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17/07/2013

Regnum Christi





Em novembro de 2004, a Santa Sé concedeu a aprovação definitiva aos estatutos do Movimento de apostolado Regnum Christi. O texto do decreto explica que a sua finalidade “é a instauração do Reino de Cristo entre os homens pela santificação dos seus membros, no estado e condição de vida ao que Deus lhes chamou, e por uma ação apostólica pessoal e organizada ao serviço da Igreja e dos seus pastores [...]. O seu carisma específico é o mesmo da Legião de Cristo e consiste em conhecer, viver e pregar o mandamento do amor, que Jesus Cristo Redentor veio nos trazer pela sua Encarnação”. Deste modo, a identidade e o carisma do Movimento Regnum Christi ficaram confirmados pelo Vigário de Cristo.

“Concretamente isso é o Regnum Christi: um movimento de apostolado, um movimento de evangelização, um movimento no qual cada um dos seus membros quis levar a sério, com responsabilidade, o grande mandato missionário que Jesus Cristo deu a todos os que nos professamos seus seguidores. Nós os Legionários de Cristo, os membros do Regnum Christi, queremos ir por todo o mundo para pregar o evangelho sem ter medo, apoiados no poder onipotente de Deus, na palavra de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos disse: ‘Eu estarei convosco até a consumação dos tempos’”

O Regnum Christi promove entre os seus membros um profundo sentido eclesial e missionário. Como organização dinâmica, alenta o espírito de iniciativa neles e lhes lembra a sua responsabilidade, arraigada no batismo, de fazer da fé o motor da sua vida diária no âmbito pessoal, familiar, paroquial, profissional e social.
Se desejar mais informação sobre o Regnum Christi, suas publicações ou atividades, ou desejar saber como você pode servir a Igreja como leigo católico ativo


Apresentamos a continuação uma breve cronologia com as datas mais destacadas na história do Regnum Christi, um movimento de apostolado que compartilha o carisma da Legião de Cristo.


1941

3 de janeiro: o Pe. Marcial Maciel (1920-2008) funda, na Cidade do México, a Legião de Cristo.

1946

Em uma audiência em 12 de junho o Papa Pio XII sublinha que a nascente congregação religiosa terá que contribuir com a formação de líderes católicos especialmente na América Latina.

1954

Abre-se, na Cidade do México, o Instituto Cumbres. Por meio de atividades formativas e espirituais, os alunos e suas famílias podem compartilhar a espiritualidade e os ideais apostólicos dos Legionários de Cristo.

1959

Inicia-se a redação do primeiro rascunho dos estatutos de um movimento de apostolado para leigos. Pouco depois se escolherá o nome de “Regnum Christi” (Reino de Cristo).


1963

Inaugura-se o Centro Cultural Interamericano para a formação de leigos na Cidade do México.


1964

Com a ajuda da associação de pais de famílias do Instituto Cumbres se cria a Fundação Mão Amiga com o objetivo de construir colégios para que crianças com poucos recursos econômicos possam receber uma ótima educação. Dois anos mais tarde se inaugura o primeiro colégio “Mão Amiga”.


Abertura da Universidade Anáhuac na Cidade do México.


1965



Em fevereiro o Papa Paulo VI concede o Decretum Laudis (Decreto de louvor) à Legião de Cristo e aprova ‘ad experimentum’ as suas constituições, nas quais se fixa que uma das principais tarefas dos Legionários de Cristo é estabelecer grupos de católicos que sejam fermento evangélico nos diversos setores da sociedade.


Em março se abre o primeiro centro do Regnum Christi em Madri.


1968

Em 3 de janeiro se incorpora o primeiro grupo de leigos ao Regnum Christi, na Basílica de Nossa Senhora do Pilar em Zaragoza, Espanha.


1969

Durante o verão, se realizam as primeiras adesões ao Regnum Christi no México.


Em 8 de dezembro se funda a vida consagrada feminina no Regnum Christi com a consagração de um grupo de seis senhoritas.


1970

Em fevereiro se funda o primeiro centro para senhoritas consagradas em Dublin, Irlanda.


Fundação do ECYD (Educação, Cultura e Esporte) organização internacional para crianças e adolescentes na qual fazem uma aliança com Cristo para a construção de um mundo novo.


1971

Realiza-se o primeiro cursinho internacional do Regnum Christi em Ontaneda, Espanha.


Nasce FAME (Família Mexicana), um apostolado destinado a promover e cuidar dos valores da família. Atualmente se chama Família Unida.


1972

Em 25 de janeiro em “Cubas de la Sagra” (Toledo, Espanha), começa a vida consagrada masculina no Regnum Christi, com a consagração de dois jovens. Em dezembro, outros sete se juntariam a


eles.


Neste ano se fundam vários clubes do ECYD: o Clube “San Pablo” em Salamanca, Espanha (fevereiro), o Clube Farol em Monterrey e o Clube Kilimanjaro na Cidade do México (Setembro), o Crystal Lake Youth Center nos Estados Unidos (novembro). Pouco depois fundem o Clube Vetta em Roma (janeiro 1973) e o Clube Everest em Madri (maio de 1973). Hoje existem centenas de clubes juvenis espalhados pelo mundo.


