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30/03/2016

Santo Ireneu de Lyon Textos


Santo Ireneu de Lyon

Padre da Igreja, nascido por volta de 125 a.D.,
Bispo de Lyon (atualmente, Sul da França)


Contra as heresias: «Proclamai a Boa Nova a toda a criação»

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Contra as heresias: «Quem acolher em meu nome uma criança como esta, é a mim que acolhe»

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Contra as heresias: «Hoje vimos maravilhas»

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Contra as heresias, I, 10, 1-2: «São Marcos transmite a todo o mundo a fé dos apóstolos»

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Contra as heresias, III, 11, 8-9: «São Mateus, um dos quatro evangelistas»

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Contra as Heresias, III,14: «São Lucas, companheiro e colaborador dos apóstolos»

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«Domingo de Pentecostes»

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Do Tratado Contra as heresias: «Ele enviou o Espírito Santo»

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Contra as heresias: «Mas se é pelo Espírito de Deus que expulso os demônios, quer dizer, então, que chegou até vós o Reino de Deus»

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Contra as heresias, III, 22: «Somos Seus irmãos porque Sua Mãe ouviu a palavra e a pôs em prática»

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Contra as heresias, IV, 20, 7: «O Filho revela o Pai» “Ninguém jamais viu a Deus.  O Filho único, que está no seio do Pai, é que O deu a conhecer” (Jo, 1, 18).

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Contra as heresias, III, 10-11: «Eu vos declaro: Elias já veio»

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Contra as heresias: «Tu revelaste-as aos pequeninos»

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Contra as heresias, III, 22, 3; 23, 1: «Filho de Adão»

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Contra as heresias: «O Deus dos vivos»

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Contra as heresias: «A vinha de Deus»

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Contra as Heresias: «Vem, segue-me»

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Contra as heresias: «Cristo revela o Pai»

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Contra as heresias: «Abraão viu o meu dia e ficou feliz»

Leias os textos completos

Fonte

Ecclesia

13/06/2015

Santa Thaís

Thaís era uma princesa egípcia de grande beleza e riqueza que vivia no século IV. Um monge de nome Pafûncio inflamou-se com a idéia de converte-la ao cristianismo com isto tira-la da vida pecaminosa. Em breve Pafûncio teve seu desejo realizado.(Alguns estudiosos acham que este monge São Pafûncio é o mesmo São Paphnutius- que era eremita junto com Santo Onophrius). Thaís converteu-se ao cristianismo, desistindo da vida que levava, com grande obstinação. Queimou sua roupas e jóias em praça publica. O ato seria o primeiro de uma serie de penitencias que a santa se submeteria. Santa Thaís entrou para um monastério de freiras onde manteve-se em penitencia e contemplação por três anos, dos quais não saia de sua cela a não ser para ir a capela rezar. Não sorria, pronunciava uma só palavra, não levantava olhar para ninguém, vestia roupas grossas feitas com sacos velhos, dormia no chão e fazia jejum na base de pão e água.

Sua obstinação e fé nas palavras de Jesus fizeram com que após três anos de extrema penitencia ela fosse readmitida na vida da comunidade e foi descrita como uma pessoa de grande bondade que cuidava, em especial, dos pobres e doentes de sua época, chegando mesmo a lavar os leprosos e os infectados com a peste da época (cólera e febre amarela). Sua fama cresceu visto que ela milagrosamente, não contraia a doença das pessoas que cuidava. Este teria sido o seu primeiro milagre. Diz a tradição que no final de sua vida curava os doentes apenas com sua oração e benção e chegou a prever o dia de sua morte com grande antecedência e ao morrer repetia sem cessar a seguinte oração: "Vós que me criastes, tende compaixão de mim" . Fez questão de ser enterrada em um cova comum sem caixão ou qualquer outra proteção, e algum tempo depois de seu túmulo exalava um perfume agradável.  Em breve seu túmulo se tornou local de peregrinação e vários milagres foram creditados a sua intercessão e no século nono as sua relíquias foram trasladadas e guardadas em um santuário na Igreja de São Praxedes, pelo Papa Pachoal I , que era seu fervoroso devoto e teria sido curado de uma terrível doença pela intercessão da Santa Thaís.

São Pafúncio


Paphuncius era um egípcio que após passar vários anos no deserto sob a direção do grande Santo Antônio ,foi feito bispo de Thebaid. Ele era um dos confessores que durante a perseguição do Imperador Maximinus (310-313) teve o seu o olho direito arrancado, ficou paralítico de uma das pernas e depois enviado para trabalhar nas minas. Por milagre não morreu nas minas e com morte de Maximinus, o Imperador Constantino (313-337) restaurou a paz com a Igreja e Pafúncio retornou ao seu rebanho, passando o resto de sua vida com as marcas gloriosas de seu sofrimento em nome do Mestre Crucificado. Ele era um dos mais zelosos em defender a fé católica contra a heresia Ariana e muito conhecido pela sua santidade.

 Como um dos havia assumido sua fé sem renega-la mesmo ante seus perseguidores e as mais terríveis torturas ele, era uma figura respeitada no primeiro Consilho Geral da Igreja, reunido em Nicea em 325.

Pafúncio, um homem que tinha observado estrita continência durante toda a sua vida é dito como tendo se distinguido entre os membros do Consilho pela oposição ao celibato do clero. Ele dizia que bastava seguir a antiga tradição da Igreja que proibia o casamento somente após a ordenação. Deste dia até hoje é a Lei da Igreja Oriental, onde os católicos ou ortodoxos, que são casados podem ser ordenados e continuarem a viver com suas esposas. São Pafúncio é as vezes chamado de "O grande" para distingui-lo dos outros santos de mesmo nome. São Pafúncio que teve o privilégio de enterrar Santo Onofre (Onouphrius)e foi ele que contou a sua história. Ele teria falecido em torno de 350DC.

12 de Junho - Santo Onofre; Onouphrius Século IV e V

Onofre foi um eremita que viveu no Egito no final do século IV e início do século V. Ele foi encontrado por um abade chamado Pafúncio. Acostumado a fazer visitas a alguns eremitas na região de Tebaida, esse abade empreendeu sua peregrinação a fim de descobrir se também seria chamado a vivê-la.

Pafúncio perambulou no deserto durante vinte e um dias, quando, totalmente exausto e sem forças, caiu ao chão. Nesse instante, viu aparecer uma figura que o fez estremecer: era um homem idoso, de cabelos e barbas que desciam até o chão, recoberto de pêlos tal qual um animal, usando uma tanga de folhas.

Era comum os eremitas serem encontrados com tal aspecto, pois viviam sozinhos no isolamento do deserto e eram vistos apenas pelos anjos. No final, ficavam despidos porque qualquer vestimenta era difícil de ser encontrada e reposta.

No primeiro instante, Pafúncio pôs-se a correr, assustado, com aquela figura. Porém, minutos depois, essa figura o chamou dizendo que nada temesse, pois também era um ser humano e servo de Deus.

