperador. Depois de catorze anos de pontificado, faleceu em 24 de setembro (366) e foi sucedido por Damaso I (366-383). Também é conhecido por ter feito as primeiras fundações da Basílica de Santa Maria Maior, um projeto que ele mesmo traçou. Os primeiros 54 papas foram santificados pela Igreja Católica, sendo este a única exceção.

Júlio I papa (280 - 352)

Nascido em Roma, que sucedeu Marcos no trono pontifício (337) e governou a Igreja durante uma das fases mais conturbadas da controvérsia ariana. Filho de um  romano de nome Rustico, e teve seu pontificado mascado principalmente por sua firme e conscienciosa intervenção nas controvérsias arianas, cujos ensinamentos tinham sido condenados no Concílio de Nicéia. Depois da morte de Constantino o Grande (337), seu filho Constantino II, Governador de Gália, permitiu ao exilado Atanásio, também chamado de Anastácio, regressar para Alexandria. Pressionado pelos bispos do Egito e de Alexandria, convocou um outro concílio em Roma (340), do qual participaram aproximadamente cinqüenta bispos e no qual Atanásio foi reabilitado. Os eusebianos, seus ferrenhos adversários, recusaram-se a intervir no concílio e reuniram-se em sínodo em Antioquia, voltaram a condenar Atanásio, que passou a morrer em Roma e divulgar os costumes da Igreja do Egito, e elegeram um novo bispo de Alexandria. Durante o seu pontificado, deu-se impulso à organização eclesiástica e construíram-se algumas catacumbas, como o de São Valentino e São Félix, e as igrejas dos Santos Apóstolos e de Santa Maria. Fixou em 25 de dezembro a solenidade do Natal, para a Igreja do Oriente e é considerado o fundador do arquivo da Santa Sé, porque ordenou a conservação dos documentos. No seu pontificado duplicou o número de cristãos em Roma e morreu em 12 de abril (352). Foi enterrado nas catacumbas de Calepodius, na Vía Aurelia, e logo depois de sua morte passou a ser venerado como santo. Seu corpo foi trasladado a Santa María, no Trastevere, uma das igrejas que ele havia construído, e tem sua festa votiva em 12 de Abril.

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03/10/2013

Os nossos pobres aguardam com esperança o Papa Francisco”: diz o responsável da Caritas de Assis

Os pobres, motivo de fundo da escolha do nome Francisco, por parte do Papa Bergoglio, marcarão fortemente a visita do Santo Padre a Assis nesta sexta-feira, 4 de Outubro. O Pontífice encontrará na sede episcopal, na Sala da Espoliação – onde São Francisco renunciou aos bens paternos para consagrar-se a Deus –, um grupo de pobres assistidos pelas 8 Caritas diocesanas. Durante a visita almoçará com os sem-tecto do Centro Caritas, localizado próximo da estação ferroviária de Assis.
A propósito da pobreza na Úmbria – região italiana de que Assis faz parte – o Padre Vittorio Viola, responsável diocesano pela Caritas local, disse à Rádio Vaticano que o rosto da pobreza na região é basicamente o mesmo de sempre: pobreza de quem escolhe a rua como casa, mas também a pobreza de quem perdeu o trabalho e, com este – como acontece muitas vezes –, a própria dignidade.

Para Padre Vittorio, apesar de ter sido, no início, uma surpresa a escolha do Papa almoçar no Centro da Caritas, o facto acabou por parecer a todos quase natural, por aquilo que nestes meses o Papa Francisco tem dito com as suas palavras e com os gestos que faz. Portanto, após a surpresa, foi quase como senti-lo como alguém de casa, e será acolhido com aquela simplicidade que ele mesmo quis intensamente."
Segundo P. Vittorio, a visita do Papa Francisco será caracterizada por "palavras e gestos fortes, como o Papa nos habituou nestes meses, tais como: "uma Igreja pobre para os pobres", as obras de caridade como gestos concretos, solidariedade, o colocar-se lado a lado, o defender. É uma palavra que devemos saber traduzi-la também em escolhas de políticas sociais que partam dessa consideração da dignidade do homem e das dificuldades deste momento. Tudo isto, incide não somente no estilo de ser Igreja, mas também no modo de fazer pastoral com o envolvimento de toda a comunidade.

Por último, o P. Vittorio sublinhou que todos os gestos de Francisco, sobretudo os mais radicais, têm sempre como única motivação Jesus Cristo, e nada mais que Ele e, por isso, a escolha do Papa pela pobreza não é uma questão ideológica da pobreza, é a escolha da pobreza de Jesus Cristo, tal como para Francisco que sempre quis viver a pobreza de Cristo pobre e crucificado, e não viver algo de diferente daquilo que Jesus Cristo viveu – concluiu.

A chegada do Papa Francisco a Assis está prevista para as 7.45 da manhã, acolhido pelas autoridades religiosas e civis. Às 8.00h o Papa encontrará no Instituto Seráfico crianças com deficiências e outros doentes. Logo a seguir; se dirigirá ao Santuário de S. Damião para uma visita privada e às 9.20, na Sala da Espoliação de Francisco do Bispado, o Papa Francisco terá o encontro com os pobres, partindo depois, de carro, para a Basílica Superior de S. Francisco, onde celebra Missa às 11.00. No fim da celebração terá lugar a cerimónia da oferta do óleo para a lâmpada votiva a S. Francisco Padroeiro da Itália. 
Será no Centro da Caritas (perto da estação ferroviária) que o Papa almoçará com os pobres que nele são assistidos. 
De tarde, o Papa fará uma visita privada ao Ermo dos Cárceres, encontrando-se depois com o clero, pessoas de vida consagrada e membros do conselho pastoral diocesano, na Catedral de S. Rufino às 15.15. Logo depois, veneração do corpo de S. Clara na Basílica de S. Clara. No final, o Papa encontrará os jovens da Umbria na Praça diante da Basílica. 
Antes de partir para Roma, o Papa Francisco fará ainda uma visita privada ao Santuário de Rivotorto, aí tomando o helicóptero para o Vaticano, onde deverá chegar pelas 20 horas.

Rádio Vaticano

Vida monástica no cristianismo

A vida monástica no cristianismo surgiu como uma forma de busca por uma vida de maior consagração a Deus, com o objetivo de se afastar do mu...