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02/07/2014

A INFLUÊNCIA DA IGREJA CATÓLICA NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA: DA COMPANHIA DE JESUS AO ENSINO SUPERIOR

Este artigo investiga a importância da Companhia de Jesus para os primórdios das instituições
de ensino superior no Brasil, bem como para o projeto de colonização português. Durante
muito tempo, essa empresa esteve à frente dos interesses políticos de Portugal no Novo
Mundo. Mais do que isso, ela foi o reflexo da educação lusitana no contexto das reformas
pelas quais a Europa passou no século XVI. Vale ressaltar que, à época das incursões
ultramarinas, o pensamento reformista encontrava-se aflorado no Velho Mundo, com
excessão de Portugal. Durante o desbravamento, o ensino foi um dos principais instrumentos
de dominação, cuja função foi delimitada pelo sistema disciplinar, fundamentado por uma
rígida estrutura pedagógica. Esse modelo de ensino visava lapidar o comportamento
considerado selvagem, tornando o homem apto para o convívio social. Leia o texto completo

Bruno Vivas de Sá
Psicólogo mestrando do Programa de Pós-Graduação em Estudos Interdisciplinares sobre a Universidade do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Prof. Milton Santos – UFBA. Participante do Núcleo de Estudos Interdisciplinares em Saúde, Violência e Subjetividade – SAVIS. Email: bvivassa@hotmail.com

Maria Thereza Ávila Dantas Coelho
Doutora em Saúde Coletiva pela UFBA. Coordenadora do Núcleo de Estudos Interdisciplinares em Saúde, Violência e Subjetividade – SAVIS. Docente Permanente do Mestrado Estudos Interdisciplinares sobre a
Universidade da UFBA. Email: therezacoelho@gmail.com

Fonte:

ufba

A primeira Catedral do Brasil



A primeira Catedral do Brasil (E) e a Igreja do Mosteiro de Jesus (D) em um fragmento da ilustração St. Salvador, Ville Capitale du Bresil, de François Froger, de 1696. O suntuoso templo da Sé da Bahia atingiu seu apogeu arquitetônico no século 18 e foi demolido em 1933. Salvador abrigou as primeiras igrejas dos jesuítas no Brasil, o primeiro colégio e a primeira universidade. A igreja do Mosteiro de Jesus, fundada por Manoel da Nóbrega, foi onde Caramuru foi sepultado, em 1557, e Mem de Sá, em 1572. Atualmente é a Catedral Basílica de São Salvador.

http://www.historia-brasil.com/colonia/primeiras-igrejas.htm

Primeiras Igrejas do Brasil


Vieram com Cabral, oito frades franciscanos que realizaram as duas primeiras missas do Brasil. Os franciscanos foram os primeiros missionários católicos no Brasil, até a chegada dos jesuítas, em 1549. Depois chegaram os Beneditinos (1580) e os Carmelitas (1584).

A primeira igreja do Brasil teria sido erguida, em taipa, pelos dois frades franciscanos que chegaram em Porto Seguro, na expedição de Gonçalo Coelho, em 1503. Eles integraram o primeiro povoado do Brasil com a participação de europeus. Era a Igreja de São Francisco de Assis do Outeiro da Glória. O primeiro templo dessa igreja foi provavelmente destruído entre 1503 e 1506, durante o massacre do povoado pelos índios. Um novo templo foi construído por volta de 1515, mantendo-se em culto até 1730, quando entrou em processo de ruína.

Os portugueses eram muito religiosos e obviamente outras igrejas foram construídas ao longo da costa brasileira, nas primeiras décadas do século 16, com a formação dos primeiros povoados com europeus, mas seus registros são imprecisos ou inexistentes.

Em 1528, Catarina Paraguaçu tornou-se o primeiro brasileiro a ter certidão de batismo. A princesa tupinambá foi batizada na Catedral de Saint-Malo, na França.

Com a criação da primeira vila, em 1532, criou-se também a primeira paróquia (uma divisão administrativa da Igreja Católica) em São Vicente, a Paróquia de Nossa Senhora da Assunção, subordinada à Diocese do Funchal, na Ilha da Madeira. O primeiro pároco foi o padre Gonçalo Monteiro.

A partir de 1534, com a criação das Capitanias Hereditárias, outras paróquias foram criadas ao longo da costa brasileira, também subordinadas a Funchal.

Nesses primeiros tempos de tentativa de colonização, surgiram também as capelas de engenho, espalhadas pelo litoral brasileiro. Eram igrejas rurais que atraíam os fiéis da região. Os senhores de engenho também costumavam contribuir para a sustentação da igreja matriz e seu pároco.

Após a fundação da Cidade do Salvador, fundou-se a primeira Diocese do Brasil, a de São Salvador da Bahia, em 25 de fevereiro de 1551, desmembrada do Arcebispado de Funchal (nota: a primeira capital do Brasil nunca se chamou oficialmente São Salvador, essa era a designação de sua Diocese).

O primeiro bispo foi Dom Pedro Fernandes Sardinha, que chegou em Salvador em 1552. Ele consagrou, provisoriamente, a Igreja da Ajuda como a primeira Catedral do Brasil. Em 1553, iniciou-se a construção do primeiro templo específico para a Sé Primacial do Brasil.

Em 16 de novembro de 1676 foi criada a primeira Sé Metropolitana do Brasil, com a elevação da Diocese de São Salvador à categoria de Arquidiocese. Na data foram também criadas as Dioceses do Rio de Janeiro e de Olinda, ambas subordinadas à Arquidiocese da Bahia.

Em 1892, existiu uma reestruturação da hierarquia católica, com a criação de uma segunda província eclesiástica no Rio de Janeiro, desmembrada da Bahia, através da Bula Ad Universas Orbis Ecclesias.

Em 11 de dezembro de 1905, o pernambucano Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti tornou-se o primeiro cardeal do Brasil e da América do Sul.

http://www.historia-brasil.com/colonia/primeiras-igrejas.htm

20/02/2014

Arquidiocese de Campo Grande

A Igreja de Campo Grande nasceu praticamente com o povoado da cidade. Seu fundador, José Antônio Pereira, trouxe a devoção ao santo padroeiro – Santo Antônio de Pádua – em honra de quem foi construída a primeira capela de pau-a-pique, no ano de 1877.

A primeira missa celebrada Campo Grande, então um lugarejo com o nome de Santo Antônio de Vacarias, foi em 14 de março de 1878, pelo Pe. Julião Urquia, vigário de Nioaque. Na mesma ocasião, celebrou casamentos e os primeiros batizados. O vilarejo cresceu rapidamente para, em 1899, ser elevado à categoria de distrito.

Nos primeiros tempos, o território da atual cidade de Campo Grande pertencia à diocese de Cuiabá, tendo como bispo, Dom Carlos Luiz d’Amour, que de 28 de setembro a 3 de outubro de 1886 visitou a população que aqui vivia, crismando neste período 420 fiéis.