O abade retornou ao local e os dois passaram a conversar. Onofre disse a Pafúncio o seu nome e explicou-lhe a sua verdadeira história. Era monge  em um austero monastério em Tebas, mas sentira-se chamado à vida solitária. Resolveu seguir para o deserto e levar a vida de eremita, a exemplo de são João Batista e do profeta Elias, vivendo apenas de ervas e do pouco alimento que encontrasse.

Onofre falou sobre a fome e a sede que sentira e também sobre o conforto que Deus lhe dera alimentando-o com os frutos de uma tamareira que ficava próxima da gruta que era sua moradia. Em seguida, conduziu Pafúncio à tal gruta, onde conversaram sobre as coisas celestes até o pôr-do-sol, quando apareceu, repentinamente, diante dos dois, um pouco de pão e água que os revigorou.

Pafúncio falou a ele sobre seu desejo de tornar-se um eremita. Mas Onofre disse que não era essa a vontade de Deus, que o tinha enviado para assistir-lhe a morte. Depois, deveria retornar e contar a todos sua vida e o que presenciara. Pafúncio ficou, e assistiu quando um anjo deu a eucaristia a Onofre antes da morte, no dia 12 de junho.

Retornando à cidade, escreveu a história de santo Onofre e a divulgou por toda a Ásia. A devoção a este santo era muito grande no Oriente e passou para o Ocidente no tempo das cruzadas. O dia 12 de junho foi mantido pela Igreja, tendo em vista a época em que Pafúncio viveu e escreveu o livro da vida de santo Onofre, que buscou de todas as maneiras os ensinamentos de Deus.

Ele é o padroeiro dos tecelões, talvez porque as vezes tecia sua própria peça de roupa com fios de plantas encontradas no deserto.


É protetor do alcólatras. Diz a lenda que teria no início de sua vida vencido esse terrível vicio, mas nada foi provado nesse sentido. Não obstante ele é invocado para a cura do alcoolismo.

Tebas (Egito)

Tebas  foi uma cidade do Antigo Egito. Foi capital do reino durante o Império Novo (c. 1550 a.C. - 1070 a.C.). Foi, posteriormente, a capital das províncias romanas de Tebaida e da Tebaida Superior. Hoje, nas suas proximidades, ergue-se a cidade de Luxor. Tebas e a sua Necrópole foram classificados Património Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura em 1979
No período do Novo Império, Tebas viveu seu auge, atraindo boa parte da riqueza do Egito e das terras então conquistadas. À medida em que experimentou sua decadência, o centro do poder se deslocou para o delta do Nilo. A cidade, então, tornou-se, durante o século XI a.C., uma entidade política separada sob o domínio sacerdotal. Em 661 a.C., Tebas foi saqueada pelos assírios, um evento relatado na Bíblia (Livro de Naum, capítulo 3, versículos 8-10).

Com a conquista do Egito por Alexandre, o Grande no século IV a.C. e a posterior colonização grega patrocinada pela dinastia Ptolomaica (faraós também de origem grega), a cidade recebeu o nome sob o qual ainda é popularmente conhecida, uma referência à cidade de Tebas original, localizada na Grécia.
Com a chegada de São Marcos, durante o reinado de Nero, nomeadamente no século I iniciou-se no Egito a divulgação do Cristianismo. Após umas décadas, o cristianismo conquistou mais terrenos no Egito e chegou até Tebas clandestinamente, onde um dos cidadãos tebanos chamado Paulo - logo foi conhecido como São Paulo-  se converteu ao cristianismo e fundou um dos modos de monastecismo e ermitismo. Com o crescimento do número da comunidade  cristã, os tebanos começaram a construir alguns conventos em Der El Medina , Der El Bahari, e Der El Rumi. Na realidade a palavra "Der" ou Deir" significa convento em árabe. No início os monges escolheram a margem ocidental de Luxor, sobretudo a região dos Túmulos dos Nobres de Tebas para construir dois novos conventos; " o Mosteiro de Cyramicus" localizado entre o túmulo de Neb-Amon e Hapo Seneb, e " o Mosteiro de Epifanus " descoberto por Theodore Davis que foi construído sobre o túmulo do visir Daga.


Com a vitória realizada através do reconhecimento dado por Constantino o Grande, e logo com o decreto de 391 d.C, os cristãos em Tebas escolheram certos lugares dentro dos monumentos antigos para construir as primeiras igrejas; lugares como o segundo pátio do templo de Hapo foi escolhido para construir a "Catedral de Atanasius" onde ainda se pode ver escritas cópticas gravadas nas colunas faraônicas. As ruínas desta igreja foram achadas em 1895. Existiam igrejas montadas no pátio de Amenhotep III no templo de Luxor e na Grande Sala de Festivais de Tutmés III no templo de Karnak. Naquela época também os ermitãos moravam no Vale dos Reis; sobretudo no túmulo de Ramsés IV, no túmulo de Ramsés V e no no túmulo de Ramsés III onde deixaram gravuras.


Em 29 a.C., momento em que os romanos estavam se tornando senhores do Egito, foi a vez de estes saquearem o local. Finalmente, em 20 a.C., um visitante grego relatou apenas algumas aldeias dispersas no terreno outrora centro do poder dos faraós. Somente no século VII, com a ocupação árabe, é que a região voltou a ter algum destaque, com a construção da moderna Luxor
A Luxor atual é uma cidade pequena que se estende 15 km do norte para Sul. Tem cerca de 250.000 habitantes. A atividade principal da cidade é o turismo. A maior parte da população da cidade trabalha no turismo porém ainda há uma atividade notável de agricultura sobretudo a cana-de-açúcar. A cidade tem uma série de hotéis modernos de categorias diferentes e um pequeno aeroporto moderno capaz de receber e servir a aviação internacional. Luxor está dividida em duas partes; O leste de Luxor (a parte urbana de Luxor), com os dois templos famosos de Karnak e de Luxor, o aeroporto, a estação de trens, os ancoradouros de cruzeiros, os hotéis, os restaurantes, o mercado, as lojas de presentes. E O Oeste de Luxor que contem vilas e sítios ricos em monumentos como; o Vale dos Reis, o Vale das Rainhas, o Vale dos Nobres, Der El Medina, El Der El Bahari, Kurna, Medinet Hapo.


Tebas e a sua Necrópole foram classificados Patrimônio Mundial da UNESCO em 1979.

13 Junho Santo Antônio de Pádua

Santo Antônio de Pádua é tão conhecido por seu nome de ordenação que chamá-lo pelo nome que recebeu no batismo parece estranho: Fernando de Bulhões e Taveira de Azevedo. Além disso, ele era português: nasceu em 1195, 15 de agosto em Lisboa. De família muito rica e da nobreza, ingressou muito jovem na Ordem dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho. Fez seus estudos filosóficos e teológicos em Coimbra e foi lá também que se ordenou sacerdote. Nesse tempo, ainda estava vivo Francisco de Assis, e os primeiros frades dirigidos por ele chegavam a Portugal, instalando ali um mosteiro. 