1974

Em julho se realiza em Ontaneda, Espanha a primeira convenção internacional do ECYD.


1976

Inaugura-se na Cidade do México o Centro de Consultoria familiar “Alfa-Ômega” e a Escola da Fé, instituto para formar educadores e mestres na fé.


1978

Nasce ANSPAC (Associação Nacional pró Superação Pessoal, A.C.), associação que trabalha na melhoria do nível moral, social e cultural das famílias mexicanas promovendo a superação integral da pessoa.

1979

Com motivo da primeira visita do Papa João Paulo II ao México, um grupo de membros do Regnum Christi colabora na logística da viagem.


1983

Em 29 de junho, a Santa Sé aprova definitivamente as Constituições da Legião de Cristo.


Em Julho se realiza o primeiro cursinho de colaboradores do Regnum Christi (jovens que dedicam um ou mais anos da sua vida para ajudar o Movimento) em Cuernavaca, México.


1984

Uma equipe de jovens do Regnum Christi funda “Gente Nova”, organização que tem a finalidade de promover na sociedade os valores humanos.


1986

Nasce Juventude Missionária através das primeiras missões de evangelização nas quais participaram mais de 100 jovens em Cotija de la Paz, México.


1987

Nasce, na Espanha, a fundação IUVE


com a finalidade de dar uma ajuda transformadora e integral, que permita a todos os seres humanos, que sofrem graves problemas de exclusão social, a terem acesso a uma vida digna e ter um futuro melhor.


1990

Nasce o CEFID (Centro de formação integral a distância) que oferece meios de santificação pessoal, oficinas, antologias de textos, entre outros serviços sob o formato de cursos por correspondência e on-line.


1991

Com motivo do 50º. Aniversário da fundação da Legião de Cristo o Papa João Paulo II ordena 60 sacerdotes legionários na basílica de São Pedro. Ao mesmo tempo se realiza em Roma, o primeiro evento mundial do Regnum Christi reunindo milhares de membros.


1994

Na Semana Santa se organiza a primeira “Megamissão” no México, na qual participam mais de 1500 jovens. Somaram-se 36 famílias dando origem ao apostolado da “Família Missionária”.


1996

Do 24 ao 27 de maio, em Chicago, Estados Unidos, se realiza o primeiro Encontro de Juventude e Família.


1997

Nasce NET (Nova Evangelização para o Terceiro Milênio) programa destinado à formação católica de crianças com


a finalidade de apoiar a educação familiar.


1998

O Regnum Christi participa no Encontro Internacional dos Movimentos e novas comunidades eclesiais convocado pelo Papa João Paulo II.


2001

Com motivo do 60º. Aniversário da fundação da Legião de Cristo, se organiza em Roma o primeiro Encontro Internacional de Juventude e Família que é coroada com uma audiência na Praça de São Pedro, concedida pelo Papa João Paulo II aos legionários e membros do Regnum Christi participantes.


2004

Em 26 de novembro a Santa Sé concede a aprovação


definitiva dos Estatutos do Movimento Regnum Christi.


2005

Durante o terceiro Capítulo Geral da Legião de Cristo, o Pe. Álvaro Corcuera, LC é eleito diretor geral da Legião de Cristo e do Regnum Christi.


2006

A Legião de Cristo funda as suas primeiras casas nas Filipinas e na Coréia do Sul.


Uma investigação canônica da Congregação para a Doutrina da Fé chega a uma certeza moral suficiente para impor sanções canônicas graves ao Pe. Marcial Maciel, correspondentes às acusações feitas contra ele, entre as quais se incluem atos de abuso sexual a seminaristas menores. Tendo em conta tanto a idade avançada do padre Maciel, assim como a sua delicada saúde, a Congregação para a Doutrina da Fé decide “renunciar a um processo canônico e convidar o padre a uma vida reservada de oração e penitência, renunciando a todo ministério público. O Santo Padre aprovou estas decisões”.


2008

Em 30 de janeiro, o Pe. Marcial Maciel, LC, falece em Jacksonville (Flórida, Estados Unidos). Os seus restos mortais foram enterrados no cemitério do seu povoado nata, Cotija de la Paz, México.


À morte do fundador, a congregação conta com 750 sacerdotes e 2500 aspirantes ao sacerdócio de 39 nacionalidades. Existem 127 casas legionárias em 21 países e aproximadamente 70.000 membros do Regnum Christi, entre eles mil consagrados.
131.000 alunos e estudantes acodem a suas escolas e universidades.


A Legião de Cristo estabelece as suas primeiras casas na Hungria e em El Salvador, consolidando o serviço que o Movimento Regnum já estava oferecendo na pastoral familiar, social, educativa e da juventude destes países.


2009

Depois de um processo gradual interno de informação, a congregação dos Legionários de Cristo confirma publicamente que o Pe. Maciel teve uma filha no contexto de uma relação prolongada e estável com uma mulher e outras condutas gravemente reprováveis. Alguns meses mais tarde, se apresentam nos meios de comunicação outras duas pessoas, irmãos entre si, que afirmam ser filhos do Pe. Maciel, fruto da relação com outra mulher.


