14/09/2020

Profeta Ezequiel

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Ezequiel 
יְחֶזְקֵאל, Y'khizqelO profeta Ezequiel, por Michelangelo, entre 1509-1510, na 
Capela Sistina, Vaticano.Nascimento622 a.C.
Jerusalém, território da Tribo de Judá, Reino de Judá.Morte570 a.C.
Babilônia, Segundo Império Babilônico.CidadaniaisraelitaOcupaçãoProfeta da 
Bíblia; Sacerdote.Magnum opusLivro de EzequielEzequiel (em hebraico: יְחֶזְקֵאל, transl. Y'khizqel, IPA: [jəħ.ezˈqel]), "A
Força de Deus ou Deus Fortalece", de חזק, khazaq, IPA: [kħaˈzaq], "força", e אל, 
el, IPA: [ʔel], "Deus"), foi um sacerdote que profetizou por 22 anos durante o 
século VI a.C., através de visões que teve durante o exílio da Babilônia, tal
como registrado no Livro de Ezequiel.

O cristianismo vê Ezequiel como um profeta, e o judaismo considera o seu livro
como parte de seu cânone, considerando-o o terceiro dos principais profetas. O 
islamismo fala de um profeta chamado Dhul-Kifl, que costuma ser associado com
Ezequiel.

VIDA
Ezequiel, era um sacerdote que foi chamado para profetizar durante o Exílio do
povo judeu na Babilônia, tendo exercido sua atividade entre os anos 593 a 571
AC. Diz-se que fundou uma escola de profetas e que ensinava a Lei à beira do Rio
Quebar que corta a cidade de Babilônia.

São curiosas as visões que o profeta teve sobre a glória de Jeová e os sinais
que aconteceram em sua própria vida demonstrando que as ações de Deus são fortes
e marcantes. Ezequiel perdeu a sua esposa como sinal da queda de Jerusalém.

A comunidade, em meio à qual ele vivia, acreditava que em breve tudo voltaria a
ser como antes, para seus contemporâneos o projeto de Deus era mero sistema que
lhe dava segurança. Ezequiel, no entanto, sabe que o sistema passado estava
agonizando de maneira irrecuperável, pois Jerusalém seria destruída.

Segundo ele, a sociedade sofria de doença crônica e incurável, pois havia
abandonado o projeto de Jeová em troca de uma vida luxuosa e fascinante. Por
isso, Ezequiel vê o próprio Deus deixando o Templo (11:22-24) e largando os
rebeldes ao bel-prazer dos amantes.

Isso era causa de sofrimento para o profeta, mas não de desânimo e desespero.
Para ele, o futuro seria de ressurreição (caps. 36-37) e novidade radical. Com
sua linguagem simbólica, Ezequiel indicava os passos para a construção do mundo
novo:

Visão de Ezequiel da ressurreição dos ossos (Ezequiel 37: 1-14), óleo sobre
tela, autor desconhecido, escola alemã do século XVII. * Assumir a
   responsabilidade pelo fracasso histórico de um sistema que se corrompeu
   completamente, provocando a ruína de toda a nação.

 * Compreender que a simples reforma de um sistema corrompido não gera nenhuma
   sociedade nova; apenas reanima o velho sistema que, cedo ou tarde, acabará
   sempre nos mesmos vícios.

 * Converter-se a Jeová, assumindo o seu projeto; e, a partir daí, construir uma
   sociedade justa e fraterna, voltada para a liberdade e a vida.

Com esse programa profético, vislumbrava-se um futuro novo: Deus voltaria para o
meio de seu povo (43:1-7), provocando o surgimento de uma sociedade radicalmente
nova. Aí todos poderão participar igualmente dos bens e decisões que constroem a
relação social a partir da justiça. Desse modo, todos poderão reconhecer que a
partir desse dia, o nome da cidade será: Jeová está aí (48:35).

A doutrina deste profeta tem por núcleo a renovação interior: é preciso criar
para si um coração novo e um espírito novo (18:31); ou ainda, o próprio Deus
dará "outro" coração, um coração "novo", e infudirá no homem um espírito "novo"
(11:19; 36:26).

Uma curiosidade sobre Ezequiel é que ele e o profeta Daniel são os únicos além
de Jesus que foram chamados de filho do homem.

Ezequiel dá origem à corrente apocalíptica, suas grandiosas visões antecipam as
de Daniel e as do autor de Apocalipse.

EZEQUIEL E O PROPOSITO DO SEU LIVRO
O propósito das profecias de Ezequiel foi duplo (1) entregar a mensagem divina
do juízo ao povo apóstata de Judá e Jerusalém (1-----24) e às sete nações
estrangeiras ao seu redor (25---32); e (2) conservar a fé do Remanescente fiel a
Deus no exílio,concernente à restauração de seu povo segundo o concerto e à
gloria final do reino de Deus (33---48).O Profeta também ressaltava a
responsabilidade pessoal de cada indivíduo diante de Deus, ao invés de somente
culpar os antepassados e seus pecados como a causa do exílio como
julgamento(18.1-32;33.10-20)


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