Os franciscanos eram conhecidos por percorrer caminhos e estradas, de povoado em povoado, de cidade em cidade, vestidos com seus hábitos simples e vivendo em total pobreza. Esse trabalho já produzia mártires. No Marrocos, por exemplo, vários deles perderam a vida por causa da fé e seus corpos foram levados para Portugal, fato que impressionou muito o jovem Fernando. Empolgado com o estilo de vida e de trabalho dos franciscanos, que, diversamente dos outros frades, não viviam como eremitas, mas saiam pelo mundo pregando e evangelizando, resolveu também ir pregar no Marrocos. Entrou para a Ordem, vestiu o hábito dos franciscanos e tomou o nome de Antônio.

Entretanto seu destino não parecia ser o Marrocos. Mal chegou ao país, contraiu uma doença que o obrigou a voltar para Portugal. Aconteceu, porém, que o navio em que viajava foi envolvido por um tremendo vendaval, que empurrou a nave em direção à Itália. Antônio desembarcou na ilha da Sicília e de lá rumou para Assis, a fim de encontrar-se com seu inspirador e fundador da Ordem, Francisco. Com pouco tempo de convivência, transmitiu tanta segurança a ele que foi designado para lecionar teologia aos frades de Bolonha.

Com apenas vinte e seis anos de idade, foi eleito provincial dos franciscanos do norte da Itália. Antônio aceitou o cargo, mas não ficou nele por muito tempo. Seu desejo era pregar, e rumou pelos caminhos da Itália setentrional, praticando a caridade, catequizando o povo simples, dando assistência espiritual aos enfermos e excluídos e até mesmo organizando socialmente essas comunidades. Pregava contra as novas formas de corrupção nascidas do luxo e da avareza dos ricos e poderosos das cidades, onde se disseminaram filosofias heréticas. Ele viajou por muitas regiões da Itália e, por três anos, andou pelo Sul da França, principal foco dessas heresias.
Continuou vivendo para a pregação da palavra de Cristo até morrer, em 13 de junho de 1231, nas cercanias de Pádua, na Itália, com apenas trinta e seis anos de idade. Ali, foi sepultado numa magnífica basílica romana. Sua popularidade era tamanha que imediatamente seu sepulcro tornou-se meta de peregrinações que duram até nossos dias. São milhares os relatos de milagres e graças alcançadas rogando seu nome. Ele foi canonizado no ano seguinte ao de sua morte pelo papa Gregório IX.

Na Itália e no Brasil, por exemplo, ele é venerado por ajudar a arranjar casamentos e encontrar coisas perdidas. Há também uma forma de caridade denominada "Pão de Santo Antonio", que copia as atitudes do santo em favor dos pobres e famintos. No Brasil, ele é comemorado numa das festas mais alegres e populares, estando entre as três maiores das chamadas festas juninas. No ano de 1946, foi proclamado doutor da Igreja pelo papa Pio XII.

Cronologia
1195 - Segundo a tradição mais corrente, nasce em Lisboa, filho de Martim Afonso e Maria. De família “nobre e poderosa”. Batizado com o nome de Fernando.
1202-1209 - Durante aproximadamente sete anos, estuda na escola episcopal anexa à Catedral de Lisboa.
1210 (?) - Ingressa no Mosteiro de São Vicente, dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho, nos arredores de Lisboa.
1212 (?) - Passa para o Mosteiro da Santa Cruz, pertencente também aos Cônegos Regulares de Santo Agostinho. O mosteiro atendia a uma paróquia na cidade e a outra no meio rural, dirigia dois hospitais, dava hospedagem e tinha outros trabalhos pastorais e assistenciais.
1220 - É ordenado sacerdote. Como encarregado da hospedaria, recebe os primeiros franciscanos provenientes de Assis que o impressionaram profundamente. Pouco depois, estes são martirizados em Marrakesh, no Marrocos, e seus restos mortais são sepultados na Igreja dos Cônegos de Santa Cruz. Deixa a Ordem Agostiniana para ingressar na Ordem Franciscana, mudando de nome: chamar-se-á Frei Antônio. Pelo fim do ano, viaja a Marrocos. Apenas chega, adoece gravemente.
1221 - Na primavera, embarca de regresso a Portugal para tratar da saúde, mas um furacão arrasta a nave, e Frei Antônio desembarca na Sicília, sendo hospedado pelos franciscanos de Messina. Em maio, viaja para Assis, onde participa do famoso “Capítulo das Esteiras”. Encontra São Francisco, que havia renunciado ao governo da Ordem, e ouve suas edmoestações. Ao final do Capítulo, Frei Graciano, “Ministro e Servo” dos irmãos menores da Romanha, leva Frei Antônio consigo e o envia ao Eremitério de Monte Paolo, nos arredores de Forli, para celebrar a missa, fazer a limpeza e participar do ofício coral. Permanece ali uns quinze meses.
1223 - Em setembro, por ocasião da ordenação sacra de alguns irmãos, Frei Antônio revela sua doutrina bíblica, seu ardor e sua arte oratória. A partir deste momento, é destinado à pregação itinerante e à formação teológica dos irmãos. Pelo final do ano ou início do ano seguinte, recebe um bilhete de São Francisco, que o autoriza a ensinar a sagrada Teologia em Bolonha.
1224 (?) - Encontramos Frei Antônio em Vercelli.
1225 (?) - Passa para a França e prega em Montpeilier, Aries, Toulouse, Limoges e Bourges.
1226 - É nomeado “Custódio” dos frades menores da região de Limoges, guiando-os na difícil tarefa da evangelização, do trabalho pastoral e do combate à heresia. Dedica-se ainda ao ensino teológico e à redação de subsídios para a pregação. Entrega-se a uma intensa vida contemplativa.
1227 - No fim deste ano ou no princípio do ano seguinte, está novamente na Itália, exercendo o cargo de “Ministro Provincial” das regiões setentrionais.
1229-1230 - Pregação itinerante de Frei Antônio na Marca de Treviso e em Pádua, onde redige os Sermões dominicais, marianos e festivos.
1230 - Participa do Capítulo Geral de Assis, no fim do qual, com outros irmãos, se dirige a Roma para expor ao Papa os problemas da Ordem, que estava em plena crise de identidade, crescimento e adaptação.
1231 - Prega a famosa quaresma de 1231, que foi uma refundação cristã de Pádua. Pregação catequética diária e confissões em massa. Esta pregação-catequese foi o início de uma imponente evangelização da cidade e de seus arredores. Sua saúde está irremediavelmente comprometida. Em fins de maio, está em Camposampiero, onde completa alguns manuscritos e se dedica à contemplação. Ao meio-dia de 13 de junho, sofre um colapso. Quer regressar a Pádua, mas durante a viagem teve que se deter em Arcella, onde morre.

1232 - O Papa Gregório IX canoniza-o no dia 30 de maio, na catedral de Espoleto. É venerado com o título de Doutor da Igreja até 1568, tradição que é confirmada pelo Papa Pio XII no dia 16 de janeiro de 1946. Seu título litúrgico é Doctor Evangelícus.