Em março, o Papa Bento XVI decide realizar uma visita apostólica às instituições dos Legionários de Cristo para ajudar à congregação a superar as dificuldades existentes. A vida apostólica, realizada por cinco bispos, inicia-se em 15 de julho.


2010

Em 25 de março os superiores da Legião de Cristo e do Regnum Christi voltam a expressar,

Mons. Velasio De Paolis, S.C.

em um comunicado público, sua profunda dor pelas condutas gravemente reprováveis do seu fundador. Ao mesmo tempo renovam o seu compromisso de aprofundar na compreensão da história, do carisma e da espiritualidade e de recorrer um caminho de renovação sob a guia da Igreja.


Ao concluir a Visita Apostólica, o Papa Bento XVI decide continuar o acompanhamento aos Legionários de Cristo. Com este fim, em 9 de julho o Papa nomeia Mons. Velasio De Paolis Delegado Pontifício que guiará a congregação dos Legionários de Cristo em seu caminho de revisão e renovação. Igualmente se anuncia uma Visita Apostólica aos membros consagrados do movimento Regnum Christi.

A documentação detalhada sobre os desenvolvimentos recentes relacionados à pessoa do fundador, com a visita apostólica à Congregação dos Legionários de Cristo e com o mandato do Delegado Pontifício se encontram disponíveis aqui.

Site do Movimento 

OPUS DEI ( Obra de Deus)


1928. 2 de outubro: Durante um retiro que fazia em Madri, Josemaria Escrivá de Balaguer, por inspiração divina, funda o Opus Dei.

1930. 14 de fevereiro: Em Madri, enquanto celebra a missa, Deus faz entender a são Josemaria que o Opus Dei se dirige também às mulheres.

1933. Abre-se o primeiro Centro do Opus Dei, a Academia DYA, destinada especialmente aos estudantes, onde se ministram aulas de Direito e Arquitetura.

1936. Guerra civil espanhola: as circunstâncias obrigam-no a interromper momentaneamente os seus projetos de estender a ação apostólica do Opus Dei a outros países.

1939. Josemaria Escrivá regressa a Madri. Expansão do Opus Dei por outras cidades da Espanha. O começo da Segunda Guerra Mundial impede novamento o começo do trabalho apostólico nos outros países.

1941, 19 de março. O bispo de Madri, Leopoldo Eijo y Garay, concede a primeira aprovação diocesana ao Opus Dei.

1943, 14 de fevereiro. Também durante a Missa, o Senhor faz ver a Josemaria Escrivá uma solução jurídica que permitirá a ordenação de sacerdotes do Opus Dei: a Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz.

1944, 25 de junho. O bispo de Madri ordena os três primeiros membros do Opus Dei que chegam ao sacerdócio: Álvaro del Portillo, José María Hernández de Garnica e José Luis Múzquiz.

1946. O fundador do Opus Dei transfere-se para Roma. Nos anos seguintes, viaja, a partir de Roma, por toda a Europa, a fim de preparar o estabelecimento do trabalho do Opus Dei em diversos países.

1947. 24 de fevereiro: A Santa Sé concede a primeira aprovação pontifícia.

1950. 16 de junho: Pio XII concede a aprovação definitiva ao Opus Dei. Esta aprovação permite a admissão de pessoas casadas no Opus Dei e a adscrição de sacerdotes diocesanos à Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz.

1969. Congresso Geral extraordinário do Opus Dei em Roma, com o objetivo de estudar a sua transformação em prelazia pessoal, figura jurídica prevista pelo Concílio Vaticano II e que se mostrava adequada ao fenômeno pastoral do Opus Dei.

1970-1975. O fundador realiza diversas viagens de catequese cristã na Europa e na América.

1975, 26 de junho. Josemaria Escrivá falece em Roma. Nesse momento, pertencem ao Opus Dei cerca de 60.000 pessoas dos cinco continentes. 15 de setembro: Álvaro del Portillo é eleito sucessor do fundador do Opus Dei.

1982, 28 de novembro. João Paulo II erige o Opus Dei em prelazia pessoal e nomeia Álvaro del Portillo como prelado.

O trabalho apostólico na Eslovênia e na Croácia teve início em 2003; na Letônia em 20041991, 6 de janeiro. João Paulo II ordena bispo o prelado do Opus Dei, mons. Álvaro del Portillo.

1992, 17 de maio. Beatificação de Josemaria Escrivá na praça de São Pedro (Roma).

1994, 23 de março. D. Álvaro de Portillo falece em Roma, poucas horas depois de ter regressado de uma viagem à Terra Santa. 20 de abril: Javier Echevarría é nomeado prelado do Opus Dei por João Paulo II, confirmando a eleição realizada no Congresso Geral eletivo celebrado em Roma.

1995, 6 de janeiro. Mons. Echevarría recebe de João Paulo II a ordenação episcopal.

2002, 6 de outubro. Josemaria Escrivá é canonizado por João Paulo II em uma cerimônia na Praça de São Pedro, em Roma.