Campo Grande, desde sua fundação até 1910 pertenceu à diocese de Cuiabá. Criada a diocese de Corumbá, em 10 de março de 1910, seu território passou a fazer parte da nova diocese e a população era atendida pastoralmente pelos padres residentes em Miranda. A cidade de Campo Grande só foi elevada à categoria de município em 1918 (Lei 722, de 16/07/1918).


NASCE A DIOCESE DE CAMPO GRANDE
Campo Grande foi proclamada diocese pela Bula “Inter Gravíssima”, do papa Pio XII, no dia 15 de junho de 1957. Seu território foi desmembrado da diocese de Corumbá e da então Prelazia de Registro do Araguaia.

A diocese recém anunciada pelo Sumo Pontífice abrangia, além da atual capital do Mato Grosso do Sul os municípios de Coxim, Rio Verde, Camapuã, Cassilândia Paranaíba, Água Clara, Aparecida do Taboado, Três Lagoas, Corguinho, Rochedo, Terenos, Jaraguari e Sidrolândia.

O dia 24 de maio de 1958 foi um marco histórico para Campo Grande. Nesse dia era criada, com a presença do então Núncio Apostólico, Dom Armando Lombardi, a nova diocese proclamada pela “Inter Gravíssima”, tomando posse neste mesmo dia o seu primeiro bispo, Dom Antônio Barbosa, SDB, cujo lema era “Anunciar as riquezas de Cristo” (Efésios 3,8-9).

À semelhança da Igreja desde o início seguidora de Cristo ressuscitado, a Igreja de Campo Grande, nasceu no dia de Pentecostes. O dia 24 de maio de 1958 era a solenidade de Pentecostes. “Foi com fogo e o vento de Pentecostes que nasceu a Igreja. Foi sob a luz e ação do Espírito Santo que a Igreja de Campo Grande Iniciou a sua caminhada de evangelização”, define o atual Arcebispo Metropolitano, Dom Vitório Pavanello.

Em 15 de janeiro de 1966 foram ordenados os primeiros sacerdotes diocesanos de Campo Grande: Padres Fabiano Villela de Figueiredo e Ubajara Paz de Figueiredo. Em 1978, Campo Grande é elevada à categoria de Arquidiocese, pela Bula “Officci Nostri”.

DATAS MARCANTES
1966: Em 15 de janeiro, foram ordenados os primeiros sacerdotes diocesanos de Campo Grande: Padres Fabiano Villela de Figueiredo e Ubajara Paz de Figueiredo.

1972: Primeira Assembléia de Pastoral Diocesana.

1975: Primeiro Número do Informativo Diocesano

1977: Início das atividades do Seminário Maior Regional Maria Mãe da Igreja e Instalação do curso de Teologia.

1978: Criação da Diocese de Três Lagoas e Prelazia de Coxim, desmembradas do território da diocese de Campo Grande. No mesmo ano, Campo Grande é elevada à categoria de Arquidiocese, pela bula Officii Nostri.

1979: Início das transmissões da Missa dominical pela TV.

1981: Bandeirante é declarado Centro Arquidiocesano de Devoção à Nossa Senhora Aparecida.

1985: Criação da Escola Diocesana de Agentes de Pastoral (EDAP).

1990: Início do IV Sínodo Diocesano. No mesmo ano é inaugurada a nova sede do Instituto de Teologia (ITEO).

1991: Visita do Santo Padre, Papa João Paulo II, a Campo Grande.

1994: Solene Dedicação da catedral de Santo Antônio e Nossa Senhora da Abadia.

1997: Mudança da Cúria Diocesana para novo endereço. O Arcebispo Dom Vitório Pavanello participa neste mesmo ano do Sínodo da América.

2005: Ordenação e posse de D. Eduardo Pinheiro da Silva, bispo auxiliar.

2008: Celebração do Jubileu – 50 anos de vida e missão.

http://arquidiocesedecampogrande.org.br/arq/arquidiocese/historia

Arquidiocese Santa Maria RS

A história da criação da Diocese de Santa Maria começa com Dom Cláudio José Ponce de Leão, 3º bispo do Rio Grande do Sul (1890-1912). Uma alma apostólica e profundamente conhecedora das necessidades espirituais dos rio-grandenses. Auxiliado pelo Bispo Coadjutor, Dom João Antonio Pimenta, estudou um plano e enviou-o à Santa Sé. Pe. Arlindo Rubert diz que “a resposta não se fez esperar”. Com a Bula “Praedecessorum Nostrorum”, de 15 de agosto de 1910, o Papa São Pio X criava as Dioceses de Santa Maria, Pelotas e Uruguaiana. Porto Alegre foi elevada à categoria de Sede Metropolitana.

O Decreto da criação canônica da nova Diocese encheu Santa Maria de júbilo. A nova Matriz de Nossa Senhora da Conceição, erguida sobre a Avenida Rio Branco, havia sido inaugurada em dezembro de 1909. Obra magnífica do Pároco Padre Caetano Pagliuca, SAC, que a iniciou em 1902.  Estava preparado o cenário para receber o honroso título de Catedral.

A enorme superfície territorial da Diocese de Santa Maria tornava-a uma “Diocese Missionária”. Partindo do extremo sul do Município de Santa Maria, centro do Rio Grande do Sul, a área da Diocese alargava-se pela depressão central, cobrindo a maior parte do Planalto Médio do Estado, conhecido como Zona da Serra. Ao norte, limitava-se com todo o Estado de Santa Catarina, contornando o Rio Uruguai, o qual descia para abraçar a Província Argentina de Corrientes, até atingir o extremo oeste do Município de Santo Ângelo. Percorria pelo mesmo extremo os Municípios de Júlio de Castilhos, Jaguari e São Vicente, tomando após o rumo leste, em direção aos Municípios de Cachoeira, Rio Pardo e Santo Amaro. Depois subia Candelária e Soledade, rumo à Serra do Mar, atravessando São Francisco de Paula para finalizar no Município de Bom Jesus, próximo ao litoral marítimo do Norte do Estado.

Pode-se afirmar que o primitivo território ocupado pela Diocese de Santa Maria da Boca do Monte, representava ao redor de 1/3 da superfície do Rio Grande do Sul (cerca de 95.000 quilômetros quadrados).

Dentro daqueles amplos horizontes e diversificadas regiões, a Diocese abrigava, em 1910 os seguintes Municípios: Santa Maria, Cachoeira, Rio Pardo, Santo Amaro, São Vicente, Júlio de Castilhos, Tupaciretã, Cruz Alta, Santo Ângelo, Palmeira, Candelária, Soledade, Agudo, Passo Fundo, Lagoa Vermelha, Vacaria, São Francisco de Paula de Cima da Serra e Bom Jesus. Eram, ao todo, vinte Freguesias (fundadas ainda no tempo do Brasil Colônia e Brasil Império) e seis Curatos, (fundados entre 1889 e 1908).