Iconografia antoniana

a) O hábito franciscano – É um atributo que aparece desde a primeira hora e sempre serviu como mesma chave-de-leitura: quer dizer que ele foi franciscano. No século XV apareceram algumas breves representações que mostravam o santo com um hábito cinza, dos penitentes ou mendicantes; o corte tonsurado do cabelo tem o mesmo significado.
b) O livro (o atributo mais antigo) – Representa o Evangelho e a sabedoria de Antônio, primeiro mestre de Teologia da Ordem dos Frades Menores e doutor da Igreja. Lembra o pregador que arrebatava as multidões com as palavras do Evangelho. Por sua sabedoria bíblica, o Papa Gregório IX chamou-o de “Armário (Arca) do Testamento”.
c) O menino - O menino é visto em três tipos de representação:
1. Em cima do livro: em geral aparece sobre o livro aberto que o santo tem na mão, em gesto de quem abençoa, ou, usando um gesto de origem grega, com os dedos médio e indicador levantados, juntos, como a chamar a atenção para alguém que vai falar (no caso, o santo, pregando); pode representar a visão presenciada pelo Conde Tiso, em sua residência; o estar em cima do livro (Bíblia) evoca a característica de Frei Antônio como pregador do Verbo encarnado; o menino, segundo algumas fontes, nos primeiros tempos, não seria Jesus, mas as crianças, por quem o santo tinha enorme predileção; numa obra de El Greco, o menino (Jesus) aparece como brotando das páginas do livro, onde Antônio mostra a revelação do Verbo.
2. No colo do santo: em outras representações, o livro aparece de lado, e o menino Jesus está no colo de Antônio, numa atitude de extraordinária familiaridade, acariciando-lhe o rosto.
3. Sendo mostrado ao santo, pela Virgem Maria: Um quadro (reproduzido em alguns “santinhos”, mostra a Virgem apresentando o Filho à adoração de Antônio).
d) O lírio – O lírio é um símbolo-atributo que aparece nas representações artísticas após o século XV e se toma popularíssimo; tem dois significados: o mais antigo remete a Pádua; o lírio é a flor da estação na qual Antônio morreu; é a flor do campo, ornamental, perfumada,medicinal e frágil. O outro significado simbólico, posterior ao primeiro, refere-se à pureza, à castidade, à pobreza e ao vigor do testemunho de vida, na entrega do coração virginal a Deus. Há ainda um terceiro atributo, paralelo: a natureza, mostrada, pelos franciscanos, como sinal de Deus.
e) A cruz na mão – A cruz na mão (do século XVI) pode significar duas coisas: o espírito missionário do santo, ou, seu desejo de tomar-se um mártir da fé.
f) Os pés desencontrados - Se observarmos as imagens de Santo Antônio, veremos que seus pés não estão um ao lado do outro, mas um mais à frente do outro; trata-se de um indicativo de “em marcha”, “a caminho”, atitude que sempre caracterizou seu trabalho missionário.
g) A fisionomia adolescente - O rosto jovem, alegre e belo é consequência, como já vimos, daquela perfeição que a religiosidade popular passa à arte, relativamente aos santos e bem-aventurados; significa, também, a jovialidade do espírito do cristão.
h) O pão - Em certas obras de arte antigas (século XVI-XVII) vê-se o santo distribuindo o “pão dos pobres”; esse atributo é o mais recente; apareceu em Messina, na Sicília, em meados do século XIX, durante uma época de fome.
i) A chama - A chama de fogo que aparece em alguns ícones, especialmente orientais, simboliza o amor divino, o zelo e a paixão do santo por Jesus e seu Evangelho.
j) A nogueira - Esta é uma representação não muito conhecida; pouco antes de morrer, com falta de ar, Frei Antônio pediu que armassem sua cela no topo de uma nogueira frondosa, possivelmente nas propriedades do Conde Tiso. O santo já estava doente; falam em hidropisia e asma; há quem suspeite de obesidade (“adquirira certa corpulência…”) e diabetes; ali, além da altura (que proporcionava o ar fresco), o odor das resinas da árvore mantinha-o defendido dos mosquitos; pois mesmo ali vinha gente ouvir sua palavra. Uma pintura renascentista mostra o santo em cima da árvore, pregando ao povo, sentado, com a Bíblia na mão, como se estivesse numa cátedra, tendo, abaixo de si, São Boaventura, na época, o coordenador geral dos franciscanos; o estar na árvore é figura do desprender-se da vida terrena, já que o santo estava nos últimos dias de vida.
l) O terço – Para explicitar que Santo Antônio era um homem de oração, a iconografia do século XVI representou-o com um terço pendurado à cintura. O terço foi criado por São Domingos de Guzman (f 1221), utilizando antigos modelos orientais.
Há vários aspectos da vida, das pregações e dos milagres de Santo Antônio constantes de sua iconografia. O “sermão aos peixes”, em Rimini, o “coração do avarento dentro do cofre”, em Florença, “a mula ajoelhada diante do Santíssimo” em Rimini, fazem parte desse emocionante acervo, criado por mestres da pintura. A morte do santo, em Arcella, e lá fora as crianças fazendo o miraculoso anúncio, está magistralmente pintada numa obra de Murillo.
A icnografia leva-nos, como foi dito, a uma leitura analítica mais atenta de todos os símbolos e atributos que a devoção popular e oficial creditaram aos santos. Iconografia é para se ver e entender, independentemente de valores estéticos. Uma obra de arte, seja um quadro sofisticado ou uma rude representação popular, não é para ser achada bonita ou feia, mas para ser entendido o seu sentido.
No caso místico, as imagens de Deus e dos santos servem para criar aquela aproximação física que nossas carências reclamam, para um ajutório de memória, e para avivar a fé, relembrando as práticas e os sacrifícios daquele que está ali retratado.
E nós, hoje? Somos daqueles que entendemos que, pelo fato de possuirmos essa ou aquela imagem em nossa casa, já temos comunhão com quem está ali representado? Há pessoas que vão à igreja, oram diante das imagens, acendem velas e esquecem-se de reverenciar a Cristo, vivo e presente ali na Eucaristia. Somos desses?
Temos formação suficiente que nos dê uma exata noção entre santidade e divindade, imagem, representação, mediação, pessoa e divindade?