Data de começo do trabalho apostólico estável do Opus Dei em diversos países

1945 Portugal
1946 Itália e Grã-Bretanha
1947 França e Irlanda
1949 México e Estados Unidos
1950 Chile e Argentina
1951 Colômbia e Venezuela
1952 Alemanha
1953 Guatemala e Peru
1954 Equador
1956 Uruguai e Suíça
1957 Brasil, Áustria e Canadá
1958 Japão, Quênia e El Salvador
1959 Costa Rica e Holanda
1962 Paraguai
1963 Austrália
1964 Filipinas
1965 Bélgica e Nigéria
1969 Porto Rico
1978 Bolívia
1980 Congo, Costa do Marfim e Honduras
1981 Hong-Kong
1982 Cingapura e Trinidad-Tobago
1984 Suécia
1985 Taiwan
1987 Finlândia
1988 Camarões e República Dominicana
1989 Macau, Nova Zelândia e Polônia
1990 Hungria e República Tcheca
1992 Nicarágua
1993 Índia e Israel
1994 Lituânia
1996 Estônia, Eslováquia, Líbano, Panamá e Uganda
1997 Casaquistão
1998 África do Sul
2003 Croácia e Eslovênia
2004 Letônia
2007 Rússia
2009 Indonésia, Romênia e Coréia

Site do Opus Dei

Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém


A Ordem Eqüestre do Santo Sepulcro tem sua origem na Ordem dos Cônegos da Santo Sepulcro, constituída por Godofredo de Bulhão, depois da conquista de Jerusalém, na época da primeira Cruzada.
Em 1103, segundo os cronistas desta época, Balduíno I de Jerusalém, segundo rei cruzado, se torna superior da Ordem dos Cônegos do Santo Sepulcro, com prerrogativas, por si e para seus sucessores, de criar Cavaleiros. No caso de ausência ou impedimento do monarca, esta faculdade era subordinada ao Patriarca Latino de Jerusalém. Entre os membros da Ordem, alguns eram considerados Sargentos, os quais representavam uma espécie de milícia eleita dentro da companhia cruzada e se devotavam à defesa do Santo Sepulcro e dos Lugares Santos.
Depois da primeira Cruzada, surgiram em toda a Europa, os priorados da Ordem, por obra daqueles Cavaleiros Nobres e Prelados que haviam recebido a investidura no Santo Sepulcro. Com o desaparecimento do Reino Cristão de Jerusalém, a Ordem permanece sem um superior, ainda que os priorados continuassem a existir sob a proteção de vários senhores e soberanos europeus e da Santa Sé. A vacância do patriarcado Latino fez com que a faculdade de criar novos cavaleiros fosse prerrogativa da mais alta autoridade religiosa na Terra Santa, isto é, o Custódio da Terra Santa.
Em 1847, o Patriarcado foi restabelecido pelo Papa Pio IX, o qual promulgou um novo estatuto da Ordem e a pôs sob a proteção da Santa Sé, dando seu governo ao Patriarca Latino. Nesta situação, foi definida a função preeminente da Ordem de sustentar as obras do Patriarcado Latino de Jerusalém e de incentivar a propagação da fé cristã.
Em 1949, o Papa Pio XII estabeleceu que o Grão Mestre fosse um cardeal da Santa Igreja Romana, assegurando ao Patriarca Latino a prerrogativa de ser o Grão-Prior. Em 1962, o Papa João XXIII e depois, em 1967, o Papa Paulo VI modificaram o estatuto, para favorecer uma ação mais coordenada e eficiente. Em fevereiro de 1996, o Papa João Paulo II elevou a dignidade da Ordem a Associação Pública de Fiéis, ereta pela Sé Apostólica, de acordo com o artigo 312, parágrafo 1, 1º do Código de Direito Canônico, com personalidade canônica e civil.


Descrição Jurídica da Ordem

 A Ordem Eqüestre do Santo Sepulcro de Jerusalém é uma associação de fiéis leigos aberta aos eclesiásticos, estabelecida com base no Direito Canônico, à qual é confiada, pelo Soberano Pontífice, a missão especial de assistir a Igreja da Terra Santa e de estimular em seus membros a prática da vida cristã. Somente a Santa Sé tem competência para erigir associações públicas, universais e internacionais de fiéis. Uma vez que seus membros estão dispersos além das fronteiras nacionais e diocesanas e possuem um estatuto aprovado e promulgado pela Santa Sé, a Ordem é claramente uma associação pública internacional de fiéis. Isto é decorrente das normas comuns do Direito Canônico, das disposições eclesiásticas particulares e das disposições do estatuto da Ordem.


A Ordem tem uma estrutura hierárquica, com o governo do Cardeal Grão-Mestre, que é nomeado diretamente pelo Papa. O Grão-Mestre recebe a colaboração do Grande Magistério, o qual, de acordo com o Patriarca Latino de Jerusalém, define o programa de ação e as operações a favor da estrutura cristã na Terra Santa.