Ao ser fundada a Diocese, o Clero Secular era representado apenas por nove sacerdotes. Quatro oriundos da Diocese e cinco estrangeiros. O Clero Regular, porém, era bem numeroso, representado pelos padres palotinos e pelos padres capuchinhos.

Com toda esta enorme superfície geográfica, a Diocese de Santa Maria não poderia funcionar a contento, e muito menos, ser mantida por mais tempo. A Diocese Missionária acabou, com o correr dos anos, por sofrer os efeitos de seu gigantismo territorial. Começaram então, as mudanças em seus limites, bem como a criação de novas Dioceses em sua área.

Eis as mudanças territoriais eclesiásticas:

·   Pelo Decreto de 27 de maio de 1921, a mando do Núncio Apostólico no Brasil, Dom Henrique Gasparri, a Diocese de Santa Maria cedeu os Municípios de Santo Ângelo e São Vicente para Uruguaiana;

·   Santo Amaro, Lagoa Vermelha, Vacaria, Bom Jesus, São Francisco de Paula, mais a Paróquia de São Luís da Casca (Guaporé) e parte de Itapuca (Encantado) foram cedidos para Porto Alegre. Em compensação, a Arquidiocese da capital cedeu à Diocese de Santa Maria os Municípios de Caçapava e São Sepé;

·   De Uruguaiana a Diocese de Santa Maria recebeu o Município de Ijuí e uma fração dentro do Município de Jaguari;

·   Por Decreto da Sagrada Congregação Concistorial, de 13 de fevereiro de 1937, a Diocese de Santa Maria perdeu mais os Municípios de Rio Pardo e Candelária, ambos incorporados à Arquidiocese de Porto Alegre;

·   Entretanto, a maior perda (principalmente em vocações sacerdotais) ocorreu quando do desmembramento da nova Diocese de Passo Fundo, criada a 10 de março de 1951. Passaram, então para esta nova Diocese os Municípios de Passo Fundo, Carazinho, Sarandi, Getúlio Vargas, Erechim e Marcelino Ramos;

·   Em 1960 e 1971, aconteceram outros desmembramentos na área diocesana de Santa Maria, com a criação, respectivamente, das novas Dioceses de Frederico Westphalen e Cruz Alta;

·   A “Diocese Missionária” de 1910 passou de seus aproximados 95.000 quilômetros quadrados de superfície para 29.229 quilômetros quadrados em 1971.

·   Em 1991 foi criada a nova Diocese de Cachoeira do Sul, toda ela desmembrada de Santa Maria.

·   Atualmente a Diocese abrange uma área de 20.263 km2.

Lista de Arquidioceses no Brasil

A
Arquidiocese de Aparecida
Arquidiocese de Aracaju
B
Arquidiocese de Belém do Pará
Arquidiocese de Belo Horizonte
Arquidiocese de Botucatu
Arquidiocese de Brasília
C
Arquidiocese de Campinas
Arquidiocese de Campo Grande
Arquidiocese de Cascavel
Arquidiocese de Cuiabá
Arquidiocese de Curitiba
D
Arquidiocese de Diamantina
F
Arquidiocese de Feira de Santana
Arquidiocese de Florianópolis
G
Arquidiocese de Goiânia
J
Arquidiocese de Juiz de Fora
L
Arquidiocese de Londrina
M
Arquidiocese de Maceió
Arquidiocese de Manaus
Arquidiocese de Mariana
Arquidiocese de Maringá
Mitra Arquiepiscopal do Rio de Janeiro
Arquidiocese de Montes Claros
N
Arquidiocese de Natal
Arquidiocese de Niterói
O
Arquidiocese de Olinda e Recife
P
Arquidiocese de Palmas
Arquidiocese da Paraíba
P (continuação)
Arquidiocese de Passo Fundo
Arquidiocese de Porto Alegre
Arquidiocese de Porto Velho
Arquidiocese de Pouso Alegre
R
Arquidiocese de Ribeirão Preto
Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro
S
Arquidiocese de São Luís (Maranhão)
Arquidiocese de São Paulo
Arquidiocese de São Salvador da Bahia
Arquidiocese de Sorocaba
T
Arquidiocese de Teresina
U
Arquidiocese de Uberaba
V
Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo
Arquidiocese de Vitória da Conquista

Arquidiocese de Mariana MG

HISTÓRIA

Com a posse canônica de Dom Frei Manoel da Cruz, cisterciense da família de São Bernardo e Primeiro Bispo, na histórica data de 2 de fevereiro de 1748, Mariana se tornara, dentro do contexto brasileiro, a sexta diocese, depois do bispado da Bahia (1555), Rio de Janeiro (1676), Olinda (1676), Maranhão (1677) e Pará (1719). Antes da data inaugural de nossa diocese (2/2/1748), a Província das Minas Gerais “in spiritualibus” dava obediência aos Bispos do Rio de Janeiro.

Umas quarenta paróquias aproximadamente foram aqui instituídas pelo Ordinário fluminense, no período de 1702 a 1721. Entre estas primeiras, um total de vinte e três ainda pertencem à atual arquidiocese: Carmo (Mariana), São Sebastião (Bandeirantes), São Caetano (Monsenhor Horta), Sumidouro (Padre Viegas), Furquim, Pilar de Ouro Preto, Catas Altas (do Mato Dentro), Cachoeira do Campo, Guarapiranga (Piranga), Ouro Branco, Antônio Dias de Ouro Preto, Santa Bárbara, São Bartolomeu, Inficionado (Santa Rita Durão), Camargos, Antônio Pereira, Casa Branca (Glaura), Congonhas, Itabira do Campo (Itabirito), Itaverava, Itatiaya, Borda do Campolide (Barbacena) e Carijós (Conselheiro Lafaiete).

A mesma bula papal que criou a diocese de Mariana (“Candor Lucis Aeternae”) criou também o bispado de São Paulo. Depois de cento e sessenta anos, foi elevada à categoria de arquidiocese, juntamente com o bispado de Belém do Pará, por um mesmo documento pontifício (“Sempiternam Humani Generis”, de São Pio X, 1/5/1906).

O território coberto pela diocese primaz de Minas, aproximadamente um quinto do Estado, a região mineira então habitada (centro e sudeste), hoje está repartido entre seis províncias eclesiásticas e se subdividiu numa radiosa constelação de episcopados. A sua Catedral se tornou a matriz dadivosa de umas duas dezenas de outras Catedrais.