Extraído do livro “Santo Antônio, a realidade e o mito”, de Carmen Sílvia Machado Galvão e Antônio Mesquista Galvão, da Editora Vozes

Pensamentos de Santo Antônio

1. A vida contemplativa não foi instituída por causa da ativa, mas a vida ativa por causa da contemplativa.
2. A fé se compara ao peixe. Assim como o peixe é batido pelas freqüentes ondas do mar, sem que morra com isso, também a fé não se quebra com as adversidades.
3. Quem está cheio das glórias do mundo se assemelha à bexiga que, cheia de vento, parece maior do que é; basta uma picadinha da agulha da morte e se verá o pouco que é.
4. Não é o temor que faz o servo nem é o amor que faz o livre; mas antes o temor é que faz o livre, o amor que faz o servo.
5. Em todo o corpo do homem o diabo não encontra nenhum membro tão conveniente para ser caçado, para espiar, para enganar, como o coração, porque dele procede a vida.
6. A paciência é melhor maneira de vencer.
7. Quanto mais profundamente lançares o alicerce da humildade, tanto mais alto poderás construir o edifício.
8. Jerusalém tinha uma porta chamada “Buraco da Agulha”, pela qual não podia entrar um camelo, porque era baixa. Esta porta é Cristo humilde, pela qual não pode entrar o soberbo ou o corcunda avarento. Aquele que pretende entrar por ela tem de se humilhar.
9. Maria não afugenta nenhum pecador, antes, recebe a todos os que se refugiam nela e, por isso, é chamada Mãe de Misericórdia: é misericordiosa para com os miseráveis, é esperança para os desesperados.
10. O coração profundo é o coração do que ama, do que deseja, do contemplativo, do desprezador das coisas inferiores. Quando te aproximas de tal coração com passos devotos. Deus é exaltado, não em si, mas em ti; a sua exaltação é a intensidade do teu amor, é a elevação do teu espírito.
11. Feliz aquele que arranca de si o coração de pedra e toma um coração de carne, capaz de se doer compungido das misérias dos pobres, de modo que a sua compaixão lhe sirva de consolo e este consolo lhe dissipe a avareza.
12. Oscula com a boca a própria mão quem louva o que faz.
13. Acredita o estulto no conselho da raposa, fiado em que o bem transitório e mutável seja verdadeiro e duradouro.
14. Não poderás levar os fardos de outrem, se não depuseres primeiro os teus. Alivia-te primeiro dos teus, e poderás levar os fardos de outrem.
15. O que o Senhor faz em nós com a nossa cooperação é maior do que tudo o que faz sem nós.
16. Assim como o vento que entra pela boca aberta não mata a sede, mas aumenta-a mais, o mesmo sucede com a vaidade da dignidade.
17. Assim como a flor, quando espalha o odor, não se corrompe, também o verdadeiramente humilde não se eleva quando louvado pelo perfume da sua vida de bondade.
18. A mentira reside na língua, o roubo na mão, as extorsões no coração.
19. Aquele que segue a outro no caminho, não olha para si, mas para aquele a quem constituiu guia da sua vida.
20. Antes de entrar um raio de sol em casa, não aparece dentro, no ar, o pó; se, porém, entrar um raio de sol, parece cheia de pó.
21. Todo enfermo diz: Amarga é a poção para os que a bebem, mas quando se afastar a enfermidade, então se gloriará.
22. O insensato, como um asno, ouve somente o som da palavra divina, mas o sábio percebe-lhe a força e leva-a ao coração.
23. Dizem que o filho da cegonha ama tanto o pai que, ao vê-lo envelhecer, sustenta-o e alimenta-o. Isso faz por instinto. Também nós devemos sutentar o nosso Pai nos seus membros débeis e doentes e alimenta-los nos pobres e necessitados.
24. A soberba, para não ser desprezada, procura encobrir-se na preciosa humildade.
25. Usa mais vezes os ouvidos do que a língua.
26. O hipócrita se assemelha ao pavão: ao ser provocado pelas crianças, mostra o esplendor das suas penas e, quando faz rodar a cauda, descobre torpemente o traseiro.
Pensamentos extraídos do livro “Ensinamentos e Admoestações”, da Editora Vozes; e “Obras Completas de Santo António de Lisboa”, Editorial Restauração, Lisboa.


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14/05/2015

Lista Cronológica dos Santos da Igreja; dies natalis

Século I Santos da Bíblia
Resultado de imagem para seculo i depois de cristo
Joaquim e Ana 26/07
Nossa Senhora 1/01
Carmo 16/07
José 19/03
João Batista 24/06 natividade 29/08 morte
Pedro 29/06
Paulo 25/01 conversão 29/06 morte
Tiago menor 3/05
Felipe 3/05
Matias 14/05
Tomé  3/07
Tiago Maior 25/07
Bartolomeu 24/08
Simão 28/10
Judas 28/08
André 30/11
João 27/12
Barnabé 11/06
Marcos 25/04
Lucas 28/10
Estêvão 26/12
Timóteo 26/01
Tito 26/01
Maria Madalena 22/7
Marta 29/07
Miguel;Gabriel e Rafael 2/10

Santos no Império Romano

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Primeiros mártires da Igreja romana 30/6
Clemente I 23/11
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Século II Era dos mártires

Inácio 17/10
Policarpo 23/02
Justino 1/06
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Século III  Era dos mártires

Ireneu 28/06
Felicidade 7/03
Perpetua 7/03
Calisto I 14/10
Cecília 22/11
Ponciano 13/08
Hipólito 13/08
Fabiano 20/1
Cornélio 16/09
Cipriano 16/09
Sisto II 7/08
Loureço 10/08
Ágata 5/02
Dionísio 9/10
Inês 21/01

Século IV Mártires, confessores e santos auxiliadores
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Luzia 13/12
Brás 3/02
Sebastião 20/01
Pancrácio 12/5
Vicente de Saragoça 22/01
Marcelino 2/06
Pedro, mártir 2/06
Cosme 26/09
Damião 26/09
Jorge 23/04
Januário 19/09
Silvestre 31/12
Antão 17/01
Nicolau 6/12
Hilário 13/01
Eusébio 2/08
Efrém, sírio 9/06
Atanásio 2/05
Basílio 2/01
Cirilo de Jerusalém 18/03
Mônica 27/08
Gregório Naz 2/01
Dâmaso 11/12
Ambrósio 7/12
Martinho de Tours 11/11

Século V Santos na Igreja Imperial
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João Crisóstomo 13/09
Jerônimo 30/09
Agostinho 28/08
Paulo de Nola 22/06
Cirilo de Alexandria 27/06
Pedro Crisólogo 30/07
Leão Magno 10/11
Patrício 17/03






04/03/2015

Representação do álbum dos santos da Igreja










Dos arquivos da perseguição às histórias dos mártires: hagiografia, memória e propaganda na África romana


Julio Cesar MAGALHÃES DE OLIVEIRA
 Professor Doutor – Departamento de História – UEL – Univ. Estadual de Londrina – Rodovia Celso Garcia Cid, PR 445, CEP: 86051-980, Londrina, Paraná, Brasil. E-mail: jcmo@uel.br



Resumo: A passagem dos atos e das paixões dos mártires, escritos no calor das perseguições, às narrativas martirológicas mais legendárias e épicas, que se difundem a partir do final do século IV e do início do século V, foi muitas vezes vista, pelos historiadores, como uma das mais marcantes transformações da hagiografia na Antiguidade Tardia. Contudo, o uso dos registros dos processos judiciais para a redação tanto das tradicionais atas dos mártires como para essas novas narrativas mais extensas e épicas continuou sendo altamente valorizado pelos cristãos do Norte da África, tanto católicos como donatistas, ao menos até o começo do século V. O objetivo deste artigo é investigar as razões desse apreço pelos documentos de arquivo, sobretudo oficiais, e os diferentes usos práticos que deles fizeram os cristãos africanos, do século III ao início do século V.


Palavras-chave: Hagiografia; Donatismo; Processos judiciais; Arquivos públicos; África Romana.