Atualmente, o Grande Magistério está dividido em cinquenta e duas Lugares-Tenências, sendo:



  •     24 na Europa
  • 15 na América do Norte
  • 5 na América do Sul
  • 6 na Austrália e Extremo Oriente

  • Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém


    Ordem Militar e Hospitalar de São Lázaro de Jerusalém



    É uma Ordem de Cavalaria criada num hospital de leprosos, fundado por Cavaleiros Hospitalários em 1098, pelos cruzados do Reino Latino de Jerusalém. Esta Ordem é uma das mais antigas Ordens de Cavalaria da Europa. Foi criada para tratar os doentes com hanseníase, sendo os seus cavaleiros também leprosos.  É uma das ordens menos conhecidas e menos documentadas.


    Desde a sua fundação, no século XI, os membros da Ordem tinham dois ideais: auxiliar aqueles que sofriam de lepra, e a defesa da fé cristã.
    A primeira menção da Ordem de São Lázaro data de 1142. A ordem foi fundada inicialmente como um hospital de leprosos fora dos muros da cidade de Jerusalém. Desconhece-se quando a ordem foi militarizada, mas a militarização terá ocorrido antes do final do século XII, devido ao grande número de Templários e Hospitalários que eram enviados para os hospitais de leprosos para serem tratados. A ordem estabeleceu "casas de Lázaro" em toda a Europa para cuidar de leprosos, e teve o apoio de outras ordens militares que obrigaram os seus membros a juntarem-se à ordem caso contraíssem lepra.

    A Ordem de São Lázaro permaneceu inicialmente uma Ordem Hospitaleira, tendo, no entanto, participado numa série de batalhas, incluindo a Batalha de La Forbie em 17 de Outubro de 1244, onde todos os irmãos que lutaram morreram, e na Batalha de Al Mansurah em Fevereiro de 1250.4 Os cavaleiros leprosos eram protegidos por cavaleiros sem a doença mas, em tempos difíceis, mesmo aqueles pegavam em armas para lutar.

    A Ordem de São Lázaro rapidamente abandonou as suas actividades militares após a queda de Acre, em 1291, e a dissolução dos templários, devido aos elevados custos, sendo uma ordem relativamente pobre.
    Em 1572, o Papa Gregório XIII juntou o braço italiano da Ordem de São Lázaro com a Ordem de São Maurício (fundada em 1434), passando a designar-se por Ordem dos Santos Maurício e Lázaro. Esta tornou-se uma ordem de cavalaria nacional aquando da unificação da Itália em 1861, mas foi suprimida por lei desde a fundação da República em 1946. No entanto, o Rei Umberto II não abdicou da sua posição como fons honorum e o chefe da antiga Casa Real de Savóia permanece o Grão-Mestre da Ordem.


    Embora polémico, é defendido que a Ordem continuou sob o governo de um conselho de oficiais 7 que, em 1841, convidou o Patriarca da Igreja Greco-Católica Melquita para se tornar protector espiritual da ordem, restabelecendo, de alguma forma, uma ligação às origens da Ordem, em Jerusalém. Independentemente da continuidade ou ressurgimento da Ordem, em 1850, sob a autoridade do Patriarca da Ordem haviam cerca de vinte cavaleiros. Nos anos que se seguiram, novos cavaleiros foram admitidos, como o Almirante Fernando-Alphonse Hamelin e o Almirante Louis Édouard Bouet-Willaumez, em 1853; em 1863, o conde Louis François du Mesnil de Maricourt (m. 1865), Paul Comte de Poudenx (m.1894) e o Abade Jean Tanski; em 1865 a Ordem admitiu o conde Jules Marie d'Anselme de Puisaye seguido, em 1875, pelo Visconde de Boisbaudry; em 1896, o Barão Yves de Constancin que viria a ser o comandante dos Nobres Hospitalares de São Lázaro, um cavaleiro da Ordem de Isabel a Católica e da Ordem de Santa Ana da Rússia. Em 1880 o conde Jules Marie d'Anselme de Puisaye foi admitido na Ordem Hospitaleira enquanto vivia na Tunísia. A Ordem continuou a atrair os membros da nobreza francesa e, no início do século XX, atraia cavaleiros de Espanha e Polónia. Em 1930, Dom Francisco de Borbón y de La Torre, Duque de Sevilha, o Grande Bailio da Ordem em Espanha, foi nomeado tenente-general da Grande Magistratura, e em 1935 foi eleito Grão-Mestre, que restabelecendo o cargo, vago desde 1814.

    Devido a disputas e divisões no seio da Ordem, existem agora três Obediências(ramos)distintas, sob o manto Ordem de São Lázaro. Durante muitas décadas, as Obediências de Malta e Paris reivindicaram o Grande Magistério da Ordem, unindo-se em 2008, quando Don Carlos de Borbón y Gererda, Marquês de Almazán, foi eleito como o 49.º Grão-Mestre da Ordem. membros No entanto, membros insatisfeitos da Obediência de Paris, que se tinham afastado, continuaram a operar separadamente, formando o que ficou conhecido como a Obediência de Orleães, liderado pelo Grão-Mestre, o Príncipe Charles-Philippe, duque de Anjou. Em 2004, o príncipe Charles Philippe alcançou com êxito a protecção temporal da Casa Real de França. No entanto, em 2010, o príncipe Charles Philippe aposentou-se como Grão-Mestre do seu ramo da Ordem, e foi substituído por seu tio o conde Jan Dobrzensky z Dobrzenicz.