A partir de Mariana, irradiou para todos os horizontes mineiros o facho sagrado do Evangelho —o candor da Luz Eterna— que civilizou, educou e engrandeceu a gente mineira. Em Mariana, se ergueram sólidos os umbrais da Religião Católica para os montanheses. Assim, ela entende que não pode negar sua história e está comprometida com um passado de equilíbrio e uma tradição de prudência. Ela quer guardar ciosamente um precioso legado que recebeu de seus ancestrais na fé: uma adesão irrestrita a Jesus Cristo e à sua Igreja!

Há em Mariana “um patrimônio de fé” a ser cultivado, trabalhado e colocado a serviço da solidariedade. Nosso chão abriga um povo em que o número de católicos representa a grande maioria da população. Nossa tarefa será assumir, com novo ardor, a evangelização, procurando que Jesus, o Bom Pastor, seja mais conhecido, amado e seja instaurado entre nós seu Reino de Justiça, Amor e Paz.

Arquidiocese BH

A ideia da criação do bispado de Belo Horizonte surgiu em 1914, com a crescente importância política da cidade e seu espantoso desenvolvimento econômico. Atendendo ao desejo da população, dom Silvério Gomes Pimenta, arcebispo de Mariana, aceitou dirigir o movimento para a criação do novo bispado. Em 1919, uma comissão foi nomeada por dom Silvério para cuidar do processo. Na última sessão realizada por essa comissão foi lido um documento assinado pelo monsenhor F. Cortesi, auditor da Nunciatura, avisando que as bulas para a implantação do bispado já tinham sido expedidas. A Diocese de Belo Horizonte foi efetivamente criada em 11 de fevereiro de 1921 pelo Papa Bento XV. Em 1º de fevereiro de 1924, o Papa Pio XI, através da bula "Amunus nobis ab Aeterno Pastorum Príncipe", elevou Belo Horizonte à categoria de Arquidiocese e seu bispo a arcebispo. Na época, foi a terceira província eclesiástica de Minas Gerais. Desde a sua criação, estiveram à frente da Arquidiocese os arcebispos: dom Antônio dos Santos Cabral, dom João Resende Costa, dom Serafim Fernandes de Araújo e, atualmente, dom Walmor Oliveira de Azevedo, que assumiu a Arquidiocese no dia 26 de março de 2004.  

http://www.arquidiocesebh.org.br/site/arquidiocese.php

13/02/2014

Histórico da Arquidiocese do Rio de Janeiro


 Fundada a Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro no ano de 1565, seu território continuou sujeito à jurisdição espiritual do Bispo da Bahia até que, pelo Breve “In superemminenti militantis Ecclesiae”, do Papa Gregório XIII, de 19 de julho de 1575, foi criada a Prelazia.
Desmembrada do Bispado da Bahia, o território da nova Prelazia estendia-se desde a Capitania de Porto Seguro, até o Rio da Prata. Administraram-na os seguintes Prelados:
1o) Pe. Doutor Bartolomeu Simões Pereira (1578-1603).
2o) Pe. Doutor João da Costa (1603-1606), por carta régia de data ignorada.
3o) Pe. Doutor Mateus da Costa Aborim (1606-1629) por carta régia de 24 de janeiro de 1606 (segundo Mons. Antônio Alves Ferreira dos Santos, houve um prelado nomeado antes do Pe. Doutor Mateus da Costa Aborim, que seria o Pe. Doutor Bartolomeu Lagarto, porém o mesmo não chegou a tomar posse).
Interinos:
- Frei Máximo de São João Pereira (1629): Abade do Mosteiro de São Bento por Provisão de 13 de julho de 1629;
- Pe. Pedro Homem Albernaz (1630-1631): escolhido pelo clero do Rio de Janeiro, em 24 de janeiro de 1630.
4o) Pe. Doutor Lourenço de Mendonça (1631-1643) por carta régia de 22 de julho de 163l.
Interino:
- Pe. Pedro Homem Albernaz (1637-1643). Por delegação de poderes do titular e por mandado régio de 15 de julho de 1641, confirmando a interinidade (Pe. Pedro Homem Albernaz teria sido prelado, não interino, mas titular por carta régia de 2 de setembro de 1639, segundo Mons. Antônio Alves Ferreira dos Santos. No entanto, não há documento comprobatório).
5o) Pe. Doutor Antônio de Mariz Loureiro (1643-1657) por carta régia de 08 de outubro de 1643.
Interino:
- Pe. José de Castro (1657-1658) nomeado pelo Cabido da Bahia;
6o) Pe. Doutor Manuel de Souza e Almada (1658-1673), por carta régia de 12 de dezembro de 1658.
Interino:
- Pe. Lic. Francisco da Silveira Dias (1669-1673).
7o) Pe. Doutor Manuel Pessoa de Figueiredo (1673), por carta régia de l5 de fevereiro de 1673. Não tomou posse. Adoeceu na viagem e faleceu em Olinda, em 28 de agosto de 1673.
8o) Pe. Doutor Francisco da Silveira Dias (1673-1681), confirmado em 1673 (este último prelado era nascido no Rio de Janeiro. Recebeu o grau de doutor em Teologia por privilégio apostólico e a ele coube transmitir o governo da diocese ao 2o Bispo, o qual veio a tomar posse a 14 de dezembro de 1681).
DIOCESE DE SÃO SEBASTIÃO DO RIO DE JANEIRO
Em 16 de novembro de 1676, a Bula do Papa Inocêncio XI “Romani Pontificis pastoralis sollicitudo”, elevou a antiga Prelazia de São Sebastião à categoria de Diocese, como sufragânea da Sé Metropolitana de São Salvador da Bahia, criada na mesma data. A esta ficou também subordinada a Diocese de Olinda.
Da Diocese do Rio de Janeiro foram posteriormente desmembradas 131 arquidioceses, dioceses, e prelazias.
Para governar a Diocese do Rio de Janeiro foram nomeados os seguintes Bispos:
1o) D. Frei Manoel Pereira, dominicano, confirmado por Bula de 22 de novembro de 1676, do Papa Inocêncio XI. Não tomou posse;
2o) D. José de Barros Alarcão, secular, de 19.08.1680 a 06.04.1700;
3o) D. Francisco de São Jeronymo, da Congregação de S. João Evangelista, de 06.08.1701 a 07.03.1721;
4o) D. Frei Antônio de Guadalupe, franciscano, de 21.02.1725 a 12.02.1740;
5o) D. Frei João da Cruz, carmelita descalço, de 1740 a 14.10.1745;
6o) D. Frei Antônio do Desterro, beneditino, de 15.12.1745 a 05.12.1773;
7o) D. José Joaquim Justiniano Mascarenhas Castello Branco, secular, natural do Rio de Janeiro, de 20.12.1773 a 29.01.1805;
8o) D. José Caetano da Silva Coutinho, secular, de 26.08.1806 a 27.01.1838;
9o) D. Manoel do Monte Rodrigues de Araújo, secular, de 23.12.1839 a 11.06.1863;
10o) D. Pedro Maria de Lacerda, secular, natural do Rio de Janeiro, de 24.09.1868 a 12.11.1890;
11o) D. José Pereira da Silva Barros, secular, natural de São Paulo, de 12.05.1891 a 06.01.1894.
ARCEBISPADO
Pela Bula “Ad universas orbis ecclesias” do Papa Leão XIII, de 27 de abril de 1892, foi reorganizada a hierarquia eclesiástica no Brasil, que até então constava de apenas um arcebispado, em São Salvador da Bahia e de onze bispados sufragâneos. Foram criadas duas Províncias Eclesiásticas, a saber: uma no Norte, com sede em São Salvador da Bahia, e a outra no Sul, sendo o Bispado do Rio de Janeiro elevado à categoria de Sé Metropolitana.
Foram os seguintes os Arcebispos do Rio de Janeiro:
1o) D. João Esberard, de 12.09.1893 a 22.01.1897;
2o) D. Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti, de 31.08.1897 a 18.04.1930;
3o) D. Sebastião Leme da Silveira Cintra, de 18.04.1930 a 17.10.1942;
4o) D. Jaime de Barros Câmara, de 15.09.1943 a 18.02.1971;
5o) D. Eugenio de Araujo Sales, de 27.03.1971 a 25.07.2001;
6o) D. Eusébio Oscar Scheid, SCJ, de 22.09.2001 a 27.02.2009;
7o) D. Orani João Tempesta, O. Cist., desde 19.04.2009.
Fonte:

Brasão da Arquidiocese de Salvador

O brasão original da Arquidiocese de Salvador foi resgatado e em julho de 2011 voltou a estampar os documentos oficiais da Arquidiocese. A descoberta do brasão se deu logo depois da nomeação de Dom Murilo Krieger, scj como arcebispo de Salvador, através do especialista em heráldica, que é a arte de desenvolver brasões, Victor Hugo Carneiro Lopes. Aluno do Irmão Paulo Lachenmayer, monge beneditino a quem é atribuída a criação do brasão da Arquidiocese de Salvador, Lopes tinha uma cópia do material e a apresentou a Dom Murilo.
Em um manuscrito de 1955, Ir. Paulo, o autor do brasão, o descreve assim: “Brasão de Armas da Arquidiocese Primacial do Brasil, “SSmi. Salvatoris”.. Escudo: Partido de azul e ouro, com um mundo entre-cambado. Insígnias: Mitra, cruz patriarcal e báculo. Comentário: Na terminologia heráldica, entende-se por mundo um globo com um cinto, e um arco na parte superior, rematado com uma cruzeta, que é o símbolo do Salvador do Mundo. Como tal, já foi aplicado nos pórticos laterais da antiga Sé primacial. Salvador, 27 de junho de 1955 – Ir. Paulo Lachenmayer, o.s.b.”
O uso de brasões remonta à Idade Média. Através de um brasão se expressam valores, ideias e todo um modo de ser. Sua finalidade é semelhante às modernas logomarcas: identificar uma pessoa ou instituição.
Fonte:

Arquidiocese de Salvador

História da Arquidiocese de Salvador Bahia

A Diocese de São Salvador da Bahia foi criada a 25 de fevereiro de 1551 pela Bula “Super specula militantis ecclesiae” do Papa Júlio III. A 16 de novembro de 1676, pela Bula “Inter Pastoralis Offi cii Curas” do Papa Inocêncio XI, foi elevada a Arquidiocese e Sede Metropolitana.
Localizada ao Leste do Estado da Bahia, a Arquidiocese de Salvador tem como limites o Oceano Atlântico e as Dioceses de Amargosa, Feira de Santana, Camaçari e Alagoinhas. Com densidade demográfica de 661,09 hab/Km2 (Fonte: IBGE 2009), a Arquidiocese é composta por 15 municípios, a saber: Cabaceiras de Paraguaçu, Cachoeira, Cruz das Almas, Governador Mangabeira, Itaparica, Lauro de Freitas, Maragogipe, Muritiba, Salinas da Margarida, Salvador, Santo Amaro, São Félix, Sapeaçu, Saubara e Vera Cruz.
Fonte:

26/04/2013

Jesuítas no Brasil


Os jesuítas chegaram ao Brasil em 1549, na expedição de Tomé de Souza, tendo como Superior o Pe.Manuel da Nobréga. Desembarcam na Bahia, onde ajudaram na fundação da cidade de Salvador. Atendiam aos portugueses também fora da Bahia, percorrendo as Capitanias próximas. Com o 2º Governador Geral Duarte da Costa (1553), chega o jovem José de Anchieta.

Em 1554, no dia da conversão de São Paulo, funda em Piratininga um Colégio. Aprendeu logo a língua dos índios e escreveu a primeira gramática, dicionário e doutrina em guarani. O Governador Geral Mem de Sá, em 1560 e 1567 expulsa os franceses do Rio de Janeiro e com seu sobrinho Estácio de Sá funda definitivamente a cidade. Até o fim do séc. XVI, os jesuítas firmam sua ação através dos seus três maiores colégios: Bahia, Rio de Janeiro, Pernambuco. Nesse tempo deram seu sangue por Cristo o Irmão João de Souza e o escolástico Pedro Correia (1554), mortos pelos índios carijós em Cananéia; o Beato Inácio de Azevedo e 39 companheiros, Mártires do Brasil pelos calvinistas perto das ilhas Canárias (1570). Outros 12 missionários jesuítas que vinham para o Brasil sofreram o mesmo martírio um ano depois (1571). No princípio do séc. XVII os jesuítas chegam ao Ceará, Piauí, Maranhão, Pará e daí para toda a Amazônia. As duas casas, fundadas em São Luís (1622) e em Belém (1626), transformaram-se com o tempo em grandes colégios e em centros de expansão missionária para inúmeras aldeias indígenas espalhadas pelo Amazonas. Antônio Vieira, apesar de seus triunfos oratórios e políticos, em defesa da liberdade dos indígenas, foi expulso pelos colonos do Pará, acusado e preso pela Inquisição.


Em 1638, Pernambuco é tomada por holandeses protestantes, liderados pelo conde Maurício de Nassau. A resistência se organiza numa aldeia jesuítica. Dos 33 jesuítas de Pernambuco, mais de 20 foram capturados, maltratados e levados para a Holanda; cerca de 10 faleceram em conseqüência dessa guerra. No séc. XVII, quando da descoberta das minas e do povoamento do sertão, os jesuítas passavam periodicamente por esses locais em missão volante. Quando Mariana (MG) foi elevada à diocese (1750), foram chamados para dirigir e ensinar no seminário. Em 1749 já estavam em Goiás, fundando aldeias. No séc. XVIII, Paranaguá tornou-se centro de atividades sacerdotais e pedagógicas, através de uma residência (1708) e do Colégio em 1755. Na ilha de Santa Catarina, visitada pelos jesuítas já desde 1635, se fundou a residência dos jesuítas (1749) e um colégio (1751). Em 1635, os missionários chegaram à aldeia de Caibi, próximo à atual Porto Alegre. Quando voltaram em 1720, já então se tratava do tratado de permuta entre a Colônia do Sacramento e os territórios das missões jesuíticas espanholas sediadas no Rio Grande. Os jesuítas trabalharam na Colônia do Sacramento desde 1678 até 1758, quando foram expulsos. Chegaram a ter uma residência de ministérios apostólicos e um próspero colégio por vários anos.