Abstract: The series of events stemming from the acts and passions of the Christian martyrs, written in the heat of persecution up to the more legendary and epic stories spreading from the late 4th and early 5th centuries has often been viewed by historians as one of the more striking transitions of hagiography in Late Antiquity. Nevertheless, the use of the judicial processes in the writing of the traditional martyrs’ acts as well as in the composition of the more extensive and epic narratives remained highly valued in the minds of North African Christians, Donatists and Catholics alike, at least until the beginning of the 5th century. The purpose of this paper is to understand the reasons for the high regard in which the documents in the archives were held, especially the official ones, and to research the different, practical uses made from them by North-African Christians, from the 3rd to the beginning of the 5th century. Keywords: Hagiography; Donatism; Judicial processes; Public archives,; Roman North Africa.


Dos caminhos percorridos pela hagiografia cristã na Antiguidade, aquele que certamente mais chamou a atenção dos historiadores foi a passagem das primeiras histórias dos mártires, escritas no calor da perseguição, às narrativas martirológicas épicas ou legendárias, que se difundiram a partir do final do século IV e do início do século V. As razões dessa mudança de estilo, bem como do êxito que alcançaram esses novos gêneros literários na Antiguidade Tardia, já foram objeto de interpretações divergentes, sendo atribuídas tanto ao caráter supostamente “popularesco” dessa literatura (como lamentava Hippolyte Delehaye [1921] no início do século XX), como às preocupações e necessidades das lideranças eclesiásticas que começavam a controlar e organizar o culto dos santos (como propôs mais recentemente Peter Brown [1981]). No entanto, como Boudewijn Dehandschutter (1995) e outros têm insistido, é preciso lembrar que os textos antigos como os novos atendiam a necessidades muito semelhantes. Nesse sentido, como Marc Van. Leia Mais 

03/03/2015

Origem da congregação para as causas dos santos

A Congregação para as Causas dos Santos

A Congregação para as Causas dos Santos (em latim Congregatio de Causis Sanctorum) é uma prefeitura da Cúria Romana que processa o complexo trâmite que leva à canonização dos santos, passando pela declaração das virtudes heroicas (reconhecimento do estatuto de venerável) e pela beatificação. Depois de elaborado um processo, incluindo a constatação canônica dos milagres, o caso é apresentado ao papa, que decide se proceder ou não à beatificação ou canonização.

É a Congregação, ou Dicastério Romano, que cuida dos processos de canonização na Santa Sé; após uma série de importantes reformas, responde diretamente pelo grande número de beatificações e canonizações que temos hoje em dia. Conheça um pouco da sua história:

Séc. XVI - Com a Constituição "Immensa Aeterni Dei" de 22 de janeiro de 1588, Sixto V criou a Sagrada Congregação dos Ritos e confiou-lhe a tarefa de regular o exercício do culto divino e de estudar as causas dos Santos.

Séc. XX - Paulo VI, com a Constituição Apostólica "Sacra Rituum Congregatio" de 8 de maio de 1969,
dividiu a Congregação dos Ritos, criando assim duas Congregações, uma para o Culto Divino e outra para as Causas dos Santos. Com a mesma  constituição de 1969, a nova Congregação para as Causas dos Santos teve sua própria estrutura, organizada em três departamentos: o judicial, o do
Promotor Geral da Fé e o histórico-jurídico, que era a continuação da Seção Histórica criada por Pio XI em 6 de fevereiro de 1930. A Constituição Apostólica de João Paulo II, "Divinus perfectionis magister", de 25 de janeiro de 1983 e as respectivas "Normae servandae in inquisitionibus ab episcopis faciendis in causis sanctorum" de 7 de fevereiro de 1983, deram lugar a uma profunda reforma no procedimento das causas de canonização e à reestruturação da Congregação. Os processos foram agilizados e simplificados. Em 28 de junho de 1988, João Paulo II, com a Constituição Apostólica "Pastor Bonus", mudou a denominação para Congregação para as Causas dos Santos. (fonte: www.ciic.org.br.)
Em 18 de fevereiro de 2008 a Santa Sé torna público a instrução Sanctorum Mater da Congregação para a Causa dos Santos sobre as normas que regulam o início das causas de beatificação juntamente com o Index ac status causarum.

NomePeríodoNotas
Prefeitos
Angelo Cardeal AmatoSDB2008-atual
José Saraiva Cardeal MartinsCMF1998-2008prefeito emérito
Alberto Cardeal Bovone1995-1998
Angelo Cardeal Felici1988-1995
Pietro Cardeal Palazzini1980-1988
Corrado Cardeal Bafile1976-1980
Luigi Cardeal Raimondi1973-1975
Paolo Cardeal Bertoli1969-1973

Inserida por: Administrador

fonte:  Santos do Brasil
 

02/03/2015

NORMAS PARA OBSERVAR NA INSTRUÇÃO DIOCESANA DAS CAUSAS DOS SANTOS

NORMAS PARA OBSERVAR NA INSTRUÇÃO
 DIOCESANA DAS CAUSAS DOS SANTOS


Promulgado em 1983



A Constituição Apostólica Divinus Perfectionis Magister de 25 de Janeiro de 1983 estabeleceu o procedimento para a instrução que em diante deve ser realizada pelos Bispos nas causas dos Santos; assim também confiou à Congregação a tarefa de emanar normas especiais para o mesmo fim. A mesma Congregação redigiu as seguintes normas, que o Sumo Pontífice quis que fossem examinadas pela Assembleia plenária dos Padres membros da Congregação, nos dias 22 e 23 de Junho de 1981; e depois de ter tido o parecer de todos os Padres membros dos Dicastérios da Cúria Romana, foram ratificadas e mandou que fossem publicadas.

1.a) O autor promove a causa de canonização; pode realizar esta tarefa qualquer pessoa que faça parte do Povo de Deus ou qualquer associação de fiéis admitida pela autoridade eclesiástica.

1.b) O autor trata a causa através de um postulador legitimamente constituído.

2.a) O Postulador é constituído pelo autor com um mandato de procura redigido à norma do direito, com a aprovação do Bispo.

2.b) Enquanto a causa é tratada na Congregação, o postulador, aprovado pela mesma Congregação, deve ter residência estável em Roma.

3.a) Podem exercer o ofício de postulador, os sacerdotes, os membros dos Institutos de vida consagrada e os leigos; mas todos devem ser peritos em teologia, direito canónico e história, como também conhecedores da praxis da Congregação.

3.b) Antes de mais, é tarefa do postulador desenvolver a investigação sobre a vida do Servo de Deus de que se trata, para conhecer a sua fama de santidade e a importância eclesial da causa, e referir ao Bispo.

3.c) Ao Postulador vem também confiada a tarefa de administrar, segundo as normas dadas pela Congregação, os bens oferecidos para a causa.

4. O Postulador tem o direito de fazer-se substituir, com legítimo mandato e com o consentimento do autor, por outros que são chamados vice-postuladores.

5.a) O Bispo competente para instruir uma causa é aquele em cujo território o Servo de Deus morreu, a não ser que particulares circunstâncias, reconhecidas pela Congregação, não aconselhem diversamente.