    Hoje em dia, três obediências da Ordem participam em esforços humanitários pelo mundo inteiro. A ex-Obediência de Malta e Paris, tem-se empenhado num grande programa de caridade cujo objectivo é reavivar o espírito do Cristianismo na Europa de Leste: Rússia, Ucrânia, Arménia, Geórgia; e no Médio Oriente: Líbano, Síria e territórios palestinos. Milhões de dólares em alimentos, roupas, equipamentos e suprimentos médicos, foram distribuídos na Polónia, Hungria, Roménia e Croácia. Devido a todo este esforço, a União Europeia pediu à Ordem para transportar mais de 21.000 toneladas de alimentos para combater a fome na Rússia. Após a catástrofe do tsunami na Indonésia, a Ordem organizou grupos de ajuda alimentar projectos de reconstrução.


    Vestes e adornos

     Para as cerimónias da Ordem, como a investidura, os membros usam vestes e insígnias específicas. O manto da Ordem é negro com uma gola de veludo verde e uma cruz da Ordem no lado esquerdo. O manto é sempre usado em cerimonias religiosas. Para além do manto e das insígnias, os membros masculinos da Ordem usam luvas brancas, e as senhoras também pode usar uma mantilha na igreja.
    A insígnia do Cavaleiro é um emblema com um Troféu Militar, num colar de tecido verde, e uma estrela dourada pendente. As Damas da Ordem usam o emblema com uma coroa de louros e carvalho num laço e uma estrela dourada pendente.
    Um botão de rosa verde pode, também, ser usado num fato clássico masculino por estes membros.

    Ordem de São Lázaro


    Ordem Soberana e Militar de Malta

    Tuitio Fidei et Obsequium Pauperum""Defesa da fé e assistência aos pobres


    Por volta de 1099, alguns mercadores de Amalfi fundaram em Jerusalém, sob a regra de S. Bento e com a indicação de Santa Maria Latina, uma casa religiosa para recolha de peregrinos. Anos mais tarde construíram junto dela um hospital que recebeu, de Godofredo de Bulhão, doações que lhe asseguraram a existência, desligou-se da igreja de Santa Maria e passou-se a formar congregação especial, sob o nome de São João Baptista.

    Em 1113, o Papa nomeou-a congregação, sob o título de São João, e deu-lhe regra própria. Em 1120, o francês Raimundo de Puy, nomeado grão-mestre, acrescentou ao cuidado com os doentes o serviço militar.

    Assim é a origem da Ordem dos Hospitalários ou de São João de Jerusalém, designada por Ordem de Malta a partir de 1530, quando se estabeleceu na ilha do mesmo nome, doada por Carlos V do Sacro Império Romano-Germânico.

    Ordem de aristocratas, nunca teve entre os seus cavaleiros pessoas que não pertencessem à fidalguia. O hábito regular consistia numa túnica e num grande manto negro, no qual traziam, pregada no lado esquerdo, uma cruz de ouro, com esmalte branco.


    Os hospitalários tomaram parte nas Cruzadas e tinham seu hospital em Jerusalém. Mesmo depois do fim das Cruzadas, a ordem continuou. A ordem enfrentou o Império Otomano em diversas batalhas, como a Batalha de Lepanto e o Cerco de Rodes.

    A ordem na península Ibérica

    De início, na península Ibérica, havia uma só sede (língua), a de Aragão, que englobava os reinos de Portugal, Leão, Navarra, Aragão e Castela. Em Portugal, entre os bens da ordem, tinha especial importância o priorado do Crato. Os reis viram, receosos, crescer o poder dos senhores do Crato, que se acentuou mais com a rebelião de Nuno Gonçalves contra a regência do infante D. Pedro (1392-1449).
    João III de Portugal, por morte do conde de Arouca, doou o priorado a um membro da família real, o infante D. Luís, em 1528, que se intitulou grão-prior. Então o rei, com vista a futuros protestos, consegue do papa Júlio III a bula pontifícia de 1551, que Dom António, filho natural do infante, fosse nomeado sucessor do pai. Maria I consegue do Papa a independência do grão-mestrado de Malta e, poucos anos depois, o mesmo Papa decretou por bula em 1793 que, assim como pelo lado temporal o grão-priorado de Portugal ficaria isento de qualquer interferência de Malta, também pelo lado espiritual dependeria apenas da Santa Sé. Assim, Pedro IV de Portugal e Miguel I foram grãos-priores do Crato. A ordem foi extinta em 1834 e os bens incorporados à Fazenda Pública.