Supressão da Companhia de Jesus No Brasil (1760-1843)

Aparece nesta altura da história dos jesuítas o Marquês de Pombal. Ab-roga todo o poder temporal exercido pelos missionários jesuítas nas aldeias indígenas. Para esconder os fracassos da execução do Tratado de Limites da Colônia do Sacramento, culpou os jesuítas desencadeando contra eles uma propaganda terrível. No grande terremoto de Lisboa (1755), os jesuítas foram censurados por pregarem a penitência ao povo e ao governo. Por ocasião do atentado (1757) contra D. José I, rei de Portugal, os jesuítas foram acusados de alta traição.

Em fim, o velho e santo missionário do Nordeste brasileiro, o Pe. Gabriel Malagrida, foi condenado publicamente pela Inquisição como herege, e queimado vivo em praça pública de Lisboa. Preparado o terreno, veio a lei de expulsão dos jesuítas dos domínios de Portugal. Foram postos incomunicáveis, condenados e privados de todo o direito de defesa. Do Pará e de outros portos, foram embarcados e encarcerados em Lisboa. Naquele momento havia no Brasil 670 jesuítas. De Portugal alguns foram transladados para os Estados Pontifícios, onde o Papa Clemente XIII os recebeu com afeto e hospedou em antigas casas romanas. Com a morte de D. José I em 1777 e a subida ao poder de Dona Maria I, o Marquês de Pombal foi processado e condenado. Só escapou à prisão e à morte por respeito à sua idade e achaques.

Restauração da Companhia e Nova Vitalidade no Brasil (1843)

O Papa Pio VII restaurou a Companhia de Jesus em 1814. Alguma influência exerceu no ânimo do Papa a amizade de um jesuíta brasileiro, o Pe. José de Campos Lara, que profetizara sua eleição papal. Em 1842 os jesuítas espanhóis que trabalhavam na Argentina, começaram a ter dificuldades com o ditador Rosas. Em 1845, expulsos da Argentina, abriram um colégio em Florianópolis, que prosperou rapidamente. Em 1847 abriram uma escola de latim em Porto Alegre. Em 1849 constituíram residência entre os índios Bugres, Coroados e Botocudos. Em 1858 começaram a chegar jesuítas alemães em S. Leopoldo e outras vilas do interior gaúcho.


Também vieram alguns padres jesuítas italianos. Em 1862 chega outro grupo de padres italianos e alemães. Em 1865 funda-se de novo o colégio de Florianópolis, que, por diversas circunstâncias, não vingou. Os religiosos se retiraram, pouco a pouco, para Nova Trento, terra habitada por colonos italianos. Em 1867 funda-se o Colégio S. Francisco Xavier do Recife, fechado em 1873 por causa das perseguições da Maçonaria, pois os jesuítas apoiavam o bispo D. Vital, nas questões religiosas de então. Neste ínterim, o Pe. Razzini, considerado o restaurador da Companhia de Jesus no Brasil, vencendo todas as oposições, começa o Colégio S. Luiz, na cidade de Itú, onde se fixara o Pe. Campos Lara. A partir daí surgiram o colégio Anchieta (Nova Friburgo/RJ) e o Santo Inácio do Rio de Janeiro. Mais tarde a missão dos japoneses com seu Colégio S. Francisco Xavier e a dos russos e lituanos em S. Paulo.

Desde 1894 fundara-se o Noviciado de Campanha em Minas. Ocupando o grande prédio do Colégio Anchieta, fundava-se ao mesmo tempo a Faculdade de Filosofia, mais tarde transferida para S. Paulo, Rio de Janeiro e ultimamente em Belo Horizonte (1981). Com a Missão Alemã no sul do Brasil surgiram diversos Colégios: Anchieta (1890) em Porto Alegre; Ginásio Gonzaga (1895) de Pelotas; Sagrado Coração de Jesus na cidade do Rio Grande. O Ginásio Catarinense (1906), tornou-se centro de ensino e cultura científica. Mais tarde ainda vieram os Colégios Medianeira em Curitiba, Santo Inácio em Salvador do Sul e o Ginásio de Itapiranga. Novas gerações de jesuítas são formadas na casa de formação de Pareci Novo e no Colégio Cristo Rei (S. Leopoldo), onde brilhou a santidade do Pe. João B. Réus. Merece especial atenção o apostolado social através de cooperativas, fundadas por toda parte, entre os colonos alemães. Em 1911 os jesuítas portugueses voltam ao território norte do Brasil, formando assim a Missão Portuguesa. Fundaram logo o Colégio Antônio Vieira (1911) em Salvador e o Instituto S. Luiz de Caiteté; o Colégio Nóbrega (1917) no Recife, que preparou a atual Universidade Católica de Pernambuco.

Ao mesmo tempo fundavam-se Residências importantes em Belém do Pará e S. Luís do Maranhão. Para a formação de novos jesuítas construíram-se a Escola Apostólica e o Noviciado de Baturité no Ceará. Mais tarde fundou-se o Colégio Santo Inácio de Fortaleza. Salientemos ainda a tarefa da formação do Clero. Desde a fundação do Colégio Pio-Brasileiro em Roma (1934) para a formação de sacerdotes, os jesuítas do Brasil fornecem seus dirigentes, muitos professores e auxiliares. Neste século, fundaram-se Casas de Exercícios Espirituais, como a do Padre Anchieta no Rio; Vila Fátima, perto de Belo Horizonte; Vila Manresa (Porto Alegre); Morro das Pedras, perto de Florianópolis; S. José (Olinda); a de Baturité, no Ceará; a de Mar Grande na Bahia. Outras, são adaptações de antigas casas, como o Centro de Espiritualidade de Itaicí (SP) e o Centro de Espiritualidade Cristo Rei, em S. Leopoldo. Dois movimentos religiosos foram especialmente promovidos pelos jesuítas do Brasil: o Apostolado da Oração e a Congregação Mariana. Quanto à obra das missões indígenas, uma das primeiras preocupações foi restaurar as missões do Rio Grande do Sul (1848-52).