5.b) Se se trata de um atribuido milagre, é competente o Bispo em cujo território o facto aconteceu.

6.a) O Bispo pode instruir a causa directamente ou através de um seu delegado, que seja sacerdote, verdadeiramente perito na matéria teológica, canónica e também histórica, quando se trata de causas antigas.

6.b) Também o sacerdote, que é escolhido como Promotor de Justiça, deve possuir os mesmos dotes.

6.c) Todos os oficiais, que tomam parte da Causa, devem jurar cumprir fielmente a sua tarefa, e são obrigados ao segredo.

7. A causa pode ser recente ou antiga: diz-se recente, se o martírio ou as virtudes do Servo de Deus podem ser provados mediante as deposições orais de testemunhas oculares; diz-se antiga quando as provas relativas ao martírio ou as virtudes podem retirar-se de fontes escritas.

8. Quem pretenda iniciar uma causa de canonização, apresente ao Bispo competente, através de um Postulador, o libelo com o qual se pede a instrução da causa.

9.a) Nas causas recentes, o libelo deve apresentar-se não antes de cinco anos da morte do Servo de Deus.

9.b) Se vem apresentado depois de 30 anos, o Bispo não pode proceder além, senão se tenha acertado, com uma cuidada investigação, que no caso não tenha havido por parte dos autores alguma fraude ou engano no retardamento do início da causa.

10. O Postulador, juntamente com o libelo, deve apresentar:

1° Nas causas, sejam recentes sejam antigas, uma biografia de um certo valor histórico sobre o Servo de Deus, se existe, ou, na falta desta, uma cuidada relação cronológica sobre a vida e a actividade do Servo de Deus, sobre as suas virtudes ou martírio, sobre a fama de santidade e de milagres, sem omitir aquilo que parece contrário ou menos favorável à mesma causa [1] .

2° Todos os escritos publicados do Servo de Deus em copia autêntica.

3° Só nas causas recentes, um elenco de pessoas que podem contribuir a explorar a verdade sobre as virtudes ou o martírio do Servo de Deus, como também sobre a fama de santidade e de milagres, ou então impugná-la.

11.a) Aceitado o libelo, o Bispo consulte a Conferência Episcopal, pelo menos regional, sobre a oportunidade de iniciar a causa.

11.b) Para além disso, torne publica a petição do postulador na própria diocese e, se parecer oportuno, também noutras dioceses, com o consentimento dos respectivos Bispos, convidando todos os fiéis a fornecer notícias úteis no que diz respeito à causa, se as tiverem.

12.a) Se das informações recebidas surgisse um obstáculo de uma certa relevância contra a causa, o Bispo a informe ao postulador, para que a possa eliminar.

12.b) Se o obstáculo não foi removido e o Bispo julgar que a causa não pode ser admitida, informe o Postulador, expondo os motivos de tal decisão.

13. Se o Bispo entende iniciar a causa, peça acerca dos escritos editados do Servo de Deus o voto de dois censores teólogos; estes refiram se em tais escritos editados existe qualquer coisa de contrario à fé e aos costumes [2] .

14.a) Se os votos dos censores teólogos são favoráveis, o Bispo ordene que venham recolhidos todos os escritos do Servo de Deus ainda não publicados, como também todos os documentos históricos sejam eles manuscritos, impressos que digam de alguma forma respeito à causa [3] .

14.b) Em tal investigação, sobretudo quando se trata de causas antigas, recorra-se à ajuda de peritos em história e arquivística.

14.c) Realizada a tarefa, os peritos apresentem ao Bispo, juntamente com os escritos recolhidos, uma diligente e detalhada relação, na qual refiram e garantam ter cumprido fielmente a sua tarefa, unam um elenco dos escritos e dos documentos, exprimam um juízo acerca da autenticidade e o valor dos mesmos, como também acerca da personalidade do Servo de Deus, que se percebe através dos mesmos escritos e documentos.

15.a) Recebida a relação, o Bispo entregue ao Promotor de Justiça ou a outro esperto tudo aquilo que foi adquirido ate ao momento, de forma que possa preparar os interrogatórios úteis para investigar e colocar à luz a verdade acerca da vida, das virtudes ou do martírio, da fama de santidade ou do martírio do Servo de Deus.

15.b) Nas Causas Antigas os interrogatórios dizem respeito apenas à fama de santidade ou de martírio ainda presente e, se for o caso, ao culto prestado ao Servo de Deus em tempos mais recentes.

15.c) Entretanto, o Bispo envie à Congregação das Causas dos Santos uma breve relação sobre a vida do Servo de Deus e sobre a importância da causa, para ver se da parte da Santa Sé exista qualquer coisa contrária à causa.

16.a) O Bispo ou o seu delegado examine as testemunhas apresentadas pelo postulador e os outros que devem ser interrogados ex officio, assistido por um notário que transcreve as declarações de quem depõe, o qual ao fim deve confirmar o depoimento. Mas se é urgente o exame das testemunhas, de forma que as provas não se percam, essas devem ser interrogadas mesmo antes que se complete a pesquisa dos documentos [4] .

16.b) No exame das testemunhas participe o Promotor de Justiça; se este nalgum caso não estiver presente, os autos sejam por ele examinados posteriormente, de forma que este possa observar e propor tudo quanto pense necessário e oportuno.

16.c) As testemunhas sejam examinadas preferencialmente pelos interrogatórios (interrogatório já preparado pelo Promotor de Justiça depois de ler todos os documentos); depois o Bispo ou o seu delegado, não deixe de colocar outras perguntas necessárias ou úteis, de forma que tudo o que disseram seja melhor esclarecido ou as eventuais dificuldades emersas sejam claramente dissolvidas e explicadas.

17. As testemunhas devem ser oculares; a estas, se ocorre, podem acrescentar-se outras que tenham ouvido daqueles que viram; mas todos sejam dignos de fé.

18. Como testemunhas sejam apresentadas antes de mais os consanguíneos e os parentes do Servo de Deus e outros que tenham vivido com ele familiaridade e relação.

19. Para provar o martírio ou o exercício das virtudes e a fama de milagres de um Servo de Deus que tenha pertencido a qualquer instituto de vida consagrada, uma parte notável das testemunhas apresentadas deve ser estranha; a menos que isso seja impossível, por motivo da particular vida do Servo de Deus.

20. Não sejam admitidos a testemunhar: 1° O sacerdote, no que diz respeito ao seu conhecimento através da confissão sacramental. 2° Os confessores habituais ou os directores espirituais do Servo de Deus, no que diz respeito também a tudo o que do Servo de Deus expressaram no foro da consciência, fora da confissão sacramental. 3° O Postulador da causa, durante o seu ofício.

21.a) O bispo ou o delegado chama ex officio algumas testemunhas, que estejam em grau de contribuir, se ocorre, para completar a instrução, sobretudo se forem contrários à causa.