    O braço protestante da ordem

    A Ordem de São João chegou à Alemanha durante os séculos XII e XIII]], onde fundou um grão-priorado. Em 1530, uma secção do grão-priorado, a Bailia de Brandenburgo, aderiu à Reforma Protestante, sob a proteção dos margraves de Brandenburgo, que se tornariam reis da Prússia. A bailia manteve relações amigáveis com a Ordem Soberana de Malta. Em 1811, a Bailia de Brandenburgo foi suprimida pelo príncipe da Prússia, que posteriormente fundou a Ordem Real Prussiana de São João como uma Ordem de Mérito. Em 1852, a ordem recuperou o nome de Bailia de Brandenburgo e se tornou uma nobre ordem da Prússia.
    Em 1918, após a queda da monarquia, ela foi separada do Estado e recuperou sua independência. A Johanitter Orden está presente em diversos países europeus, além da América (Canadá, Estados Unidos, Colômbia, e Venezuela) e África do Sul trabalhando em especial na Alemanha mantendo hospitais e asilos, e é responsável por um importante serviço de ambulância - o Johanniter Unfallhilfe. Ela tem afiliações independentes nos Países Baixos, Suécia, Finlândia, França, Hungria, e Suíça.

    Queda de Malta

    A possessão mediterrânica de Malta foi capturada por Napoleão em 1798 durante a sua expedição para o Egipto. Este teria pedido aos cavaleiros um porto-salvo para reabastecer os seus navios e, uma vez em segurança em Valetta, virou-se contra os anfitriões. O grão-mestre Ferdinand von Hompesch, apanhado de surpresa, não soube antecipar ou precaver-se deste ataque, rapidamente capitulando para Napoleão. Este sucedido representou uma afronta para os restantes cavaleiros que se predispunham a defender a sua possessão e soberania.

    A ordem continuou a existir, compactuando com os governos por uma retoma de poder. O imperador da Rússia doou-lhes o maior abrigo de Cavaleiros Hospitalários em São Petersburgo, o que marcou o início da tradição russa dos Cavaleiros do Hospital e posterior reconhecimento pelas Ordens Imperiais Russas. Em agradecimento, os cavaleiros depuseram Ferdinand von Hompesch e elegeram o imperador Paulo I como grão-mestre que, após o seu assassinato em 1801, seria sucedido por Giovanni Battista Tommasi em Roma, restaurando o Catolicismo Romano na ordem.


    No início da década de 1800, a ordem encontrava-se severamente enfraquecida pela perda de priores em toda a Europa. Apenas 10% dos lucros chegavam das fontes tradicionais na Europa, sendo os restantes 90% provindos do Priorado Russo até 1810, facto cuja responsabilidade é parcialmente atribuída pelo governo da ordem, que era composta por tenentes, e não por grão-mestres entre 1805 e 1879, até o Papa Leão XIII restaurar um grão-mestre na ordem, Giovanni a Santa Croce. Esta medida representou uma reviravolta no destino da ordem, que se tornaria uma organização humanitária e cerimonial. Em 1834, a ordem, reactivada, estabeleceu nova sede em Roma e foi, a partir daí, designada como Ordem Militar Soberana de Malta.
    Cavaleiro da graça e devoção no hábito
    do século 21.
     


    A antiga organização e as línguas da ordem

     Superiormente a ordem era chefiada pelo grão-mestre, com o título eclesiástico de cardeal e secular de príncipe. O grão-mestre era coadjuvado por sete "bailios conventuais". Cada bailio conventual, além de exercer uma função específica na administração central da ordem (comendador, marechal, almirante, etc.), era o presidente ou governador de cada uma das grandes divisões territoriais em que ela se encontrava dividida (cada uma dessas divisões era chamada língua ou nação). As línguas e os seus respectivos bailios conventuais eram as seguintes:
    I - Língua da Provença - presidida pelo grão-comendador, responsável pela superintendência dos celeiros. Subdividia-se em:
    Grão-priorado de Santo Egídio;
    Grão-priorado de Toulouse;
    Baliagem capitular de Manoasca;
    II - Língua de Alvernia - presidida pelo marechal, responsável pelo comando das forças militares da Ordem. Subdividia-se em:
    Grão-priorado de Alvernia;
    Baliagem de Daveset;
    III - Língua da França - presidida pelo hospitalário, responsável pela administração do hospital da ordem. O bailio conventual desta língua também tinha o cargo de tesoureiro geral. Subdividia-se em:
    Grão-priorado da França;
    Grão-priorado da Aquitânia;
    Grão-priorado de Champanhe;
    Baliagem capitular da Morea;
    IV - Língua de Itália - presidida pelo almirante, responável pelo comando das forças navais da Ordem. Subdividia-se em:
    Grão-priorado de Roma;
    Grão-priorado da Lombardia;
    Grão-priorado de Veneza;
    Grão-priorado de Pisa;
    Grão-priorado de Barleta;
    Grão-priorado de Messina;
    Grão-priorado de Cápua;
    Baliagem capitular de Santa Eufémia;
    Baliagem capitular de Santo Estevão;
    Baliagem capitular da Trindade de Veneza;
    Baliagem capitular de São João de Nápoles;
    V - Língua de Aragão, Catalunha e Navarra - presidida pelo grão-conservador, responsável pela superintendência do fardamento dos soldados. Subdividia-se em:
    Grão-priorado da Castelânia de Amposta;
    Grão-priorado da Catalunha;
    Grão-priorado de Navarra;
    Baliagem capitular de Maiorca;
    Baliagem capitular de Caspe;
    VI - Língua da Alemanha - presidida pelo grão-balio, responsável pela cidade antiga de Malta e pelo castelo de Gozo. Subsdividia-se em:
    Grão-priorado da Alemanha;
    Grão-priorado da Boémia;
    Grão-priorado da Hungria;
    Grão-priorado da Dácia;
    Baliagem capitular de Brandeburgo;
    VII - Língua de Portugal, Castela e Leão - presidida pelo grão-cancelário, servindo de Secretário de Estado e coadjuvado por um vice-cancelário. Subdividia-se em:
    Grão-priorado do Crato;
    Grão-priorado de Leão e Castela;
    Baliagem de Leça;
    Baliagem do Acre;
    Baliagem de Lango;
    Baliagem de Negroponte.


