Mostrando postagens com marcador Nossa Senhora. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Nossa Senhora. Mostrar todas as postagens

12/12/2013

12 de dezembro NOSSA SENHORA DE GUADALUPE: Padroeira da América Latina


Segundo arraigada tradição, a imagem da Virgem de Guadalupe apareceu impressa na manta do índio Juan Diego, em 1531, na cidade do México. Por isso permaneceu alguns dias na capela episcopal do Bispo Dom Frei Juan de Zumárraga e depois na Sé. Em 26 de Dezembro do mesmo ano foi solenemente levada para uma ermida aos pés do cerro de Tepeyac. Seu culto propagou-se rapidamente muito contribuindo para a difusão da fé entre os indígenas. Após a construção sucessiva de três templos ao pé do mesmo cerro, edificou-se o atual, concluído em 1709 e elevado à categoria de Basílica por São Pio X em 1904.
Em 1754 Bento XIV confirmou o patrocínio da Virgem de Guadalupe sobre toda a Nova Espanha (Do Arizona até a Costa Rica) e concedeu a primeira Missa e Ofício próprios. Porto Rico proclamou-a sua Padroeira em 1758. Em 12 de Outubro de 1892 houve a coroação pontifícia da imagem, concedida por Leão XIII, que no ano anterior aprovara um novo Ofício próprio. Em 1910 São Pio X proclamou-a Padroeira da América Latina; em 1935, Pio XI designou-a Padroeira das Ilhas Filipinas; e em 1945 Pio XII deu-lhe o título de “Imperatriz da América”.
A veneração da Virgem de Guadalupe, solícita a prestar auxílio e proteção em todas as tribulações, desperta no povo grande confiança filial; constitui, além disso, um estímulo à prática da caridade cristã, ao demonstrar a predileção de Maria pelos humildes e necessitados, bem como sua disposição em assisti-los.

Hino

Foste dona-de-casa e peregrina,
a teu marido e filho servias.
E, os planos do Senhor sempre seguindo,
punhas amor em tudo o que fazias.

Te encontras na montanha antes da aurora,
onde te impele o amor vais apressada:
trazes também teu filho ao novo mundo,
queres nele fazer nova morada.

Como de nossa raça te apresentas,
falando a nossa língua com doçura,
e pedes te façamos uma casa,
de onde possa jorrar tua ternura.

Tu subiste a Isabel como ao Calvário,
desces do céu a nós, bela e suave;
Vens tomar-nos contigo no teu manto...
Desces e sobes: para isto é Ave!

Glória demos ao Pai que é sem princípio,
ao Filho que assumiu a humanidade.
No espírito que ambos nos enviam,
louvemos a Santíssima Trindade!

Ó Deus, que nos destes a Santa Virgem Maria para amparar-nos como Mãe solícita, concedei aos povos da América Latina, que hoje se alegram com sua proteção, crescer constantemente na fé e alcançar o desejado progresso no caminho da justiça e da Paz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo. Amém!

15/08/2013

Da Constituição Apostólica Munificentíssimus Deus (AAS42 [1950], 760-762. 767-769) (Séc.XX), do papa Pio XII


 Teu corpo é santo e cheio de glória

Nas homilias e orações para o povo na festa da Assunção da Mãe de Deus, santos padres e
grandes doutores dela falaram como de uma festa já conhecida e aceita. Com a maior clareza a
expuseram; apresentaram seu sentido e conteúdo com profundas razões, colocando
especialmente em plena luz o que esta festa temem vista: não apenas que o corpo morto da
Santa Virgem Maria não sofrera corrupção, mas ainda o triunfo que ela alcançou sobre a morte
e a sua celeste glorificação, a exemplo de seu Unigênito, Jesus Cristo.

São João Damasceno, entre todos o mais notável pregoeiro desta verdade da tradição,
comparando a Assunção em corpo e alma da Mãe de Deus com seus outros dons e privilégios,
declarou com vigorosa eloqüência: “Convinha que aquela que guardara ilesa a virgindade no
parto, conservasse seu corpo, mesmo depois da morte, imune de toda corrupção. Convinha que
aquela que trouxera no seio o Criador como criancinha fosse morar nos tabernáculos divinos.
Convinha que a esposa, desposada pelo Pai, habitasse na câmara nupcial dos céus. Convinha
que, tendo demorado o olhar em seu Filho na cruz e recebido no peito a espada da dor, ausente
no parto, o contemplasse assentado junto do Pai. Convinha que a Mãe de Deus possuísse tudo o
que pertence ao Filho e fosse venerada por toda criatura como mãe e serva de Deus”.

São Germano de Constantinopla julgava que o fato de o corpo da Virgem Mãe de Deus estar
incorrupto e ser levado ao céu não apenas concordava com sua maternidade divina, mas ainda
conforme a peculiar santidade deste corpo virginal: “Tu, está escrito, surges com beleza (cf. Sl
44,14); e teu corpo virginal é todo santo, todo casto, todo morada de Deus; de tal forma que ele
está para sempre bem longe de desfazer-se em pó; imutado, sim, por ser humano, para a excelsa
vida da incorruptibilidade. Está vivo e cheio de glória, incólume e participante da vida
perfeita”.

Outro antiqüíssimo escritor assevera: “Portanto, como gloriosa mãe de Cristo, nosso Deus
salvador, doador da vida e da imortalidade, foi por ele vivificada para sempre em seu corpo na
incorruptibilidade; ele a ergueu do sepulcro e tomou para si, como só ele sabe”.

Todos estes argumentos e reflexões dos santos padres apóiam-se como em seu maior
fundamento nas Sagradas Escrituras. Estas como que põem diante dos olhos a santa Mãe de
Deus profundamente unida a seu divino Filho, participando constantemente de seu destino.

De modo especial é de lembrar que, desde o segundo século, os santos padres apresentam a
Virgem Maria qual nova Eva para o novo Adão: intimamente unida a ele – embora com
submissão – na mesma luta contra o inimigo infernal (como tinha sido previamente anunciado
no proto-evangelho [cf. Gn 3,15]), luta que iria terminar com a completa vitória sobre o pecado
e a morte, coisas que sempre estão juntas nos escritos do Apóstolo das gentes (cf. Rm 5 e 6;
1Cor 15,21-26.54-57). Por este motivo, assim como a gloriosa ressurreição de Cristo era parte
esencial e o último sinal desta vitória, assim também devia ser incluída a luta da santa Virgem,
a mesma que a de seu Filho, pela glorificação do corpo virginal. O mesmo Apóstolo dissera:
Quando o que é mortal se revestir de imortalidade, então se cumprirá o que foi escrito: A
morte foi tragada pela vitória (1Cor 15,54; cf. Os 13,14).

Por conseguinte, desde toda a eternidade unida misteriosamente a Jesus Cristo, pelo mesmo
desígnio de predestinação, a augusta Mãe de Deus, imaculada na concepção, virgem
inteiramente intacta na divina maternidade, generosa companheira do divino Redentor, que
obteve pleno triunfo sobre o pecado e suas conseqüências, ela alcançou ser guardada imune da
corrupção do sepulcro, como suprema coroa dos seus privilégios. Semelhantemente a seu Filho,
uma vez vencida a morte, foi levada em corpo e alma à glória celeste, onde, rainha, refulge à
direita do seu Filho, o imortal rei dos séculos.

Vida monástica no cristianismo

A vida monástica no cristianismo surgiu como uma forma de busca por uma vida de maior consagração a Deus, com o objetivo de se afastar do mu...