21.b) Devem ser chamados como testemunhas ex officio os peritos que desenvolveram a investigação sobre os documentos e redigiram a relação sobre os mesmos: esses devem declarar sobre juramento: 1° De ter desenvolvido todas as investigações e de ter recolhido tudo o que diz respeito à causa; 2° De não ter mutilado ou alterado qualquer documento ou testo;

22.a) Os médicos que trataram o doente, quando se trata de curas prodigiosas, são tidos como testemunhas.

22.b) No caso destes rejeitarem apresentar-se ao Bispo ou ao seu delegado, este proveda que preparem sob juramento, se possível, uma relação escrita sobre a doença e o seu progresso, de forma que tudo seja inserido nos autos, ou pelo menos se procure obter-se o seu parecer, a submeter depois à exame.

23. As testemunhas no seu depoimento, que deve ser confirmado com juramento, devem indicar a fonte do conhecimento daquilo que testemunham; diversamente o seu testemunho é tido como nulo.

24. Se uma testemunha prefere entregar ao Bispo ou ao seu delegado, seja ao tempo da sua deposição, seja fora dessa, qualquer escrito por si redigido anteriormente, tal escrito seja aceitado, desde que o próprio prove com juramento que foi o autor e que em tal escrito estejam expostas coisas verdadeiras; tal escrito seja agregado aos autos da causa.

25.a) Qualquer que seja a forma no qual a testemunha tenha deixado as informações, o Bispo ou o delegado procure ter sempre o cuidado de autentifica-las com a sua assinatura e com o próprio carimbo.

25.b) Os documentos e os testemunhos escritos, sejam recolhidos por peritos, sejam entregues por outros, sejam declarados autênticos com a assinatura de um notário e do seu carimbo ou de um oficial público que faça fé.

26.a) Se as investigações sobre os documentos ou sobre as testemunhas tenham de ser desenvolvidas em outras dioceses, o bispo ou o seu delegado mande uma carta ao bispo competente, o qual procederá segundo as normas aqui estabelecidas.

26.b) Os autos de tal instrução sejam conservados no arquivo da cúria, mas uma cópia redigida segundo a norma dos nn. 29-30 seja mandada ao bispo requerente.

27.a) O Bispo ou o delegado cuidem com grande diligência e empenho de forma que no recolher das provas nada seja omitido, de quanto de qualquer forma tenha a ver com a causa, tendo presente que o feliz êxito da causa depende em grande parte da sua boa instrução.

27.b) Recolhidas todas as provas, o promotor de justiça examine os autos e documentos para poder, se lhe parecer necessário, pedir um suplemento de instrução.

27.c) Ao Postulador deve ser dada a faculdade de examinar os autos para poder, se lhe parecer oportuno, completar as provas com novas testemunhas ou documentos.

28.a) Antes que a Investigação seja concluída o bispo ou o seu delegado inspeccione diligentemente o sepulcro do servo de Deus, o quarto no qual viveu e morreu e outros eventuais lugares onde se possam encontrar sinais de culto em sua honra, e faça uma declaração acerca da observância dos decretos de Urbano VIII sobre a não existência de culto [5] .

28.b) De tudo aquilo que se fez, seja feita uma relação, a anexar aos autos.

29.a) Completados os autos instrutórios, o bispo ou o seu delegado ordene que seja redigida uma cópia conforme, a menos que consideradas as circunstâncias seguras, tenha já permitido sua preparação durante a fase instrutória.

29.b) A cópia conforme seja transcrita dos originais e venha feita em duplo exemplar. (Uma das cópias chama-se “Transumptum” a outra “Cópia Publica”, ambas são enviadas para Roma, permanecendo os autos originais no arquivo da Diocese).

30.a) Feita a cópia conforme (“Transuptum”) seja esta confrontada com os originais, e o notário assine página por página com a sua abreviatura e com o seu carimbo.

30.b) Os autos originais, fechados num envelope, sejam fechados e selados com o selo, sejam guardados no arquivo da cúria diocesana.

31.a) A Cópia conforme (“Transuptum”) e os documentos anexados sejam transmitidos por uma via segura à Congregação em duplo exemplar (Cópia Pública e Transuptum) devidamente fechado e selado, junto com uma cópia dos livros do servo de Deus examinados pelos censores teólogos e submetidos ao seu juízo [6] .

31.b) Se é necessário uma tradução dos autos e dos documentos numa língua admitida junto da Congregação, sejam produzidas duas cópias da versão declarada autêntica, e sejam enviados a Roma junto à cópia conforme. (Não é necessário traduzir em Português, já admitido na Congregação).

31.c) O bispo ou o seu delegado envie ao Cardeal Prefeito uma declaração sobre a credibilidade das testemunhas e a legitimidades dos autos.

32. A investigação sobre os milagres seja instruída separadamente (trata-se de outro processo, que não o da vida, fama de santidade e virtudes heróicas ou o de martírio) [7] .

33.a) O bispo competente segundo a norma do n.5 b, depois de ter recebido o libelo do postulador junto com uma breve mas precisa relação do presumível milagre e dos documentos a ele relativos, peça o juízo de um ou dois peritos.

33.b) Se se decidiu instruir a causa, examinará pessoalmente ou através de um seu delegado todas as testemunhas, segundo as normas estabelecidas em cima nos números 15ª, 16-18 e 21-24.

34.a) Se estamos diante da cura de uma doença, o bispo ou o seu delegado peça a ajuda de um médico, o qual põe as perguntas às testemunhas para esclarecer as coisas segundo as necessidades e as circunstâncias.

34.b) Se a pessoa curada for ainda viva, alguns peritos a visitem, para constatar se a cura é duradoura.

35. A Cópia conforme da investigação juntamente com os documentos anexos seja enviada à Congregação segundo o estabelecido nos números 29-31.

36. São proibidas nas igrejas as celebrações de qualquer género ou peregrinações sobre o servo de Deus, cuja santidade de vida está ainda sujeita a legítimo exame.

Mas também fora das igrejas se deve abster daqueles actos que poderão induzir os fiéis em erro, tomando a investigação, feita pelo bispo sobre a vida e sobre as virtudes ou sobre o martírio do servo de Deus uma acção que comporte automaticamente a certeza da futura canonização do servo de Deus.

João Paulo II, por divina providência Papa, na audiência concedida no dia 7 de Fevereiro de 1983 ao abaixo assinado Cardeal Prefeito da Congregação, dignou-se aprovar e ratificar as presentes normas, ordenando a sua publicação e a entrada em vigor a partir de hoje mesmo. Estas normas deverão devidamente e devotamente ser observadas por todos os bispos que instruem e por todos os directamente interessados, apesar de qualquer disposição em contrário, mesmo digna de especial menção.

Dado em Roma, na Congregação das Causas dos Santos, 7 de Fevereiro de 1983.

Pietro Cardeal Palazzini
Prefeito

Traian Crisan
Arcebispo Titular de Drivasto
Secretário



Notas

[1] Cfr. Costituição Apostólica Divinus perfectionis Magister, n. 2.1.

[2] Cfr. Ibid., 2.2.

[3] Cfr. Ibid., n. 2.3.

[4] Cfr. Ibid., n. 2.4.

[5] Cfr. Ibid., n. 2.6.

[6] Ibid.

[7] Ibid., n. 2, 5.

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