A abordagem das questões propostas pelo tema é uma tarefa que exige,
preliminarmente, um estabelecimento de conceitos operacionais e normativos que
permitam o entendimento razoavelmente seguro, ou menos problemático, desse
universo.
Religião e religiosidade são produções humanas situadas na esfera da cultura, ou
da superestrutura, se quiserem; são históricas, portanto, mas que por vezes são
interpretadas como a - históricas e, além disso, se propõem elas mesmas, estabelecerem
um conceito e uma filosofia da história.
A complicar ainda mais o trabalho, sabemos que são múltiplas e multifacetadas
as conceituações existentes sobre religião, religiosidade e história, de modo que é
necessário, digamos, desbastar um pouco esse terreno para que possamos transitar
melhor por ele.
O que podemos entender por história? Pergunta aparentemente despropositada
após tantos séculos de estudos sobre a história humana.
Deixa, entretanto, de ser absurda quando se verifica que, no mundo ocidental,
isto é, aquela parte da humanidade diretamente amoldada pelo eurocentrismo, são várias
as interpretações elaboradas.
Entretanto, a multiplicidade de interpretações elaboradas no muno ocidental
apresentam um traço de união, um elo ligando-as de algum modo. Iluministas,
marxistas, positivistas, enfim, as racionalidades européias da passagem do século XVIII
para o XIX em diante, das quais derivaram outras vertentes, tais como historicismo,
culturalismo, existencialismo, etc. todas elas estabeleceram uma interpretação da
história lastreada na certeza de que ela é, foi e sempre será uma produção da
racionalidade e da ação humana. Leia o texto completo
Fonte:
Revista Brasileira de História das Religiões – Ano I, no. 1 – Dossiê Identidades Religiosas e História.
Nenhum comentário:
Postar um comentário