    A Ordem de Malta em Portugal

     Vários autores remontam a sua existência em terra portuguesa ao período final do governo de D. Teresa. Segundo Rui de Azevedo, entre 1122 e 1128 a rainha D. Teresa teria concedido aos freires desta Ordem o mosteiro de Leça do Balio, sua primeira casa capitular. A carta de couto e privilégios outorgados à Ordem do Hospital em 1140 por Dom Afonso Henriques atesta a importância que já então teria. Em 1194, D. Sancho I doou aos cavaleiros de S. João do Hospital a terra de Guidintesta, junto ao Tejo, para aí construirem um castelo, o qual o monarca, no acto de doação denominou de Castelo de Belver.

    D. Sancho II em 1232 doou-lhe os largos domínios da terra que, por essa altura, recebeu o nome de Crato, onde os freires fundaram uma casa que se tornou célebre.
    O superior português da Ordem dos Hospitalários era designado pelo nome de prior do Hospital, e a partir de D. Afonso IV por prior do Crato.

    Não consta que por esse tempo tivessem os Cavaleiros do Hospital mosteiro de freiras, embora tivessem fratisas que usavam hábito e viviam em suas casas. O primeiro mosteiro de freiras hospitalário foi fundado em Évora, em 1519, por Isabel Fernandes, e mais tarde transferido para Estremoz pelo infante D. Luís, quando este filho de D. Manuel I foi prior do Crato.

    Por alvará de 1778, foram-lhes confirmadas todas as aquisições de bens de raiz feitas no Reino e permitiu-se que os cavaleiros sucedessem a seus parentes por testamento, no usufruto de quaisquer bens que não fossem da coroa ou vinculados em morgado, revertendo por morte destes para as casas de onde tinham sido saído. A ordem foi extinta pelo diploma de 1834 que extinguiu todos os conventos de religiosos.


    A Ordem Soberana e Militar de Malta não tem sua sede no país de mesmo nome, mas sim no minúsculo território de apenas 6 km² que consiste em um prédio em Roma e seu jardim.
    A ordem, que possuía cavaleiros de diferentes nacionalidades, principalmente italiana, francesa, alemã, espanhola e portuguesa, fez de Malta sua base e quartel-general, mudando seu nome efetivamente para Ordem Soberana, Militar e Hospitalar de São João de Jerusalém, Rodes e Malta. Lá a ordem ficou até 1800, quando a Grã-Bretanha invadiu Malta, expulsando os cavaleiros. Estes então se refugiaram na Itália, onde estão até hoje.
    A soberania da Ordem de Malta só foi reconhecida em 1966, mas não é reconhecida como um Estado, tendo status de uma organização internacional, como a ONU ou a Cruz Vermelha. Sua população permanente é de apenas três pessoas, o "príncipe", o "grão-mestre" e o "chanceler". Todos os demais "habitantes" da Ordem de Malta possuem nacionalidade maltesa, mas também a nacionalidade do país onde nasceram (normalmente italiana). A soberania da ordem permite que ela imprima seus próprios selos e expeça seus próprios passaportes, concedendo, efetivamente, nacionalidade maltesa a seus membros.

    Atualmente, a Ordem de Malta mantém relações diplomáticas com o Vaticano e com 104 Estados 6 , onde possui, inclusive, embaixadas. Os representantes diplomáticos da Ordem são todos cidadãos malteses. A ordem ainda possui representação na ONU (tendo até um Observador Internacional), e é filiada à Cruz Vermelha e a outras organizações internacionais. A Ordem de Malta atua como uma organização humanitária internacional, fundando hospitais e centros de reabilitação em diversos países, principalmente na África.

    A Ordem de Malta tem algumas características de um Estado soberano, incluindo um hino, relações diplomáticas com diversos países e Observador nas Nações Unidas7 , e nenhum título ostenta a personalidade jurídica do Direito das Gentes. Sua presença em certas conferências internacionais se dá sob o estatuto de entidade observadora. A ordem não é parte em tratados multilaterais, e o Estado que porventura haja com ela pactuado, o fez bilateralmente dentro de suas atribuições soberanas.

    Site da Ordem 

    Fonte:

    Wikipédia




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