Outra tentativa foi feita em Goiás com os índios Apinagés (1888-91) e no Mato Grosso (1923). Mas a empresa que vingou foi a Missão de Diamantino em Mato Grosso (1927), hoje Diocese. Trabalharam aí cerca de quarenta missionários, que conseguiram a pacificação paulatina de várias tribos. Distinguiu-se o Pe. João Bosco Penido Burnier, que sofreu o martírio em 1976. Outra missão, hoje também Diocese, foi a de Ponta de Pedras na ilha de Marajó, confiada aos jesuítas da Bahia. Os jesuítas se destacam também no apostolado intelectual, principalmente no ensino universitário. Diversas Universidades do país são dirigidas pelos jesuítas: a PUC (RJ), a UNISINOS (S. Leopoldo) e a UNICAP (Recife). Alguns jesuítas trabalham também em Universidades do Governo e em algumas Faculdades próprias ou de outras entidades. As três antigas Missões (Alemã, Italiana e Portuguesa) passaram a ser Vice-Províncias e posteriormente Províncias. Em 1952 os estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Goiás constituíram a Vice-Província Goiano-Mineira, confiada à Província espanhola de León.

A Vice-Província do Norte tornou-se a Província do Nordeste, cedendo os estados da Bahia, Piauí, Maranhão, Pará, Amazonas à Província da Bahia, constituída em grande parte por jesuítas italianos da Província de Veneza. Por seu lado, a Província do Nordeste foi ajudada por jesuítas do Canadá francês. Em 1973, tornaram-se a reunir as duas Províncias Central e Vice-Província Goiano-Mineira, formando a Província Centro-Leste. A Missão de Diamantino, fundada pela Província Central foi atribuída à Província do Sul. Em 1995 foi criado o Distrito Missionário da Amazônia, desmembrando da Província da Bahia os estados do Amazonas, Pará, Roraima, Amapá e Acre. Em 1999 foi criada a Região do Mato Grosso, desmembrando da Província do Sul os estados do Mato Grosso e Rondônia. Atualmente os jesuítas no Brasil estão distribuídos em 4 Províncias, uma Região e um Distrito.

Fonte:

http://www.anchietanum.com.br/site/jesuitas.php










25/04/2013

Cronologia Franciscana no Brasil


Presença Esporádica: 1500-1585
1500 -  1ª missa, celebrada por Frei Henrique de Coimbra
1503 - 1ª “missão” franciscana em Porto Seguro
1505 - “Protomártires” do Brasil, martirizados em Porto Seguro
1534 - Frei Diogo de Borda na Bahia de Caramuru
1538-1548 (+ ou -) Franciscanos espanhóis, em missão em S. Catarina
1558 - Frei Pedro Palácios em Espírito Santo (Penha)

Presença Missionária: 1585-1750
1584 - Fundação da Custódia de Santo Antônio do Brasil
1585 - Chegada dos primeiros franciscanos em Olinda
1617 - Fundação do Comissariado de Santo Antônio, do Pará
1647 - Autonomia da Custódia de Santo Antônio do Brasil
1657 - Autonomia da Província de Santo Antônio do Brasil
1659 - O Rei limita a 200 os frades da Província de Santo Antônio
1659 - Criada a Custódia da Imaculada Conceição do Brasil
1675 - Autonomia da Província da Imaculada Conceição
1693 - Fundação do Comissariado da Piedade, no Grão Pará
1715 - Fundação do Comissariado da Terra Santa
1740 - O Rei Proíbe a Aceitação de Noviços na Prov. De Santo Antônio, até que os frades se reduzam a 400

Presença em Crise de Extinção
De Pombal à República : 1750 – 1889
1750-1777 - Governo de Pombal: restrições à vida religiosa
1757 - Os religiosos perdem as “missões” indígenas
1757 - Os frades da Piedade são expulsos, de volta a Portugal
1764 - A Prov. De S. Antônio proibida, por 14 anos, de receber noviços
1844 - A Assembléia da Bahia restringe o número de Noviços
1845 - Proibição imperial de receber noviços sem licença régia
1847 - Os franciscanos sem mais licença de receber noviços na Bahia
1854 - Os frades do Pará são incorporados à Prov. de S. Antônio
1855 - Proibição imperial de noviciados em todo o Brasil
1870 (a 1894) - Missão no Amazonas, pelos franciscanos italianos
1871 - Pedido (denegado) da Prov. da conceição, de receber noviços
1884 - A Prov. de S. Antônio recorre ao Geral para a sua restauração.
1886 - A Santa Sé sujeita aos Bispos os religiosos do Brasil
1888 - Projeto do Arcebispo da Bahia de restaurar a Prov. de S. Antônio
1889 - O Ministro Geral recorre à Província da Saxônia, que aceita o encargo de restaurar a Província de Santo Antônio

Presença Restauradora: 1889-1963
1891 - Franciscanos da Saxônia chegam a Santa catarina
1892 - Chegam à Bahia os Franciscanos da Saxônia
1893 - Compromisso jurídico da Prov. da Saxônia, de Restaurar a Província de Santo Antônio do Brasil
1899 - Compromisso de restauração da Prov. da Imaculada Conceição
1899 - Franciscanos espanhóis fundam uma “missão” em Goiás
1899 (1903) - Os frades holandeses fundam o Comissariado da Sta. Cruz
1901 - Autonomia da Província restaurada de Santo Antônio do Brasil
1901 - Autonomia da Província restaurada da Imaculada Conceição
1907 - Criação da Prelazia de Santarém, confiada à Prov. de S. Antônio
1911 - Frades portugueses fundam um Comissariado no Rio G. do Norte
1911 - O Comissariado da Santa Cruz passa a abranger o Rio G. do Sul
1937 - Frades da Turíngia fundam um Comissariado no Mato Grosso
1941 - Rio Grande do Sul se torna Comissariado
1943 - Frades americanos fundam em Goiás um Comissariado
1943 - Frades americanos fundam um Comissariado em Fordlândia, PA
1947 - Frades italianos fundam uma Custódia em S. Paulo
1949 - Belterra (PA) se torna sede do Comissariado dos americanos
1950 - É constituída e Província de Santa Cruz (MG)
1951 - Maranhão e Piauí são desmembrados da Província de Santo Antônio e confiados à Prov. da Saxônia
1953 - Frades italianos criam no Triângulo Mineiro uma Fundação
1956 - A Prelazia de Santarém é confiada pela Prov. de Santo Antônio à Província americana do S. Coração de Jesus
1957 - Os frades da Prov. de Santo Antônio passam de Santarém para o novo Comissariado de Óbidos.

Presença em Renovação: 1963-2000
1966 - Rio Grande do Sul é constituído como Custódia
1968 - Fundação Missionária dos Frades Italianos no Piauí
1971 - O Rio Grande do Sul se torna Vicariato de S. Francisco
1976 - A Custódia de Santa Cruz (MG) é elevada a Província
1976 - O Vicariato de S. Francisco (RS) é elevado a Província
1988 - A Custódia das 7 Alegrias (Mato Grosso) se Torna Vice-Província
1990 - Instituíção da Vice-Província de S. Benedito da Amazônia
1992 - Autonomia da Vice-Província de Nossa Senhora da Assunção (MA/PI)

Datas principais da história da Província
1585 - Até esta data frades avulsos
1585 - Chegada dos fundadores ao Brasil
1591 - Convento de São Francisco de Vitória, ES
1608 - Fundação no Rio
1659 - Criação da Custódia Imaculada Conceição da Virgem Nossa Senhora, pelo Definitório
1670 - Confirmação da Custódia pelo Ministro Geral
1675 a 15 de julho – Criação da Província por um Breve de Clemente X
1719 - Implantação da “Alternativa” (Portugueses x Brasileiros)
1855 a 09 de janeiro – Suspensão do Noviciado
1891 - Restauração da Província
1975 - Tricentenário da Província
1990 - Início da Missão em Angola
1991 - Centenário da Restauração
1997 - Criação da Fundação Imaculada Mãe de Deus de Angola

04/05/2011

Fatos históricos da primeira missa no Brasil


Frei Henrique de Coimbra (Coimbra c. 1465 — Olivença, 14 de setembro de 1532) foi um frade e bispo português, célebre missionário na Índia e na África, tendo viajado na frota de Pedro Álvares Cabral em 1500. No Brasil é conhecido por ter celebrado a primeira missa no país, no dia 26 de Abril de 1500.
Henrique de Coimbra foi confessor de D. João II e do Convento de Jesus de Setúbal. Foi OBSERVANTE em Alenquer, no primeiro Convento Franciscano de Portugal. Na expedição de Pedro Álvares Cabral, Henrique de Coimbra dirigia um grupo de religiosos destinados às missões do Oriente. Já em Calecute, após o descobrimento do Brasil e a viagem até à Índia, cinco dos oito religiosos foram mortos no recontro com muçulmanos, na sequência da traição do Samorim. Face ao fracasso da missão, Henrique de Coimbra regressou a Portugal.D. Manuel I escolheu-o então para bispo de Ceuta, cuja confirmação foi dada pelo papa Júlio II a 30 de Janeiro de 1505.Em 1512 celebrou um acordo com o arcebispo de Braga, D. Diogo de Sousa, que levou à inclusão de Olivença no território do bispado de Ceuta. E foi em Olivença que estabeleceu a sede do seu bispado. Nesta localidade, Henrique de Coimbra construiu os paços episcopais, o tribunal e o aljube, para além da igreja de Santa Maria Madalena, que serviu como sé catedral e é "um dos espécimes mais nobres e mais puros do estilo manuelino" (Reinaldo dos Santos, O Manuelino). Seria neste templo que os restos mortais de Henrique de Coimbra seriam conservados.
Em carta datada de, "dia de Cinza, do Mosteiro de Enxabregas", (4 de Março de 1500), cinco dias antes da partida da frota cabralina, Frei Henrique de Coimbra despede-se da abadessa do mosteiro, Soror Coleta Talhada, prenunciando a viagem que o levaria à Índia e à Terra de Santa Cruz: Creio que Deus quer que eu vá, e por isso vos não ouve. E, pois, Ele quer, é bem que queiramos nós todos. Não convém, pois, resistir à sua vontade, porque é sua ofensa não se conformar homem com ele e com o que ele quer e ordena12. Informa a madre que tinha chegado à cidade de Lisboa na segunda feira anterior (ele escrevia na quarta) e o rei o mandara chamar para determinar a sua partida (e assim concluiu que eu iria). A epístola deixa transparecer alguma apreensão, já que refere o facto de não saber se voltará de tal missão, afirmando em jeito de consolo: e, ainda que vá, não me espera logo a morte. Poderá ser que me vereis e a mais cedo do que pensais. Palavras quase proféticas já que o missionário regressaria ao Reino pela impossibilidade de concretizar a sua tarefa no Índico, ao contrário de alguns dos seus confrades que ali encontraram muito cedo, a morte. Destes, deixou-nos o autor da História Seráfica, o seguinte depoimento: «Seus companheiros eram os seguintes: Frei Gaspar, Frei Francisco da Cruz, Frei Simão de Guimarães e Frei Luís Salvador, todos quatro pregadores e excelentes letrados; Frei Masseu, sacerdote, organista e músico, que também com estas prendas podia ter parte na conversão das almas, havendo experiência certa de que o demónio também se afugenta com as suavidades das harmonias; Frei Pedro Neto, corista de ordens sacras; e Frei João da Vitória, frade leigo e do número daqueles idiotas em cuja boca imprime o Senhor dos humildes o que hão-se responder na presença dos tiranos»13.
A missa incluiu o acto do sermão, que, segundo Caminha, teve como tema a chegada dos portugueses e o achamento da terra e, embora, desconhecendo o sentido da cerimónia e muito menos o teor da mensagem pregado, os índios escutavam silenciosamente, mas com admiração. Para eles tudo isto também era novidade.Terminada a cerimónia, segundo a descrição de Caminha e dos cronistas que servem de apoio a este estudo, os índios fizeram grandes festas com danças, saltos, cânticos e trejeitos, tocando cornos e buzinas ou disparando setas para o ar em sinal de contentamento.
Importa reter o sentido da festa na cerimónia religiosa. Esta dialética entre o lúdico e o sagrado foi depois "explorada" pelos missionários que entretanto chegariam, como instrumento de evangelização, sobretudo pelo aproveitamento da música e da expressão teatral como veículos de difusão da mensagem cristã26.
Do mesmo modo é importante reflectir sobre o significado da bandeira com a Cruz de Cristo, hasteada ao lado do altar enquanto decorria a celebração litúrgica. A mesma que tinha sido entregue pelo monarca, D. Manuel, em Belém, ao capitão-mor, e que acompanhava a frota. De novo, e desta vez em terras americanas, os dois níveis se interpenetravam como corolário da política de Estado então vigente.
A segunda grande cerimónia de cunho cristão foi a chantadura da cruz, a cujo símbolo ficou ligado o nome do lugar encontrado: "Terra de Vera Cruz": «E hoje, que é sexta-feira, primeiro dia de Maio, pela manhã, saímos em terra com nossa bandeira e fomos desembarcar acima do rio contra o sul, onde nos pareceu que seria melhor chantar a cruz, para melhor ser vista. Ali assinalou o capitão o lugar onde fizessem a cova para a chantar.
Enquanto a ficaram fazendo, ele como todos nós outros fomos pela cruz abaixo do rio, onde ela estava. Trouxemo-la dali com esses religiosos e sacerdotes diante cantando, à maneira de procissão.

Fonte: Instituto-camões
Maria Adelina Amorim

Vida monástica no cristianismo

A vida monástica no cristianismo surgiu como uma forma de busca por uma vida de maior consagração a Deus, com o objetivo de se afastar do mu...